Técnica de Produção, Reportagem e Redação Jornalística

E os asilos, como estão?

Posted in Artigos by micheletavares on 09/11/2010

A reportagem contempla as dificuldades dos asilos de Aracaju para se adequarem ao exigido pelos Órgãos Fiscalizadores.

Por Diogo Barros dos Santos

Em Aracaju, o SAME – Lar de Idosos Nossa Senhora da Conceição e o Asilo Rio Branco são duas instituições filantrópicas que trabalham com idosos em regime de longa permanência. De acordo com o que prevê o Estatuto do Idoso, as instituições dedicadas ao atendimento deste público devem oferecer padrões de habitação compatíveis com as necessidades deles. Nossa equipe de reportagem foi a campo conhecer o funcionamento dessas entidades e as alterações pelas quais elas estão passando para se adequarem ao Estatuto.

Organização

Ambas as instituições são classificadas como filantrópicas, ou seja, sem fins lucrativos. Elas apresentam um quadro de diretores composta todos por voluntários e são dispensadas pelo governo de alguns impostos. No SAME a instituição foi apresentada por Antonio Costa de Almeida que está nesse cargo há sete anos e é aposentado e diácono da igreja católica representada pela Arquidiocese de Aracaju. No Asilo Rio Branco nossa guia foi Micheline, assistente social do local.

Os asilos contam com funcionários remunerados que incluem técnicos em enfermagem e a equipe da limpeza. Os idosos contam também com especialistas, sendo que alguns voluntários, como medico, psicólogo, nutricionista e fisioterapeuta. O asilo é dividido em uma ala masculina e feminina e toda a tarde é aberta a visitação do público.

Idosos em atividade recreativa no Asilo Rio Branco
Idosos em atividade recreativa no Asilo Rio Branco Foto:Diogo Barros

Os idosos são estimulados a participar das atividades do asilo e se relacionarem com as outras pessoas. “Uma das etapas mais importantes do trabalho no asilo é manter os idosos em contato social, seja um com o outro, seja com voluntários. Uma ação importante que ajuda a evitar o sofrimento com a depressão”, explica o presidente do SAME que complementa dizendo que para o idoso há um relativo sofrimento em estar no asilo. Isso porque aonde eles realmente gostariam de estar é próximo a família. “Mesmo para os que foram moradores de rua existe a insatisfação expressa no desejo de continuarem morando nas ruas, local de onde foram retirados forçados”, conta.

Situação Financeira e Voluntariado

Já em relação à situação financeira, os sócios contribuintes aparecem como a maior fonte de renda da instituição, no SAME corresponde a cerca de 59% da renda do asilo que em avaliação feita pelo Presidente, pela importância da instituição na sociedade, deveria haver um número muito maior de sócios contribuintes.

Para conquistar novos sócios, uma vez por ano o SAME promove a noite dançante no Iate Clube de Aracaju. Normalmente com o fundo musical dos Los Guaranis, consegue-se uma casa cheia. Uma ótima oportunidade na conquista de novos sócios em uma noite em que vídeos sobre a instituição são exibidos. Além disso, a casa promove uma série de eventos menores no próprio asilo.

Uma reclamação comum as duas instituições foi a de que o voluntariado ainda é pouco realizado. Apesar de as entidades já conterem um quadro de funcionários, algumas atividades aparecem como mais adequadas para serem feitas por voluntários. Como exemplo tem o bazar solidário que é realizado pelo SAME. Como eles recebem muita doação de roupas, aquilo que não é utilizado no asilo é destinado para distribuição com a sociedade. Então neste bazar exige-se que se faça a separação das roupas, que se de atenção a quem chega para adquiri-las. Para isso precisa-se de pessoas com tempo e boa vontade. A maioria dos voluntários do asilo são os aposentados. Para ser voluntário no SAME deve-se preencher o termo do voluntário, uma espécie de contrato em que estabelece o dia, o horário e as condições para se trabalhar como voluntário.

Fiscalização e Reformas

A responsabilidade maior pela fiscalização dos asilos é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Através de denúncias ou de pedido feito pelo Ministério Público o órgão fiscaliza essas entidades.

No SAME, recentemente a capacidade do asilo teve que ser reduzida de 53 para 46 idosos. No Asilo Rio Branco reduziu-se de aproximadamente 100 para 40 idosos. Isso ocorreu devido a visitas da Vigilância Sanitária que cobrou reformas para regularização.

Um relatório da Vigilância Sanitária feito na visita ao SAME, no ano de 2009, estabeleceu que o quarto só poderia conter quatro leitos no máximo e hoje dispõe-se de dois quartos grandes que comportam 12 leitos. Anteriormente, dois pavilhões já haviam sido julgados inadequados pela Vigilância Sanitária e passaram por uma reforma a quatro ou cinco anos atrás quando intencionavam se adequar ao Estatuto do Idoso. Nesta reforma foi trocado o piso, o revestimento e foram colocadas campainhas de alarme em cada leito. A verba para a realização da obra foi disponibilizada através de uma emenda parlamentar feita pelo deputado Jackson Barreto em que um valor de R$90 mil foi arrecadado.

