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Ricardo Saquarema um pianista diferente

Posted in Cultura by micheletavares on 05/12/2009

Por: Gustavo Carvalho

Reconhecido por dominar o instrumento e por tamanha explosão de expressões ao tocar, o pianista Ricardo Saquarema rouba a cena no palco e se destaca por sentir a música e se jogar literalmente dentro dela. No momento Ricardo toca em festas particulares e em barzinhos como o Tribus e o restaurante Família Santana. O grande artista deixa de ser apenas um grande pianista ao quebrar a imagem do piano com clássico e erudito, interagir com o público e chega a cair no chão tocando seu piano. Saquarema é bastante eclético e com ele um instrumental de piano pode fazer todos cantar, dançar e cair na gargalhada.


Empautaufs:  Como começou a sua história com a música?

Ricardo Saquarema : Eu Nasci em Pernambuco, no ano de 1984 e a minha história com a música praticamente começou de berço. Meus pais são músicos, minha mãe nem tanto, mas meu pai é um verdadeiro músico nato, toca de ouvido, já tocou com grandes artistas nacionais, e foram eles dois que sempre me deram o incentivo para a música. Então eu sempre tive essa proximidade com a música, brincava muito com meu pai e quando eu tinha aproximadamente oito anos, fui a uma loja de instrumentos, e de cara o teclado já me atraiu, comecei a mexer mais nas teclas do que em bateria e violão, que são mais tradicionais. E ai eu comprei meu primeiro instrumento, um Cássio 110, o instrumento da minha vida.

E.P: Quais instrumentos você toca? ]

RS: Além do piano, toco teclado, acordeom e tenho um pouco de conhecimento de violão.

E.P: Como aprendeu a tocá-los?

RS: Comecei sozinho, recebendo sempre parte do grande conhecimento do meu pai. Ao contrário de minha mãe, preferi fugir do tipo de música sempre baseado em partituras, música para mim vem da criação interior. E algo que tem muito na minha música é o improviso. Cheguei a fazer aula, aproximadamente 2 meses com o professor Jonas, mas me considero autodidata aprendi muito com leituras e interagindo com grandes músicos.

E.P: Com quantos anos você começou a tocar profissionalmente?

RS:  Aos 14 anos comecei a subir em palco e ganhar cachê, passei a viver da música.

E.P: Aonde foi o primeiro lugar que você tocou pra um grande público?

RS: Minha primeira apresentação, fora das festas familiares, foi com uma banda de Axé, no Iate Clube de Aracaju

E.P: Pra você o que é a música e o que ela te proporciona?

RS: Sinceramente, é tudo. Todo amor, carinho. Música me tira do mundo de coisas ruins que não levam a nada. Música traz recordações e coisas boas, as coisas mais simples da vida são proporcionadas aqueles que fazem música

E.P: Quais as suas principais influências musicais?

RS: Atualmente, uma grande influência para mim é Jorge Vercilo, mas sou influenciado por muita gente. Ivan Lins, Guilherme Arantes, etc.

E.P: Existe explicação para o que você sente ao tocar piano?

RS: Pura emoção, carinho, e existe uma coisa que eu acho interessante, ela faz com que eu saia da terra e faça uma viagem que ninguém faz, vou a Júpiter e volto enquanto estou tocando. Na música quando você não é verdadeiro, você não consegue passar nada. O que eu sinto é um verdadeiro orgasmo.

E.P: Que vertente musical prefere tocar?

RS: Jazz, Blues e MPB

E.P: Da onde vem sua inspiração?

RS: Na hora que eu estou improvisando, tocando, eu começo a pensar em tudo aquilo que coloca o músico para baixo. Coisas como: ser músico não leva a nada, não dá dinheiro, entre outros, isso em dá forças para tocar mais e mais.  Mas uma grande inspiração que tenho no momento que estou me apresentando é minha mãe, penso muito nela, que sempre foi uma grande pessoa, penso também em amigos e pessoas especiais que já passaram pela minha vida.

E.P: Como você começou sentir necessidade de fazer grandes expressões ao tocar?

Ricardo Saquarema

RS: Eu comecei naturalmente, eu via que quando eu soltava as emoções, parecia uma “coisa louca” e as pessoas gostavam, já quando eu tocava sério, parado, muitas vezes eu passava despercebido. É muito bom poder prender a atenção de quem me assiste por minha expressão e emoção ao tocar.

E.P: Quais suas experiências com isso?

RS: Quando você “dá a cara para bater” você estar sujeito a receber críticas e elogios, isso é normal, faz parte da vida. Sempre quis fazer minha marca, as pessoas poderem falar do meu trabalho pelo meu jeito de tocar, é muito bom ter experiências boas, sempre tenho. Mas, claro, que já tive alguns ruins, uma delas foi no Shopping Jardins, onde um diretor de marketing chegou para reclamar do meu trabalho, preferi me retirar. As experiências boas superam e muito as ruins.

E.P: Já tocou fora do estado? Aonde?

