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O Folclore no Mundo Globalizado

Posted in Cultura, História by micheletavares on 01/06/2009

Por Aryane Henriques e Laura Borges

Professora da Universidade Federal de Sergipe - Valéria Oliveira

Professora da Universidade Federal de Sergipe - Valéria Oliveira

Mitos e lendas do Brasil, lendas e mitos da cultura popular brasileira, contos e lendas populares, Saci-Pererê, mula sem cabeça, festividades e comemorações, curupira são os diversos meios das formas de realizações e prática do folclore brasileiro que definimos como um conjunto de mitos e lendas que as pessoas passam de geração a geração por meio de ensinamentos e da participação nas comemorações e costumes. O Folclore, na verdade, é o exercício da sabedoria do povo, afinal, a sua origem é essencialmente popular.

O Folclore Sergipano é um dos mais ricos do país. Infelizmente, muitos grupos folclóricos encontram-se extintos em vários locais do Brasil, porém aqui em Sergipe eles atuam de forma alegre, viva e rica. Por conta dessa extinção na prática do folclore há uma grande preocupação na preservação de suas manifestações e costumes. Um grande exemplo de folclore sergipano está situado na cidade de Laranjeiras que por sinal no mês de janeiro torna-se a capital mundial do folclore, pois acontece o Encontro Cultural de Laranjeiras com o intuito de reunir diversos grupos folclóricos, folcloristas de todo o mundo.

Visto que precisamos saber mais sobre o folclore brasileiro e também sergipano, pois esse costume anda extinto no cotidiano das pessoas e que há necessidade da passagem desse modo de cultura e manifestação a cada geração, o EmPautaUFS convidou a Professora de História Econômica Geral e do Brasil da Universidade Federal de Sergipe, Valéria Oliveira, para esclarecer o assunto e incentivar a prática do folclore.

EmPauta UFS: É possível haver folclore numa cidade urbanizada? Como reconhecê-lo?

Valéria Oliveira: SIM, NA MEDIDA EM QUE PERCEBEMOS AINDA HOJE DIVERSAS MANIFESTAÇÕES FOLCLÓRICAS ESPECIALMENTE EM BAIRROS CONSIDERADOS PERIFÉRICOS.

EmPauta UFS: Onde a globalização é diretamente um fator de extermínio do folclore?

Valéria Oliveira: EU NÃO DIRIA DE EXTERMÍNIO, MAS DE DESFIGURAÇÃO, UMA VEZ QUE MUITAS DAS CARACTERÍSTICAS DAS MANIFESTAÇÕES FOLCLÓRICAS AS VEZES SE PERDEM POR CONTA DE UMA MAIOR VALORIZAÇÃO DE ASPECTOS ESTRANGEIROS DO QUE DAS TRADIÇÕES LOCAIS.

EmPauta UFS: As pessoas ainda lutam por esse ideal de identidade?

Valéria Oliveira: PERCEBEMOS QUE EM DIVERSOS MUNICÍPIOS, ESPECIALMENTE NO INTERIOR, EXISTEM COMUNIDADES QUE LUTAM PELA PRESERVAÇÃO DE SUAS MANIFESTAÇÕES FOLCLÓRICAS, DE FORMA A INCENTIVAR OS MAIS JOVENS A DAREM CONTINUIDADE ÀS SUAS TRADIÇÕES.

EmPauta UFS: Quais os pontos folclóricos ainda vivos em Sergipe?

Valéria Oliveira: TEMOS ALGUNS EXEMPLOS BASTANTE EMBLEMÁTICOS COMO: LARANJEIRAS, SÃO CRISTÓVÃO, ARACAJU, MARUIM, ESTÃNCIA, ENFIM, CADA MUNICÍPIO TEM SUAS TRADIÇÕES FOCLÓRICAS.

EmPauta UFS: O que a comunidade acadêmica tem feito pelo resgate de tradições?

Valéria Oliveira: DE UMA FORMA GERAL, VÁRIOS INTELECTUAIS VÊM DESENVOLVENDO ESTUDOS SOBRE O FOLCLORE SERGIPANO, NÃO SENDO NECESSARIAMENTE MEMBROS DOCENTES UNIVERSITÁRIOS. ALGUNS NOMES SE DESTACAM, COMO: JACKSON DA SILVA LIMA, BEATRIZ GOES DANTAS, AGLAÉ d’ÁVILA FONTES DE ALENCAR, NÚBIA MARQUES, LUIZ ANTONIO BARRETO, ENTRE OUTROS.
UMA CONTRIBUIÇÃO IMPORTANTE TÊM SIDO O FESTIVAL DE ARTE DE SÃO CRISTÓVÃO QUE DURANTE MUITO TEMPO FOI ORGANIZADO PELA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE.

EmPauta UFS: De forma prática o que é possível fazer pela vida coletiva das crenças?

Valéria Oliveira: O FOLCLORE, NAS SUAS MAIS DIVERSAS MANIFESTAÇÕES, PODE E DEVE SER PROPAGADO PRIMEIRAMENTE NA ESCOLA E EM SEGUNDO LUGAR NO DIA-A-DIA DE CADA COMUNIDADE, VALORIZANDO OS COSTUMES, AS LENDAS AS CRENÇAS, AS DANÇAS E FOLGUEDOS. CADA UM DESSES ELEMENTOS É IMPORTANTE PARA A RIQUEZA DA CULTURA DE CADA CIDADE, ESTADO E REGIÃO.

“Preservar a memória cultural não é somente guardar o passado a sete chaves como um bem precioso. É, na verdade, libertar o passado para se encontrar com o presente numa relação significativa, onde a cultura e o talento se entremeiam de forma mágica.” (Aglaé D’Ávila Fontes de Alencar)

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