Apesar de ainda não terem sido inicializadas as obras de ampliação, a Vigilância Sanitária emitiu um documento atestando que a instituição está apta para a concessão da licença sanitária, devido ao esforço do SAME para realizar as modificações. Assim o asilo começou a atividade de captação de recursos para a realização das obras e no mês de janeiro deste ano foi lançada uma campanha com a presença da TV Sergipe.

Então houve o envio de 30 mil envelopes às residências em Aracaju. Os envelopes continham um fôlder explicativo da campanha e um boleto bancário com a disponibilidade de ser pago na data que quiser com o valor a ser escolhido entre R$ 50 ou R$ 100. Com esta campanha até o mês de outubro de 2010 já se arrecadou 78 mil.

Antigamente o SAME era um lar não somente para idosos. Abrigava mendigos e crianças também. Existia uma escolinha para crianças que foi desabilitada no momento em que a instituição mudou seu perfil. O projeto que existe para reforma do asilo conta com a utilização do espaço desta escolinha.

Pavilhão em Reforma no Asilo Rio Branco Foto: Diogo Barros

No projeto de reforma da escolinha está prevista a construção de sete quartos com capacidade de quatro leitos cada quarto, um refeitório que irá facilitar a vida dos idosos mais frágeis que apresentam dificuldade em se deslocar, um salão de beleza, uma sala de estar e uma rouparia. No fim das reformas a capacidade do asilo será elevada para o recebimento de 72 idosos.

O Asilo Rio Branco também teve que fazer modificações provenientes da visita da Vigilância Sanitária que incluia além das alterações no tamanho dos quartos, reforma no banheiro e na cozinha. Micheline explicou que as reformas já estão encaminhadas aguardando apenas o complemento da verba para serem concluídas.

Equipe de reportagem, técnica de enfermagem e voluntária Foto: Pabo Prata

Assim, assimilando-se a situação em que se percebe a satisfação exposta no rosto de um amigo quando o encontra em sua casa e nota-o bem aventurado. Foi a impressão que a equipe guardou das visitas aos asilos. Nossos atenciosos guias se mostraram bastante satisfeitos com as mudanças que a instituição vem sofrendo. Ficou notório o aumento na qualidade desses estabelecimentos embora ainda falte muito a ser feito para conseguirem comportar todos os idosos que ainda buscam e necessitam de um asilo.

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O chororô do Almeidinha

Posted in Artigos by micheletavares on 14/07/2010

Artigo produzido no dia 14 de junho de 2010. Até presente data, o senador Almeida Lima, candidato a deputado federal, tinha  futuro incerto.

Por Tatianne Melo.

E ninguém cala esse chororô! Chora o presidente, chora o time inteiro, chora o torcedor!”, o clássico da torcida flamenguista retrata bem a situação atual do senador Almeida Lima (PMDB), barrado no Baile.

Nosso governador, Marcelo Déda (PT), anunciou! Sua chapa para as eleições 2010 é composta por: Jackson (vice), Eduardo Amorim e Valadares (senadores). E Almeida cadê? Para sua tristeza foi trocado pelo grupo forte eleitoralmente liderado pelos irmãos Edvan e Eduardo Amorim que junto com PT, PCdoB, PMDB, PSC, PSB, PSL, PDT, PRB, PR, PTdoB, PTB, PTN, PMN, PTC, PRP e PRTB formam a coligação.

Almeidinha lutou, relutou, dialogou, informou que tinha uma lista com assinatura de 60 prefeitos peemedebistas a favor de seu nome na chapa. Porém, segundo o Tribunal Superior Eleitoral a regra é clara, ops, a lei é clara, uma coligação não pode ter mais que dois candidatos ao Senado, então não tem jeito para o senador. Não, não! Quem o conhece sabe que ele luta até o fim. Avisou que o PMDB nacional intervirá no assunto, pois é inadmissível, segundos palavras do próprio, que um senador ficha limpa não seja candidato. “Querem é cassar um candidato Ficha Limpa? Como é que vão justificar ao povo de Sergipe a minha cassação sem que eu responda a nenhum processo?”. Seria uma cutucada no primo do coração, o Jackson Barreto (PMDB), que de acordo com as estatísticas é o 3ª deputado federal no ranking dos Ficha Suja. O deputado nega e afirma que é vítima do Tribunal de Contas, que seus processos no órgão são frutos de trapaças e nunca foi condenado em nenhum tribunal. “Ficha-limpa não é problema para Jackson Barreto!”

