Técnica de Produção, Reportagem e Redação Jornalística

A paixão de Vinicius Santana pelo vôlei

Posted in Esporte by micheletavares on 09/12/2010

O atleta fala sobre sua trajetória, conquistas e projetos no esporte

Por Emily lima:

por:blogger-index.com

Vinicius Santana um ótimo atleta de vôlei que no inicio foi visto como desqualificado para ser um atleta devido a sua baixa estatura. Mas com persistência demonstrou seu talento, e aos poucos começou a conquistar títulos importantes para sua carreira como convocações para seleção brasileira por índices técnicos. O atleta passou por algumas dificuldades, mas hoje é bem realizado no esporte.

 Além apresentar habilidade para o esporte divide seu tempo no desenvolvimento de projetos sociais, treinador e na criação de um site para melhor demonstrar seu trabalho.       

 Como iniciou no esporte?

Tudo começou, quando entrei para estudar no colégio Dom Luciano José Cabral Duarte no ano de l999. Sempre quis aprender algo sobre o esporte, mas devido a minha baixa estatura a Professora que lá dava aulas, achava que eu era muito pequeno e não teria condições alguma de praticar a modalidade esportiva, que até então só os mais velhos tinha algo a oferecer. Foi quando no meio do ano houve uma modificação na estrutura do então referido Colégio e por lá Chegou o Professor Raimundo Luiz da Silva Filho, mais conhecido como (RAIMUNDINHO), ele como bom profissional, nunca dispensou nenhum atleta, seja como fosse, todos seriam bem vindo a sua equipe de Voleibol. Fiquei feliz, porque em treinos anteriores, o que me sobrava sempre era correr atrás da bola.

Foi então que fiz a minha tão sonhada inscrição para ser um jogador. O Professor Raimundinho, no entanto sempre com sua boa visão, logo viu que eu ainda não era um atleta, mas que com certeza prometia algo que ele ainda não sabia, mas deixou para o tempo dizer o que iria acontecer. Logo me colocou no time dos Juvenis, e no mesmo ano Já fomos Campeões Sergipanos.

Daí pra frente tudo foi decorrendo com fortes treinos e bom desempenho, o professor acreditou e eu tentei corresponder ao seu pedido de Voleibol. Durante o tempo que fiquei matriculado no colégio, a equipe foi Campeã por mais quatro vezes seguidas.

No ano de 2003 já Jogando VÔLEI de Areia, fui para o Campeonato Sub 18 de Vôlei de Praia na cidade do Rio de Janeiro, lá consegui ficar em um honroso 3º Lugar Nacional, fui Convocado para a Seleção Brasileira por índices Técnicos e  conseqüentemente fiz minha primeira Viagem Internacional para África do Sul e Tailândia. Daí por diante tudo se deu seqüência em minha carreira de Atleta de Vôlei de Praia.

Você praticou outro esporte antes do vôlei?

Sim… Pratiquei quase todos os esportes desde a dança até o tênis.

Alguém de sua família pratica o esporte?

Não! Todos gostam do vôlei mais nunca praticaram.

Em certo momento se dedicou mais ao vôlei de praia? Por quê?

Foi quando fui pra seleção brasileira sub-21 ai me dediquei só para o vôlei de praia.

Quem são seus maiores incentivadores?

Primeiramente Deus e minha família (mãe, pai, irmão e minha noiva).

O estado ajuda nas competições?

Só tenho a agradecer a Secretaria de Esporte e Lazer pelo apoio.

Tem algum patrocinador oficial?

Meu patrocinado Oficial é a Cobra d Água.

Quais são suas maiores conquistas no esporte?

Campeão Brasileiro, Príncipe da Praia, Vice- Campeão Sul-americano, fora a convocações para seleção Brasileira.

Qual título ainda almeja muito conquistar?

Ser campeão Sul- americano de vôlei de praia.

Qual foi a melhor viagem participando de campeonato?

Tive varias viagens que marcou minha carreira mais a em especial foi quando tive na Tailândia.

Em algum momento pensou em desistir?

Já pensei varias vezes em para sim, mas minha vontade de ser um Campeão sempre falou mais alto.

Tem alguma atividade paralela ao esporte?

Tenho sim! Trabalho com o Clube do Vôlei, onde sou o treinador de 30 meninas.

Qual a sua avaliação do esporte em Sergipe?

Estamos em uma crescente muito boa só falta mais apoio da nossa federação!

Quais são os projetos para sua carreira?

 Vários… O primeiro projeto é me formar, para ir embora do país.

Fale um pouco sobre os projetos sociais que desenvolve?

Trabalhos beneficentes em escolas públicas, cachorro quente solidário, entre outros projetos que tenho.

Você criou um site de foi a idéia?

A idéia do site foi minha, na verdade já faz quase quatro anos que tenho site.

O site já está completo?

O site ainda esta sendo alimentado de informações, mas no Maximo até o final do mês já esta todo completo.

Como o site pode ajudar o atleta?

Ajuda bastante sim, com o site o atleta tem como mostrar seu trabalho não só no seu estado mais para o mundo.

Anúncios

“O voleibol não pode parar. Ele tem que crescer em nosso Estado”.

Posted in Esporte by micheletavares on 08/12/2010

  

O presidente da Associação Supervôlei Sergipe, Helder Oliveira. (Foto: Illton Bispo)

 

O presidente da Associação Super Vôlei SE,Helder Oliveira,diz que um dos objetivos da Associação é criar,através de escolinhas,novos praticantes para o voleibol e descobrir novos talentos.

