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Uma ponte para as incertezas

Posted in Política by micheletavares on 04/11/2010

Foto: Deivson Mendes

Por Deivson Mendes Santos

“Poucas obras públicas no Brasil foram tão bem projetadas e avaliadas como a Ponte Construtor João Alves”, essa é a frase pronunciada pelo Engenheiro e doutor Gilson Corrêa para definir toda a infra-estrutura e justificar seu dimensionamento, que tem sido de motivo de polêmicas.
O engenheiro e fiscal de obras do Departamento de Estradas e Rodagem – Sergipe  (DER-SE), José Augusto, explanou sobre os benefícios de valorização e  desenvolvimento que a ponte Construtor João Alves trouxe para a região:  “Proporcionou a ampliação do número de condomínios até mesmo a 500 metros  da ponte, um concluído e dois em fase terminal de construção, com apartamentos avaliados em R$ 100 mil; e, também, outras formas similares de habitação, como os loteamentos de Barra dos Coqueiros á Pirambu, que dispõem de hotéis e resorts, entre eles o Star Fish, por exemplo, contribuindo para o turismo local, à começar pelo vertiginoso fluxo de turistas pela praia de Atalaia Nova”.

Para o engenheiro, era uma das soluções para que se evitasse o inchaço populacional da capital, fazendo analogia ao município de Nossa Senhora do Socorro, que se tornou bem mais populoso nos últimos anos em decorrência de sua proximidade e grande ligação com Aracaju. Segundo ele houve redução significativa de tempo, estimado em dez minutos, para quem vai do centro de uma cidade á outra de automóvel. Reconhece também a importância que o transporte fluvial, os “tototós”, ainda tem para a população, especialmente para os comerciantes de Barra dos Coqueiros.

Mas, apesar de considerar os avanços significativos que a ponte trouxe para a região, a população local tem se manifestado à respeito de situações desagradáveis e inseguras que passam quando transitam por esse trecho. Queixam-se, por exemplo, do dispositivo estabelecido para separar as vias, bem como o de contensão de depósitos, localizadas na base da extremidade limítrofe da pista de veículos ao espaço do pedestre e ciclista. Para os mesmos, o que comumente chamam de “mureta central” é de altura tão excessiva que impede a melhor mobilidade de quem possui limitações motoras, idosos, deficientes e pedestres em geral, incluindo dona Maria Ortência Santos, que alega ter se machucado na travessia para a pista principal e auxiliar, localizada na extremidade oposta. Disse ter comunicado aos vereadores da câmara municipal de sua cidade, Barra dos Coqueiros, mas, não teve nenhuma resposta até o momento.

À respeito disso, o fiscal do DER-SE define que: “a concepção de uma ponte, não é pra passar de um lado para outro… o pedestre que faz a opção: ir somente de um lado, que é o lado direito, quem vem de Aracaju pra Barra dos Coqueiros. A ciclovia é do lado esquerdo no mesmo sentido. O problema é que um lado foi projetado para ser passeio e o outro ciclovia, porém, hoje, com a falta de orientação, não há uma diferenciação clara uma da outra, ou seja, pedestres e ciclistas dividem o mesmo espaço, forçando-os à esta situação. Há algum tempo atrás foi sinalizada, mas, algum anônimo retirou as placas orientadoras”.

O comandante da Companhia de Polícia Rodoviária Estadual, unidade federativa Sergipe (CPRv-SE), O major Fábio Rolemberg salientou: “existiam lacunas nesse barramento para situações de emergência nas quais o motorista poderia fazer possíveis desvios se estivesse em situações de perigo com algum carro desgovernado e coisas do tipo. O pedestre poderia utilizar essa via para transitar tranquilamente. Só que gera um problema porque agente (CPRV e DER-SE) teria que fazer (construir) um retorno, já que os inconseqüentes do trânsito resolvem mudar de pista para adiantar seu lado ou até mesmo voltar o caminho, comprometendo aquele que vem corretamente em sua mão”.

