Técnica de Produção, Reportagem e Redação Jornalística

O mercado dos brinquedos artesanais

Posted in Cultura, Fotojornalismo, Turismo by micheletavares on 30/10/2009

Por Thiago Ribeiro

Diante da imensa diversidade de brinquedos eletrônicos presentes nos shopping centers da cidade, as bonecas de pano, os carrinhos de lata e os cavalos-de-pau ainda conseguem encantar crianças e adultos que passam pelos corredores do Mercado Histórico Thales Ferraz.

Os brinquedos artesanais não falam, não piscam nem se movimentam sozinhos como os brinquedos modernos, mas é impossível resistir em passar por um deles sem tocá-los e sentir a nostalgia da infância. Essa magia que só os brinquedos artesanais possuem é o que explica a sua permanência por gerações e mesmo diante de tamanha concorrência tecnológica, os artesão produtores desses brinquedos ainda conseguem se manter uma produção constante.

Segundo os vendedores do mercado, o público dos brinquedos artesanais não se limita as crianças e pais, os produtos são comercializados também para turistas que os utilizam como suvenirs e peças decorativas.

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As bonecas de pano também são bastante utilizadas como peças de decoração.

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Os populares carrinhos de lata que são arrastados pelas ruas pelas crianças.

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Algumas peças são baseadas em sucessos da TV, como o homem-aranha e o pica-pau.

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A Caixa Mágica é uma das peças mais vendidas para o público adulto. O segredo para abri-la é o grande atrativo da caixa.

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Uma amostra da diversidade de brinquedos e peças que encantam os turistas do mercado.

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Realidade do Mercado Albano Franco em Aracaju – Se

Posted in Fotojornalismo by micheletavares on 30/10/2009

Por Aryane Henriques

 

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Mercado Municipal Albano Franco em Aracaju-Se

Aracaju a tão falada capital da qualidade de vida tem como um de seus principais pontos turísticos os mercados centrais que se dividem em três: Mercado Albano Franco, Thales Ferraz e Antônio Franco. Os mercados são coordenados e supervisionados pela Empresa Municipal do Comércio Ambulante (EMSURB), órgão da Prefeitura Municipal de Aracaju que tem como papel fundamental garantir aos seus frequentadores um ambiente higienizado.

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Área dos pescados na parte inferior do mercado

Digno de um amplo espaço, o Mercado Albano Franco tem como principal atração as feiras livres que se destacam pela diversidade de produtos que podemos encontrar, como: frutas, legumes, peixes, carnes, roupas, eletroeletrônicos, ração, sapatos, etc. É através deste leque de opções que infelizmente tende a surgir desorganização, ocasionando insatisfação e decepção tanto nos funcionários quanto nos clientes.

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Vania Dias, 47 anos, feirante da antiga ala destinada as carnes

De acordo com a permissionária e/ou feirante Vânia Dias, 47 anos, com experiência no ramo comercial por 20 anos e funcionária do mercado a 11 anos, “a situação do mercado é pior do que a população imagina, tenho muito tempo aqui e admito que muita coisa mudou, mas ainda precisa mudar bastante, há coisas incorretas e área desativada como a minha e não se sabe o que será feito”, conta a trabalhadora Vânia do Mercado Albano Franco da ala destinada as carnes na parte superior, que hoje encontra-se desativada, e mesmo assim ela continua lá, pois possui seus fieis clientes e afirma não ter embaixo um espaço “grande”, tranquilo e organizado como o que ela pertence agora.

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Antiga ala destinada as carnes na parte superior do mercado

Portanto, notamos que nem tudo são flores e algumas atitudes devem ser tomadas e é exatamente nisso que a EMSURB está investindo, conta o assessor de comunicação, Bruno Antunes, “Há um projeto de melhoria para o mercado, inclusive um projeto para área desativada na parte superior, local onde fica a permissionária Vânia Dias e vale lembrar que aceitamos sugestões e reclamações da população”.