Por Illton Bispo

 O vôlei é o esporte mais praticado no país, ficando atrás apenas do futebol. Atualmente o Brasil possui o campeonato nacional mais forte do mundo. É nesse cenário que surge em 2006 a Associação Super Vôlei SE, entidade sem fins lucrativos, que visa estimular, divulgar e promover de forma saudável a prática do voleibol em Sergipe.  Criada por um grupo de amigos, que além da iniciativa, também eram amantes do voleibol dentre eles, o professor Helder Oliveira, 37 anos. Formado em educação física pela Universidade Federal de Sergipe, pós-graduado em Fisiologia do Exercício pela Universidade Gama Filho (UGF/, RJ), é casado com Juliana Reis há nove anos e pai de duas lindas filhas.

O trabalho da Associação já lhe redeu alguns frutos como a expressiva vitória de três de suas equipes na XII Copa SESC N/NE, em Maceió e a premiação individual como melhor técnico no juvenil. O evento contou com diversas escolas, clubes e associações.

As competições não param por aí, ainda este mês de dezembro, mas precisamente no dia 10, terá o início da IV Copa Sergipana sub 21 de vôlei e se estenderá até janeiro de 2011. O torneio reúne um bom público de apreciadores da modalidade, que vão as quadras acompanharem seus jogadores, tornando a competição um excelente cenário esportivo de alegria e entretenimento.

Em Pauta UFS – Como surgiu à idéia de criar a Associação Super Vôlei SE?

Helder Oliveira – Partiu primeiro de uma proposta de algumas pessoas, que já praticavam voleibol. O surgimento da associação nasceu da necessidade de criarmos competições adultas para podermos jogar e tivéssemos um resultado perante algumas entidades e secretarias. O número de eventos nessa categoria era inexistente naquele momento. Por que a maioria das pessoas que fazem parte da associação é composta de ex-jogadores de vôlei. E foi através da legalidade de uma associação de um nome, de um Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, (CNPJ), que nós vamos correr atrás de um patrocínio e buscar um resultado perante a sociedade. E assim, ao passar dos anos, ela foi crescendo e tomou um rumo inesperado, com uma gama variável de eventos durante o ano.

Em Pauta UFS – Em que consiste o projeto Associação super Vôlei SE?

H.O – Consiste em promover a realização de eventos anuais, que envolvam a capital e o interior e equipes de outros Estados, com participantes em diversas faixas etárias. Ele também visa desenvolver ações de capacitação voltadas à formação profissional de estudantes de educação física e à atualização de professores graduados. Criar, através de escolinhas, novos praticantes para o voleibol e descobrir novos talentos e por fim, formar equipes para participação de eventos estaduais e nacionais. Desenvolvendo assim, a modalidade em todo estado através de palestras, jogos e clínicas.

Em Pauta UFS – Quantas equipes formam hoje a Associação Super Vôlei SE?

H.O – A Super Vôlei, é composta de quatro equipes de base. Duas infanto, masculino e feminino e duas juvenis.

 A Em Pauta UFS – Além de você, quantas pessoas estão envolvidas neste trabalho?

 H.O – Agente começou com onze pessoas, mas pelo fato da associação crescer do jeito que cresceu, algumas pessoas ficaram sem prestar serviços. E por conta disso, pediram afastamento. Hoje, agente conta com seis pessoas, trabalhando firme para difundir a pratica do voleibol em Sergipe e buscando aumentar o número de projetos, viabilizando atletas e treinamentos,

 Em Pauta UFS – A Federação Sergipana de Vôlei (FSV) já tem o conhecimento desse projeto?

 H.O – Sim, ela sabe da existência da associação e do nosso trabalho diante dessa modalidade. Agente já solicitou a nossa inclusão no quadro de clubes da Federação, mas até o momento, não obtivemos nenhuma resposta.

Em Pauta UFS – Quais as maiores dificuldades que a associação enfrentou, ou vem enfrentando, desde a sua fundação até os dias de hoje?

H.OA falta de apoio e visão dos empresários em apostar em uma modalidade que é referência no mundo, principalmente quando se trata de Brasil. A falta de espaço/quadra é outro problema em nosso trabalho.

Em Pauta UFS – Dentro do trabalho desenvolvido pela associação, você já consegue identificar algum talento promissor?

 H.O – Já tivemos o Leandro Nascimento, que hoje faz parte da equipe do SESI/SP, jogando nas categorias de base daquele clube, e mais recentemente, Matheus Sedrez que passou na peneira do Minas Tênis Clube/MG.Atualmente eles têm salários ,moradia e vivem da prática do voleibol.E isso, é fruto desse trabalho que agente vem fazendo através  da associação juntamente com alguns outros professores,onde buscamos atletas para que de fato agente possa ter um voleibol de verdade aqui no nosso estado.

Equipe Infanto Feminina vencedora da XII COPA SESC N/NE (Foto: Associação Supervôlei Sergipe)

Em Pauta UFS – Recentemente a Associação Super Vôlei SE, alcançou um bom resultado na XII Copa SESC N/NE.O que você achou da atuação da equipe?

 H.O – Surpreso, pois era o primeiro intercâmbio que estávamos realizando, e em uma competição de nível bastante elevado.

 Em Pauta UFS – Em que nível o vôlei sergipano está e em que nível pode chegar?

