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“O voleibol não pode parar. Ele tem que crescer em nosso Estado”.

Posted in Esporte by micheletavares on 08/12/2010

  

O presidente da Associação Supervôlei Sergipe, Helder Oliveira. (Foto: Illton Bispo)

 

O presidente da Associação Super Vôlei SE,Helder Oliveira,diz que um dos objetivos da Associação é criar,através de escolinhas,novos praticantes para o voleibol e descobrir novos talentos.

Por Illton Bispo

 O vôlei é o esporte mais praticado no país, ficando atrás apenas do futebol. Atualmente o Brasil possui o campeonato nacional mais forte do mundo. É nesse cenário que surge em 2006 a Associação Super Vôlei SE, entidade sem fins lucrativos, que visa estimular, divulgar e promover de forma saudável a prática do voleibol em Sergipe.  Criada por um grupo de amigos, que além da iniciativa, também eram amantes do voleibol dentre eles, o professor Helder Oliveira, 37 anos. Formado em educação física pela Universidade Federal de Sergipe, pós-graduado em Fisiologia do Exercício pela Universidade Gama Filho (UGF/, RJ), é casado com Juliana Reis há nove anos e pai de duas lindas filhas.

O trabalho da Associação já lhe redeu alguns frutos como a expressiva vitória de três de suas equipes na XII Copa SESC N/NE, em Maceió e a premiação individual como melhor técnico no juvenil. O evento contou com diversas escolas, clubes e associações.

As competições não param por aí, ainda este mês de dezembro, mas precisamente no dia 10, terá o início da IV Copa Sergipana sub 21 de vôlei e se estenderá até janeiro de 2011. O torneio reúne um bom público de apreciadores da modalidade, que vão as quadras acompanharem seus jogadores, tornando a competição um excelente cenário esportivo de alegria e entretenimento.

Em Pauta UFS – Como surgiu à idéia de criar a Associação Super Vôlei SE?

Helder Oliveira – Partiu primeiro de uma proposta de algumas pessoas, que já praticavam voleibol. O surgimento da associação nasceu da necessidade de criarmos competições adultas para podermos jogar e tivéssemos um resultado perante algumas entidades e secretarias. O número de eventos nessa categoria era inexistente naquele momento. Por que a maioria das pessoas que fazem parte da associação é composta de ex-jogadores de vôlei. E foi através da legalidade de uma associação de um nome, de um Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, (CNPJ), que nós vamos correr atrás de um patrocínio e buscar um resultado perante a sociedade. E assim, ao passar dos anos, ela foi crescendo e tomou um rumo inesperado, com uma gama variável de eventos durante o ano.

Em Pauta UFS – Em que consiste o projeto Associação super Vôlei SE?

H.O – Consiste em promover a realização de eventos anuais, que envolvam a capital e o interior e equipes de outros Estados, com participantes em diversas faixas etárias. Ele também visa desenvolver ações de capacitação voltadas à formação profissional de estudantes de educação física e à atualização de professores graduados. Criar, através de escolinhas, novos praticantes para o voleibol e descobrir novos talentos e por fim, formar equipes para participação de eventos estaduais e nacionais. Desenvolvendo assim, a modalidade em todo estado através de palestras, jogos e clínicas.

Em Pauta UFS – Quantas equipes formam hoje a Associação Super Vôlei SE?

H.O – A Super Vôlei, é composta de quatro equipes de base. Duas infanto, masculino e feminino e duas juvenis.

 A Em Pauta UFS – Além de você, quantas pessoas estão envolvidas neste trabalho?

 H.O – Agente começou com onze pessoas, mas pelo fato da associação crescer do jeito que cresceu, algumas pessoas ficaram sem prestar serviços. E por conta disso, pediram afastamento. Hoje, agente conta com seis pessoas, trabalhando firme para difundir a pratica do voleibol em Sergipe e buscando aumentar o número de projetos, viabilizando atletas e treinamentos,

 Em Pauta UFS – A Federação Sergipana de Vôlei (FSV) já tem o conhecimento desse projeto?

 H.O – Sim, ela sabe da existência da associação e do nosso trabalho diante dessa modalidade. Agente já solicitou a nossa inclusão no quadro de clubes da Federação, mas até o momento, não obtivemos nenhuma resposta.

Em Pauta UFS – Quais as maiores dificuldades que a associação enfrentou, ou vem enfrentando, desde a sua fundação até os dias de hoje?

H.OA falta de apoio e visão dos empresários em apostar em uma modalidade que é referência no mundo, principalmente quando se trata de Brasil. A falta de espaço/quadra é outro problema em nosso trabalho.

Em Pauta UFS – Dentro do trabalho desenvolvido pela associação, você já consegue identificar algum talento promissor?

 H.O – Já tivemos o Leandro Nascimento, que hoje faz parte da equipe do SESI/SP, jogando nas categorias de base daquele clube, e mais recentemente, Matheus Sedrez que passou na peneira do Minas Tênis Clube/MG.Atualmente eles têm salários ,moradia e vivem da prática do voleibol.E isso, é fruto desse trabalho que agente vem fazendo através  da associação juntamente com alguns outros professores,onde buscamos atletas para que de fato agente possa ter um voleibol de verdade aqui no nosso estado.

Equipe Infanto Feminina vencedora da XII COPA SESC N/NE (Foto: Associação Supervôlei Sergipe)

Em Pauta UFS – Recentemente a Associação Super Vôlei SE, alcançou um bom resultado na XII Copa SESC N/NE.O que você achou da atuação da equipe?

 H.O – Surpreso, pois era o primeiro intercâmbio que estávamos realizando, e em uma competição de nível bastante elevado.