A memória do brasileiro é curta. Quem se lembra do Caso Renangate? Escândalo de corrupção envolvendo o senador alagoano Renan Calheiros (PMDB)  acusado de receber ajuda financeira de lobistas ligados a construtoras, que teriam pagado despesas pessoais que ocupou as manchetes da imprensa brasileira em 2007. E quem liderou a tropa de choque para absolver o senador alagoano e o único senador que aceitou as mentiras do alagoano no Conselho de Ética? Vossa Excelência, Almeida Lima. Agora lembram? Pois bem, um político que apóia com unhas e dentes um Ficha Suja e que envergonhou o estado de Sergipe em rede nacional para mim é um Ficha Suja também e Ficha Suja não merece concorrer a uma eleição.

Almeidinha é tinhoso e não vai querer ficar de fora do cenário político, tentará a qualquer custo a sua reeleição. Lançou a proposta de três candidatos ao senado no mesmo palanque. E diz que quem for contra é hipócrita. Déda contra-ataca, “Nossa coligação não teve casamento apulso, ninguém vai para delegacia, pois casamento com revólver na cabeça só em festa junina”. Mas o governador e seus aliados que se cuidem Almeida Lima não morreu, não é em vão que seu apelido entre os políticos é Memedinha.

Alianças Partidárias: um fim em si mesmas?

Posted in Artigos by micheletavares on 13/07/2010

Julie Melo

  Vai chegando o momento das eleições e o que todos pensam é: “em quem vou votar?”. Sempre há pelo menos dois candidatos mais fortes, geralmente disparados na disputa. Mas onde entram os partidos nessa história? Imagine se não houvesse partidos e cada político estivesse “solto” por aí, trabalhando por si só. Seria muito mais complicado identificá-los. Os partidos têm o papel de facilitar a escolha eleitoral, mas, para isso, é necessário que eles tenham visibilidade e participação contínua nas eleições. Como nem todo partido lança um candidato a determinado cargo político, criam-se as alianças partidárias. Quem vai apoiar quem.

   Só que pouco se sabe sobre o jogo eleitoral brasileiro. Os meios de comunicação, sobretudo a televisão, direcionam a competição para os candidatos individualmente, não para os partidos. Assim fica difícil saber que alianças estão sendo formadas e quais são seus projetos. Quando há projetos, que fique claro. Quase sempre, as alianças partidárias estão mais voltadas para interesses pessoais de um grupo restrito do que para as necessidades da população. São feitas apenas para fortalecer um candidato em detrimento do enfraquecimento de outro, conforme o interesse do momento. Rivais políticos “esquecem” as brigas do passado e se aliam na busca pela vitória.

  Este ano, por exemplo, ano de eleições presidenciais, tornam-se ainda mais indispensáveis os laços políticos. O primeiro problema, como já disse, é o pouco ou nenhum conhecimento que a população de modo geral tem acerca das relações partidárias. A mídia – e falo dela porque é através dela a maior divulgação das campanhas eleitorais – não oferece o entendimento necessário do processo eleitoral, embora antes e durante o pleito a imprensa intensifique a cobertura. É certo que os programas políticos ainda não começaram pra valer, mas, basta relembrar eleições anteriores para saber que as alianças não ficam nítidas para o eleitorado.

  Qualquer motivo é válido para votar em determinado candidato, exceto as alianças partidárias que ele fez. O PT se unirá ao PTD, PC do B, PSB etc.. O PSDB ao PSC, entre outros. Mas por quê? Juntos, o que eles farão? Que resultados trarão essas alianças? Para as próximas eleições, pouco importa quem se aliou ou aliará a Dilma Rousseff e a José Serra, muito menos a Marina Silva, que até agora pouco se evidenciou. O ringue já foi montado e nele lutam Dilma, amparada por Lula, e Serra, que se apoia em… Em… Bom, em sua experiência anterior. Isso já é credibilidade suficiente para os altos índices de popularidade de ambos.

   O segundo problema das alianças – de tantos que poderiam ser apontados – é seu projeto de governo. Já é difícil conhecer as alianças. Conhecer seus projetos, então, nem se fala. E, repito, na grande maioria das vezes elas surgem com fins eleitoreiros e para atender as vontades exclusivas dos aliados. “Se, sozinho, eu não alcanço certo objetivo, vou me unir a fulano, que assim conseguirei”. Interesses mútuos, troca de favores, chame do que quiser chamar, mas, infelizmente, é essa a dinâmica da política. Não há projeto algum. As alianças deveriam promover um plano de governo sólido, que, posteriormente, fosse desenvolvido e construído, de fato. Não apenas unir forças para vencer as eleições, mas unir forças para, depois disso, colocar em prática o que foi prometido e fortalecer a democracia.

   Compreender o que se passa no nosso sistema político permite conhecê-lo e cobrar dos nossos representantes os resultados de seus discursos. E, principalmente, saber que fim levaram as alianças feitas durante a campanha eleitoral. Não se trata de demagogia, de meras palavras que comovem. A ladainha é recorrente, porém, verdadeira. Não se sabe se as alianças partidárias passarão a ter efetividade. O que pode ser mudado é a visão que se tem delas, perceber que elas só servem para levar eleitores de um partido para outro. Tão logo se fazem, elas se desfazem ao fim das eleições, pois motivos para a união não há mais.