Há ainda uma contradição: quando os pedestres cruzam a pista para utilizar o serviço de ônibus em um ponto estabelecido em ambas as extremidades, se deparam com a mesma ‘mureta central’ e lateral estruturadas desde a ponte à sua continuidade fora desta. Logo, a justificativa do doutor José Augusto não é mais legitimada pela finalidade classificada pelo mesmo como “desnecessária”, pois, é estabelecida legalmente uma população local nas proximidades da Construtor João Alves. Porém, nesse caso, está enquadrada numa rodovia estadual, e é esta a alegação da SMTT da Barra dos Coqueiros, na qual em sua atribuição sinaliza com uma placa de parada de ônibus da linha, antecedendo o direito do cidadão transitar de um lado á outro da pista para utilizar o transporte coletivo licitado na administração pública que a mesma empresa regulamenta e fiscaliza, todavia, á nível municipal.

O diretor desse órgão e sargento da CPRv, Renilson Santos diz: “Barra dos Coqueiros não tem receita e recursos suficientes para suprir e administrar a rodovia, caso contrário, já teria se antecipado e livrado desse tipo de situação a população, principalmente aquela local da ponte”. Foi taxativo pelo que sua concepção delegava como o responsável: “a culpa é do DER-SE que consentiu na execução do projeto sem atentar para os pedestres e ciclistas, como também às pessoas que já moravam no local anterior e posterior à ponte, e que precisariam pegar um transporte para o seu trabalho ou para o seu lazer. Para eles (DER-SE), a população, estabelecida ali muito antes da elaboração e execução do projeto, que se virasse para morar em outro lugar. Acharam que a ponte seria feita apenas para motoristas”.

O diretor da SMTT citou o que segundo ele são algumas de suas solicitações: “È necessário implantar o dispositivo de botoeira para que seja acionado o transporte coletivo; segmentar a “mureta central” em 3 metros por intervalo, o equivalente á dimensão de uma faixa de pedestre, que também é recomendável. Assim, no geral, possibilitar ao cidadão um trânsito tranqüilo e seguro”.

A imprudência de alguns motoristas tem preocupado a população que mora no começo da ponte, em Barra dos Coqueiros. Tangente à sinalização, doutor Augusto disse: “Após dois anos de inauguração, o Departamento Regional de Trânsito (DRT) fez uma revisão geral, trocou todos os refletores que estavam quebrados. O caso é que muitos motoristas não respeitam o máximo o permitido e sinalizado para esse tipo de via, que é de 60 km/h, com a redução para 40 km/h em curvas e no final da ponte, em sentido Barra dos Coqueiros-Aracaju e vice-versa”.

Pedro Santos é funcionário da empresa de transporte coletivo Progresso, na função de cobrador, há três anos. Atualmente, Paulo Bento dos Santos é motorista no mesmo ônibus e rota desta empresa, com nove anos de serviço. Ambos concordam quanto a importância da ponte, mas, ressaltam a situação de perigo que se encontra o pedestre no momento que cruzam inesperadamente com ciclistas, muitos em alta velocidade e em trechos sinuosos. Frisou a insustentável situação quando se deparam com carroças em curvas, e às vezes sem poder desviar para não provocar outro acidente. Para o motorista, a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT ) não cumpre com o papel de fiscalização.

O diretor de transporte Público da SMTT de Aracaju, Orlando Sérgio, diz que não é da competência do órgão fiscalizar trechos da ponte, e sim, do Estado, em um tom diretamente conclusivo e sem mais detalhes. Já o diretor da SMTT de Barra dos Coqueiros foi bem incisivo: “embora não esteja mais sinalizada, devido às deteorizações, na Ponte Construtor João Alves não é para passar carroça nenhuma. È proibido! Só em casos esporádicos onde haja uma festa, cavalgada e eventos dessa natureza. Assim, a CPRv seria imediatamente comunicada para fazer um policiamento especial.”  

