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Literatura de João

Posted in Cultura by micheletavares on 30/10/2009
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Mercado municipal de Aracaju

Por Talita Moraes

Os mercados Thales Ferraz e Albano Franco, localizados no centro de Aracaju, são uma referência cultural em Sergipe. Não só por serem tema de cartão postal, como ponto turístico, mas por trazerem as manifestações cotidianas de seu povo para o próprio povo. O artesanato, a culinária, as ervas medicinais (para todas as curas), a feira, a literatura expressam as características dos sergipanos.

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Joelson Cabral e sua barraca de cordéis

Dentre essas manifestações, a literatura sergipana e seus autores são pouco conhecidos pelos conterrâneos. A literatura de cordel, vendida nos mercados, por exemplo, tem como maior parte do público turistas e estudantes, informação segundo Joelson Santana Cabral, vendedor da literatura. Mas ainda assim, afirma que os mercados são o melhor local em Aracaju para as vendas, por serem de tradição cultural.

Joelson Santana é filho do sergipano João Firmino Cabral, cordelista há 53 anos. Na barraca onde são vendidos os versos, o colorido das idéias de João chama a atenção dos passantes e convidam-nos para sua literatura com mais de cinqüenta anos de história.

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Cinquenta anos de história

Desde criança Seu João demonstrou interesse pela literatura de cordel, foi com ela que aprendeu a ler, conseqüentemente, a escrever. Mas só mais velho, aos 17 anos, descobriu o talento para a literatura e com esta idade escreveu seu primeiro cordel: Uma Profecia do Padre Cícero. Seu amigo e mestre, o poeta Manoel D’Almeida Filho, o guiou nesta descoberta, descoberta esta que proporcionou outras realizações a Firmino como a fundação da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC) no ano de 1988, localizada na cidade do Rio de Janeiro.

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Cores da palavra

Seja a literatura de Seu Firmino, seja a de outro poeta, o fato é que a literatura de cordel sergipana merece atenção de seus conterrâneos. Lembrar que por meio dessas manifestações podemos descobrir e viver as memórias, as opiniões de um povo recriadas com uma roupagem cheia de rimas, ironias e expressões nativas.

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