Alianças Descartáveis

Posted in Artigos, Política by micheletavares on 12/07/2010

Por Anne Samara Torres

Não diferente dos demais estados do Nordeste, Sergipe traz em sua história econômica e política a marca das velhas oligarquias rurais, que não bastasse controlar as principais atividades produtivas do estado, ainda se apoderou do poder político, legitimando, assim, seus interesses e decisões egoístas sobre a vida da população. Desta forma, essas oligarquias serviam-se da figura do Estado como se fossem suas donas, favorecendo “compadres”, parentes ou qualquer simpatizante e se aliando àqueles que lhes pudessem fortalecer.

Em âmbito nacional, essa situação não parece ter mudado praticamente em nada com o passar dos tempos. A criação de novos partidos, resultante de fragmentações partidárias, não significa necessariamente o surgimento de partidos que seguem linhas e interesses diferentes. É possível encontrar partidos a favor do capitalismo, do socialismo, dos trabalhadores, do meio ambiente, enfim, cada um defendendo sua bandeira e se aliando a outros que supostamente teriam os mesmos objetivos, mas o que geralmente acontece é pura troca de interesses e vantagens.

Muitos políticos mudam constantemente de partidos comprados por ofertas de cargos, de apoio financeiro em suas campanhas e muitos outros benesses e o mesmo acontece com as alianças partidárias, que acabaram se tornando descartáveis, à medida que só existem enquanto forem de interesse para as partes. É essa a relação entre os poderosos que governam nosso país e que caracteriza o oligarquismo nacional. E em Sergipe não poderia ser diferente. Por aqui é possível encontrar representantes da “oposição” aliados a líderes políticos locais, em troca de cargos, promessas de repasse de recursos financeiros e até mesmo por ajuda na construção de obras em municípios do interior.

No estado, dois grupos políticos (DEM-antigo PFL- e PSDB) ligados à fortes nomes locais (respectivamente João Alves e Albano Franco) controlaram por muito tempo o poder local, alternando-se no comando do estado e ajudando a eleger deputados estaduais e federais ligados a seus grupos. Atualmente, é o petista Marcelo Déda quem governa o estado, mas os tradicionais partidos continuam se perpetuando no poder chegando até a se aliarem a partidos adversários se isso lhes convir, porém sempre aliados de algum jeito ao governo estadual afinal, para eles, não se pode perder a chance de tirar proveito de qualquer que seja a situação.

As eleições deste ano para governador prometem uma disputa acirrada entre a experiência do ex-governador João Alves e as propostas do atual governador Marcelo Déda, que tentará a reeleição. Já em relação às alianças partidárias, há muitas questões a serem resolvidas, como a aliança de Déda do PT a Franco do PSDB, dois partidos opostos nas disputas presidenciais. Mas pelo desenrolar dos acontecimentos, parece que Déda não descartará ocasionais apoios peessedebistas, pelo menos não por enquanto.

“Sergipanidade”… quem viu, o que é, e, afinal de contas, onde está?

Posted in Artigos by micheletavares on 07/07/2010

por André Teixeira

O sentimento de pertencimento de um povo é a crença subjetiva numa origem comum que une distintos indivíduos e é reconhecido na forma como um grupo desenvolve sua atividade de produção, manutenção e aprofundamento das diferenças. Precisamos nos sentir como pertencentes a tal lugar e ao mesmo tempo sentir que esse tal lugar nos pertence, assim acreditamos que vale a pena interferir na rotina e nos rumos desse tal lugar. É o que consta no Dicionário de Direitos Humanos da Escola Superior do Ministério Público da União no verbete “pertencimento”.

Desde 1979 moro em Aracaju. Bairro Inácio Barbosa. Ralei joelho, atolei pé no mangue do Poxim,  soltei pipa e chutei-lhe as possas d’água em dias de chuva. Jardim Esperança, Beira Rio, Pantanal, Médicis, minha vizinhança, minha cidade e minhas ruas. Moro em Sergipe e em todos os seus municípios. Pertenço ao lugar porque o lugar me pertence.

Tão falada e propagandeada, a Sergipanidade é comemorada no dia da emancipação política de Sergipe, dia 8 de julho, quando se busca ressaltar a valorização ds expressões culturais locais. Mas, afinal de contas, o que é, onde está e quem viu essa tal de “Sergipanidade”?

Grupo Imbuaça durante a I Virada Cultural, em março de 2010 no Mercado Thales Ferraz

Os aspectos históricos e genealógicos são importantes para nortear uma resposta, mas insuficientes. Mostram recortes parciais e, muitas vezes, imprecisos. Uma coisa é certa: desde o início somos bombardeados pela cultura estrangeira que tenta transformar o nosso modo de perceber a realidade. O teatro da Companhia de Jesus, que aportou no Brasil em 1550 e em terras Serigy em 1575, apresentava em suas peças críticas ao modo de vida não-cristão. Os padres jesuítas José de Anchieta e Manuel da Nóbrega tinham por objetivo mudar o modo de vida dos nativos. (Leia o post   “O teatro sergipano apresenta sua história”).

