Técnica de Produção, Reportagem e Redação Jornalística

“Agroecologia se faz todo dia”

Posted in Ciência e Tecnologia, UFS by micheletavares on 03/06/2009

Foto 1 - Bahia e CanéFoi com essa afirmação, em entrevista concedida ao Em Pauta UFS, que o estudante de Engenharia Florestal, Sílvio Marcos, mais conhecido por Bahia, concluiu sua fala sobre o Espaço de Vivência Agroecológica (EVA). No decorrer da entrevista, este juntamente com o estudante do curso de Biologia, Felipe de Sena, o Cané, traçou um panorama da atual condição do Espaço, esclareceu questões sobre a Agroecologia e questionou, entre outras coisas, a falta de participação dos estudantes.

Localizado logo após o Departamento de Artes e Comunicação Social da UFS, o EVA pretende, a partir de ações não agressivas ao meio ambiente, desenvolver o debate sobre a Agroecologia e procurar obter o conhecimento prático não encontrado nas salas de aula na Universidade. O trabalho do EVA é realmente de colocar a mão na terra, pegar na enxada, plantar e ver crescer. E foi dentro desse Espaço, entre árvores, mudas e todo tipo de vegetação, que a entrevista foi concebida. O resultado de uma conversa de 43 minutos pode ser conferido aqui, no Em Pauta UFS.

 Por Talita Moraes e Bianca Oliveira

EmpautaUfs: O que é agroecologia?

Cané: Agrecologia pode ser entendida de diversas formas, como uma forma de produzir se orientando pela qualidade nutricional dos alimentos, porque hoje os alimentos são produzidos e, dentro disso, existem vários pacotes introduzidos pela Revolução Verde- um processo ideológico de hegemonização de tecnologias para desenvolver a produção da área. Então, a agroecologia vem para se contrapor a esse modelo e propor alternativas sustentáveis, sustentáveis para o agricultor.

Bahia: Agroecologia é mais que uma ideologia, é prática, você a pratica todos os dias. Para mim, ela é uma ferramenta, que tanto contribui para a transformação da sociedade como para contrapor aos pacotes tecnológicos que são colocados pelo sistema.

EmpautaUfs: Mas a agroecologia utiliza-se da tecnologia, ou ela a abandona?

Bahia: Sim, ela se utiliza da tecnologia, mas associada ao acesso. Ela não usa de uma tecnologia que nem todo mundo terá acesso, como uma ferramenta que possa ser utilizada por um pequeno agricultor.

Cané: Como exemplo do fogão solar, que com duas caixas, um pedaço de mármore, outro de vidro você pode cozinhar feijão em quatro horas. Essa tecnologia, por exemplo, deveria ser difundida pelos agricultores, mas isso não é de interesse dos próprios estudantes de dentro das universidades, dos professores em incentivar esse tipo de projeto de pesquisa de extensão para a comunidade. E o próprio Governo, de certa forma, também inviabiliza isso, já que a política de assistência técnica de instituição rural do governo se preocupa mais em direcionar agroecologia para o mercado. Mas, na verdade, ela vem para trazer um equilíbrio econômico, uma reparação social, onde todos tenham direito de pertencer a terra, de produzir com a terra, de dividir a produção.

Bahia: Agroecologia se baseia em três princípios: socialmente justo, ecologicamente correto e economicamente viável. Dentro desse economicamente viável, existem as tecnologias alternativas, são tecnologias que podem ser criadas dentro da propriedade sem precisar de insumos ou energias de fora.

EmpautaUfs: Então, ela abandona as grandes produções de monocultura?

Bahia: Ela faz o contraponto justamente aí. A agroecologia não existe para ser introduzida numa área muito grande, é para ser praticada num lugar pequeno, onde o pequeno agricultor produz para a subsistência e o que exceder ele pode vender em feiras livres, trocar. Afinal, não tem como em uma área de 100.000 hectares trabalhar manualmente, seria preciso o uso de trator,EVA por exemplo.

EmpautaUfs: Vocês falaram sobre Revolução Verde. A partir de que momento ela existiu? Com a revolução industrial?

