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God save the King: Farrokh Bommi Bulsara

Posted in Perfil by micheletavares on 02/12/2009

  

Por: Tatianne Melo  

Freddie Mercury

 “… Chegou minha hora. Sinto arrepios, em minha espinha. Meu corpo está doendo toda hora. Adeus a todos- eu agora tenho que partir…” O trecho da música Bohemian Rhapsody traduz perfeitamente, os últimos dias de vida de Farrokh Bommi Bulsara. De ascendência persa, sua voz, suas letras, suas vestes, seus trejeitos inconfundíveis marcou a história do rock mundial. Afirmava que podia comprar tudo no mundo, menos o que mais desejava uma vida amorosa estável, se dizia a pessoa mais solitária do mundo.  “Amor da minha vida, você me feriu. Você quebrou meu coração e agora me deixou. Amor da minha vida você não entende…” Farrokh, o eterno Freddie Mercury, morreu há 18 anos vítima do mal que acometeu estrelas do cenário musical nos anos 90, como Cazuza e Renato Russo. 

Vocalista do Queen, Freddie nasceu em Stone Town, Ilha Zanzibar (parte atual da Tanzânia, África), entretanto morou boa parte de sua vida na Inglaterra. Junto com Brian May, Roger Taylor e John Deacon formou uma das mais populares bandas de rock inglesa que vendeu mais de trezentos milhões de copias no mundo inteiro nos anos 70 e 80. Compôs diversas músicas, como Crazy Little Thing Called Love“, “Don’t Stop Me Now“, “We Are The Champions“, “Love Of My Life eBohemian Rhapsody“. 

Freddie Mercury, Rock in Rio

 Para muitos a verdadeira jóia musical de Freddie é a romântica ‘‘Love Of My Life”. Quem presente no Rock in Rio, em 1985 esquecerá do célebre momento quando Brian May aos acordes do violão começou a tocar a canção e Freddie teve que parar de cantá-la no meio para começar a reger uma “orquestra” de mais de 200 mil vozes que a entoavam de maneira emocionante? Tanto ele como os outros integrantes do Queen  qualificaram a execução da canção como a melhor jamais feita. Freddie inspirou-se na ex-namorada e eterna amiga Mary Austin para compor “Love Of My Life”. 

 

Você irá lembrar

Quando isto acabar

E todas as coisas dessa maneira tiveram fim 

Quando eu ficar velho 

Eu estarei lá do seu lado 

Para lembrá-lo como eu ainda te amo 

Eu ainda te amo 

Amou as mulheres, amou os homens, principalmente. A vida amorosa de Freddie Mercury foi recheada de mistérios e polêmicas. Em suas entrevistas nunca reconheceu explicitamente que era gay, sua verdadeira opção sexual era uma incógnita, pouco  falava sobre sua vida pessoal. Dizia vagamente que tinha relações com os homens e as mulheres. 

“… Podem pensar o que quiser sobre a minha imagem bissexual. Eu quero estar cercado de mistério.” (Freddie Mercury) 

Uma biografia não autorizada – The Show Must Go on – escrita por Rick Sky em parceria com David Wiggy, grande amigo de Freddie – conta em detalhes momentos da vida do cantor e o lado humano frágil que ele possuía,  mostra a fundo sua busca pela não solidão. 

Segundo a biografia Freddie levou uma vida de amante ‘’violento’’, cheio de vida sexual aventureira, às vezes, mudando a cada noite de parceiros. O próprio reconheceu ter um desejo sexual enorme. Porém, como qualquer ser humano ele queria um parceiro permanente, que pudesse partilhar com ele o fantástico mundo em torno de si. Precisava de alguém que lhe desse amor, carinho e compaixão. Muitos afirmavam que o seu enorme número de parceiros sexuais era uma tentativa de se livrar da solidão. 