Depois, bem depois, a música européia e africana viriam a originar novo música. A sisudez da escola européia rendeu-se à malemolência ritmica africana. Não só a mestiçagem étnica como a cultural vem a ser fonte rica para o desenvolvimento da cultura brasileira e, por conseguinte, da sergipana. Sílvio Romero afirma que “todo brasileiro é um mestiço, quando não no sangue, nas idéias”. Hermanno Viana diz que essa mestiçagem seria nossa única garantia de criar uma arte não imitativa, pois de duas realidades específicas nasce uma terceira distinta, transcultural.

Identificar os valores e especificidades locais atuais se torna muito mais complexo tendo em vista as doses cavalares de modelos pré-fabricados que a Indústria Cultural vomita e impõe como absolutos por todas as vias: rádio, tv, web e pelo telefone, que reúne hoje os três, ou mais, em um. Essa realidade é sustentada pela cumplicidade mercantilista e sua promíscua relação com a publicidade, que vende pobreza estética como se fosse oxigênio. É quase impossível não querer ser um brother. Impossível também não  ver toda a produção cultural e artítica local ter um quê de interferência estrangeira. Estrangeiros dentro do próprio berço fomos desde as grandes navegações.

As grandes navegações de hoje atravessam mares de bits e bytes para trazer-nos, cabeadas ou wirelles, tsunamis de informação que invadem, permeiam e influenciam a cada vez mais crecente os saberes e fazeres da massa de usuários da internet, nesta e em todas as outras praias. Em nossas praias  desenha-se a tentativa de encontrar uma resposta para o que seja Sergipanidade, pois  ela não é só sua gastronomia, ou a cultura popular e artesanatos locais. É também o jornal  O Capital e sua editora Ilma Fontes, que nesse 2010 completa 20 anos mapeando a cultura sergipana, são  seus poetas e trovadores, é o Encontro Cultural de Laranjeiras e o fantasma do FASC. Sergipanidade é um que de peculariedade no sotaque no falar e no cantar… Joésia Ramos cantando Maria Lúcia Dal Farra; são seus sebos de livros e discos usados; é a efêmera arte dos grafites e as esculturas das praças; é Jenner Augusto no Cacique Chá aguardando urgentemente a restauração. Sergipanidade é isso e muito mais.

Nesse sentido o jornal Cinform na edição 1421 apresentou à sociedade sergipana um item a ser colecionado! O suplemento especial Sou sergipano! Sergipe 190 anos – o significado do 8 de julho na nossa história, que discorre ao longo de suas 40 páginas ótimos textos de autoria do historiador Luiz Antonio Barreto e do jornalista Jozailto Lima, que faz análise sobre uma pesquisa feita pelo Dataform. Mostra que  os sergipanos, apesar da grande maioria entrevistada dizer que jamais sairiam daqui e se dizerem otimistas em relação ao futuro de Sergipe, também nunca leram o livro de um autor local e não conhecem assim tão bem sergipe e seus ilustres representantes.

O Brasil, não conhece o Brasil/|O Brasil, nunca foi ao Brasil“.

Para ajudar nessa tarefa de identificar nossas especificidades e peculiaridades contamos com uma importante ferramenta: o Projeto Sergipanidade. Desde maio de 2009 capitaneado pela Fundação Aperipê – Fundap. É levado ao ar por suas emissoras AM e FM na última sexta-feira de cada mês, tem como objetivo discutir, promover, divulgar e ampliar o que for relacionado à cultura sergipana através da mediação do contato entre público e os atores da cena local. “É muito importante saber que não pretendemos ser donos do conceito nem impor nossa visão. Queremos é construir uma idéia coletivamente, com participação dos nossos ouvintes e de quem mais queira estar presente nessa construção”. Me disse o diretor da Rádio Aperipê e responsável pelo projeto Edézio Aragão. Às vésperas de mais uma comemoração da data, a Fundap inclui  pela primeira vez a TV Aperipê na programação do projeto. Uma programação voltada inteiramente para a cultura local, com produtos da terra.

Esse viés da participatividade sai do plano da discussão filosófica para a prática das políticas públicas em promover um maior protagonismo social da população, esse o grande desafio das administrações, não só na cultura como em todas as outras áreas: transformar milhões de cidadãos acostumados à passividade inercial de ações pontuais e paliativas ao engajamento através das políticas participativas. Todos podem mas nem todos sabem e alguns não querem. É muito mais fácil criticar e jogar pedras no telhado de vidro alheio do que ajudar a moldar o Ideal. O Ideal, creio, é conhecer-se. É Sergipe conhecer Sergipe, é Sergipe ir à Sergipe e seus moradores, de qualquer um dos seus municípios, poder conhecer um pouco que seja, das peculiaridades da terra em que vive.