Cané: Foi no processo de pós II Guerra Mundial. Como tinha muita bomba, muita queimada de terra para poder visualizar o inimigo, as várias áreas da Europa foram devastadas, daí precisou-se de cientistas para estudar a química do solo, das plantas.

Bahia: No pós-guerra sobrou muito produto bélico, e eles custam um valor para quem faz a guerra e como estavam com tudo aquilo acumulado, tinham que dá um fim. Então, criou-se a revolução verde, um incentivo a produção de grandes monoculturas, utilizando esse resto da indústria bélica que, por exemplo, o mesmo veneno utilizado para matar pessoas na guerra, com algumas mudanças, era o mesmo que matava insetos, produzia adubo químico.

Cané: Os próprios tanques de guerra, se você visualizar, parecem muito com os tratores de hoje em dia.

Bahia: Sim, os tanques de guerra que não serviam mais para a guerra foram adaptados para a agricultura de forma a aumentar a produção. Mas o principal objetivo era ter o que fazer com o que sobrou da guerra, daí vieram os insumos, os herbicidas, os inseticidas, os agrotóxicos

EmpautaUfs: Dentro dessa perspectiva, qual o objetivo do EVA?

Cané: O objetivo do EVA é trazer estudantes para discutir agroecologia e levá-la para a sociedade, já que os intelectuais estão saindo daqui e deveriam democratizar informação. Mostrar como a Revolução Verde foi ruim, está sendo ruim, doenças começaram a ser geradas por esses processos degradativos do ser humano, pela alimentação, pelo estresse que envolve a questão do mundo globalizado e suas relações, ou a própria competitividade, várias coisas que interferem no ser humano.

Bahia: O objetivo do EVA é justamente disseminar agroecologia entre as pessoas, tanto na universidade como fora dela também. Como o EVA já foi um grupo de extensão e que dá oficinas sobre produção de mudas, sobre lixo, enfim, tenta trazer os estudantes, porque agroecologia é interdisciplinar, ela precisa do estudante de engenharia florestal, do de biologia, do de comunicação, direito, geografia, matemática.  Tentar discuti-la dentro da universidade, pois é tão pouco citada nela, já que não é objetivo do capital.

EmpautaUfs: Você falou que o EVA pretende alcançar a sociedade. Há uma troca entre vocês e a sociedade? Há uma interação?

Cané: Estou há dois anos no EVA, mas só participei de dois trabalhos, duas vivências em áreas de assentamento da reforma agrária. Mas mesmo sendo um grupo novo, de quatro anos, e só agora em 2009, na UFS, ter tido concurso para professor na área de agroecologia, o processo de evolução em se organizar para trabalhar com a comunidade vai acontecer agora.

EmpautaUfs: Mesmo assim, vocês fizeram algum trabalho anterior? Com a comunidade daqui do Rosa Elze, por exemplo?

Bahia: Nunca fizemos diretamente no Rosa Elze, mas fizemos o I Encontro Sergipano de Agroecologia que aconteceu em Estância, com a juventude do MST, 80 agricultores e 20 estudantes da universidade, onde agente procurou discutir agroecologia para eles a entenderem. Já que é muito complicado, pois o agricultor é acostumado a usar do pacote tecnológico que o sistema o impõe a usar, e de repente chega umas pessoas e dizem que tudo ali está errado. Ele fala: “quem é você para dizer que eu estou errado em usar adubo químico?”, se ele vive daquilo, do que come. Este é o caso da transição agroecológica. Bem, nós criamos esse encontro, criamos o EIV – Estágio Interdisciplinar de Vivência- que é um estágio onde o aluno passa 15 dias na casa do agricultor vivenciando tudo que ele faz no dia a dia. Incentivando o estudante a quando sair da universidade discutir agroecologia.

EmpautaUfs: O EVA está aberto a qualquer estudante de qualquer área?

Cané: Sim. Inclusive este ano terá novamente o EIV, em que os últimos cursistas vão se reunir para organizar o segundo.