 H.O – Eu classifico como intermediário. Porque, há uma falta muito grande de promover um maior número de oportunidades para que os alunos possam aprender, vivenciar e conhecer melhor o vôlei e realizar as suas experiências.Há também uma falta de competições e intercâmbios. Esse é o problema, acho que agente pode conseguir um nível bem melhor, uma vez que temos ótimos professores e bom material humano, basta uma melhor estratégia e planejamento para alcançarmos um patamar mais elevado. No nordeste agente está muito atrás dos outros estados, e nos encachamos no mesmo patamar do estado da Bahia. Mesmo assim, agente ainda sai perdendo em alguns pontos.

 Em Pauta UFS – Como você vê o vôlei profissional em Sergipe?

 H.O – Não existe! Cito apenas Cida, jogadora de vôlei de praia, que consegue ter na modalidade um ganho financeiro.

Em Pauta UFS – Por ser uma entidade sem fins lucrativos, como vocês fazem para conseguir recursos para realizar os torneios e campeonatos?

 H.O – Eu e as pessoas que fazem parte da associação montamos uma empresa de marketing esportivo. E através dessa empresa que conseguimos viabilizar alguns recursos, que são pouquíssimos, quase zero. E também através das taxas de inscrições dos próprios eventos, que servem para custear as despesas com arbitragem e com premiações. É dessa maneira que a associação vem sobrevivendo, já que agente não tem um grande patrocinador, estamos buscando um para nos dar um suporte maior. Então, é desse jeito que agente estrutura a parte financeira da associação.

Em Pauta UFS – O que deve fazer as pessoas que quiserem ajudar de alguma maneira o desenvolvimento dos trabalhos da Associação?

 H.O – Nos procurar, estamos finalizando o calendário 2011, e temos algumas propostas para quem se interessar.

Em Pauta UFS – A Federação Sergipana de Vôlei (FSV) já tem o conhecimento desse projeto?

 H.O – Sim, ela sabe da existência da associação e do nosso trabalho diante dessa modalidade. Agente já solicitou a nossa inclusão no quadro de clubes da Federação, mas até o momento, não obtivemos nenhuma resposta.

Em Pauta UFS – você tem conhecimento se existem outras associações de vôlei, que vem atuado no Brasil?

 H.O – Sim, temos contatos com algumas associações, até mesmo para agente montar a nossa. Inclusive recebemos convites para participar de intercâmbios, fora do país. Mais vale lembrar que tudo e feito de acordo com a nossa realidade. Hoje, nos não tem condições de viajar mais longe do que Maceió.

Em Pauta UFS – Qual foi à maior conquista da Associação desde o momento da sua fundação até os dias de hoje?

 H.O – Sem dúvida, os três títulos XII Copa SESC N/NE em Maceió. Agente não esperava esse resultado, foi um trabalho difícil. Além disso, nossa viagem foi quase cancelada por motivo de transporte, mas grassas ao pessoal da Secretaria de Esporte e Lazer, conseguimos viajar, e para nossa surpresa das quatro equipes três foram classificadas.

Em Pauta UFS – Em sua experiência, como professor, como está o desenvolvimento do vôlei em nossas escolas?

H.O – A nível escolar o nosso estado está muito bom. Lógico que temos que melhorar, pois a visão de voleibol transcende as escolas. A prática em clubes, associações e seleções é que engrandece o esporte. Mas quando agente para a gente ver a realidade  que se encontra o nosso vôlei.Porque a realidade do vôlei em outras localidades e bem diferente da nossa.Pois, seus alunos não jogam somente nas escolas,eles jogam em clubes,em escolinhas,eles sempre  estão participando de eventos,eles não para nas escolas.Aqui, os alunos passam resumido a escola.Eu tenho alunos que só treinam  duas vezes por semana,na quinta e na sexta-feira.E nos outros estados  tem meninos que treinam de segunda a sexta.  

Em Pauta UFS – Em sua opinião como vem atuando a Federação Sergipana de Vôlei (FSV)?

 H.O – De forma isolada e tímida.

 Em Pauta UFS – Que mensagem você deixariam para quem deseja se dedicar ao vôlei?

 H.O – Que não desistam, temos que ralar muito nas quadras e treinar bastante, para aproximar o voleibol estadual do nacional. Além do mais, o voleibol não pode parar. Ele tem que crescer em nosso estado. É um grande desafio que teremos que superar, por isso eu digo a você que gosta de vôlei e que apaixonado por ele assim como eu, não desista nunca, pois vale apena fazer o que gosta e acreditar nos nossos sonhos.

 Em Pauta UFS – O que fazer para participar do projeto, qualquer pessoa pode participar? E quais os requisitos para ingressar na Associação super Vôlei SE?

 H.O – Atualmente temos apenas sócios fundadores, fazendo parte do quadro, mas a intenção é a de expandir a entrada de novos sócios, principalmente atletas. Como estamos buscando ainda um espaço, não temos muita coisa a oferecer aos mesmos, por isso essa proposta é futura.

Em Pauta UFS – Quais os projetos para o futuro?  Existem metas?

H.O – O nosso projeto é aumentar ainda mais o número de competições e participantes da modalidade. A meta para 2011 é a criação de um projeto social e a busca de um espaço para que possamos montar uma escolinha. Pois, sei que tem muitas crianças em escolas públicas, nesses bairros afastados que tem condição de fazer parte do mundo do voleibol. Estamos crescendo aos poucos. E sem dúvida uma das nossas maiores metas é buscar lutar por um espaço para a construção da nossa sede.

Logotipo (Foto: Associação Supervôlei Sergipe)

Sergipanos, chega de estresse e dores na coluna!

Posted in Esporte by micheletavares on 07/12/2010

Clara mostra alguns exercícios do método Pilates. (Fotos: Osmar Rios)

Atividade de ginástica localizada cresce por mostrar bons resultados, ajudando no controle da respiração, da concentração, na melhoria do tônus muscular em conjunto com a flexibilidade, é o método Pilates.
Por Osmar Rios

O Método Pilates foi elaborado no começo do século vinte pelo atleta alemão Joseph H. Pilates como um sistema de exercícios para melhorar a flexibilidade, consciência corporal, equilíbrio e força, sem a hipertrofia muscular. Pilates acreditava que o estilo de vida moderno, má postura corporal e respiração ineficiente ocasionavam saúde ruim. Ele estudou várias disciplinas atléticas para desenvolver o método de exercícios que recebeu seu nome. O método Pilates consiste em mais de 500 exercícios utilizando 9 aparelhos com o objetivo de desenvolver o corpo harmoniosamente. Os exercícios são rítmicos de força e alongamentos, e demandam concentração e controle do corpo. Ao invés de realizar várias repetições, o método Pilates requer que os exercícios sejam feitos com menos repetições e com movimentos precisos. Muitos exercícios são baseados no Hatha Yoga, respiração profunda, meditação e exercícios gregos e romanos.

Em 1991, Alice Becker Denovaro, graduada em dança pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e mestre em coreografia pelo Instituto de Artes da Califórnia, de onde trouxe o primeiro aparelho, criou o primeiro estúdio brasileiro de pilates, sendo assim a pioneira do método no Brasil. Em Sergipe, Clara Lúcia Aragão Previtalli, formada em educação física pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) foi a pioneira do Pilates. Na entrevista a seguir Clara vai falar um pouco sobre esse método e tirar algumas dúvidas que podem ser suas.

Em Pauta UFS – Hoje, para muitas pessoas, o método Pilates já virou moda, o que você acha disso?
Clara Aragão
– Eu não acho que seja uma moda, pois moda é algo que vem e passa, esse método é uma atividade física que veio para ficar e sua maior procura a cada ano que passa mostra muito bem isso.

Em Pauta UFS – E como foi que ele chegou aqui em Sergipe?
C.A.
– Através dos nossos conhecimentos, nós procuramos o pessoal de Salvador que são os pioneiros aqui no Brasil e, a partir do momento que eles tanto construíam o aparelho como davam o curso de Pilates aqui no Brasil, entramos em contato e fomos a primeira turma a formar sobre esse método e também a comprar a aparelhagem da Pyshio Pilates, que é licenciada no Brasil.

Em Pauta UFS – Diante disso, você poderia explicar detalhadamente o que é o Pilates?
C.A. – O método Pilates é uma ginástica localizada que consiste em quatro sentidos. Respiração: nós não prestamos atenção mas nós fazemos errado na maioria das vezes. Concentração: hoje em dia para você fazer uma boa atividade física você tem que estar concentrado no movimento, na respiração. Flexibilidade: porque uma coisa é você trabalhar a musculatura e não trabalhar a flexibilidade, ambas são importantes. O tônus muscular: todos vêm atrás, querem melhorar seu tônus, para ficar mais visível.

Em Pauta UFS – Houve muitas dificuldades para a implantação desta atividade aqui em Aracaju?

C.A. – Não. Houve uma expectativa quando nós falamos que estávamos fazendo um curso do método Pilates, por parte dos alunos, todos estavam curiosos para saber como seria, ver, praticar e saber também se dava resultados. E, hoje, já estamos a quase nove anos e já vimos muitos resultados.

Em Pauta UFS – O que há de tão especial nessas aulas, já que a procura é cada vez maior?
C.A.
– Considerando que a aula é diferenciada, você trabalha em um ambiente mais sossegado, com músicas calmas, concentrado no seu corpo, um momento especial entre você e o seu corpo. Então eu acredito que as pessoas saem daqui mais tranquilas, porque geralmente em uma academia é um som bem alto, é legal, contudo, geralmente quando as pessoas vão para esse ambiente, estressadas, não há um resultado tão bom. Aqui elas relaxam mais, se acalmam, têm uma maior concentração e conseguem até parar um pouco para pensar nelas mesmas, coisa que atualmente é difícil.

Em Pauta UFS – Então qualquer pessoa pode praticá-lo?
C.A. – A princípio, é a partir dos doze anos de idade. Porque a criança já tem mais consciência do corpo,  já consegue se concentrar melhor. Então acima dos doze, qualquer pessoa pode fazer qualquer atividade desse método.

Em Pauta UFS – Existem dois tipos de método Pilates?
C.A. – Existe um Pilates para pessoas enfermas ou que estão se recuperando de alguma cirurgia. Então existe o método Pilates com fisioterapeuta, que seria essa parte de reabilitação física e o método Pilates fitness que é esse que eu, como professora de educação física, ensino.
Em Pauta UFS – Algumas pessoas já consideram o Pilates popular, todavia outros dizem não ser devido ao seu custo. Qual sua opinião sobre isso?
C.A.
– É bem relativa essa coisa de ser popular ou não. Ele está bem divulgado e foi bem aceito, sim. Agora, o preço depende do que você vai querer fazer. Você às vezes pode pagar o mesmo em uma academia e não ter tanto retorno quanto com o Pilates. O custo vai depender da quantidade de dias que você quiser fazer.

Em Pauta UFS – E para um iniciante, como seria o Pilates básico?
C.A. – Nesse caso, recomendamos que sejam duas vezes por semana, o valor está estipulado em 150 reais a mensalidade, então são oito aulas por mês. Não vou dizer que é barato, mas você terá um atendimento personalizado. Aqui nós trabalhamos com no máximo três pessoas por aula. Porque às vezes você faz atividade em uma academia que pode sair mais barato, entretanto você não tem esse atendimento especial, como um personal trainer.