RS: Muitas vezes. Já me apresentei em Maceió, Minas Gerais, São Paulo, Salvador, Recife, etc. Tenho uma grande vontade de tocar em Blumenau e Santa Catarina, mas fora esses, já toquei em todo o Brasil. Fora do país, toquei na Argentina.

E.P: Quais os seus projetos?

RS: Tenho vários projetos, inclusive já estou terminando de gravar um CD instrumental em parceria com o Banese com músicas brasileiras, alguns jazz e blues. Tenho também um trabalho com Felipe André, que é de MPB cantada, é o projeto Felipe & Ricardo, e um projeto que já venho desenvolvendo é com a banda D’Bandê, que já é outro tipo de música, o axé. Atualmente me dedico bastante nesses três projetos.

15.  Qual o momento musical, ou apresentação que mais marcou sua vida?

RS: Foi uma apresentação, uma das melhores da minha vida, no Teatro em Maceió. Me emocionei bastante por todos me aplaudirem de pé. Senti uma energia única.

E.P: Você exerce alguma profissão além de músico?

RS:  Atualmente estou trabalhando como representante de vendas, mas o que me sustenta mesmo é a música.

E.P:  Já gravou algum cd?

RS: Vários, além de gravar, já produzir também, como da banda Atrevidos do Forró, Otto e D’Bandê.

E.P: Ministra aulas de música?

RS: Sim, aulas particulares para todos os tipos de pessoas, crianças, adolescentes e adultos também.

E.P:  Prefere tocar pra algum tipo público?

RS: Não. Em qualquer lugar eu faço a festa.

E.P:  Planos para o futuro?

RS:  Continuar fazendo música, pois é o que amo, mesmo que a maré esteja ruim, jamais pretendo deixar a música. Mas um projeto futuro é de entrar para televisão, mostrar para todos o projeto Felipe & Ricardo ou até mesmo o instrumental. Também tem o projeto Banese, que se der certo, eu vou poder tocar e ser reconhecido fora do Estado.

E.P: Se pudesse escolher um local pra tocar qual seria?

RS:  Nova  York.

E.P:  Quais seus sonhos?

RS: É ser reconhecido na música e passar tudo que eu sinto aqueles que me assistem. Não quero no sucesso, apenas o reconhecimento maior.

E.P:  A música mudou sua vida?

RS:  Não mudou, mas me revelou um cara sensível, um ser não machista e cheio de sentimentos.

E.P:  O que você diria para aqueles que estão começando a se relacionar com a música?

RS: Para os músicos iniciantes eu digo para sempre ir em frente, não pensando apenas no dinheiro, mas a música é uma coisa que você vai ter para a vida toda. O relacionamento com a música virá uma terapia e também se torna um local de fuga, não só os músicos, mas quem pinta, quem desenha, quem trabalha com arte. O sentimento do músico nunca poderá ser comprado. Recomendo a todos os pais que querem explorar o lado sentimental dos seus filhos que os façam ter experiências com a música.

E.P:  Quem é Ricardo Saquarema hoje?

RS: È um cara bastante realizado, por fazer o que gosta, por ter amigos verdadeiros e ser muito feliz. Uma pessoa que se sente abraçado pelo mundo.

5 Respostas

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  1. Yasmin Dantas said, on 08/02/2010 at 1:50 am

    esse cara é show…sem comentários

  2. Rafaela oliveira said, on 18/03/2010 at 5:00 am

    olá Ricardo .. Acho que você não deve se lembrar de mim, mas eu me chamo rafaela, passei uns dias ai em Aracajú te conheço de vista e adorei esse seu lado artistico, esse seu lado musical, é muito bom! rsrsrs .. Já te admirava bastante, agora, ainda mais! .. Boa Sorte e que Deus te ilumine sempre

    • ricardo said, on 17/12/2010 at 4:12 am

      oi anjinho linda vi o comentario aqui agora que vc deixou aqui na minha entrevista, vc ja me viu tocar aqui em aju e ? vc e da onde ? tem msn beijos ….

  3. Pedro Henrique said, on 27/11/2010 at 8:53 pm

    É isso aí amigo, talento não te falta e vc sabe que pode chegar longe.
    Boa sorte na sua vida e tudo de bom.

  4. luciana said, on 01/01/2011 at 2:06 pm

    totalmente sem palavras, mas ricardo quero dizer que vc é um cara senssacional, e desejo a você todo secesso do mundo rapaz, você mereçi, seu talento brilhante deve e vai ser reconheçido em todo o pais, ´porque você tem um dom muito lindo, muito especial concebido por deus, vá em frente pois você vai conseguir tudo que deseja e jamais desista dos seus sonhos, pois eu confio em você e acredito em sua capacidade, é nao tive o previlegio de assistir um show seu, mas tenho uma musica que tu me enviou e me encantei com sua voz, com seu talento.é o pior que agora to longe, quando eu estava em itabaiana ainda era perto mas tudo bem, o mundo da voltas. e você vai fazer muito sucesso e agente vai se encontar. bjos e adorei sua intrevista. assina: luciana macedo que morava em itabaiana lembra?


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