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SEMPRE PRÓXIMO AO PODER

Posted in Uncategorized by micheletavares on 18/11/2009

Da diretoria da Escola do Legislativo à equipe de repórteres da Tv Alese, Laura Falcão sempre esteve bem próximo do Poder Estadual

Laura Kummer / Por: Mairon Hothon

Por: Mairon Hothon

Simpática, humilde, risonha e muito competente essas são as características que se pode perceber logo “de cara” ao ver a jornalista Laura Kummer Falcão trabalhando na pequena redação da TV Alese. Situada dentro das instalações da Assembléia Legislativa, e tendo em sua grade de programação a transmissão do dia-a-dia da Assembléia Legislativa, Laura divide espaço com os cenários dos programas. Apesar da facilidade em marcar uma entrevista, o difícil mesmo foi o de entrevista-la, pois ela não para um minuto. Os preciosos minutos em que ela parou para responder as perguntas, foram a olhares atentos ao relógio, pois logo em seguida a Seção de Expediente da Assembléia iria começar e ela teria que estar lá para reportar.

Laura Kummer foi à primeira diretora da Escola do Legislativo do Estado de Sergipe e hoje divide seu dia como repórter da Tv Alese pela manhã e leciona no período da tarde, para crianças em uma Escola Municipal do povoado Robalo, em Aracaju. Laura foi à responsável pela implantação da Escola do Legislativo Deputado João Seixas Dória, um projeto inovador no país, e que em Sergipe tem produzidos grandes e impactantes resultados. Não mais na diretoria da escola, mas agora no elenco de repórteres da emissora que cobre as principais decisões políticas do Estado, Laura tem adentrado no jornalismo político, com o objetivo de informar a população do que acontece. Um dos de seus maiores “professores” dessa área é o famoso colunista e cinéfilo Ivan Valença, jornalista do Jornal da Cidade, que durante a conversa também contribuiu.

Empautaufs: Qual é a sua ocupação hoje?

Laura Kummer: Hoje eu exerço duas funções, pela manhã sou uma das repórteres da Tv Alese e pela tarde sou professora de Educação Infantil em uma Escola Municipal no Povoado Robalo. Antes meu âmbito de trabalho só era um, escola de manhã, na Escola do Legislativo, e escola à tarde, no Robalo.

EPUFS: E de onde vem esse gosto todo pela educação e pelo jornalismo?

LK: Desde pequena sempre gostei de Comunicação. Primeira faculdade foi a de Jornalismo, que fiz na UFS, bons e duros anos aqueles. Quando terminei meu bacharelado em Comunicação Social, tinha acabado de abrir o curso de Pedagogia na Unit e decide fazer. Educação sempre foi minha paixão, acho sim que só através dela que nosso país mudará. Depois de formada fiz concursos públicos, tanto para o Estado quanto para o Município, e passei nos dois. Também me especializei em Cursos de Cerimoniais e Relações Públicas. Gosto da área da Comunicação.

EPUFS: Você é responsável por qual área na Tv Alese?

LK: Eu sou repórter da Tv, cubro para o jornal Plenário em Foco de terça a quinta. Nas segundas e sextas, vou fazer matérias de rua para outros programas como Sessão Plenária. Quanto a jornal Plenário em Foco meu principal papel é o de passar, tudo o que foi discutido e acertado, o que aconteceu naquele dia na seção dos deputados. Começo logo cedo, às 08:00h e vou até 12:30h, depois vou pra escola. Quando saio a Isabelle Marques fica no meu lugar.

EPUFS: A Tv Alese ainda é uma emissora muito pouco conhecida. Qual o foco de trabalho de vocês?

LK: A Tv Alese é uma TV pública, de canal fechado. Tem sua programação durante as 24h quem nem as demais. Apresenta matérias de interesse público, não fazemos o factual, um acidente por exemplo. O que podemos fazer é o seguinte, quando tem um grande evento, a gente não cobre o acontecimento, mas cobre o tema do mesmo. O principal foco dessa Tv é o de repórter sobre tudo que acontece na Assembléia Legislativa.

EPUFS: Se a Tv Alese tem o objetivo de reportar sobre as decisões da Assembléia, por que ela é um canal fechado se deveria interessar tanto ao público?

LK: Olha, é uma luta muito grande para ser um canal aberto. As emissora que conseguiram transmitir em rede aberta foram as TVs Senado e Câmara nos estados de Alagoas, Minas Gerais, Maranhão e Brasília. Mas é toda uma burocracia. A cada presidente que entra, ele tenta conseguir fazer da Tv Alese um canal aberto. Mas é muito difícil.