Para ler, contar e cantar poesia

Posted in Cultura, Fotojornalismo by micheletavares on 30/10/2009

 

 

 

 

 Por Bárbara Juliana

                                “O Cordel no mundo inteiro

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João Firmino em frente à sua banca

                                 Está chamando atenção

                                 Tese de doutoramento

                                  E de pós-graduação

                                  É nos Estados Unidos

                                  Na Rússia, França e Japão”

Em versos, o cordelista Zé Maria da fortaleza, cantou a importância da cultura de Cordel. Essa poesia popular ficou conhecida como cordel, por conta de uma tradição portuguesa que na antiguidade penduravam os folhetins em cordão feito roupa.

O itabaianense João Firmino Cabral é grande conhecedor dessa arte.  História viva da literatura de cordel, começou a escrever aos dezesseis anos, a exemplo de seu pai também cordelista. Quem deseja conhecer mais da cultura de cordel, deve conhecer a banca de seu Firmino no Mercado Artesanal de Aracaju.  O cordelista passou a ocupar a cadeira 36 da Academia Brasileira de Literatura de Cordel e diz orgulhoso “Estavam presentes mais de trezentas pessoas em minha nomeação, foi uma honra pra mim”.

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Livrinhos de cordel

A poesia feita pelo povo predomina no nordeste. Conta ‘”causos” que aconteceram na região, contos, lendas folclóricas. São escritas em estrofes com 6 ou 7 linhas ritmadas, métrica do Cordel. As ilustrações de capa dos livrinhos de Cordel são chamadas de xilegrafuras. O desenho é esculpido em madeira. Como um carimbo, passa-se tinta sobre ele e então imprime a imagem no papel.

Na literatura de Cordel, Lampião já foi do inferno ao céu. Tem também jumento que fala como numa estória contada por Seu Firmino: “A profecia do jumento que falou no Nordeste”.  Narra sobre um jumento que pede ao seu dono, um fazendeiro avarento, para não ser vendido e parar num açougue :

                          Seu João por favor me diga

                          Porque quer me assassinar

                          Pois me vender pra carreta

                          É mesmo que me matar

                          Jesus da eternidade

                          Me deu toda liberdade

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Estórias hilariantes de Cordel

                          Para hoje eu lhe falar

                         …

O Cordel esteve presente em outras artes: música, cinema, novela . Exemplo é a música Pavão Misterioso interpretada pela voz de Ney Matogrosso , trilha da novela Saramandaia da Rede Globo. O filme “O Auto da Compadecida”, grande sucesso do cinema brasileiro baseado na obra do escritor paraibano Ariano Suassuna foram inspirações das estórias hilariantes de cordel. Personagens que fizeram parte da trama como João Grilo e Chicó, e, episódios como flauta encantada, o enterro da cachorra, foram baseados na criatividade da literatura popular. “O Homem que desafiou o Diabo” é mais um exemplo inspirado no cordel : o cabra que se revoltou, foi ao cartório mandou o escrivão fazer uma certidão de óbito e outra de nascimento. Morrera Arauju e nascera Ujuara.

A Literatura de Cordel é cultura do povo, assim denomina Seu Firmino. Canta as proezas e mitos de um povo .

Trás poesia, música e cultura

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Novos cordeis

Rima, estória e alegria

Pode ser todo dia

Toda hora

Mas o cordel também tem toda bossa

th_Cordel e os causos nordestinos

Cordel eos causos nordestinos

Pra ler em casa,na rua, na roça

Arte dos bordados

Posted in Fotojornalismo by micheletavares on 30/10/2009

Texto e fotos por: Tiago Almada

 

A arte dos bordados

Mostra de produtos com bordados

Segundo estudiosos o bordado ou algo semelhante a ele foi encontrado por volta de 850 A. C. no que hoje é a Ásia Central, já o ponto de cruz data de pouco mais de 500 D.C. com registros por toda a Europa, Ásia e EUA.

