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O dom de Depp

Posted in Cultura, Perfil by micheletavares on 14/12/2010

Por Ana Carolina Souza

John Christopher Depp II. Foto: http://www.vf.com

47 anos, 25 anos de carreira e mais de 45 filmes na bagagem. Muitos anos na estrada fez de Johnny Depp uma super estrela do cinema, sem contar a fortuna que o tornou o ator mais bem pago de Hollywood. Mas todo esse prestígio não vem de lugar nenhum. O ator é reconhecido por ter o dom da versatilidade, que só ele sabe fazer, em seus inúmeros trabalhos e pelos personagens mais “esquisitões”, grotescos, excêntricos, inverossímeis e encantadores de assistir.

Nascido em Owensboro, cidade americana do estado de Kentucky, mudou-se para a Flórida depois da separação dos pais. Quando criança, Johnny tinha o sonho de ser uma estrela do rock. Ganhou sua primeira guitarra com 12 anos e aos 16 formou a banda “The Kids”. Ele chegou a Los Angeles em 1983 e logo conheceu a maquiadora Lori Anne Allison com que foi casado por dois anos. A maquiadora o apresentou a Nicolas Cage, que conseguiu seu primeiro trabalho no cinema em “A hora do pesadelo”.

Tim Burton e seu fiel escudeiro, Johnny, nas gravações de Sweeney Todd. Foto: Google

Depp atuou em uma série de televisão chamada Anjos da noite. Foi a partir desse trabalho que o sucesso bateu na sua porta, mas ele era intitulado como ídolo juvenil e símbolo sexual. Conheceu Tim Burton em 1990, diretor que lhe deu o papel de “Edward, mãos de tesoura”. Tal filme tirou quaisquer dúvidas sobre o talento de Johnny Depp, ele mostrou que tinha conteúdo e não apenas um rostinho bonito. De sobra, ainda ganhou a amizade de Tim: “Cada vez que eu trabalho com Johnny é sempre algo diferente. Ele está interessado no seu personagem e não necessariamente interessado na pessoa dele e eu acho muito bom trabalhar com atores que sejam assim. Ele está realmente disposto a correr riscos que não têm a ver com imagem ou dinheiro.” Até hoje os dois fazem parcerias em filmes como “A lenda do cavaleiro sem cabeça”, “A fantástica fábrica de chocolate”, “Sweeney Todd” e o recente “Alice no país das maravilhas”. O diretor explora bastante das facetas e excentricidades do seu amigo Depp e é uma das peças-chave da carreira do ator.

1999 foi o ano que a estrela do cinema ganhou uma estrela na calçada da fama. Já se arriscou de diretor e roteirista no filme “O bravo”, em que também era o protagonista. O personagem tinha descendência indiana Cherokee, da qual ele também descende.

A franquia “Piratas do Caribe” é um marco na sua carreira. Já são sete anos que Jack Sparrow perambula pelos mares e navios do mundo. O quarto filme estréia em 2011 pela Disney produções. O cachê do ator para retornar a fazer o filme foi de 63 milhões de reais, o que o tornou o ator hollywoodiano mais bem pago. Não é só pirata, chapeleiro maluco, dono de fábrica de chocolate e outros personagens psicodélicos que preenchem a sua filmografia. Filmes como “Benny e Joon” e “Gilbert Grape, aprendiz de sonhador” mostram um lado mais sensível, romântico e protetor do seu talento.

Atualmente, vive com Vanessa Paradis, com que tem dois filhos: Lily Rose e Jack. Sua vida particular é bem privada e longe de qualquer sinal de paparazzi. Possui uma casa na França, onde gosta muito de morar, e também em Hollywood. É proprietário de uma ilha no Caribe. O ator fez de tudo para não virar um produto de Hollywood, recusou muitos trabalhos grandes que pertenceram a atores como Leonardo di Caprio e Tom Cruise.  Dono de uma timidez e um carisma incomparável, Depp prefere programas caseiros com a família. O próprio disse o seguinte: “Eu sou tímido, paranóico, qualquer coisa do tipo. Eu odeio fama. Eu tenho feito tudo o que eu posso para evitá-la.”

Alguns dos diversos personagens de Depp. Arte: Ana Carolina

Suspense, drama, histórico, psicodélico, romance, ficção, musical, seja qual for o gênero, Johnny impõe todo o seu estilo camaleônico de ser para criar um personagem surpreendentemente único para conquistar o mundo cinematográfico e a vida das pessoas. Ele dispõe da sua própria alma para dar vida aos seus diversos personagens. Em suas palavras fica a sua essência: “Em qualquer uma de suas atuações existe certa quantidade de si mesmo nelas. Tem de haver, caso contrário, não é atuar. É mentir.”

Uma resposta

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  1. Thaís said, on 14/12/2010 at 4:34 pm

    Adorei seu perfil, Carol!!!” caso contrário, não é atuar. É mentir.” Muito bom😀


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