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“Eu assumi com o objetivo de classificá-las para o Pan- Americano do ano que vem”

Posted in Esporte by micheletavares on 30/11/2010

A atual técnica da seleção brasileira de ginástica rítmica conta como treina há quase três semanas a seleção brasileira de ginástica rítmica em busca da classificação para os Jogos Pan- Americanos de 2011.

Por Isabelle Marques

Há quase um mês dedicando-se exclusivamente ao treinamento da seleção brasileira de ginástica rítmica, para a classificação do conjunto no pré Pan-Americano, que acontece de 30 de novembro a 6 de dezembro em Guadalajara, no México, e será classificatório para os Jogos Desportivos Pan-Americanos de 2011,  a treinadora Camila Ferezin, 33, revela como está sendo a experiência com a seleção. Natural de Londrina, Paraná, Camila é ex-ginasta e, ao lado de outras londrinenses, emocionou o país recebendo medalha de ouro nos XIII Jogos Pan-Americanos, no Canadá, em 1999. Encerrou sua carreira como atleta nas Olimpíadas de Sydney, na Austrália. Em Atenas, na Grécia, foi auxiliar técnica. Atualmente é técnica de um clube da Unopar, em Londrina. Em Aracaju, no Centro Nacional de Treinamento da Ginástica Rítmica, localizado no estádio Lourival Baptista, a ex- atleta, apesar do clima tenso que faz parte da rotina desse esporte, nos recebeu com simpatia, no intervalo dos treinamentos da seleção, e revelou suas impressões do conjunto de ginástica, falou sobre o treinamento e contou suas experiências com a modalidade. 

Camila, você está em Aracaju para intensificar o treinamento da equipe para o pré Pan- Americano?

 Isso, o objetivo é classificar para os jogos Pan-Americanos do ano que vem. Então esse campeonato que a gente viaja domingo, no México é uma classificatória, uma seletiva, onde os cinco primeiros países vão participar dos jogos Pan- Americanos do ano que vem.

Como está o nível do conjunto?

Bom, como elas não se classificaram para o mundial do ano que vem, que é classificatório para as olimpíadas, elas voltaram desanimadas, estavam despreparadas, fora do peso, e nessas duas semanas e meia, nós corremos atrás do prejuízo e acho que elas estão firmes assim, dispostas, trabalharam muito, oito, nove horas por dia, esse tempo que eu estou aqui, e melhorar bastante. Acho que elas estão prontas para competir.

Desde quando esse mesmo grupo está formado já se preparando para o pré Pan?  

Bom, eu porque eu não estava aqui, mas desde que começou que fez a seletiva no início do ano elas estão aqui em Aracaju, treinando com a técnica Giurga [Nedialkova] e agora a técnica búlgara voltou para a Bulgária, depois do mundial e eu assumi nessas últimas duas semanas e meia, com esse objetivo de classificá-las para o Pan- Americano do ano que vem.

Essa equipe está formada desde quando, é a mesma, desde o início?

Desde o início do ano. São oito ginastas, sendo as seis titulares viajam.

Como foi a experiência para as meninas de serem treinadas por búlgaros?

Bom, eu não posso falar porque eu não estava aqui, mas eu acredito que tudo que pode acrescentar, eu acho que tem que buscar, e a Confederação trouxe esses búlgaros, já que estão sempre estão entre os melhores do mundo então só veio somar, então com certeza devem ter feito um trabalho bom, e melhorado as coreografias, e isso é bom.

Você já tem uma história com a ginástica rítmica, é ex-ginasta, hoje técnica. Como foi cada fase e o período de transição?

