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AIDS

Posted in Saúde by micheletavares on 10/11/2009

Novas tecnologias favorecem a desmistificação da doença.

Por Lohan Montes

No dia 16 de outubro de 2009, publicada no Diário Oficial da União, a portaria 151 autorizou a realização de testes de HIV com sangue seco. A nova medida pretende agilizar e facilitar o processo de identificação de pessoas infectadas pelo vírus.

Ainda hoje, trinta e dois anos depois de seu surgimento, continuam a existir dúvidas sobre a AIDS. A Síndrome da Imonudeficiência Adquirida (do inglês Acquired Immune Deficiency Syndrome) é causada através da infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana – HIV (do inglês, Human Immunodeficiency Virus) que age destruindo as células responsáveis pela defesa do organismo (linfócitos), vulnerabiliazando o

indivíduo a outras infecções e doenças que, em sua maioria, surgem quando sistema imunológico da pessoa está debilitado.

Por mais que pareça complexo, nos dias atuais, a AIDS é considerada uma doença de perfil crônico, ou seja, realmente não há cura. Entretanto, graças às pesquisas e a busca por medicamentos cada vez mais eficazes, já existe um tratamento específico e a pessoa infectada pelo HIV pode conviver com o vírus sem apresentar sintomas da doença por um longo período. Afinal, não é a AIDS quem mata, mas sim as doenças que aparecem secundariamente, em consequência da imunidade baixa.

O vírus HIV e a contaminação

O Vírus da Imunodeficiência Humana pertence a família dos retrovírus, classificado na subfamília dos lentivírus. Seu longo período de incubação antecedente ao surgimento dos sintomas, infecção das células sanguíneas e nervosas e ação contra o sistema imunológico são aspectos comuns nestes vírus. A partir da infecção humana pelo HIV, a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é provocada.

Formas de contágio e prevenção

esquema_virus

Vírus (esquema)

O vírus HIV é transmitido através de:

  • Relações sexuais;
  • Contato sangüíneo;
  • Gravidez, parto e amamentação;

A prevenção é feita através:

  • Do uso de preservativo durante a relação sexual;
  • Do não compartilhamento de seringas e agulhas com outras pessoas;
  • Da verificação do sangue recebido em hospitais;
  • Do uso do AZT durante a gestação e não amamentação dos bebês com seu próprio leite (mães portadoras do vírus);

Testes

O “Elisa” ainda é o teste mais utilizado para detecção de anticorpos anti-HIV no organismo. O teste age procurando no sangue da pessoa os anticorpos que o corpo desenvolve em resposta à infecção pelo HIV. Embora o resultado do teste seja rápido, eventualmente resultados positivos para o HIV em uma pessoa não contaminada pelo vírus podem surgir. Dessa forma, é necessário repetir o teste e logo após, fazer o teste

aids-screening

Testes ELISA e Western Blot

de Western Blot. Esse outro é usado apenas como confirmações do “Elisa” por ser mais técnico e avançado. Ele define com mais precisão a presença dos anti-corpos . Estes testes devem ser realizados após consulta e aconselhamento médico em laboratórios clínicos particulares.

No final da década de 80, surgiram os testes rápidos em tiragem que produzem resultados em, no máximo, 30 minutos. Estes testes são tão eficazes quanto o “Elisa” com uma margem de erro um pouco menor: 99,8% na

oraquick

OraQuick

detecção da doença, contra 99,9% dos testes tradicionais. Atualmente no mercado há diversos testes rápidos disponíveis produzidos por vários fabricantes e que utilizam diferentes princípios técnicos, no entanto, estes testes não são vendidos em farmácia, apenas para profissionais de saúde, órgãos públicos, clínicas, hospitais e consultórios. Um dos mais famosos é o OraQuick, que utiliza uma gota de sangue ou uma pequena quantidade de saliva para a detecção de anticorpos contra o vírus e tem seu resultado pronto em 20 minutos.

Com metodologias mais modernas, os testes aprovados pela portaria 151, serão realizados a partir de amostras de sangue seco em papel filtro, permitindo que a amostra seja armazenada por até 12 semanas sem refrigeração. A equipe de reportagem entrou em contato com os responsáveis em Sergipe, mas não obteve êxito.

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4 Respostas

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  1. Dias said, on 10/11/2009 at 7:14 pm

    É realmente uma pena que os responsáveis pela adoção das metodologias mais modernas em relação a detecção do HIV e a port. 151 não tenham se prestado a fornecer informações. Isso demonstra a falta de consciência por parte deles em relação aos jovens que desejam, dentro do jornalismo, fornecer informações mais precisas.
    Mas, apesar destes percalços incompreensíveis, o texto está muito bem escrito, preciso e informativo.
    Realmente uma peça de valor.

  2. Valéria Montes said, on 10/11/2009 at 10:26 pm

    Lohan, a cada dia você tem se aperfeiçoado nas matérias que escreve, sua linguagem é clara e objetiva. Você vai longe. PARABÉNS! Valéria Montes.

  3. Morena said, on 10/11/2009 at 11:38 pm

    Lo, eu já disse que você é meu orgulho!
    Sempre escreveu bem em vários gêneros, eu tinha certeza que não seria diferente com o jornalístico!
    Adorei o texto, claro, objetivo e profundo. Não se limitou à notícia, foi além!
    Parabéns!

  4. Sheilla Giansante said, on 11/11/2009 at 1:35 am

    Eu não sei se te quebro em dois ou se faço uma lista de porque isso aqui está perfeito. A boa disposição das fotos, as informações diretas e a falta de orgulho de você mesmo estão evidentes aqui, querido!
    Mas eu já decidi, quando te encontrar de novo, vou te rachar em dois! ^^’

    Congrats, monsieur.


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