Vence quem sabe jogar xadrez. Ou se aliar melhor

Posted in Artigos by micheletavares on 15/06/2010

Por Lucas Peixoto

Não se ganha uma eleição sozinho. E certamente isto expressa muito bem a montagem das alianças políticas durante as disputas eleitorais. Políticos de grande porte, líderes de partidos e planos administrativos, vão em busca de outros mais influentes e mais ‘agregadores de votos’ (aqueles indivíduos que atuam na política, mas que não são suficientes e influentes do ponto de vista carismático para ‘encabeçar’ projetos). Aliança política pode ser entendida como uma válvula de escape para que um grupo político consistente e majoritário se junte a pequenos conjuntos e se viabilize com a perspectiva de ganhar uma eleição e formar um governo. É tido como lícito no modo de ser fazer política – e, diga-se de passagem, não em Sergipe e muito menos no Brasil.

Na verdade, pode-se pensar que quem representa uma aliança (o partido mais forte) é o líder do projeto de governo. Mas não sempre o é, pois os seus ‘ajuntados ou agregados’ vão cobrar os seus interesses e ‘morder’ o ‘comandante’ sem dó nem piedade. Veja em Sergipe: Déda vive um processo de aliança com o senador Valadares, mas pra isto ‘teve de lhe dar duas das mais importantes’ Secretarias: a da Agricultura e a da Educação.

Políticos às vezes são inconsistentes, como é o caso  Albano Franco, PSDB, e mesmo assim são atraídos pelas circunstâncias para alianças que nem são do interesse dele, como é o caso de João Alves (DEM/SE). Mas mesmo com esses defeitos, juntos já foram governadores por cinco mandatos – dois do tucano e três do demista –, com Albano senador por duas vezes.

Fazer política não é uma arte de fácil domínio. Requer cautela e segurança na hora de escolher seus representantes para formar alianças ou coalizões. É uma partida de xadrez, feita na calmaria e visando um xeque-mate no candidato concorrente. Alguns trapaceiam, outros não. No plano nacional, a questão agora é mostrar que Dilma Rousseff (PT) está jogando com a força de um professor esmerado (Lula). A ex-ministra da Casa Civil está aliançada ao grupo dos governistas do PCdoB, PMDB e PR, atuando com uma visão política esquerdista. Mas não será incubada e de fachada, uma vez que ela é Governo? De qualquer modo, é um bloco forte.

Do lado oposto, com o paulista José Serra, que já foi ministro da Saúde de FHC, vai perdendo peças importantes nesse tabuleiro político de xadrez. O mineiro Aécio Neves já o abandonou e não tem nenhum interesse em ser seu vice. O neto de Tancredo Neves busca candidatar-se a senador. Serra, do PSDB, tem o fraco apoio do DEM, que é um partido de nome novo, que busca imitar o modelo americano e que não tem nenhuma força política nacional. Seu último grande ícone, Antonio Carlos Magalhães, já deixou esse mundo e agora faz política lá em cima (ou lá embaixo). O único governador dos democratas, Roberto Arruda, do DF, foi preso e cassado por corrupção, representando um golpe mortal na ordem dos Democratas.

Aliás, numa linha histórica observa-se que o DEM tem suas raízes na Arena, a velha Aliança Renovadora Nacional, aquele partido da ditadura militar, ultraconservador. O Arena virou PDS – Partido Democrático Social – a partir do pluripartidarismo em 1979 e logo depois desmembrou-se em PFL – Partido da Frente Liberal – e em PP – Partido Progressista. O PFL se transformou-se em Democratas em 2007.

Serra (PSDB) e Dilma (PT) empatam categoricamente com 37%. Porém a petista vem crescendo e muito nas pesquisas eleitorais. Em três meses, Dilma Rousseff cresceu sete pontos percentuais e José Serra declinou 5% – o que daria um fosso de 12 pontos percentuais no desempenho entre um e outro. O fato é que Dilma engrenou a quinta marcha e Serra engarrafou-se no Trecho Sul do Rodoanel lá em São Paulo.

Fechando o cerco em Sergipe, percebe-se uma disputa enxadrista entre Déda, PT, e João Alves, DEM/SE. O atual governador possui um grande exército político ao seu lado. Está aliado a Jackson Barreto, PMDB, aos senadores Antonio Carlos Valadares, PSB, e Almeida Lima, PMDB e aos irmãos Eduardo e Edivan Amorim, PSC. Também possui o forte apoio de Ulices Andrade, presidente da Assembléia Legislativa e filiado ao PDT. Nada menos que 18 dos 24 deputados estaduais apóiam Déda, assim como 6 dos 8 federais e dois dos três senadores.