O processo de revisão e avaliação, que deve obedecer ao prazo mínimo de cinco anos, foi inicialmente realizado dois anos após a inauguração. Sendo feito o último ano passado, quando houve o trabalho de monitoramento e guarnição na incumbência da empresa LSE ltda, de São Paulo, sob a orientação do agora consultor Gilson Corrêa, e fiscalização do doutor José Augusto, do DER-SE, que caracterizou como “excelente em condições técnicas. Ela atende mais diretamente á toda a população de Aracaju, Barra dos Coqueiros, Pirambu, Jatobá, Japaratuba, e, indiretamente, à algumas outras cidades próximas. Muitos, inclusive, pra evitar grandes trechos da BR, trafegam pela ponte.

Todavia, não é isso que argumenta o comandante da CPRv de Aracaju: “Se hoje a Construtor João Alves apresenta esses dilemas, imagine a ponte Joel Silveira?”, descrevendo esta última como uma via de condições que deixa muito a desejar: “Não tem acostamento e possui um passeio pequeno. Também tivemos problemas com animais na pista, colocando em risco a vida de motoristas. Por isso, estruturalmente, eu acredito que não apresenta um estado aceitável, ainda”, disse.

Em suma, pelo relato de cidadãos – que cumprem com seus deveres e solicitam a garantia dos seus direitos – de municípios da região, a ponte Construtor João Alves trouxe significativos benefícios para a região. Mas, ainda falta iniciativa e investimento para a adaptação do trecho que lhes possibilite transitar com segurança. No que se refere às respostas aos questionamentos, reclamações e sugestões, algumas instituições públicas não cumprem plenamente com seu papel, impondo dados técnicos generalistas e se escondendo atrás da burocracia administrativo-governamental. Convém frisar que a população aguarda resultados.

 

OUTROS PROBLEMAS

 Segurança

 “Por atos de vandalismo, os refletores são quebrados, diminuindo a iluminação, e comprometendo o motorista e pedestre”, afirma o funcionário da empresa Franca, Genivaldo Silva, responsável pela segurança da UFS, e ciclista que transita pelo local. E continua: “isso provoca insegurança de locomoção e acesso, já que têm sido cada vez mais freqüentes os assaltos no trecho, e não há policiamento suficiente, nem mesmo monitoração com câmeras”.

O major comentou sobre a fiscalização da rodovia, apontando a imprecisão da mensuração de velocidade: “Tinha um problema com as placas: 40 (km/h) no radar e uma placa de 60 (km/h), quando o certo era o mínimo: aí complica!”. Sugeriu, também, a possibilidade de instalar câmeras em alguns trechos da via, o que segundo ele onera pouquíssimos gastos públicos. Prometeu analisar a possibilidade de sinalização das vias de pedestre e ciclista, assim como reforçar o policiamento e vigilância, especificamente, sobre a ponte.

Tem espaço para todos na pista?

Foto: Deivson Mendes

A situação se agrava ainda mais porque não há nem mesmo guarda de trânsito  que oriente. Era proibido, por exemplo, o tráfego de animais e carroça. Mas, a    insistência de alguns influiu para que a exceção se transformasse em regra: “duas  pistas, 3,5 metros cada: mesmo que vá uma
carroça, ali não atrapalha. Você  ultrapassa a carroça como qualquer outro carro”, relata o fiscal do DER-SE. Já o  carroceiro José Carlos de Jesus, morador de Aracaju, que trabalha em Barra dos  Coqueiros diz: “Nós quer que todo mundo tenha seu espaço: o carroceiro, o  ciclista, o pedestre e o motorista”.  

Foto: Deivson Mendes

Sobre essa questão, o major Rolemberg destacou a importância de uma  terceira  faixa, que é tão comum em rodovias com essas características. “Acontece  o  seguinte: no tempo que eu cheguei aqui nesse setor a ponte já existia. Na minha  opinião, o pedestre deveria ter a faixa dele, assim como o ciclista, não muito  diferente o motorista ou outro meio de transporte alternativo de relevância”, diz  o major.Nunca chegou reclamação alguma aqui. As pessoas, em grande maioria,  não conhecem seus direitos e nem sabem a quem e onde recorrer. Porém, antes de  tudo, deveria ser feita a solicitação por parte do pedestre.A solicitação de que? De  retirar a mureta central e abrir intervalos no canteiro que delimita o espaço do pedestre e do ciclista. E ali, sobre aquele ponto (ponto de coletivo), poderia ser  aberto o intervalo. Eu tinha até pensado que fora feito.poderia ser  aberto o intervalo. Eu tinha até pensado que fora feito.


