Técnica de Produção, Reportagem e Redação Jornalística

Vestibular: ninguém disse que crescer seria uma tarefa fácil

Posted in Comportamento, Educação, Vestibular by micheletavares on 26/10/2010

Em todo o país milhares de estudantes enfrentam o impasse de determinar o rumo da sua vida profissional.

Por Maíra Araújo

É chegada a hora em que a cabeça do futuro universitário se torna alvo de uma dúvida que atinge a grande maioria: a escolha da carreira que vai seguir.  Nesse momento muitas coisas precisam ser postas na mesa para ponderar a situação. Primeiro é necessário que o estudante perceba com qual área ele se identifica, afinal o mercado dispõe de inúmeras delas. Essa resposta ele pode conseguir no dia a dia dos seus estudos, percebendo qual a matéria que ele mais gosta e com a qual se sente melhor estudando.

A partir dessa percepção é que ele pode direcionar para qual curso ele vai concorrer. Por exemplo, um aluno que normalmente prefere estudar química ou matemática tem mais chances de futuro em cursos como as Engenharias. Já aquele estudante que se identifica mais com história e português tende a procurar fazer cursos como Direito, Letras ou Comunicação Social. Posteriormente é que o aluno tende a pensar no lado rentável da profissão, pois no mercado de trabalho tem carreiras que o retorno financeiro é mais rápido que em outras.

(Foto: Arquivo pessoal)

(Foto: Arquivo pessoal)

“As possibilidades de trabalho no futuro e a afeição com as matérias me fizeram escolher o meu curso. Eu só  consigo me ver fazendo isso. Mas  também pesou a questão financeira, pois eu acho que a gente deve escolher uma profissão que tanto dê prazer quanto retorno financeiro”, disse o aluno Victor Emanoel Souza, que já está decidido a prestar vestibular para o curso de Medicina.

 

(Foto: Arquivo pessoal)

Já o aluno Adolfo Meneses confessa que para ele foi uma escolha difícil, visto que sua  primeira vontade era cursar Medicina, mas resolveu mudar para Odontologia, sua segunda opção, por  conta da alta concorrência do primeiro, mas também pela identificação com o segundo.

Antigamente a carreira era tida como um fardo que você era obrigado a carregar, ou seja, escolheu está escolhido e não tem mudança. Hoje não é mais assim. Faz tudo parte de um contexto, de um sentido, e é onde a pessoa vai começar a traçar sua vida. Essa escolha não precisa ser um fato consumado. Em algumas instituições a escolha do curso em si não é feita no momento da inscrição. O aluno se inscreve em Comunicação Social, por exemplo, e depois de dois anos é que ele vai aprofundar o seu estudo em Jornalismo, Publicidade ou Radialismo. Por um lado isso é bom para aquele estudante que ainda não sabe ao certo o que fazer. Por outro pode prejudicar uma decisão que se fosse feita com convicção no começo iria formar um profissional que teve melhor aproveitamento do curso. Mas qual seria o momento certo para optar por determinado curso? De certa forma a resposta para essa pergunta é relativa. Muitos estudantes deixam pra decidir em cima do momento da inscrição, mas a grande maioria decide algum tempo antes. “A opção feita já vem de um trabalho anterior quando ele começa a se destacar em determinadas disciplinas. Então o aluno chega ao ensino médio, principalmente no terceiro ano que é o ano decisivo, já sabendo o que quer. Setenta por cento dos nossos alunos já entram no ensino médio decidido”, ressalta Jairton Guimarães, diretor geral do Colégio Ideal.

É indiscutível que esse é um passo muito delicado na vida do vestibulando. Para passar por essa fase ele precisa encontrar total apoio na família, independente da decisão que vai ser tomada. É dever da escola acompanhar de perto   a situação e orientar os pais e familiares para que eles não interfiram, mas sim que apóiem os seus filhos.

Muitas vezes os familiares procuram um acompanhamento psicológico, que pode ser encontrado na própria escola ou fora dela. Os psicólogos trabalham com o chamado teste ou orientação vocacional. Porém esse teste não é uma resposta à dúvida do aluno, ele funciona muito mais como um auxílio que faz o vestibulando ver sobre determinados pontos a qual área ele está mais apto. De forma alguma essa orientação pode condicionar o querer e o gosto por essa ou aquela graduação.

A sensação de dúvida pode acompanhar uma pessoa não só durante a escolha do curso, mas também na sua vida acadêmica. Não é só pelo fato de o estudante ter ingressado na faculdade que ele irá se sentir realizado. Muitos dos que já estão dentro do ensino superior questionam se de fato sentem-se satisfeitos. Tal satisfação pode ser vigorada por meio de diálogos com pessoas mais próximas, com profissionais já consolidados no mercado de trabalho ou pelo método do teste vocacional. O importante é que no final de tudo não restem incertezas para que tenhamos profissionais qualificados no mercado, independente da área que lhe pareceu mais atrativa.

Teste vocacional: http://www.oportaldosestudantes.com.br/testevoc.asp

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: