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Curta-se: 10 anos de crescimento

Posted in Cultura by micheletavares on 11/11/2010

O que era apenas um festival simples para estudantes universitários, se tornou um dos principais festivais de curtas do Brasil e com visibilidade fora do país.

Por: Larissa Ferreira.

Este ano o festival Curta-se comemorou 10 anos de existência. E para comemorar essa primeira década, a produção do evento fez diferente dos anos anteriores.

(Imagem retirada do http://curtase.org.br/2010/05/curta-se-10-vai-premiar-sergipanos-com-r-10-mil-as-inscricoes-para-o-festival-acontecem-ate-o-dia-07-de-maio/)

Por que não uma trilha sonora para esse filme? Foi nesse intuito que a produção do festival trouxe Preta Gil, Otto e outras bandas para animar essa festa. E para uma confiabilidade maior na votação, um sistema eletrônico foi elaborado para a votação do publico e do júri, que deram seus votos eletrônicos aos filmes.

“Desde o momento que a gente dá abertura para os realizadores de Sergipe terem contato com realizadores de outros países, de outros estados, estimulamos o cenário áudio-visual, instigamos  ai aos sergipanos a terem a oportunidade de verem filmes maravilhosos que não são circulados nos cinemas comerciais, já que o curta não tem visibilidade em cinemas”, disse a diretora executiva do festival, Deyse Rocha, ao falar sobre o que o Curta-se vem proporcionando para o estado.

O festival promoveu 58 empregos diretos e outros empregos indiretos como hotelaria, transporte, alimentação, entre outros, nessa 10ª edição. Não só proporcionou mais empregos como também uma maior visibilidade dos turistas, os quais vieram prestigiar o evento, de outras cidades alem da capital, entre elas a 4ª mais antiga do Brasil, São Cristóvão.

O cenário cinematográfico sergipano, que antes era praticamente apagado, deu uma alavancada a partir do festival. Hoje o Curta-se está entre os mais importantes festivais cinematográficos do Brasil e já é data marcada no calendário de produtores de todo o Brasil e de outros países, já que ele passa em 2008 a ser o Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe, possibilitando assim à participação de produções de outros países que integram o programa Ibermedia, como alguns países da América Latina, Portugal e Espanha. “A partir do momento que a gente oferece premiações para os três primeiros colocados nas categorias sergipanas, é uma forma de incentivar essa produção que ainda é tímida, mas esperamos que venhamos a contribuir com esse crescimento”, diz ainda Deyse.

Nessa ultima década, dos mais de 150 premiados, que não sejam das categorias direcionadas aos sergipanos, poucas foram às produções locais ganhadoras, mas isso não indica uma má colocação para um festival iberoamericano. Entre as produções sergipanas já vencedoras estão, As aventuras de Seu Euclides na categoria Menção Honrosa, por Marcelo Roque Berlamino e Um tango para derrubar o poder, por Wille Marcel na categoria Melhor Vídeo de Bolso. Vitórias como essas mostraram a evolução que o festival proporcionou às produções sergipanas em cenário nacional e internacional.

O inicio

O festival nasceu da paixão de uma ex-professora de educação física, Rosângela Rocha, por cinema. De inicio era um festival pequeno de curtas-metragens voltado pra o público universitário. Com sua primeira edição realizada na Universidade Federal de Sergipe (UFS), o festival teve cerca de 50 filmes inscritos.

O que era no inicio o Festival Brasileiro de Curtas-Metragens, a partir da sua segunda edição já é intitulado como Festival Luso-Brasileiro de Curtas-Metragens de Sergipe. A partir daí consolidado no calendário de festivais de cinema nacional. É nesse ano que o Curta-se forma parcerias com ONGs, empresas do setor cinematográfico, governos locais, distribuidoras, entre outras. Incrementando a sua programação, a produção do festival acrescenta ao evento amostras de longas-metragens, seminários, workshops e eventos culturais. Nessa segunda edição foram mais de 140 filmes inscritos e teve a participação de cinco mil pessoas.

Em 2003, o festival recebe o patrocínio da Petrobrás e o apoio da Lei Rouanet, que trouxe um crescimento em termo de estrutura do evento, permitindo incrementar e intensificá-lo ainda mais. Ainda nessa terceira edição, o Curta-se se torna parceiro do programa Fome Zero, arrecadando cerca de uma tonelada de alimentos que foram usados na troca por ingressos para assistir aos longas convidados.

Na 4ª edição do Curta-se, a produção do festival o levou para o bairro Industrial, um dos bairros mais antigos e populares da capital. Proporcionando assim filmes de qualidade a pessoas, que por motivos diversos não tem acesso às salas de cinema.

Viajando com o Curta-se por Sergipe, no ano seguinte, parte da programação do festival foi realizada na 4ª cidade mais antiga do Brasil e antiga capital de Sergipe, São Cristóvão. Lá ocorreram mostras de Cine BR em Movimento e apresentação de grupos folclóricos. Com novas parcerias firmadas, aumenta o número de inscritos.

Em 2006, a categoria de melhor curta sergipano foi premiada pela Cinerama Brasilis com cinco diárias de câmeras 16 mm equivalentes a R$ 8 mil.

No Curta-se 7 o festival foi mais amplo ocorrendo nas cidades de Aracaju, Estância e São Cristóvão e teve uma grande visibilidade na mídia nacional e local. O evento foi prestigiado por cinco mil pessoas entre estudantes e a comunidade em geral.

A partir de 2008 novas categorias são implantadas no festival, entre elas: Melhor Atriz, Melhor Ator e Vídeo de Bolso. Nessa mesma edição o festival passa a ser Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe, possibilitando a participação de países pelo programa Ibermidia, do qual fazem parte o Uruguai, Brasil, Portugal, México, Espanha e outros.

A nona edição do Curta-se recebe um novo patrocínio, o do Banco do Estado de Sergipe (Banese). O Curta-se ganha uma nova cidade sede, Laranjeiras, que passa a fazer parte do grupo de cidades pelas qual o festival percorre.

O Curta-se 10, que teve para as honras da festa a atriz Claudia Ohana como mestre de cerimônia, teve também o ator Flávio Bauraqui como homenageado da noite. Trouxe novidades como a votação eletrônica e as apresentações musicais. O festival foi dividido entre as cidades de Aracaju, São Cristóvão, Laranjeiras e Estância, possibilitando assim maior visão turística do estado. Atinge recorde de inscrição, 430 no total.

E para o Curta-se 11… Ainda não há nada confirmado. Deyse Rocha declarou desejo de levar o festival a outras cidades do estado, mas nada garantido ainda. Os planejamentos começarão em Janeiro de 2011.

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