Durante a Idade Média e parte do Renascimento o bordado servia como base para as mulheres aprenderem à arte da escrita, técnica que era passada de mãe para filha. Alguns dos trabalhos encontrados continham data, ano e a assinatura da pessoa que bordou, possibilitando um resgate histórico. Durante muitos anos, o bordar foi uma arte manual, demorada e de muito requinte, mas com a industrialização a sua massificação foi evidente. No século XX com o uso da máquina de costura o processo ficou mais simplificado, mas a atenção ao produzir as peças era a mesma.

 A partir de 1980 com o avanço da tecnologia foram criadas máquinas com softwares programados para produzir os vários tipos de desenhos em pouco tempo, trabalhos que demorariam meses poderiam ser realizados em dias ou horas. Mesmo com esse avanço a produção artesanal não foi deixada de lado, em muitas cidades brasileiras o bordar continuará sendo produzido por muitos anos.

 

A arte dos bordados

Roupas femininas bordadas

Em Sergipe, mais precisamente na cidade de Tobias Barreto podemos encontrar uma indústria artesanal muito atuante, produzindo tanto para o estado como também para o resto do país e do mundo. Parte do material produzido em Sergipe é revendida no mercado histórico Antônio Franco, localizado no centro da capital sergipana. 

A arte dos bordados

Júcia Valeriano, vendedora de bordados

A vendedora Júcia Valeriano Santos diz que todo o material vendido por ela é produzido no estado, mas reclama do pouco reconhecimento por parte dos sergipanos, ela diz que quem mais aprova o trabalho são os turistas. Júcia comenta também que falta um pouco de apoio do governo para incentivar a produção local, segundo a vendedora o nosso artesanato deveria ter mais incentivos para que além de serem comercializados no estado eles possam também ser exportados.

A arte do Grafite

Posted in Fotojornalismo by micheletavares on 30/10/2009

       Por: Iracema Sant´Anna

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grafite em porta de loja

     O grafite, originado de  inscrições feitas em paredes desde o Império Romano, é hoje uma manifestação artística em um espaço público. Na idade contemporânea surgiu em 1907 em Nova York, nos Estados Unidos. Está ligado a diversos movimentos em especial o Hip Hop. Para esse movimento o grafite representa a realidade das ruas, a opressão da humanidade, dos menos favorecidos. No Brasil, o grafite surgiu no final da década de 1970. Os brasileiros não se contentaram com o estilo norte-americano e passaram a incrementar com o toque brasileiro, hoje o estilo do grafite brasileiro é reconhecido entre os melhores do mundo.

      

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fotografite em muro

Muitas polêmicas giram em torno desse movimento. De um lado o grafite, do outro, a pichação. Ambos utilizam o mesmo material, o mesmo suporte urbano. O primeiro é carregado com certa plasticidade enquanto o segundo é um monte de letras indecifráveis e sem cor. Alguns pichadores acharam na letra grafitada uma forma de sair da marginalidade e se tornarem “grafiteiros”. Graças às secretarias de cultura que abrem projetos envolvendo grafiteiros, a possibilidade de reconhecimento da arte desses artistas urbanos cresce. O grafite ganha condições de sobrevivência junto com um melhoramento de técnicas e passa a atingir um público cada vez mais amplo. Diversas técnicas foram utilizadas e desenvolvidas por esse movimento, como a utilização de máscaras que servem como molde, ampliações de imagens a partir de xerox, fotografias, slides e projetores. Além das secretarias de cultura, comerciantes, empresas privadas entre outros, também dão apoio a esse movimento. O conhecido Beco dos Cocos situado entre os mercados municipais e a praça General Valadão recentemente ganhou uma nova cara. Antes conhecido por ser um ponto de drogas e prostituição, hoje recebe a simpatia dos aracajuanos e turistas que por ali passam. A transformação fez parte das comemorações da Semana Nacional do Trânsito. Uma mistura de grafite com fotografia e artes visuais.

