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Greve dos Bancários e consequências na economia

Posted in Economia by micheletavares on 22/10/2009

por Manoela Veloso

Situação da Greve

Onde acontecem as Assembléias

Onde acontecem as Assembléias

Desde o dia 24 de setembro de 2009, está acontecendo a greve dos bancários. Na Conferência Nacional, realizada entre 17 e 19 de julho desse mesmo ano, o Sindicato dos Bancários formulou uma proposta contendo as reivindicações da categoria. A rejeição por parte da Federação Nacional de Bancos (FENABAN) causou o início da greve.

 

As reivindicações incluem aumento de 10% nos salários, fim do assédio moral, das cotas abusivas, uma nova formulação da lei de segurança bancária e admissão de funcionários.

O único setor das agências que aderiram à paralisação a funcionar durante a greve é o auto-atendimento. A situação dos clientes complica mais a cada dia pelo acúmulo de necessidades como saques de altas quantias, como um tipo de aposentadoria em que se juntam várias mensalidades, por exemplo.

 

Desde o dia 9 de outubro os bancos privados e o Banco do Brasil voltaram a funcionar. A pressão sobre os funcionários dos particulares é maior, o emprego não é tão estável quanto nos públicos, por isso o sindicato concordou que aceitassem as propostas negociadas. Inclusos entre elas está um aumento de 6%, o que supera a inflação em 1,6%. Já a administração do BB superou as demais ofertas. Para conseguir a volta imediata do funcionamento, lançou uma proposta de aumento de 9% e admissão de 10 mil novos funcionários além de 3 mil novos aprendizes.

 

assembléiaSegundo José Souza, presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe, há pressão por parte dos usuários do serviço bancário dos que ainda continuam em greve, nem toda população reconhece como justas as reivindicações da categoria, apesar de a aceitação e solidariedade de alguns clientes serem percebidas. Também existem reclamações dos serviços prestados pelas agências normalmente, queixas pela demora do atendimento e até mesmo para entrar nas agências com a instalação das novas portas de segurança.

Diariamente circula pela cidade um carro de som sinalizando a continuidade da situação de paralisação. Essa decisão tem sido tomada constantemente nas Assembléias dos Bancários realizadas na sede do sindicato.

 

Mesmo nos três bancos que não voltaram suas atividades cotidianas, nem todas as agências estão fechadas, como é o exemplo da agência da Caixa Econômica em Maruim. Essas relações de participação não são constantes, por isso os grevistas passam o dia transitando entre as suas agências e conversando com os funcionários, e até mesmo convencendo alguns daqueles que não aderiram à paralisação.

 

A todo o momento há tentativas de conversa e negociação. As administrações da Caixa Econômica, do BANESE e do Banco do Nordeste não estão cedendo. Na reunião de conciliação puxada pelo Ministério Público do Trabalho por ocasião do dissídio coletivo, a administração do BANESE nem aceitou assinar as proposta que já divulgara.

Dois desses bancos tentaram “ilegalizar” a greve com esta proposta de dissídio coletivo, que a princípio deveria ser feito em concordância entre as duas partes do conflito. O dissídio consiste em deixar nas mãos do judiciário a decisão do resultado da manifestação, e está em processo de análise.

 

Conseqüências na economia

 

Os bancos são órgãos protagonistas na economia. Representam um meio de crédito e transações, relações que são fundamentais para se manter no mercado rápido e competitivo que vivenciamos.  

 

Os funcionários da Assembléia Legislativa, por exemplo, podem sentir na pele uma das conseqüências da greve, seus salários devem ser retirados na “boca do caixa” em agência do BANESE. Há alguns dias tem crescido a movimentação deles para apressar as negociações.

No histórico de greve da categoria, o reajuste salarial representa 46,7% das reivindicações, segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

Um grande impacto que uma greve como essa pode causar é um impulsão na economia. Luis Mauro (DIEESE) lembra que levando em conta que uma das exigências dos bancários é o aumento do salário, como conseqüência haverá um aquecimento no comércio local com o aumento da circulação de dinheiro. Ele também defende que não haverá efeitos negativos na economia, de modo que a greve não está afetando nem os preços da cesta básica ou itens de primeira necessidade.

 

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