Bom, eu comecei com oito anos, encerrei minha carreira depois da olimpíada de Sydney com 23 anos, então foram 15 anos de treinamento, 10 anos dentro da seleção brasileira, tanto no individual quanto no conjunto e eu estava presente no grupo que conseguiu conquistar a primeira medalha inédita em jogos Pan- Americanos em Winnipeg em 1999 e, com essa medalha de ouro nesses jogos, nesse Pan- Americano a gente conseguiu a vaga para olimpíadas de Sydney. Aí depois das olimpíadas de Sydney eu encerrei minha carreira e a técnica Bárbara La Franque me convidou para ser auxiliar técnica e assim foi em 2004, 2003 nos jogos Pan- Americanos de Sto. Domingos, três medalhas de ouro e, no ano seguinte, Olimpíadas de 2004, conquistando novamente o oitavo lugar, sendo finalista de novo e, depois, quando a seleção saiu de Londrina, eu comecei com a ginástica com o treinamento na Unopar, e estou lá desde 2005 como técnica, onde o foco maior da Unopar sempre foi o conjunto. E agora essa nova oportunidade que me deram de estar aqui como técnica interina para mostrar o meu trabalho.

Camila, como é a rotina de uma técnica e a sua equipe, como é a rotina dessas meninas?

Bom, é uma rotina muito desgastante, porque são muitas horas de treinamento, muitas repetições, a rotina é muito difícil. Então nessas duas semanas e meia eu tentei buscar primeiro com que elas voltassem a ter essa motivação, já que tinham vindo de uma derrota, que foi essa não classificação, estar fora da Olimpíada de 2012. Então, no primeiro momento eu tentei buscar novamente essa motivação, depois consegui com que elas entendessem que precisavam perder peso, porque isso só depende delas mesmas. Estou bem satisfeita porque elas conseguiram, nesses 15 dias aí elas perderam bastante peso, algumas três, quatro quilos. E fora o treinamento, que essas longas horas diárias de treinamento, que elas não estavam acostumadas. No começo foi bem difícil, mas elas estavam sempre dispostas eu acho que isso foi bom, positivo, então a gente está indo o melhor possível preparadas para trazer essa vaga para o Brasil.

O treinamento se intensifica próximo ao campeonato, mas no dia-a-dia como são os treinos?

Bom é uma rotina né? É uma disciplina que em que ter qualquer atleta. Elas têm que dormir no mínimo oito a 10 horas de sono para estarem dispostas e preparadas para treinar o dia todo, a alimentação é sempre balanceada, sempre com muita salada, proteína, carne, pouco carboidrato.

Elas têm acompanhamento médico?

Elas têm, como a gente está com bastantes horas de treino algumas estão sentindo dores e estão tendo acompanhamento do fisioterapeuta, mas  basicamente é isso, elas estão se dedicando essas últimos dias só para a ginástica, largaram um pouco os estudos para poder treinar para trazer esse resultado.

Como é esse processo para ingressar numa seleção?

Ah, é feito sempre uma seletiva, com as melhores ginastas do Brasil e ali são selecionadas as ginastas que vão fazer parte da seleção.

Você que vem do Paraná, o que acha de Sergipe, sediar a Confederação?

Bom, eu acho que aqui tem uma boa estrutura, para seleção estar treinando. Eu acho que muitas mudanças aconteceram nesses últimos anos e eu acho que a Confederação deve retomar algumas coisas que foram perdidas, depois que saiu a seleção brasileira de Londrina, precisa retomar para voltar a conquistar os resultados.

Qual é a equipe que pode dar mais trabalho ao Brasil nesse campeonato?

Risos. Bom, eu acho que tem quatro países muito fortes: EUA, Canadá, Cuba e Venezuela, e também a gente não sabe muito bem como está o México, porque a gente não tem visto nos campeonatos, mas eu acho que a gente está indo para lutar, para trazer medalha.

Para terminar, quais são os seus projetos como técnica e os projetos da confederação? Bom, ainda não tenho nenhuma visão, ainda não foi conversado. Eu não esperava essa convocação, foi tudo muito rápido e agora eu estou aqui com esse objetivo de classificar o Brasil e depois  sentar, conversar e ver como tudo vai ser daqui para frente.

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