Tem ônibus em número e tempo suficientes para os cidadãos de Barra dos Coqueiros?

Foto: Deivson Mendes

No projeto da ponte está o lema “integração”. Logo, nesse sistema deve haver  uma proporção igualitária e indissociável dos pontos, ainda que em unidades  específicas, e do trajeto como um todo, incluindo o fluxo ao número de coletivos,  ou seja, igualdade de horário para todos os bairros de Aracaju, Barra dos  Coqueiros e região. Mas, alguns moradores se queixaram da demora e diminuição    da frota desse transporte em período noturno. Sobre o fato, o diretor da SMTT  alega: “sim, realmente há essa redução e maior tempo para atender essa demanda,  da mesma forma que ocorre em Aracaju e cidades vizinhas”, e reconhece: “Pode ser  melhorado muito mais. Estamos com o projeto de reformar e ampliar ao menos o  antigo e central terminal de coletivos”. Destacou a importância dos transportes  alternativos de automóveis: “Queremos regulamentar e gerenciar a cooperativa de  transportes alternativos, tanto do táxi bandeira como a da lotação, pela qual fazem rota Aracaju-Barra e vice-versa, e propor entre as duas cidades uma parceria nesse sentido”.

Acidentes

O comandante da CPRv relembrou os acidentes ocorridos por transgressão às normas estabelecidas.  Falou, ainda, sobre os acidentes que ocorrem nesse trecho, dando como causas as características da rodovia e as infrações cometidas pelos motoristas, e disse: “a pista é de aquaplanagem, se você freiar pode perder o contato e ter grandes chances de provocar um acidente, devido ao acúmulo de água com uma simples chuva, já que esta rodovia tem grande propensão para esse fenômeno …agente tá estudando a real necessidade do redutor de velocidade”. O diretor da SMTT de Barra explicou sobre essa anomalia na ponte: “como a construção se deu sobre um solo instável, com um tempo a estrutura foi cedendo formando lombadas, principalmente, no sentido Aracaju-Barra dos Coqueiros, como se fosse um “Tendão de Aquiles” para o pessoal DER-SE. Acredito que seja mais uma falta de interesse deles”.

ANO 2006

MÊS TIPO DE ACIDENTE VÍTIMA C/ LESÕES VÍTIMA FATAL
Setembro Colisão Traseira 00 00
Outubro Colisão Traseira 01 00
Novembro 00 00 00
Dezembro Colisão Frontal 02 00
Colisão Frontal 02 00
Colisão Frontal 01 00
Abalroamento Transversal 01 00
Abalroamento Transversal 01 00
TOTAL 07 ACIDENTES 08 Vítimas Lesionadas 00 Vítima Fatal

 

ANO 2007

MÊS TIPO DE ACIDENTE VÍTIMA C/ LESÕES VÍTIMA FATAL
Janeiro Abalroamento Longitudinal 01 00
Fevereiro Tombamento 01 00
Colisão Traseira 00 01
Choque Mureta 00 00
Março 00 00 00
Abril 00 00 00
Maio Colisão Traseira 00 00
Junho 00 00 00
Julho 00 00 00
Agosto 00 00 00
Setembro Choque Mureta 01 03
Colisão Traseira 00 00
Choque Mureta 00 01
Outubro Choque Mureta 02 00
Choque Mureta 02 00
Choque Mureta 00 00
Novembro Choque Mureta 01 01
Tombamento 02 00
Dezembro 00 00 00
TOTAL 13 ACIDENTES 10 Vítimas Lesionadas 06 Vítimas Fatais

 

