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Duplicação da Rodovia João Bebe Água traz impactos para a região

Posted in Política by micheletavares on 17/12/2008

Por Bárbara Nascimento e Andreza Lisboa

 Rodovia João Bebe Água.

A comissão de moradores do bairro Rosa Elze, localizado no município de São Cristóvão, reuniu-se na noite desta terça-feira, 16, para discutir acerca da tramitação do projeto de ampliação da Rodovia João Bebe Água. A execução das obras já vem afetando a população que teme o seu avanço e a conseqüente desapropriação de suas casas.

A comunidade apontou algumas falhas da negociação cometidas pelo Governo do Estado e pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Dentre estas, os moradores apontam para o fato de a comissão dos representantes locais não ter sido convocada para as reuniões em conjunto com o corpo administrativo da universidade e com os técnicos responsáveis pelo projeto, além de as obras serem iniciadas sem que houvesse qualquer comunicação prévia para a comunidade da região.

Durante a reunião, os moradores se mostraram indignados com o posicionamento da Universidade em não ouvir as suas reivindicações. “É importante deixar claro que a população que reside no Rosa Elze não é contra a duplicação da Rodovia, desde que a mesma não fira o direito humano à propriedade. Se a UFS cedesse alguns metros de seu terreno, as obras poderiam continuar sem maiores transtornos”, pontuou um dos membros da comissão.

De acordo com o reitor da Universidade, Josué Modesto dos Passos Subrinho, a concessão da área designada para a construção da obra depende apenas de um instrumento jurídico que legalize a operação. Já o diretor do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), Ézio Faro, garante que o laboratório de tecnologia – localizado nas proximidades da rodovia – não será prejudicado, pois a área em questão é destinada à construção de ciclovia e calçada.

Ainda durante a reunião, a presença do deputado estadual Professor Wanderlê foi aguardada pelo grupo de moradores que propõem, como última investida para conter a demolição de suas casas, a apresentação em uma próxima assembléia perante o Ministério Público da planta original da Universidade que mostra a expansão territorial da Instituição com a compra de alguns terrenos adjacentes a sua área (como do antigo Loteamento Rosa Elza) e a apropriação de algumas ruas e avenidas de domínio municipal inseridas dentro dos limites desse Loteamento.

 

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