Em Pauta UFS – O que é importante para a prática desse método?
C.A. – É só você ter boa vontade, disposição. Muitas pessoas são ansiosas, por isso eu as convido a virem relaxar um pouco, ficarem mais calmas, concentradas, pois ajuda no trabalho, nos estudos. Por isso, em minha opinião, o mais importante é a vontade.

Em Pauta UFS – Quanto tempo dura uma aula? Existem pessoas que fazem aulas seguidas?
C.A.
– A duração é de uma hora. Nós não recomendamos que os alunos façam mais que uma hora por dia, e sempre em dias alternados porque o músculo precisa descansar. Por ser uma ginástica localizada, esse método você também tem que estar sempre acompanhado da parte aeróbica, pois é lá onde você queima calorias. Para deixar bem claro, deve-se ter uma hora de Pilates e depois você complementa com a parte aeróbica, para que você tenha um bom resultado.

Clara faz exercícios em um dos aparelhos e conta até que em cada aparelho podem ser feitas muitas aplicações. (Foto: Osmar Rios)

Em Pauta UFS – Quais são os benefícios do Pilates?
C.A. – Você passa a se concentrar melhor, a se conhecer melhor, a conhecer seu corpo melhor. Há um progresso também na postura, aliviando as dores na coluna que são frequentes em nossa sociedade. Não podemos deixar de citar que há um fortalecimento do abdômen, que é nosso cinturão de força.

Em Pauta UFS – E para aquelas pessoas que estão há muito sem praticar alguma atividade física o se recuperam de alguma cirurgia, elas precisam de algum preparo físico para iniciar no método?
C.A.
– Não, porque os aparelhos do Pilates estão preparados para trabalharmos com um principiante mesmo que esteja em reabilitação ou apenas em fitness, assim que o ortopedista liberar, você já pode começar. Só não podem aquelas pessoas que estão na fase aguda da dor, como também não podem fazer nenhuma atividade física.

Em Pauta UFS – Muito se houve falar que o Pilates traz benefícios para gestantes, isso é verdade? Caso seja, como seria esse processo?
C.A. – Então, o que a gestante procura? Aliviar as dores na coluna. Como ela pode fazer isso? Melhorando a postura, a respiração e procurando sempre fortalecer a região do abdômen, que é onde sentirá as dores maiores. Tudo isso ela poderá encontrar em nosso método.  A partir do terceiro mês, assim que o médico liberar, ela pode sim praticar o Pilates, e inclusive eu já tive alunas que ficaram até, praticamente, o dia de dar a luz. Elas se sentem mais confiantes, equilibradas, concentradas, e  possuíam um controle maior da respiração, que também ajuda na hora do parto.

Em Pauta UFS – Há uma necessidade de complementar esse método com outros exercícios abdominais?
C.A. – Não, pois o Pilates já trabalha o tempo todo o seu abdômen, já que você trabalha a respiração abdominal do início ao fim da atividade.

Em Pauta UFS – Você acredita que o Pilates pode mudar o estilo de vida de uma pessoa?
C.A. – Mudar o estilo não, mas eu acho que interfere. As pessoas se tornam mais calmas, mais concentradas, não é que mude de vida, porém há sim uma nova visão da vida. Ajuda sim, e muito, pois você passa por momentos difíceis, um susto no avião, por exemplo, já foi relatado por alunos que eles fizeram uso do controle da respiração que foi aprendido nas aulas e conseguiram se acalmar.

Em Pauta UFS – É verdade que esse método auxilia no tratamento de algumas doenças patológicas?
C.A. – Ajuda sim. Se você está com problema de artrose, bursite, seja no ombro ou no quadril, fazendo o método Pilates, e não estando na fase aguda, ajuda muito. Se você tem doenças como a paralisia infantil, como já tivemos aqui, com esse trabalho você pode fortalecer partes do corpo que vão ajudar no movimento da pessoa.

Em Pauta UFS – Pilates emagrece?
C.A. – Não. A atividade física para emagrecer é a aeróbica. Como eu já havia dito você faz a atividade do método Pilates, ganhando tônus muscular, melhor respiração, concentração, mais equilíbrio, todavia a parte aeróbica é fundamental para que a pessoa emagreça, como por exemplo: esteira, bicicleta, natação.

Em Pauta UFS – É necessário um curso de formação em qual área para se capacitar em Pilates?
C.A.
– Profissionais de educação física, fisioterapia ou com ensino superior em dança podem fazer o curso de especialização e vir a ser instrutor do método Pilates. Para cada um deles há um mercado diferente.

Em Pauta UFS – Como profissional de educação física, em relação a outras técnicas, você diria que o Pilates é uma forma exclusiva ou complementar de terapia?
C.A.
– Não, o método Pilates não é uma terapia, é uma atividade física localizada e/ou de reabilitação localizada.

Em Pauta UFS – Com a presença de dois novos cursos de formação em Pilates, o Phsioserv e do grupo HIB, aqui em Aracaju a tendência é crescer ainda mais a oferta de profissionais?
C.A.
– Com certeza teremos mais profissionais como instrutores deste método com esses novos cursos aqui em Aracaju, pois não faz muito tempo quando tínhamos que nos deslocar para outros estados para conseguir este título tão almejado.