ANO 2008

MÊS TIPO DE ACIDENTE VÍTIMA C/ LESÕES VÍTIMA FATAL
Janeiro Atropelamento de Pedestre 01 00
Fevereiro Abalroamento Transversal 01 00
Março 00 00 00
Abril Tombamento 01 00
Maio Choque Mureta 00 00
Choque Mureta 00 00
Junho 00 00 00
Julho Choque 00 00
Agosto Capotamento 01 00
Setembro 00 00 00
Outubro 00 00 00
Novembro 00 00 00
Dezembro 00 00 00
TOTAL 07 ACIDENTES 04 Vítimas Lesionadas 00 Vítima Fatal

ANO 2009

MÊS TIPO DE ACIDENTE VÍTIMA C/ LESÕES VÍTIMA FATAL
Janeiro Choque Mureta 04 00
Fevereiro 00 00 00
Março Colisão Traseira 01 00
Abril Choque Poste 00 00
Colisão Traseira 00 00
Colisão Traseira 01 00
Abalroamento Transversal 0 00
Maio 00 00 00
Junho 00 00 00
Julho 00 00 00
Agosto Choque Veículo 01 00
Setembro Choque 02 00
Outubro 00 00 00
Novembro Colisão Traseira 01 00
Choque Mureta 01 01
Dezembro 00 00 00
TOTAL 10 ACIDENTES 11 Vítimas Lesionadas 01 Vítima Fatal

 

ANO 2010

MÊS TIPO DE ACIDENTE VÍTIMA C/ LESÕES VÍTIMA FATAL
Janeiro 00 00 00
Fevereiro Colisão Traseira 02 00
Atropelamento de animal 00 00
Março Colisão Traseira 01 00
Abril Choque 01 00
Maio Choque 01 00
Junho Colisão Traseira 00 00
Colisão Traseira 00 00
Colisão Traseira 00 00
Julho 00 00 00
Agosto 00 00 00
Setembro Choque Mureta 01 00
Outubro      
Novembro      
Dezembro      
TOTAL 09 ACIDENTES 06 Vítimas Lesionadas 00 Vítima Fatal

Fonte: CPRv

SOLUÇÕES PROPOSTAS

O Major Rolemberg garantiu: “acionarei e cobrarei pessoalmente junto a SMTT da Barra dos Coqueiros e o DER-SE, ao qual estamos atrelados, tal qual assumimos o DETRAN (Departamento Estadual de Trânsito de Sergipe), a parte administrativa, à nível de solicitação de manutenção de via e até mesmo sinalização. Garanto, o mais breve possível, verificar essa situação e sanar ou, ao menos, minimizar esses problemas”, continuou.

O Sargento falou sobre suas perspectivas em relação á suposta “ponte do povo”, e se comprometeu á causa: “Já foram feitas dez audiências, inclusive, a última ocorreu no dia 03 de novembro, nas quais a SMTT de Barra dos Coqueiros moveu uma ação no Ministério Público do Estado de Sergipe para a cobrança das solicitações feitas ao DER-SE, requerendo condições mais seguras de tráfego nesse e em outros trechos críticos da rodovia. A promotoria do município está pressionando para que seja feito um acordo, em benefício da população”. Quando mencionado o prazo estimado para resultado do processo em justiça, de modo que a população acompanhe participativamente, o sargento reconhece: “Em si, a SMTT ainda não tem a autonomia necessária enquanto autoridade de trânsito dentro do município, e depende da atitude do DER-SE e do posicionamento do MPE-SE”.

 

VOCÊ SABIA?