 Em Pauta UFS – Em que nível o vôlei sergipano está e em que nível pode chegar?

 H.O – Eu classifico como intermediário. Porque, há uma falta muito grande de promover um maior número de oportunidades para que os alunos possam aprender, vivenciar e conhecer melhor o vôlei e realizar as suas experiências.Há também uma falta de competições e intercâmbios. Esse é o problema, acho que agente pode conseguir um nível bem melhor, uma vez que temos ótimos professores e bom material humano, basta uma melhor estratégia e planejamento para alcançarmos um patamar mais elevado. No nordeste agente está muito atrás dos outros estados, e nos encachamos no mesmo patamar do estado da Bahia. Mesmo assim, agente ainda sai perdendo em alguns pontos.

 Em Pauta UFS – Como você vê o vôlei profissional em Sergipe?

 H.O – Não existe! Cito apenas Cida, jogadora de vôlei de praia, que consegue ter na modalidade um ganho financeiro.

Em Pauta UFS – Por ser uma entidade sem fins lucrativos, como vocês fazem para conseguir recursos para realizar os torneios e campeonatos?

 H.O – Eu e as pessoas que fazem parte da associação montamos uma empresa de marketing esportivo. E através dessa empresa que conseguimos viabilizar alguns recursos, que são pouquíssimos, quase zero. E também através das taxas de inscrições dos próprios eventos, que servem para custear as despesas com arbitragem e com premiações. É dessa maneira que a associação vem sobrevivendo, já que agente não tem um grande patrocinador, estamos buscando um para nos dar um suporte maior. Então, é desse jeito que agente estrutura a parte financeira da associação.

Em Pauta UFS – O que deve fazer as pessoas que quiserem ajudar de alguma maneira o desenvolvimento dos trabalhos da Associação?

 H.O – Nos procurar, estamos finalizando o calendário 2011, e temos algumas propostas para quem se interessar.

Em Pauta UFS – A Federação Sergipana de Vôlei (FSV) já tem o conhecimento desse projeto?

 H.O – Sim, ela sabe da existência da associação e do nosso trabalho diante dessa modalidade. Agente já solicitou a nossa inclusão no quadro de clubes da Federação, mas até o momento, não obtivemos nenhuma resposta.

Em Pauta UFS – você tem conhecimento se existem outras associações de vôlei, que vem atuado no Brasil?

 H.O – Sim, temos contatos com algumas associações, até mesmo para agente montar a nossa. Inclusive recebemos convites para participar de intercâmbios, fora do país. Mais vale lembrar que tudo e feito de acordo com a nossa realidade. Hoje, nos não tem condições de viajar mais longe do que Maceió.

Em Pauta UFS – Qual foi à maior conquista da Associação desde o momento da sua fundação até os dias de hoje?

 H.O – Sem dúvida, os três títulos XII Copa SESC N/NE em Maceió. Agente não esperava esse resultado, foi um trabalho difícil. Além disso, nossa viagem foi quase cancelada por motivo de transporte, mas grassas ao pessoal da Secretaria de Esporte e Lazer, conseguimos viajar, e para nossa surpresa das quatro equipes três foram classificadas.

Em Pauta UFS – Em sua experiência, como professor, como está o desenvolvimento do vôlei em nossas escolas?

H.O – A nível escolar o nosso estado está muito bom. Lógico que temos que melhorar, pois a visão de voleibol transcende as escolas. A prática em clubes, associações e seleções é que engrandece o esporte. Mas quando agente para a gente ver a realidade  que se encontra o nosso vôlei.Porque a realidade do vôlei em outras localidades e bem diferente da nossa.Pois, seus alunos não jogam somente nas escolas,eles jogam em clubes,em escolinhas,eles sempre  estão participando de eventos,eles não para nas escolas.Aqui, os alunos passam resumido a escola.Eu tenho alunos que só treinam  duas vezes por semana,na quinta e na sexta-feira.E nos outros estados  tem meninos que treinam de segunda a sexta.  

Em Pauta UFS – Em sua opinião como vem atuando a Federação Sergipana de Vôlei (FSV)?

 H.O – De forma isolada e tímida.

 Em Pauta UFS – Que mensagem você deixariam para quem deseja se dedicar ao vôlei?

 H.O – Que não desistam, temos que ralar muito nas quadras e treinar bastante, para aproximar o voleibol estadual do nacional. Além do mais, o voleibol não pode parar. Ele tem que crescer em nosso estado. É um grande desafio que teremos que superar, por isso eu digo a você que gosta de vôlei e que apaixonado por ele assim como eu, não desista nunca, pois vale apena fazer o que gosta e acreditar nos nossos sonhos.

 Em Pauta UFS – O que fazer para participar do projeto, qualquer pessoa pode participar? E quais os requisitos para ingressar na Associação super Vôlei SE?

 H.O – Atualmente temos apenas sócios fundadores, fazendo parte do quadro, mas a intenção é a de expandir a entrada de novos sócios, principalmente atletas. Como estamos buscando ainda um espaço, não temos muita coisa a oferecer aos mesmos, por isso essa proposta é futura.

Em Pauta UFS – Quais os projetos para o futuro?  Existem metas?

H.O – O nosso projeto é aumentar ainda mais o número de competições e participantes da modalidade. A meta para 2011 é a criação de um projeto social e a busca de um espaço para que possamos montar uma escolinha. Pois, sei que tem muitas crianças em escolas públicas, nesses bairros afastados que tem condição de fazer parte do mundo do voleibol. Estamos crescendo aos poucos. E sem dúvida uma das nossas maiores metas é buscar lutar por um espaço para a construção da nossa sede.

Logotipo (Foto: Associação Supervôlei Sergipe)

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