“Estou muito vulnerável, mas só quando estou autorizado a aproximar-se muito a alguém. Torno uma grande barreira. Faz sentido? Eu me apaixono muito rápido, muitas vezes me causa dor. Talvez eu atraio as pessoas erradas. Quando você está apaixonado, muitas vezes perde o controle, e isso é perigoso. Eu gostaria de ter um relacionamento estável e feliz, mas até agora nada funcionou. Preciso de estabilidade, mas não posso viver sem liberdade “. (Freddie Mercury)  

Das poucas mulheres que entraram em sua vida está Mary Austin. Cheia de graça, loira, Mary era sua amiga mais íntima. Eles se conheceram na década de setenta e a amizade durou até os seus últimos suspiros de vida. Freddie nunca se casou com Mary Austin foram apenas namorados. Grande parte de sua herança foi destinada a ela. “Nós nunca envelheceremos juntos. Eu não consigo imaginar minha vida sem ela. Às vezes, um verdadeiro amigo é mais valioso do que um amante.” Contou Freddie. 

Outra mulher que deixou um rastro na vida de Mercury foi a atriz alemã Barbara Valentin. Uma bela amizade formada entre os dois que por um tempo chegaram a viver juntos. Valentin se lembra da gentileza e atenção de seu amigo: “Freddie era um tipo muito romântico. Mas, muitas vezes quis parecer o gay ‘’legal’’. Na verdade, ele foi gentil e humano sempre. A maioria das pessoas na sua profissão colocam ‘’faca’’ na costa de seus amigos e somem, Freddie não era assim. Às vezes ele se sentia muito sozinho. Nesses momentos nós compartilhávamos nossos problemas juntos…”  

Além dos homens e das mulheres outra grande paixão de Freddie era os felinos. Teve vários durante sua vida e até gravou um música, Delilah, em homenagem à sua gata preferida. Há quem diga que antes dos shows, ele pedia para que alguém colocasse seus gatos para “falarem” com ele pelo telefone. Certa vez quando estava em Munique, na Alemanha um dos seus gatos de estimação morreu. Freddie enlouqueceu com a dor e chorou como um bebê. No dia seguinte ele foi para Londres para o enterro do felino. 

Freddie e seus gatos

 Freddie Mercury preferiu enfrentar sua degradante batalha contra o vírus HIV com o silêncio. Amigos acreditam que ele contraiu a doença numa fase em que viveu em Nova York num ritmo de total promiscuidade. Desde que ficou doente não apareceu mais em público, suas últimas aparições eram suas idas ao médico. Cada dia mais debilitado e magro vivia deitado em sua cama enorme. Às vezes não conseguia dormir por dias, pois estava fraco e indefeso. Seu rosto mostrava claramente através dos sinais a aproximação de sua morte. Por quase dois anos viveu recolhido em sua casa, em Londres. 

O anúncio oficial sobre o seu real estado de saúde veio no dia 23 de novembro de 1991.  “Quero confirmar que fiz o teste de HIV e tenho AIDS. Sinto que seria correto manter essa informação pessoalmente para proteger minha privacidade e de todos ao meu redor. No entanto, é hora de todos saberem a verdade esperando que todos se juntem a mim, meus médicos e o mundo inteiro contra essa doença terrível. Minha privacidade é especial e sempre fui famoso por não dar entrevistas. Entendam que isso continuará”, disse o cantor em seu anúncio.

Mera coincidência, pressentimento de morte, ninguém sabe. O que todos sabem é que menos de 24h após anunciar que estava infectado com o vírus da AIDS o cantor veio a falecer devido a complicações pulmonares, em sua residência ao lado de seu pai e mãe. O mundo perdeu uma de suas vozes mais influentes, o mega star, multimilionário Farrokh Bommi Bulsara morreu aos 45 anos depois de uma vida a pleno pulmões.

Freddie Mercury

*Todas as fotos foram retiradas do site google.com

Uma resposta

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  1. Lady Taylor said, on 03/12/2009 at 11:41 am

    Maravilhoso teu artigo, gostei muito. Gostaria de entrar em contato contigo para “papearmos” sobre a banda e outros assuntos afins.. Por favor em envie um e-mail.. Sucesso!!. repostei o artigo no site queenbrazil.. com todos os devidos créditos. claro!! bjssssssssssssss


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