Bahia: Quem foi estagiário no passado vai organizar o próximo, em outubro. O pessoal aprovou. Era o que faltava para os estudantes quando se formarem tentar trabalhar com os movimentos sociais, para contribuir com eles, porque muitas vezes o que acontece de errado no movimento social é uma conseqüência dos estudantes que buscam informação muito bitolada à sala de aula. E se formam preocupados, apenas, em ganhar seu pão, despreocupados em ajudar o maior número de pessoas possível.

EmpautaUfs: Os agricultores receberam bem os estudantes?

Bahia e Cané: MUITO BEM!

Bahia: Aceitaram sugestões, o pessoal do EVA deu oficinas de plantação de mudas, compostagem, reaproveitamento de alimento.  Na realidade, foi uma troca, mas quem somos nós daqui de dentro da cidade? Nós discutimos aqui, mas quem somos nós para saber a prática real de alguém que vive daquilo?

EmpautaUfs: Dentro desse processo de troca, como é que funciona o processo de ensino-aprendizagem?

Bahia: Nós aplicamos conhecimento através das oficinas, pois é uma forma de explicar os porquês, de não usar adubo químico, por exemplo.

EmpautaUfs: Mas além de ensinarem, também aprendem com essa troca?

Bahia: Sim, aprendemos muito. Inclusive, agente deu uma oficina sobre lixo e ecologia lá no MOTU – Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos – num galpão que fica no Siqueira Campos, quando chegamos lá, o pessoal sabia muito mais de lixo e ecologia do que agente. Muitos deles trabalham com reciclagem de latinha, garrafa pet. Mas nós estamos lá como facilitadores, facilitamos uma discussão, e não fazer com que acreditem em tudo que acreditamos, e sim, promover uma discussão.

Cané: Aliar o conhecimento científico, que aprendemos na universidade, ao conhecimento popular deles.

Bahia: A proposta da agroecologia é também essa, o resgate dos costumes, das tradições que foram perdidas ao longo do tempo, como as práticas manuais sem uso de trator, por exemplo. Porque agente sabe que o pequeno agricultor não conseguirá comprar um trator sozinho, sem que seja um trator coletivo num assentamento.

EmpautaUfs: Se algum estudante quiser participar do EVA, tem algum pré-requisito?

Bahia: Aparecer nas reuniões.

Cané: Aparecer pra trabalhar também, pra regar as plantas, pelo menos.

Bahia: Aqui a gente supre a carência que a universidade tem de aula prática. Não somos apenas um grupo de estudantes, mas também um grupo de amigos. Mas é só aparecer nas reuniões, todas sextas-feiras às 10h.

EmpautaUfs: Então o espaço é aberto todos os dias para os estudantes trabalharem?

Cané: Sim.

EmpautaUfs: E para os estudantes que não são da área de biologia, engenharia florestal, agronomia, como aprendem?

Cané: A parte técnica, de aplicação, de plantar, o tempo em que se vai germinar, de você saber o tempo em que se vai colher, de você saber fazer composto de dinâmicos, de você saber fazer uma bioconstrução, de você fazer uma compostagem, todas as práticas agrícolas aprende-se com o tempo,observando, praticando.

Bahia: É uma forma de se desprender do sistema. Uma alternativa de agente se desprender aos poucos do sistema porque só o fato de você não precisar ter dinheiro para poder comprar o adubo que se vai botar na produção independe, para mim, de qualquer curso, independe porque agente vê que o inimigo maior é o sistema. E se a gente não unificar as pautas de todos os estudantes, de todos os cursos para tentar combater esse inimigo que é o sistema…

EmpautaUfs: O sistema fortalece justamente a sectarização dos cursos. Quem faz biologia, só estuda biologia, quem faz comunicação, só estuda comunicação. Não é isso?

Bahia: Isso… Não é do interesse dele. Porque se todos os estudantes se juntarem, de todos os cursos e com um único objetivo, com certeza, vai dar trabalho para ele.

EmpautaUfs: Vocês têm o apoio de algum órgão ou instituição? Como foi que vocês fizeram para montar o EVA sem um capital grande?