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grafite com o nome do Beco dos Côcos

Literatura de João

Posted in Cultura by micheletavares on 30/10/2009
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Mercado municipal de Aracaju

Por Talita Moraes

Os mercados Thales Ferraz e Albano Franco, localizados no centro de Aracaju, são uma referência cultural em Sergipe. Não só por serem tema de cartão postal, como ponto turístico, mas por trazerem as manifestações cotidianas de seu povo para o próprio povo. O artesanato, a culinária, as ervas medicinais (para todas as curas), a feira, a literatura expressam as características dos sergipanos.

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Joelson Cabral e sua barraca de cordéis

Dentre essas manifestações, a literatura sergipana e seus autores são pouco conhecidos pelos conterrâneos. A literatura de cordel, vendida nos mercados, por exemplo, tem como maior parte do público turistas e estudantes, informação segundo Joelson Santana Cabral, vendedor da literatura. Mas ainda assim, afirma que os mercados são o melhor local em Aracaju para as vendas, por serem de tradição cultural.

Joelson Santana é filho do sergipano João Firmino Cabral, cordelista há 53 anos. Na barraca onde são vendidos os versos, o colorido das idéias de João chama a atenção dos passantes e convidam-nos para sua literatura com mais de cinqüenta anos de história.

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Cinquenta anos de história

Desde criança Seu João demonstrou interesse pela literatura de cordel, foi com ela que aprendeu a ler, conseqüentemente, a escrever. Mas só mais velho, aos 17 anos, descobriu o talento para a literatura e com esta idade escreveu seu primeiro cordel: Uma Profecia do Padre Cícero. Seu amigo e mestre, o poeta Manoel D’Almeida Filho, o guiou nesta descoberta, descoberta esta que proporcionou outras realizações a Firmino como a fundação da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC) no ano de 1988, localizada na cidade do Rio de Janeiro.

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Cores da palavra

Seja a literatura de Seu Firmino, seja a de outro poeta, o fato é que a literatura de cordel sergipana merece atenção de seus conterrâneos. Lembrar que por meio dessas manifestações podemos descobrir e viver as memórias, as opiniões de um povo recriadas com uma roupagem cheia de rimas, ironias e expressões nativas.

Finados: tradição X economia

Posted in Fotojornalismo by micheletavares on 30/10/2009

A homenagem aos mortos, segundo a tradição católica, envolve alguns rituais. Dentre eles está visita à cemiterios, onde familiares enfeitam túmulos com flores.

fotos e texto por Cláudia Oliveira

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passarela das flores

O Dia de Finados é celebrado pela Igreja Católica no dia 2 de novembro, logo a seguir ao dia de Todos -os-Santos. Desde oséculo II, cristãos visitam os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. É um dia de celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. Para este dia é esperado um aumento na procura de flores no mercado florista sergipano, já que seguindo o costume católico, levam-se flores ao túmulo dos que já se foram.

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Janeth, vendedora de flores

Segundo a vendedora de flores, do mercado municipal de Aracaju, Janeth, as vendas irão cair em relação ao ano passado. Ela atribui essa queda à crise econômica por qual o país atravessa e às chuvas excessivas no perímetro de cultivo de flores (Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Minas Gerais), que ocasionam o rápido amadurecimento dos botões que apodrecem com facilidade.

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com a proximidade do dia de finados, a procura por flores aumenta.

A vendedora disse que as flores mais procuradas para este dia são as rosas, margaridas e os cravos.  Ela ainda disse que as vendas neste período aumentam cerca de 80% em relação a todo o ano.

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vista lateral da passarela das floresflores no mercado municipal de Aracaju

 

Turismo nos Mercados de Aracaju

Posted in Fotojornalismo by micheletavares on 30/10/2009
Por Júnior Santos

 

Há quem pense que em Aracaju os únicos pontos turísticos são a Orla de Atalaia, e os shoppings comerciais. Quem persiste nessa idéia, está muito enganado. O complexo dos Mercados tem atraído a atenção de muitos turistas, que aprendem muito da cultura local e do artesanato sergipano.