Em Pauta UFS – Como escolher um bom profissional? Quais critérios podem me ajudar a escolher?
C.A.
– O método Pilates hoje já é reconhecido por outros profissionais. Temos alunos indicados por ortopedistas, ginecologistas, nutricionistas.  A escolha do profissional depende da necessidade do aluno. Se este necessita de reabilitação, deve procurar um fisioterapeuta; Se necessita manter uma atividade física, o mais indicado é um professor de educação física. O critério seria como em qualquer outra atividade. Certifique-se sobre o profissional, se é realmente formado, se possui formação reconhecida no método Pilates. A informação sobre o profissional é fundamental para que você se proteja de possíveis charlatões.

Em Pauta UFS – E o mercado do Pilates em Sergipe, qual a sua avaliação?
C.A.
– A procura cresce a cada dia, pois já está mais que provada a eficácia desse método.

Em Pauta UFS – Onde praticar o Pilates?
C.A.
– Primeira opção: na Formato Corpore, clínica de estética, pois aqui temos profissionais de educação física e de fisioterapia. Uma segunda opção seria visitar clínicas ou academias com profissionais formados e comprometidos com esta técnica, e peça sempre uma aula experimental. Sinta e vivencie uma aula do método Pilates e dê sua opinião.

Clínica onde a pioneira do Pilates em Sergipe desenvolve suas atividades. (Foto: Osmar Rios)

Goleiro Aquidabãense supera deficiência e atua nas quadras e nos campos

Posted in Esporte by micheletavares on 07/12/2010

Goleiro Aquidabãense supera deficiência e atua nas quadras e nos campos

Por Wallison Oliveira

Atualmente, o Brasil conta com uma população de aproximadamente 191 milhões de habitantes. Deste total, mais de 20 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência física ou intelectual.

Ainda que seja cada vez maior a discussão sobre temas alistados como acessibilidade, direitos básicos, e a inclusão no mercado de trabalho, entre outros, sabemos que muitas pessoas com deficiência continuam sofrendo com o desrespeito e com o devotamento de parte da sociedade.

O esporte vem mostrando ser um importante meio de inclusão social. Não é mais segredo que qualquer pessoa se beneficie com a prática esportiva regular.

Exemplo claro na vida do jovem goleiro, William Oliveira, de 18 anos, natural de Aracaju,criado em Aquidabã-Se, portador de uma deficiência pouco comum nos pés. O esporte trabalhou valores como autoconfiança, auto estima e autonomia, tornando-se um dos grandes goleiros de Aquidabã. Tendo conseguido títulos inéditos tanto para aquela comunidade, como para o estado de Sergipe.

Em pauta ufs-  Em que a sua deficiência poderia atrapalhar na sua carreira esportiva, mediante as suas necessidades?- Não atrapalhou e nem atrapalharia,porque não me considero e nem me vejo como um deficiente, pois sou capaz de fazer qualquer coisa que outra pessoa comum faz.

Em pauta ufs- Já passou em sua mente que o esporte poderia ser apenas um sonho?- Assim, no momento em que entrei no esporte eu não acreditava que  poderia seguir em frente, porque pensava que não era possível entrar. Foi tudo por acaso. Eu gostava de ver o futebol, e meus pais poderiam acreditar que tinha capacidade de correr com a bola, e a partir do momento em que eu vi que era possível, comecei a gostar mais do futebol, fui praticando e me desenvolvendo cada vez mais.

Em pauta ufs- Como toda criança que se tem um sonho de praticar esportes, você sonhava em praticar esportes, mesmo sabendo das dificuldades?- Sim, e graças aos meus sonhos e objetivos consegui chegar onde eu estou hoje.

Em pauta ufs- Como foi lidar com a deficiência na infância?-Na infância, eu não tinha o pensamento que tenho hoje sobre preconceito. Muitos não acreditavam que eu poderia chegar onde cheguei na questão do esporte, mas a gente tem que mostrar e superar os nossos próprios limites, e isso é possível com a prática esportiva.

Em pauta ufs- Quando você se deu conta que era possível praticar esportes? Quando se iniciou?- A minha prática esportiva na questão do brincar, começou entre seis e sete anos. Já no esporte amador que é aquele que fica marcado para todos e principalmente para mim, começou em 2007. Quando me dei conta já estava envolvido no esporte, com grande capacidade até de amadurecimento.

Em pauta ufs- Contou com o apoio dos seus familiares?- Sim, pois no momento em que eu estava jogando em algum time da cidade e recebia uma proposta para jogar em um determinado time de futebol da cidade minha família sempre me deu apoio. Se alguém tem o sonho de seguir a carreira de futebol, deve saber que pode realizar seus sonhos, mesmo sabendo das dificuldades.

Em pauta ufs- Quais pessoas contribuiram  para a realização do seu sonho?-Em primeiro lugar minha família, a segunda base de apoio são os amigos, e principalmente aqueles que acreditaram. Também alguns diretores de futebol, entre eles Valdileno, que foi quem me lançou no futebol, e também sempre incentivou pessoalmente.

Em pauta ufs- Sentiu alguma discriminação no início? E atualmente? -No início, o principal preconceito que eu sentia foi à questão aos atletas, pois muitos não se sentiam bem, em perder a vaga de titular para um deficiente, então, me sentia um renegado devido a essa questão, pois eles pensavam que eu não era capaz por ser deficiente, e atualmente eu não vejo ninguém com discriminação, mas eu sei que tenho capacidade de praticar esportes, assim como qualquer outra pessoa normal, apesar das dificuldades.

Em pauta ufs- Como aconteceram os processos de superação?- Bom, o processo de superação acontece quando a gente sonha e acredita que tem capacidade, e ter principalmente força de vontade para correr atrás dos nossos sonhos, entre os títulos, um de melhor goleiro do campeonato.