Cané: Então, a gente conseguiu a área pela Universidade, mas até hoje existe problema com ela por causa da expansão do Reuni. Eles estão querendo colocar o departamento de Medicina Veterinária aqui, um curso que ainda nem abriu. Agente está tentando viabilizar isso via departamento, que vai para a reitoria, que vai para a prefeitura e todos esses tramites burocráticos. Isso acontece há quatro anos, o mais intrigante é que a gente está aqui durante esse tempo e nem eles tiveram iniciativa e nem a gente, tenho que reconhecer isso, de ir lá e ver como andava esse processo. Agente ganhou a área e começou a trabalhar, todo mundo instigado, e foi trabalhando.

Bahia: Agente está lutando para conseguir institucionalizar a área, pois com a expansão da Universidade o espaço físico está ficando pequeno. Pode perceber que estão derrubando várias árvores para poder construir novos prédios para dar suporte aos cursos que foram criados pelo atual reitor, mesmo sem estrutura física, afinal, o que eles querem são números, como sempre, são números e números. Agora novos professores foram contratados e já estão de olho no EVA para a construção de prédios e nós estamos vendo, ainda, as burocracias para conseguir institucionalizar a área.

EmpautaUfs: E quais são essas burocracias?

Bahia: Um professor tem que assinar um documento e os integrantes também, aí vai para a reunião do departamento, depois aprova na reunião do departamento e manda para a prefeitura e lá o prefeito assina e manda para a reitoria…

Cané: Agente do EVA tinha uma bolsa do projeto PIBIC, mas quem ficava a frente disso era Bruno [estudante de biologia e integrante do EVA], até porque ele tinha o nome no projeto, mas o dinheiro sempre foi para o EVA e juntamos R$2.000 e trabalhamos com esse dinheiro até hoje.

Bahia: Deixamos de ser grupo de extensão aqui da Universidade. Quando o grupo sentiu que não estava conseguindo fazer a extensão realmente, que era ter o contato mesmo com a sociedade, decidimos deixar de ser um grupo de extensão, ser só um grupo que discute Agroecologia e tem um lugar para a prática de Agroecologia na Universidade.

EmpautaUfs: Mas vocês abandonaram essa idéia de extensão?

Cané: Não. O que falta são pessoas que se proponham a estar escrevendo projetos em Agroecologia, a estar levando a Agroecologia para uma comunidade, para uma escola.

Bahia: Agente só não queria ser chamado de grupo de extensão sem fazer extensão.  Pois o grupo estava passando por uma época difícil não tinha muitas pessoas participando, então deixou de ser um grupo de extensão, deixou de receber o dinheiro, mas também não nos aproveitamos do nome de ‘Grupo de Extensão’.

EmpautaUfs: O EVA foi criado só por estudantes ou teve algum professor?

Cané: Teve uma professora, o nome dela é Renata, professora de Genética, ela passou um tempo aqui quando a gente escreveu esse projeto.

Bahia: É uma questão burocrática também. Para se criar um grupo para ser projeto de extensão tem que ter um professor à frente, mas a Universidade aqui não tem professores capacitados e que sigam essa linha da Agroecologia. Como tinha que ter um professor de qualquer jeito, agente falou com ela para ser a professora à frente do projeto, mas só por questões burocráticas. Ela nunca participou realmente do grupo.

EmpautaUfs: E hoje quantos alunos participam aqui?

Cané: Cerca de vinte, pois muitos são ‘flutuantes’. Têm alguns ‘orgânicos’ e outros são ‘flutuantes’.

EmpautaUfs: Como assim?

Cané: Flutuantes são aquelas pessoas que vêm três vezes, depois não vem para a reunião.

Bahia: Vem uma vez ou outra, mas tem uma galera que vem todo dia e fica observando as plantas, conversando sobre as plantas, sobre os insetos que estão sobre as plantas. Dá para aprender muita coisa aqui.

EmpautaUfs: Vocês falaram que o grupo já tem quatro anos. Quem o fundou?

Bahia: Quem fundou foram os estudantes de Biologia, Agronomia e Engenharia Florestal. Como as entidades estudantis já discutiam Agroecologia os estudantes sentiram a necessidade de estar discutindo a Agroecologia, já que esta não é uma discussão comum dentro da academia. Se juntaram, criaram o grupo e começaram a discutir. Então veio a necessidade de uma área para também praticar, pois Agroecologia não é só teoria, é teoria e prática. Foi quando conseguimos essa área aqui.