Déda ainda está muito bem estruturado geopoliticamente e começa a pressionar as peças adversárias de João Alves Filho. Dos 75 prefeitos das cidades sergipanas, 68 estão apoiando o atual governador (com destaque para Aracaju, Socorro, Lagarto, Tobias Barreto etc.). E onde fica o opositor João Alves nessa disputa? Está praticamente sem campo e sem estrutura política. Possui o apoio de Venâncio Fonseca, PP, líder da oposição na Assembleia e ajoelha-se aos pés de Albano Franco, que quer se candidatar a senador. Além disso, é apoiado por oito deputado estaduais, dois federais, um senador (que é a própria esposa, Maria do Carmo, que em público já disse que não gostaria de vê-lo candidato de novo) e apenas sete prefeitos (com destaque para Itabaiana e Estância).

Com tanta disparidade neste jogo de xadrez nesse Estado, fica claro que João Alves não está bem posicionando e que Déda é um agente que, amparado pela força do poder, sabe usar bem suas peças para atacar o adversário. João Alves vai perdendo a cada dia território para Déda, que vai o engolindo no cenário eleitoral. Xeque-mate para o governador? Não se sabe: as peças ainda estão no tabuleiro e, apesar de tudo apontar para Déda, João tem o histórico de ter governado o Estado por três vezes.

Não é ‘P’ de partido, é ‘P’ de poder

Posted in Artigos, Opinião, Política by micheletavares on 14/06/2010

Por Eloy Vieira

Legalização da maconha, do aborto e do casamento gay. Essas são apenas algumas questões que podem mudar a sua, a minha, a nossa vida e que não dependem somente de nós. O jogo de poder dos gabinetes políticos pode e deve impactar em muitas outras questões que atravessam do âmbito das políticas internacionais até a divisão dos investimentos em educação e saúde por exemplo.

Embora não pareça ou não fique explícito, cada partido político tem uma linha ideológica que deve guiar e embasar todas as decisões a serem tomadas nas diversas instâncias. Partidos como o PSDB, DEM, e com posições antagônicas, PT e PC do B, por exemplo, são os que chegam mais próximos de explicitar as idéias que norteiam os integrantes das siglas. Já partidos como o PMDB, mesmo sendo o maior partido do Brasil, nunca conseguiram obter uma identidade, quanto mais uma ideologia.

Agora, entrando de verdade na sua vida cotidiana, percebamos como a ideologia de cada partido e/ou candidato pode ser decisiva: Tomemos como exemplo as três questões apresentadas logo nas primeiras linhas deste artigo. A legalização de todas elas depende basicamente de decisões progressistas, mas, mesmo que candidatos com este perfil sejam eleitos, ainda há outro aspecto que permeia a tomada de decisões: as alianças político-partidárias. Muitas vezes até esdrúxulas e esquizofrênicas, pois pode fazer com que uma pessoa negue suas idéias individuais só para poder conseguir o seu espaço, mas, felizmente ou não, muitas vezes esse é o único meio de se fazer ‘política’.

Aqui no estado de Sergipe temos um exemplo claro do ponto que chegam as alianças. Desde as eleições municipais do ano 2000, o atual governador, Marcelo Déda (PT) coligou-se com o nosso mais famoso oligarca do vale do Continguiba, Albano Franco (PSDB). Esquisita ou não, o petista ganhou nas três disputas que foi aliado de Franco logo no primeiro turno. Agora em 2010, a mesma aliança está se repetindo. Mesmo que não seja de maneira formal, o tucano, que foi reprovado pela direção nacional do partido pode apoiar o atual governador em sua reeleição. Um outro ponto que merece destaque é uma provável presença do itinerante Jackson Barreto como vice de Déda. Não é de hoje que Jackson apóia o petista, independentemente de seu partido, há anos ele já vem no encalço do petista; o qual já tachou de diversos adjetivos nada bons e o acusou de tê-lo expulso da prefeitura de Aracaju em 1988 (quando fora cassado por corrupção com o voto de minerva de Marcelo Déda) e finalmente está prestes a conseguir o que nem tanto queria. Desbancou o atual vice, Belivaldo Chagas, que agora deve assumir a pasta da Secretaria de Educação, antes pertencente ao ex-reitor da UFS, José Fernandes de Lima, que alegou motivos pessoais ao desistir do cargo. Agora Belivaldo fica de escanteio e quem deve brilhar como candidato a vice-governador nas próximas eleições é mesmo Jackson, contudo, Jackson queria na verdade ir para a disputa pela vaga senatória mas não obteve êxito mesmo tentando desde 2006 criar uma atmosfera em seu favor. O cargo de vice-governador para ele é um prêmio de consolação para um político que frustrou-se em tentar um vôo mais alto..

O nosso governo federal não é muito diferente. Quem poderia imaginar que um dia o PT estaria coligado com o PR, à época PL? Pois é. O mineiro José de Alencar vem de um partido centro-direita e tornou-se vice-presidente do Brasil ao lado do ex-sindicalista Lula. O jogo de poder não é novo, muito menos é nossa exclusividade. A política vive de acordos e desacordos mesmo antes dos cientistas europeus sequer pensarem num conceito para Ideologia.

Em seu livro intitulado “O que é ideologia”, a filósofa Marilena Chauí traz que o termo só surge na literatura em 1801 com o sentido de ‘ciência da gênese da idéia’, mas, não demorou muito e logo a política se apropriou dele. Em 1812 o imperador francês Napoleão Bonaparte alegou que a ideologia corrompia a França, pois, segundo ele, o povo estava se adequando aos preceitos ideológicos quando na verdade o sentido deveria ser inverso. No senso comum, podemos classificar que Ideologia nada mais é que um sistema de idéias que servem como diretrizes. Se os políticos brasileiros aprenderam isso nas aulas de Filosofia ou de História, é outra coisa.

Parece mesmo é que o ‘P’ de partido não tem mais importância, agora o ‘P’ que importa é o ‘P’ de poder.

Imagina se fosse campanha…

Posted in Artigos by micheletavares on 11/06/2010
Por Daniel Nascimento *

Estamos entrando na reta final para o fechamento das alianças entre partidos para as eleições deste ano. Pelo país, os debates e especulações estão a toda. É um tal de junta daqui, alia-se de lá, e por ai vai. Como em uma quadrilha junina, cada um procura seu par e parte rumo ao salão para uma disputa de sons, cores e “gritos”.

Em grande parte do país tudo já está se acertando, ou a passos largos para tal. Até o momento poucos já são candidatos oficiais, mas ainda temos que esperar o término das convenções dos partidos. Entretanto todo brasileiro que tem a mínima informação sobre o pleito 2010 sabe que três figurinhas são certas esse ano: Dilma, Serra e Marina. Esse período de pré-campanha há muito tem ares de campanha, pelo menos nacionalmente. Esse ano pode esperar que cada passo desses cabras serão olhados bem de perto.

Dilma Rousseff é a menina dos olhos de Lula. Ex-ministra-chefe da casa civil, ela é a pré-candidata do Partido dos Trabalhadores (PT). Durante o ultimo ano a saúde da petista fez com que alguns achassem que ela não entraria na disputa, erraram. A candidatura já deu muito o que falar, vira e mexe há um caso novo envolvendo a candidata: é acusação de propaganda eleitoral antecipada, espionagem e por ai vai. O ultimo foi o caso do dossiê contra Serra, que fez com que alguns da equipe de apoio à candidatura se retirassem. Enfim, o que importa é que a mulher ta à toda buscando aliados, mas é fato que o mais poderoso, no momento, ela já conseguiu, o Presidente Lula. Mesmo ainda sem par, a “moça” entrou na dança e não tem medo de gastar a sola da chinela.

Já o candidato tucano, José Serra do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), era esperado por todos. Sua careca, por mais que indesejada por muitos, está empatada com a peruca da candidata do PT nas pesquisas. Sobre ele não se tem muito que falar, acho que todos já sabem a posição conservadora do partido. A novidade da vez, além do caso do dossiê em que o PT supostamente havia encomendado à um ex-policial uma investigação sobre o candidato, é que o presidente do partido anunciou não ir à convenção com um vice, como muitos esperavam. Mas logo nas próximas semanas saberemos quem será o par do candidato nessa contradança.

Já em terceiro, surgindo entre a selva virtual está a candidata Marina Silva, do Partido Verde (PV). Mesmo considerada com poucas chances de ser a primeira mulher a chefiar o país, ela vem crescendo, principalmente na internet. Sua simpatia é notável, ela até tem um grupo de pessoas que fazem campanha à ela de graça. Formado por jovens de classe média, os membros do grupo se auto-denominam “marineiros”. E ela já ta mais adiantada ainda, a comadre ai já tem seu par, seu vice é Guilherme Leal. Eles já ensaiam seus passos pelo salão. A chapa do PV não passa ilesa também não, recentemente o vice-candidato recebeu acusações de que a empresa da qual ele é presidente executivo havia supostamente sonegado impostos e de ter processos civis e trabalhistas. Mas convenhamos: que empresa não tem processos trabalhistas movidos por “ex-empregados descontentes”?

Nessa era de internet, todos andam riscando os salões cibernéticos. Marina é a mais notável, seu blog e seu Twitter andam muito populares, principalmente entre os mais jovens. Já os outros dois não ficam para trás, os dois também tem seus perfis em redes sociais.

Mesmo havendo outros pré-candidatos, esse ano a disputa será mesmo entre Dilma e Serra. Só temos que esperar até que as convenções acabem para que saibamos certamente as chapas. Logo no início do próxima mês a sanfona e a zabumba entram em cena e dão o tom dessa dança. Se continuar com esses passos que as pesquisas mostram pode esperar pelo segundo turno entre o candidato tucano e a petista . Mas não seria de se estranhar que Marina cresça, a popularidade da mulher anda crescendo entre os jovens, e rápido. Ela pode até não ser tão promissora, mas pode pisar nos pés dos outros. Do mais só resta acompanhar o que vem por ai. Vamos assistir esse baile e ver o que vai acontecer.

*Daniel Nascimento é aluno de Comunicação Social com habilitação em jornalismo.