Em pauta ufs- Qual foi a sua sensação quando se deparou com o mundo esportivo mediante a sua superação? – A partir do momento em que comecei a ganhar títulos por vários times de Aquidabã. Daí eu pude perceber que era realmente capaz de ser um atleta.

Em pauta ufs- Já se sentia um vitorioso?- Não, porque muitas pessoas não acreditavam no meu potencial.

Em pauta ufs- Ser goleiro era a sua paixão, ou foi por acaso?- Começou por acaso assistindo o futebol na televisão e vendo o meu ídolo Marcos do Palmeiras jogar, e quando eu ia jogar com os meus amigos me colocavam no gol, então comecei a gostar, e me sair bem como goleiro.

Em pauta ufs- Após a superação, quais clubes fazem parte da sua história?-  Em primeiro lugar o São Paulo de Aquidabã que me acolheu, e em segundo o Força Jovem que me acolheu, e em segundo o força jovem que mim incentivou tanto no esporte como na minha vida pessoal. E também clubes de futsal como o Milan, onde joguei pela primeira vez em um campeonato. Também joguei pelo São Raimundo, onde foi minha despedida.

Em pauta ufs- Coleciona títulos? Em que modalidades?- Sim. As modalidades que coleciono títulos são: futebol, futsal e handball.

Em pauta ufs- Quais dessas categorias você mais se identifica?- Por quê?- No campo eu era goleiro reserva, não tive tanta oportunidade , e no futsal fui revelado, então a modalidade que mais gosto é o futsal.

Em pauta ufs- Pratica outras modalidades? Quais?- Além das outras modalidades, uma que gosto muito é o vôlei, na questão de brincadeira com os amigos.

Em pauta ufs- Qual ou quais são as suas maiores vitórias?-  Em primeiro lugar, a minha maior conquista é em saber que sou deficiente e fui capaz de superar os obstáculos com grande ajuda do esporte. Outra grande alegria é em saber que não estou na categoria para deficientes, isso não é preconceito, e sim satisfação em saber que posso contar com o apoio dos meus amigos e familiares, pois acreditaram em mim, dando oportunidade para que pudesse mostrar meu talento.

Em pauta ufs- Qual foi a sua maior conquista dentro dos campos ou das quadras?- A que mais marcou foi no futsal. Quando fui campeão de um campeonato sub-15 , pois em primeiro lugar não acreditavam no time, e em segundo lugar no goleiro que era eu, e conseguimos ganhar o título, fui eleito o melhor goleiro. Também recebi uma medalha por ter feito o gol mais bonito do campeonato, o famoso gol de ‘’quebradinha’’.

No futebol de campo, meu time ficou em segundo lugar. Já em 2009 fui escolhido como o melhor goleiro da cidade, ganhando até para atletas profissionais.

Em  pauta ufs – Você já foi chamado por algum time de outro estado?- Sim, fui chamado pelo Villa Real e o cruzeiro, ambos de Alagoas, mas devido aos estudos não fui.

Em pauta ufs- Você se considera um exemplo de superação?-sim, porque passei por todas dificuldades, e mostrei a que não acreditavam em mim.

Em pauta ufs- Hoje qual a mensagem que você deixa para as pessoas que não acreditam que é possível supera as próprias dificuldades e realizarem os seus próprios sonhos?- A mensagem que eu quero deixar é que a gente não tem dificuldades, temos obstáculos, pois a cada momento que caímos, devemos ter força para levantar e conquistar os nossos objetivos.

Por Wallison Oliveira

Atualmente, o Brasil conta com uma população de aproximadamente 191 milhões de habitantes. Deste total, mais de 20 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência física ou intelectual.

Ainda que seja cada vez maior a discussão sobre temas alistados como acessibilidade, direitos básicos, e a inclusão no mercado de trabalho, entre outros, sabemos que muitas pessoas com deficiência continuam sofrendo com o desrespeito e com o devotamento de parte da sociedade.

O esporte vem mostrando ser um importante meio de inclusão social. Não é mais segredo que qualquer pessoa se beneficie com a prática esportiva regular.

Exemplo claro na vida do jovem goleiro, William Oliveira, de 18 anos, natural de Aracaju,criado em Aquidabã-Se, portador de uma deficiência pouco comum nos pés. O esporte trabalhou valores como autoconfiança, auto estima e autonomia, tornando-se um dos grandes goleiros de Aquidabã. Tendo conseguido títulos inéditos tanto para aquela comunidade, como para o estado de Sergipe.

Em pauta ufs-  Em que a sua deficiência poderia atrapalhar na sua carreira esportiva, mediante as suas necessidades?- Não atrapalhou e nem atrapalharia,porque não me considero e nem me vejo como um deficiente, pois sou capaz de fazer qualquer coisa que outra pessoa comum faz.

Em pauta ufs- Já passou em sua mente que o esporte poderia ser apenas um sonho?- Assim, no momento em que entrei no esporte eu não acreditava que  poderia seguir em frente, porque pensava que não era possível entrar. Foi tudo por acaso. Eu gostava de ver o futebol, e meus pais poderiam acreditar que tinha capacidade de correr com a bola, e a partir do momento em que eu vi que era possível, comecei a gostar mais do futebol, fui praticando e me desenvolvendo cada vez mais.

Em pauta ufs- Como toda criança que se tem um sonho de praticar esportes, você sonhava em praticar esportes, mesmo sabendo das dificuldades?- Sim, e graças aos meus sonhos e objetivos consegui chegar onde eu estou hoje.