EmpautaUfs: E quais foram as maiores dificuldades (climáticas, estruturais, etc.) para colocar o Espaço em prática?

Cané: Foram várias. Cada período tem suas dificuldades (seja inverno, verão, outono, primavera). Isso deve ser observado e tem que estar todo mundo, porque eu acho que a Agroecologia é construída coletivamente, pela integração e relação que cada um mantém com a natureza. Essa é uma das coisas que a extensão rural sugere para as pessoas que querem trabalhar com a Agroecologia, uma metodologia participativa, que é você levar seu conhecimento, resgatar o do agricultor, valorizá-lo e daí construir um programa de desenvolvimento rural sustentável mesmo. Mas para ser sutentável tem que ter produtividade, tem que ter igualdade de vários aspectos(econômica, ambiental, etc).

Bahia: Acho que a principal dificuldade é conseguir fazer com que as pessoas enxerguem a Agroecologia, porque é muito difícil você ir de encontro a toda essa propaganda, tudo isso que é usado para poder iludir as pessoas. Aos poucos elas vão perdendo a simplicidade, a relação mesmo de contato, de você molhar, de você ver nascer. A galera fica cada vez mais consumista. E às vezes agente chama as pessoas para participarem: ‘vá lá conhecer o grupo EVA, trabalhar com agente, colocar a mão na terra, ver o que é trabalhar, pegar pesado, plantar, ver o que é, sentir as diferenças’. Tudo isso é de graça, é dado e infelizmente as pessoas não se interessam, parece que tem medo. Não sei o que é direito, não tem vontade de plantar, daí não participam.

EmpautaUfs: Vocês têm contato com alguma outra instituição como o EVA, ou mesmo com alunos de outras Universidades? Vocês trocam conhecimento?

Bahia: O grupo EVA hoje faz parte de um núcleo de trabalho de associações. Por exemplo, na organização da ABEEF (Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal) existe um núcleo de trabalho em Agroecologia que fica responsável por estar discutindo, de dentro da Associação, a Agroecologia. Pesquisando e mandando para todas as escolas de Engenharia Florestal que tem grupo de Agroecologia ou que tem Centro Acadêmico para poder ‘jogar’ a discussão sobre ela para o país todo. Então, “rola” um contato, uma comunicação com as outras escolas e associações.

Cané: A ENEBIO (Entidade Nacional dos Estudantes de Biologia) tem o GTP (Grupo de Temática Permanente) que foi fundado agora em 2008, foi uma proposta levada por nós, aqui do EVA, para tentar agregar mais forças para as organizações e está fluindo, sabe? O CFA (Curso de Formação em Agroecologia) é a concretização disso, da nossa mobilização que é feito pela ABEEF, ENEBIO e FEAB.

EmpautaUfs: Há algum profissional trabalhando no EVA?

Bahia: Foi feito um concurso, a matéria de Agroecologia entrou para a grade curricular do curso de Agronomia, como obrigatória, e dois professores foram contratados para ensinar a matéria, um deles procurou o grupo EVA para desenvolver experimentos Agroecológicos aqui na área. Vamos fazer experimentos, como a Permacultura, uma corrente da Agroecologia que é utilizada para você aproveitar o máximo possível da energia da sua propriedade, saber direcionar a água da pia para o jardim, coletar a água da chuva, fazer sistema de gotejamento. Há também a agricultura orgânica que só se utiliza de adubo natural, sem produtos químicos.

EmpautaUfs: Qual a metodologia empregada?

Bahia: A gente costuma sempre estudar, tirar alguns temas e antes ou depois de cada reunião a gente discute sobre um tema. Nós discutimos temas como Soberania Alimentar, Extensão Rural, Questão Agrária, Valor Nutricional.

Cané: Isso já está incorporado na própria filosofia de vida de cada um.

Bahia: Agroecologia se faz todo dia.

Cané: Conversando, lendo e aprendendo.

Uma resposta

Subscribe to comments with RSS.


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: