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Educomunicação aliado à cidadania

Posted in Uncategorized by micheletavares on 07/12/2010

Por Andréa Cerqueira

Oficinas com educomunicação são desenvolvidas pelo grupo CrieSaber em ala pediátrica em maternidade pública da capital.

Educomunicação é um conceito ou metodologia pedagógica que propõe o uso de recursos tecnológicos modernos e técnicas da comunicação na aprendizagem. Como se entende pelo nome, é o encontro da educação com a comunicação, multimídia, colaborativa e interdisciplinar. Pode ser desenvolvida com estudantes de qualquer idade e utilizada por professores de qualquer área. Conhecida abreviadamente como educom.

O projeto Criesaber desenvolvido a partir do trabalho de conclusão de curso de Christiane Matos que é jornalista e publicitária e Tarcila Olanda também jornalista. O projeto buscava aplicabilidade da educomunicação como técnica de oficinas com crianças na ala pediátrica do Hospital de Urgência de Sergipe, antigo João Alves entretanto, por motivo de reformas, as oficinas foram remanejadas para maternidade Hildete Falcão. Além destas, ainda como convidada para participar do projeto a pedagoga Mayra Oliveira. Todas formadas pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Ainda contam com a participação da estudante de engenharia de materiais e segurança do trabalho, Débora Costa.

 

Em pauta UFS – Qual a importância da Educomunicação para a sociedade?

Crie saber – Estamos em uma era em que a educação ambiental, a educomunicação são metodologias que fazem com o que o aluno se torne crítico de tudo que o cerca, então a importância se dá a partir do momento que não é usado apenas para formação técnica, para o trabalho e sim para a vida.

Em pauta UFS – A mídia aplica de forma certa esse conceito?

C.S. – Na verdade ela não commbate. Por que se você olhar bem ela vai de encontro com o que a mídia tradicional faz. Na sociedade já se formalizou a concepção errada de noticia, pois a pessoas gostam do espetáculo. Há muito já se perdeu o conceito de conteúdo que realmente transforme a sociedade.

No caso da mídia tradicional vai chegar um momento em que não vai poder mais deixar de falar sobre. Mas no caso da mídia se apropriar do conceito é cada vez mais difícil isso ocorrer.

Em pauta UFS – Quais campos esse tipo de metodologia integra?

C.S. – È multidisciplinar. Todo professor até de matemática pode usar da educomunicação para ensinar. O método da interdisciplinaridade pode entrar em todas as disciplinas num trabalho só. A idéia é justamente qualquer disciplina trabalhar temas transversais, fazendo com que o profissional deixe de ser professor para ser educador.

Em pauta UFS – O projeto teve repercussão na mídia? Por quê?

C.S. – Não teve repercussão até porque  não buscamos, por acreditarmos que não existe tanto essa necessidade. Embora na época do inicio do projeto, como éramos estudantes, queríamos a participação dos outros estudantes como voluntários. Também não divulgamos nosso trabalho por ficar complicado, pois  trabalhamos no hospital, então para os meios de comunicação terem acesso ao local fica difícil. A nossa divulgação é apenas feita pelas crianças para os próprios pais, quando fazem um cartão, por exemplo, no dia dos pais, que vai a marca do CrieSaber.

Criança participante da oficina foto: arquivo pessoal

Em pauta UFS – As crianças assistidas pelo projeto entendem esse conceito?

C.S. – Desde o segundo semestre de 2010,  deixamos de adotar o modelo de educomunicação, por vários fatores como por exemplo de  ficarmos impedidas de colocar mural no corredor do hospital, o que nos deixou muito desanimadas, mas sempre que é aplicado o conceito, ao fazer um fanzine com eles, um mural, a gente não só produz, há uma  primeiro  a explicação do porque estarmos fazendo aquilo, e dessa forma instigar as crianças para que elas mesmas digam a importância  e o retorno que aquela produção terá para elas.

É levado um tema para as oficinas e em cima disso confeccionamos um produto de comunicação. Entretanto, não é explicado o termo educomunicação, é usada a metodologia para levar conhecimento. Procurando assim aliar conhecimento com diversão para ser mais fácil o aprendizado das crianças.

À esquerda Mayra, no meio Christiane, à direita Tarcila Foto: arquivo pessoal do projeto

Em pauta UFS – Qual o retorno que vocês recebem das crianças?

C.S. – Quando  agente percebe que eles captaram a mensagem, ao retomarmos uma explicação sobre um produto confeccionado anteriormente,  já é gratificante. Quando também chegamos ao hospital e vemos que além das crianças, as mães, os pais  estão nos esperando,   nos motiva para continuar o projeto.  Além dos sorrisos, que mesmo estando com problemas, os quais levam estarem ali, fazendo disso o melhor retorno que poderíamos ter. Esse projeto faz a nossa alma se renovar fazendo desse, não um trabalho voluntariado, uma verdadeira religião um compromisso.

 

 

Em pauta UFS – Qual as dificuldades encontradas nas oficinas?

C.S. – As crianças são muito pequenas, muitass não são alfabetizadas, então se torna um problema enorme por não podermos diferenciar uma da outroa tendo como única diferença de aplicação da oficina é se a criança que ou não “brincar”. Em relação à idade também não há diferenciação,  não podemos dizer que a criança não pode participar porque tem tal idade.

Em pauta UFS- Por que vocês decidiram aplicar as oficinas na ala de pediatria?

C.S. – Por não terem projetos desenvolvidos na área como na oncologia, havia um déficit na área. Inclusive o projeto surge a partir de um email que o Departamento de Administração Acadêmica da UFS (DAA), falando da necessidade de alguém  par ajudar no hospital na ala de pediatria.

Em pauta UFS – Há quanto tempo o projeto está sendo realizado?

C.S. – O programa de ação foi apresentado no dia 25 de abril e obteve aprovação no dia 15 de maio. A partir daí foi dado o início à estruturação e preparação das oficinas que começaram a ser realizadas no dia 23 do mesmo mês.

Em pauta UFS – Qual a periodicidade das oficinas?

C.S. – As oficinas acontecem todo sábado das 14 às 17h na Maternidade Hildete Falcão sendo que geralmente são 3 meses no 1º semestre e 3 no 2º semestre.

Em pauta UFS- Qual a faixa etária das crianças assistidas?

C.S. – Inicialmente  procuramos fazer com crianças de seis a doze anos, mas para evitar que algumas não participassem, optamos trabalha de 1 ano à 13 anos que é quando sai da ala pediátrica e vai para outra ala. Entretanto, as atividades são diferenciadas por idade.

Em pauta UFS – Quantas crianças estão envolvidas?

C.S. – Ano passado  atendemos mais de 100 crianças, esse ano esse número foi batido no já 1º semestre até por causa do numero de oficinas realizadas, sendo só esse ano 25 atuações do projeto

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