EPUFS: Qual a sensação de trabalhar no local onde acontecem as principais decisões que podem mudar a vida dos sergipanos?

LK: Eu gosto muito de trabalhar aqui na Assembléia Legislativa, é o local do povo, onde as principais decisões são tomadas, onde nas instâncias do poder, é o mais transparente. É o lugar onde a pessoa pode chegar perto e cobrar do seu representante. Eu me sinto muito confortável. E recomendo que todo mundo venha acompanhar as seções da Assembléia, ou se não, leia os jornais e assista a Tv Alese. Para assim o cidadão ter sua opinião e votar consciente.

” UM BOM JORNALISMO DEVE VIR AO JORNALISMO”

Laura Kummer

EPUFS: Já se sentiu pressionada?

LK: [Uma pausa seguida de risos] Pressionada não, mas há coisas que não valem a pena eu relatar, como um bate-boca de dois deputados. Existem coisas que são muito pessoais e não dá IBOPE, em minha opinião. Um bom censo deve vir ao jornalismo. E é por isso que existe esse jornalismo sensacionalista, pela falta de bom censo. E a Tv Alese não é sensacionalista, queremos trabalhar com a imparcialidade, mostrar o que acontece aqui.

EPUFS: Em sua carreira jornalística, a Tv é sua principal escolha? Já trabalhou em outros meios?

LK: Prefiro o jornalismo em Tv, foi a minha escola. Eu comecei com rádio, como locutora FM, sou radialista, apresentadora. Nunca escrevi para jornal, o que gosto mesmo é Tv e rádio, eu acho que esse último meio o melhor meio, é o que mais gosto.   Para você ver o poder do rádio, há deputados que se elegeram com o rádio, como por exemplo, o Prefeito de Socorro Fábio Henrique.  É uma super ferramenta. A minha escola foi radialismo.

EPUFS: Falando agora sobre a Escola do Legislativo, o que é essa escola, com que ele trabalha?

LK: A Escola do Legislativo é uma escola de governo destinado aos funcionários da Assembléia, destina-se a formação continuada do trabalhador. Oferece-se palestras, cursos e oficinas para os servidores do Governo. Também fazemos uma ponte entre o cidadão e a Assembléia, temos um dialogo com a comunidade, principalmente estudantil.

EPUFS: E como foi idealizar esse projeto?

Jornalista e Educadora Laura Falcão / Por: Mairon Hothon

 

LK: Pois é, é um projeto bem interessante e inovador tanto aqui em Sergipe como no Brasil porque não é uma escola que existe em todos os Estados. Na época, em 2006, eu fui chamada para trabalhar na Assembléia, foi quando que fiquei sabendo dessa escola e decide investigar. Fui até Minas Gerais, onde foi fundada a primeira escola do gênero em nosso país. E a gente aprendeu muito de lá. Logo depois fui conhecer Associação Brasileira das Escolas do Legislativo (ABEL), e começamos a participar dos eventos. Foi então que convidei o Presidente da ABEL para vir a Sergipe e juntamente comigo apresentar o projeto ao Deputado Antônio Passos, então presidente da Assembléia. Ele veio, conversou com o deputado que gostou da idéia e escola foi fundada em Setembro de 2007.  Hoje a Escola do Legislativo esta situada no Palácio Fausto Cardoso, e funciona de segunda a sexta pela manhã e tarde.

 

EPUFS: O Projeto Parlamentar Por Um Dia foi sua maior realização?

LK: Olha, muitos outros projetos foram feitos, mas o Parlamentar Por Um Dia foi o mais marcante na minha estada na direção da escola. Muitas palestras com as escolas públicas também foram marcantes.

EPUFS: Em que ele consiste?

LK: É um projeto que vai até as escolas, tanto na capital como do interior, seleciona alguns alunos. Se for do interior a Assembléia paga hotel tudo certinho, isso porque esse projeto e realizado durante dois dias. Os alunos participam de uma seção da Assembléia, votam, fazem pronunciamentos, conhecem de perto os deputados, fazem juramentos e até ganham medalhas de reconhecimento. Tinha alunos que até choravam. Foi muito bom.

EPUFS: E por que você hoje não é mais diretora da Escola?

LK: Por que esse cargo é comissionado. Eu fui à primeira diretora a que implantei o a Escola no Estado, mas como mudou a presidência da Assembléia também mudou a direção. Hoje quem assume é a Edilene Barros.

Depois dessa pergunta, ela pede desculpa, mas precisa se dirigir ao Plenário Dep. Pedro Barreto de Andrade. A entrevista se encerra.

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