Características Gerais

Sobre o rio Sergipe, com uma extensão de 1778 metros, largura nos vãos de aproximação de 22,4 metros e, na parte central, que é estaiada,  24,6 metros. Trecho da rodovia SE 449, dupla, disposta em duas pistas com sentidos de tráfego contrários entre si, possuindo uma barreira central de contingência para divisão, visando prevenir possíveis acidentes por invasão de veículos descontrolados por essas vias, dispondo, ainda, de um canteiro na base lateral.  A ponte Construtor João Alves foi construída com o intuito de ligar os municípios Barra dos Coqueiros e Aracaju. A primeira ponte estaiada do nordeste, que é semelhante à de Natal, Rio Grande do Norte, porém, com maior altura devido à atividade portuária

 Tempo de Construção e Orçamento

A obra foi iniciada em 24 de agosto de 2004, e em seu projeto houvera sido estipulado prazo de 24 meses até o seu término. Devido a variações climáticas que criaram condições anômalas nas propriedades de alguns materiais, o tempo foi estendido para mais dois meses, porém, apenas um mês a mais foi necessário, ou seja, a ponte Construtor João Alves foi concluída e inaugurada em 25 meses, em 24 de setembro de 2006. Por isso o orçamento de construção da ponte, avaliado em R$ 99 milhões entre reajustes e aditivo ao contrato, que inicialmente licitado para a empresa construtora acordada, somado à outros dispêndios extras, como outros serviços e materiais, elevou e onerou de 125 para R$ 140 milhões à receita da máquina pública.

 Onde dimensioná-la?

Inicialmente, tinha algumas alternativas na definição de sua localização. Uma das quais era na Corôa do Meio, mas, foi descartada já que a equipe técnica apontava a situação muito instável de entrada de barcos; outra era nas proximidades do Iate, também rejeitada porque congestionaria muito o trânsito naquela região de Aracaju, que já é complicado mesmo sem alguma ponte. Na continuidade da Avenida Barão de Maruim, rejeitou-se a idéia da mesma forma, em função do maior comprimento e complicação do tráfego interno de Barra dos coqueiros.

Quanto à Nossa Senhora do Socorro,  implicaria em maior extensão, ampliando custos e investimentos, como também afetaria a região do manguezal, provocando transtornos ambientais e complicando o projeto, já que seriam necessárias vistorias ainda mais detalhadas para licenças legais destinadas à tal fim. E, a alternativa mais viável, a melhor solução encontrada na época, foi o Bairro Industrial, que também levaria o tráfego pra uma região da Barra dos Coqueiros na qual o futuro movimento não seria afetado.

 Infra-Estrutura

A empresa EGP Engenharia foi responsável pelo projeto, na supervisão e gerência do engenheiro e professor-doutor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Gilson Corrêa, também, ex-funcionário do Departamento de Estrada e Rodagem, unidade federativa de Sergipe (DER-SE), e hoje, aposentado. Na execução, a Empresa Sulamericana de Montagem (ENZA), de São Paulo, sob a coordenação do Doutor José Augusto Marques Farias, atual Engenheiro e fiscal do DER-SE.

Só para se ter uma idéia, o volume de concreto que foi gasto na construção passa dos 45 mil metros cúbicos. A quantidade de aço utilizada, que passa das 700 mil toneladas, totaliza 6528 metros de comprimento.

A obra e suas perspecptivas

Durante determinada fase de construção, uma das pistas  estruturada passou á já ser utilizada como via de escoamento do tráfego . Para o engenheiro José Augusto: “Não apresentava risco algum, até mesmo para as pessoas que andavam pela pista à elas adequada, já que se tratava de uma via de menor movimento quando comparada às rodovias federais, mas, que a intenção é de longo prazo, como qualquer obra que se faz pensando no futuro, ou seja, há expectativas de que daqui a 10 anos ela suporte a demanda para qual foi projetada, que hoje supera as necessidades atuais. Essa situação se deve ainda pelo fato de ser final do mandato e ano de eleições, quando o então governador João Alves tinha pressa em terminar as obras”.

 

OUTROS PROJETOS

Os dois mais recentes são:

* Ponte Joel Silveira (Vaza Barris) – 1.080m de extensão, 14,20 de largura, ligando Mosqueiro (Aracaju) a Caueira (Itaporanga D’Ajuda) – Concluída e inaugurada em Março de 2010;
* Ponte Gilberto Amado (Rio Piaui) – 1.712m de extensão, 14,20 de largura, ligando Porto do Cavalo (Estância) a Terra Caída (Indiaroba) com investimento de mais de R$ 105 milhões, mas, ainda em execução.

 

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