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Vista do Mercado

            Os mercados Antônio Franco, construído em 1926, e o Thales Ferraz, datado de 1949, são considerados um centro de referência da identidade local do Estado de Sergipe. Recentemente reformados, e localizados no centro da cidade, reúnem diversas lojas de produtos artesanais e comidas típicas da região, sendo possível encontrar desde lembrancinhas típicas da cidade ao mais variados tipos de ervas medicinais. Juntamente com o Mercado Municipal Albano Franco, torna-se um complexo de história, tradição e centro de abastecimento.

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Produtos Artesanais

            “O mercado de Aracaju é uma ótima opção de lazer. Aqui você encontra de tudo, em um só lugar, e tem uma vista belíssima para o rio. É simplesmente prazeroso está neste lugar.”, afirma Marta Menezes, uma turista da cidade de Salvador.

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Lembranças típicas do Estado

No mês de junho, abriga uma das maiores festas do Estado, o Forró Caju. Reconhecido nacionalmente, e integrando o calendário junino brasileiro, o evento público conta com a participação de artistas locais e nacionais, reunindo milhares de pessoas ao redor do palco, prestigiando e ajudando na divulgação da cultura local.

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Centro para Turistas

             Porém, não são somente os turistas que se beneficiam com o ponto de lazer, os comerciantes locais lucram muito com essas visitas, e desde a reforma pela qual passou os mercados, se sentem mais confortavelmente instalados e que tem freguesia durante todo o decorrer do ano. “Depois da reforma, os Mercados ficaram uma maravilha. Estou bem no meu local de trabalho e tenho freguesia movimentada o ano todo.”, relatou Tamires Santos, comerciante do local.

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Comércio de ervas medicinais no Mercado

            Fica aqui a sugestão de passeio, para você que ainda não conhece o local. E para quem conhece que possa vir prestigiar mais vezes.

Cultura no Mercado Municipal

Posted in Uncategorized by micheletavares on 30/10/2009
João Fumaça, dono do sebo.

João Fumaça, dono do sebo. Foto: Ethiene Fonseca

Por Ethiene Fonseca

Na cidade de Aracaju, no mercado municipal, é encontrada uma grande variedade de produtos: frutas, artesanato, comidas tópicas, videogames, etc. Mas um tipo de comércio chama muita atenção nesse local, é a venda de livros, que acontece próxima às bandas de peixe. O Sebão do Fumaça vende de tudo: gibi, revista, palavra-cruzada, livros de direito.

Para quem não sabe, sebo é uma palavra popular que faz referência a estabelecimentos que compram, vendem ou trocam livros usados. Os exemplares encontrados nessas livrarias são bem mais baratos que aqueles vendidos em lojas convencionais, sendo uma alternativa para quem não dispõe do dinheiro necessário para adquirir um livro “novo”. Além disso, por ter em seu acervo títulos mais antigos, os sebos também são muito procurados por estudiosos e colecionadores. Assim sendo, a idéia de montar uma banca de livros usados em um mercado municipal não parece tão absurda. Já que os títulos vendidos nos sebos têm preços populares, nada mais natural que ter como ponto de venda um local onde há grande circulação de pessoas.

O Sebão do Fumaça está no mercado há 12 anos, mas o seu proprietário está no ramo de livros usados há 30. Ele disse que começou vendendo jornais, depois passou a vender revistas também e, por fim, decidiu abrir um sebo. Os consumidores dos seus produtos geralmente são as mesmas pessoas que fornecem os livros para a loja, a clientela é fixa, a não ser nos meses de dezembro e janeiro, época em que o fluxo de vendas aumenta. O João Fumaça atribui esse fato ao início do ano letivo, que ocorre em fevereiro, o que leva os pais a comprarem livros didáticos para os filhos.

