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Hardcore sergipano ganha impulso na voz de Pedrão

Posted in Crítica, Música, Perfil by micheletavares on 14/12/2010
Por Andréa Cerqueira

Pedrão se apresentando com a Rótulo em João Pessoa. Foto: Arthur Soares

 

Filho de José Carlos Santana e de Maria Fátima Alves, começou a ter contato de uma forma geral com o gênero musical do rock por volta dos 14/15 anos quando conheceu Rômulo, mais conhecido como Romão, baterista da Rótulo, que “apresentou” o rock independente de Sergipe e do país. Pedro Alves dos Santos Neto, mais conhecido como Pedrão, é  o nome que marca a cena do estilo rock hardcore no estado.

Nos intervalos das aulas ainda no colégio eles começaram a tocar ainda de forma improvisada, apenas para descontrair o ambiente. Romão tocava violão e ele se propunha a cantar, mesmo sem ter conhecimento das técnicas de vocal e ainda pela voz ser rouca e grave, diferenciado dos outros meninos de sua idade que tinham uma voz fina por estarem em transição da infância para a adolescência, gritava bastante e realmente não sabia cantar, aos poucos é que foi dominando e entendendo o estilo da própria voz.

Romão já tocava na rotulo com o atual baixista, fazendo covers de bandas consagradas do Rock internacional como Nirvana, e no nacional como Dead Fish e Sugar Kane. Foi então convidado em meados de 2003, pelos dois integrantes para cantar na Rótulo, mesmo já tendo outro cantor, resolveram adotar dois (cantores), um com a voz mais melódica e outro com o timbre mais agressivo. No entanto, essa fase não demora muito para que Pedrão assuma o posto único de vocalista. A banda ainda passa por modificações ate a formação de: Pedrão no vocal, Rokinho no baixo, Romão na bateria, Frog na guitarra e Igor Knup na outra guitarra,  que por motivos pessoais  se afastou noinicio de 2009.

Rótulo ainda na adolescência

Pedro é quem compõem as letras da banda, a partir da vivência na militância estudantil fazendo assim das contradições apresentadas na sociedade como tema principal de suas letras. O grande inspirador enquanto escritor é o poeta Augusto dos Anjos, que fez o vocalista entender o sentido da vida. Logo a composição que traz essa inspiração é a musica “versos perdidos”, a qual começa com uma citação de um texto do livro “eu e outras poesias” do inspirador. Enquanto influência musical, a banda Dead Fish, é a que mais marca a passagem da fase da adolescência para a adulta e o estilo adotado por ele, o hardcore, quando diz que tanto ele quanto os demais integrantes da banda criaram barba escutando a Dead Fish.

O primeiro cd foi gravado de forma amadora, patrocinada pelos próprios pais, sendo divulgado e vendido pelos integrantes a preço simbólico. Esse foi o impulso que tanto Pedrão, quanto a banda precisavam para serem notados no cenário musical. Foi a partir daí, que receberam o convite para se apresentarem em um festival de rock em Maceió.

O período que marcou Pedrão como cantor, apesar de se pronunciar quase que todo o tempo em 1º pessoa do plural (nós, a banda), foi em 2009/ 2010, por causa da gravação do 1º cd “À Luta”, recebendo esse nome em razão de toda a trajetória percorrida por todos da banda, na luta para se firmarem no cenário tanto sergipano quanto nacional e para fazer uma alusão ao posicionamento de crítica social. O cd foi custeado pelos próprios integrantes, tendo apenas apoio na parte de arte gráfica do cd, camisas e divulgação. O repertório gravado foi de 13 músicas dentre elas, algumas já conhecidas como “Produto da Soma” e “Universal da Exploração” que falam basicamente da alienação que o ser humano sofre em relação à religião e ao falso status de superioridade, e outras inéditas como “Matando a Morte” que exprime a necessidade de deixar um legado de ações que induzam ao outro querer lutar contra a diversidade imposta pelo sistema.

Romão, Igor, Frog, Rokinho e Pedrão Foto: divulgação do cd

O lançamento do cd ainda em 2009 foi na Paraíba, no festival “Aumenta que é rock”. Tendo a partir desse momento, Diogo Galvão como produtor. Já em 2010, começaram a organizar a 1º turnê pelo nordeste articulada pelo baterista, Romão e por Diogo. Iniciaram por Sergipe, Aracaju passando por Salvador, Maceió, Natal, Mossoró, Ceara e Paraíba. Ainda no mesmo ano fizeram a 2º turnê pelo sudeste do Brasil. “O vocalista Pedrão tem um carisma que faz toda a diferença. Com letras bem politizadas e engajadas em causas da realidade nordestina, fazem da Rótulo um grande nome da cena regional”, segundo  qualificava a matéria publicada no site Zona Punk sobre a apresentação no Pogo Festival, em João Pessoa.

Dois fatos que Pedrão mais recorda é uma queda que sofreu no palco. Quando tudo já estava dando errado, ele então vira para o restante da banda e pede para encerrarem o show por que naquele momento ele já estava em seu limite. E quando tocaram apenas para cinco pessoas. ”Por isso o que sustenta a banda é a amizade, alem de ser uma banda é uma família”, diz Pedrão.

 

Para ouvir as musicas da Rótulo acesse: http://www.myspace.com/rotulo

Clique no video abaixo e assista ao show da Rótulo

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