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Diego Cunha: o menino da vila.

Posted in Esporte by micheletavares on 03/12/2009

por Bruna Guimarães

Diego Ribas da Cunha nasceu no dia 28 de fevereiro, na cidade de Ribeirão Preto/SP. Hoje com  24 anos, 1,75m de altura e  75 kg, Diego é um dos muitos jovens jogadores brasileiros que jogam na Europa e são reconhecidos mundialmente. Desde pequeno demonstrou talento pelo futebol. Aos 11 anos fez o teste para a escola de base do Santos FC, onde foi aprovado.

Diego foi promovido ao elenco profissional do Santos F.C. em 2001 (aos 16 anos de idade), pelo técnico Celso Rott e dando continuidade, após sua saída, com o professor Émerson Leão. A reformulação no time principal prestigiava as pratas da casa, e, de todas elas, a mais reluzente era o meia de Ribeirão Preto. E, logo que participou de seu primeiro campeonato como profissional, Diego faturou o troféu de Campeão Brasileiro. Em apenas 27 partidas o líder da equipe marcou 10 gols, entre eles o que eliminou o São Paulo, em pleno Morumbi, nas quartas-de-final. O menino formado na Vila Belmiro começava a encantar o país.

No ano seguinte, o camisa 10 santista teria novos desafios e de certo passaria a sofrer maior carga de cobrança. Afinal de contas, já ostentava, aos 17 anos, um título nacional. Jogando a Taça Libertadores, Diego colaborou para que a equipe da Vila Belmiro chegasse à final ao anotar quatro gols em 14 jogos, além de dar aos companheiros inúmeras assistências, as quais lhe renderam o prêmio de jogador mais criativo da competição.
Corria à época o Campeonato Brasileiro e depois de um início instável na competição, o Santos foi aos poucos se recuperando, apoiado em seu camisa 10. Embora na metade da competição o bi-brasileiro parecesse um desejo inatingível, o Santos conseguiu reduzir a diferença em relação ao líder a ponto de chegar com chances reais de título nas últimas rodadas. Terminou em segundo. Diego, naquele momento, já era presença certa nas listas de convocação da Seleção Brasileira.

Em 2004, Diego participou novamente de uma edição da taça Libertadores. Marcou quatro gols em nove jogos e ajudou o Santos a atingir as quartas-de-final. No Campeonato Nacional, sob orientação do técnico Vanderlei Luxemburgo, foi elevado ao posto de capitão da equipe. Disputou nove jogos e balançou as redes em quatro oportunidades antes de, em agosto, transferir-se para o Futebol Clube do Porto, de Portugal.

Nem bem havia chegado à terrinha assumiu a condição de titular do Porto, então campeão nacional e europeu. Recebido como a grande contratação da temporada, era o meia jovem, talentoso e decisivo que chegaria para ocupar o lugar de Deco, ídolo portista de outrora.

Em um de seus primeiros jogos com a nova camisa, na partida em que seu time venceu o arqui-rival Benfica, conquistou a Super Taça de Portugal. Por conta de suas boas atuações no Português e na Copa dos Campeões foi agraciado pelos torcedores do Porto com o “Troféu Dragão”.» Ainda em 2004, Diego disputou a partida que definiu o Mundial Interclubes, que reuniu o campeão europeu, o Porto FC, e o campeão da América do Sul, representado pelo Once Caldas, da Colômbia, sagrando-se Campeão pela Copa Toyota. No Campeonato Português, o meia ajudou ao clube conquistar o vice-campeonato em 2005 e torna-se campeão em 2006. Neste mesmo ano, Diego foi homenageado pelo clube que o revelou, o Santos FC, inaugurando o CT Meninos da Vila, destinado às categorias de base. Um dos dois campos de treinamento recebeu o nome do craque. Em apenas duas temporadas do Português, Diego marcou sete vezes pelo Porto, já sendo alvo de interesse de outros clubes da Europa, como o SV Werder Bremen, no qual fechou contrato para atuar durante quatro anos.

Em sua primeira temporada no Werder Bremen, Diego mostrou a que veio. Foi campeão da Copa da Alemanha, ganhou o título de melhor jogador do primeiro turno e melhor jogador da Bundesliga da temporada 2006/2007. Fez 13 gols e 13 assistências e tornou-se o principal jogador do clube alemão, sendo peça chave nos planos do técnico Thomas Schaaf.

Diego pelo Werder Bremen/ Foto Google.com

Os números do meia-armador brasileiro impressionam. Diego jogou 33 das 34 partidas disputadas pelo Werder no Campeonato Alemão, sendo titular absoluto em todas elas. Era o cérebro do time e as principais jogadas quase sempre nasciam de seus pés. Na temporada 2007/2008, Diego continuou sendo destaque nos gramados alemães e seu nome passou a figurar nas listas de pretensão dos principais clubes europeus.

Após duas temporadas de muita especulação, o Juventus FC anunciou a sua contratação em maio de  2009. Onde se encontra até agora, jogando com a camisa 28, que possui dois significados para ele: um é a data do aniversário dele e o segundo, ao somar dois mais oito, obtem-se o número 10, número que o consagrou.

Na Seleção Brasileira, Diego foi convocado pela primeira vez para um amistoso contra o México no dia 30 de abril de 2003. A partir de então, o meia passou a ser sempre cotado para integrar a lista de relacionados para servir o Brasil. Na final da Copa América de 2004, Diego iniciou a jogada que resultou no gol de empate do Brasil e levou a partida para a decisão nos pênaltis contra a Argentina. Diego converteu a terceira cobrança da seleção, que venceu a disputa por 4 a 2, conquistando assim a Copa América de 2004. No amistoso da Seleção Brasileira contra a Seleção Inglesa, Diego marcou o gol de empate no final do jogo, evitando a derrota brasileira na inauguração do novo Estádio de Wembley. Em 2007, na Copa América, Diego atuou apenas um jogo como títular, sendo pouco aproveitado pelo técnico Dunga. Diego também foi convocado pelo técnico Dunga para ajudar a Seleção Brasileira a se classificar para a Copa do Mundo de 2010.

Aos 24 anos, Diego já tem uma carreira de muitos títulos e vitórias importantes. Valendo frisar que ele ainda é jovem, tem muito tempo pela frente e um grande caminho a prosseguir. Talvez um dia ele volte a jogar em terras brasileiras, ou talvez continue encantando os europeus. Quem sabe ele até venha a ser o Pelé dos tempos atuais!

Diego pelo Juventus/ Foto Google.com

3 Respostas

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  1. Lucas Peixoto said, on 04/12/2009 at 7:43 pm

    Perfil ótimo! Muito bem escrito. A contextualizaçao da sua carreira foi muito bem feita.

    Me lembrei daquele time santista de 2002, quando você citou. Aquele time era mesmo comandado pelo garoto Diego. Robinho era craque e decisivo, mas o camisa 10 era o cérebro daquele time.

    O trabalho foi muito bom pela europa. Alguns o criticam em suas presenças pela seleção brasileira. Sua contribuição para a seleção ainda não foi muito boa. Mas para um jogador de 24 anos, ainda faltam pelo menos 10 para ele tentar se firmar

  2. Larissa Regina said, on 04/12/2009 at 9:26 pm

    Caramba, ficou muito bom o perfil, muito detalhado e contextualizado, parabéns…

  3. Mari said, on 12/12/2009 at 7:58 pm

    Foi um prazer te dar informações sobre Diego!
    Ele mandou dizer que ficou ótimo o perfil e que você é muito talentosa!
    Recado dado!
    Parabéns!


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