Literatura cor-de-rosa, asim que eram chamadas esse tipo de

Sabrina e Júlia: literatura cor-de-rosa, muito popular nos anos 80. Foto: Ethiene Fonseca.

O preço dos produtos encontrados no sebo varia de 1,50 a 10 reais. Os mais baratos são os gibis, as revistas e as novelas, como a Júlia e a Sabrina, muito populares nos anos 80. São encontrados também alguns álbuns de figurinhas, revistas de crochê, cordel. Os títulos mais caros são os mais antigos, custando em média 10 reais, a maior parte é de livros de direito.

A loja é um local interessante, tanto para os amantes dos livros quanto para os curiosos. Vale a pena passar lá, nem que seja para conversar com o João Fumaça, uma figura muito engraçada. “Feliz natal e próspero ano novo!”, dizeres encontrados no cartão de visita da banda, que provavelmente deve ser de segunda mão também.

Esses são os livros mais caros da loja, custando em média 10

Os livros mais caros da loja, que custam em média 10 reais. Foto: Ethiene Fonseca

A cura do corpo e da alma através de ervas medicinais

Posted in Fotojornalismo by micheletavares on 30/10/2009
Ervas medicinais

Sueli Campos, vendedora de ervas.

Texto e fotos por: Daniela Lapa

Depressão, diarréia ou diabetes, a cura para esses e outros males pode estar na natureza. O uso de plantas e ervas medicinais há muito deixou de ser superstição e passou a ser considerado como importante fonte para a cura de doenças. O tratamento feito com as plantas medicinais pode ser realizado de diversas formas. Entre elas, o consumo mais tradicional é realizado por meio de chás. No mercado Albano Franco, a vendedora Sueli Campos comemora o aumento das vendas: “sempre tivemos clientes fiéis, mas o número de pessoas que têm experimentado o tratamento alternativo vem aumentando”, disse. Com larga atuação no mercado de comercialização de chás e grande variedade, em seu ponto de venda são encontradas curas para todos os tipos de males do corpo. Segundo ela, “para males do espírito só Deus cura, mas para todo o resto, temos ervas”. Algumas exóticas, outras nem tanto, todas prontas para o consumo, as ervas medicinais estão, aos poucos, deixando de ser crendice popular, para ser referência no tratamento de diversas doenças.

Segundo informações do Ministério da Saúde, existe um amplo trabalho no sentido de introduzir o uso de ervas no tratamento médico, inclusive foi aprovada uma Política Nacional de Medicina Natural e Práticas Complementares no Sistema Único de Saúde (SUS), como também existe o Instituto Brasileiro de Plantas Medicinais. Ambas são iniciativas para o melhor aproveitamento de plantas medicinais para a saúde da população.

Ervas medicinais

Genivaldo Barroso e sua filha, vendedores de ervas.

Por outro lado, existe ainda o uso exotérico de tais ervas. No mercado Antônio Franco, o senhor Genivaldo Barroso comenta das “consultas” que realiza para alguns clientes: “ tem gente que chega sem saber direito o que está acontecendo, mas tem fé de que a erva vai resolver, então a gente escuta e aconselha o melhor tratamento para cada caso”.

Trabalhando há mais de 10 anos no mercado, o senhor Genivaldo, acompanhado por sua filha, cuida das ervas, pondo-as para secarem, separando e ensacando, mas algumas “são importadas, já vem prontas, mas o melhor é preparar aqui”, comenta. Ainda segundo ele, suas vendas concentram-se em moradores da própria Aracaju, pois os turistas estão sempre mais interessados no artesanato.

Ervas medicinais

Pó que promete a cura.

Por todo o mercado repete-se a cena de ervas secando ao sol e inúmeras barracas com vendedores dispostos a fazerem uma “consulta” que traga alívio para as dores do corpo, da mente e do coração. Alguns tratamentos são bem inusitados, outros nem tanto, mas todos traduzem a cultura popular, recheada de crenças.

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