Em pauta ufs- Como foi lidar com a deficiência na infância?-Na infância, eu não tinha o pensamento que tenho hoje sobre preconceito. Muitos não acreditavam que eu poderia chegar onde cheguei na questão do esporte, mas a gente tem que mostrar e superar os nossos próprios limites, e isso é possível com a prática esportiva.

Em pauta ufs- Quando você se deu conta que era possível praticar esportes? Quando se iniciou?- A minha prática esportiva na questão do brincar, começou entre seis e sete anos. Já no esporte amador que é aquele que fica marcado para todos e principalmente para mim, começou em 2007. Quando me dei conta já estava envolvido no esporte, com grande capacidade até de amadurecimento.

Em pauta ufs- Contou com o apoio dos seus familiares?- Sim, pois no momento em que eu estava jogando em algum time da cidade e recebia uma proposta para jogar em um determinado time de futebol da cidade minha família sempre me deu apoio. Se alguém tem o sonho de seguir a carreira de futebol, deve saber que pode realizar seus sonhos, mesmo sabendo das dificuldades.

Em pauta ufs- Quais pessoas contribuiram  para a realização do seu sonho?-Em primeiro lugar minha família, a segunda base de apoio são os amigos, e principalmente aqueles que acreditaram. Também alguns diretores de futebol, entre eles Valdileno, que foi quem me lançou no futebol, e também sempre incentivou pessoalmente.

Em pauta ufs- Sentiu alguma discriminação no início? E atualmente? -No início, o principal preconceito que eu sentia foi à questão aos atletas, pois muitos não se sentiam bem, em perder a vaga de titular para um deficiente, então, me sentia um renegado devido a essa questão, pois eles pensavam que eu não era capaz por ser deficiente, e atualmente eu não vejo ninguém com discriminação, mas eu sei que tenho capacidade de praticar esportes, assim como qualquer outra pessoa normal, apesar das dificuldades.

Em pauta ufs- Como aconteceram os processos de superação?- Bom, o processo de superação acontece quando a gente sonha e acredita que tem capacidade, e ter principalmente força de vontade para correr atrás dos nossos sonhos, entre os títulos, um de melhor goleiro do campeonato.

Em pauta ufs- Qual foi a sua sensação quando se deparou com o mundo esportivo mediante a sua superação? – A partir do momento em que comecei a ganhar títulos por vários times de Aquidabã. Daí eu pude perceber que era realmente capaz de ser um atleta.

Em pauta ufs- Já se sentia um vitorioso?- Não, porque muitas pessoas não acreditavam no meu potencial.

Em pauta ufs- Ser goleiro era a sua paixão, ou foi por acaso?- Começou por acaso assistindo o futebol na televisão e vendo o meu ídolo Marcos do Palmeiras jogar, e quando eu ia jogar com os meus amigos me colocavam no gol, então comecei a gostar, e me sair bem como goleiro.

Em pauta ufs- Após a superação, quais clubes fazem parte da sua história?-  Em primeiro lugar o São Paulo de Aquidabã que me acolheu, e em segundo o Força Jovem que me acolheu, e em segundo o força jovem que mim incentivou tanto no esporte como na minha vida pessoal. E também clubes de futsal como o Milan, onde joguei pela primeira vez em um campeonato. Também joguei pelo São Raimundo, onde foi minha despedida.

Em pauta ufs- Coleciona títulos? Em que modalidades?- Sim. As modalidades que coleciono títulos são: futebol, futsal e handball.

Em pauta ufs- Quais dessas categorias você mais se identifica?- Por quê?- No campo eu era goleiro reserva, não tive tanta oportunidade , e no futsal fui revelado, então a modalidade que mais gosto é o futsal.

Em pauta ufs- Pratica outras modalidades? Quais?- Além das outras modalidades, uma que gosto muito é o vôlei, na questão de brincadeira com os amigos.

Em pauta ufs- Qual ou quais são as suas maiores vitórias?-  Em primeiro lugar, a minha maior conquista é em saber que sou deficiente e fui capaz de superar os obstáculos com grande ajuda do esporte. Outra grande alegria é em saber que não estou na categoria para deficientes, isso não é preconceito, e sim satisfação em saber que posso contar com o apoio dos meus amigos e familiares, pois acreditaram em mim, dando oportunidade para que pudesse mostrar meu talento.

Em pauta ufs- Qual foi a sua maior conquista dentro dos campos ou das quadras?- A que mais marcou foi no futsal. Quando fui campeão de um campeonato sub-15 , pois em primeiro lugar não acreditavam no time, e em segundo lugar no goleiro que era eu, e conseguimos ganhar o título, fui eleito o melhor goleiro. Também recebi uma medalha por ter feito o gol mais bonito do campeonato, o famoso gol de ‘’quebradinha’’.

No futebol de campo, meu time ficou em segundo lugar. Já em 2009 fui escolhido como o melhor goleiro da cidade, ganhando até para atletas profissionais.

Em  pauta ufs – Você já foi chamado por algum time de outro estado?- Sim, fui chamado pelo Villa Real e o cruzeiro, ambos de Alagoas, mas devido aos estudos não fui.

Em pauta ufs- Você se considera um exemplo de superação?-sim, porque passei por todas dificuldades, e mostrei a que não acreditavam em mim.

Em pauta ufs- Hoje qual a mensagem que você deixa para as pessoas que não acreditam que é possível supera as próprias dificuldades e realizarem os seus próprios sonhos?- A mensagem que eu quero deixar é que a gente não tem dificuldades, temos obstáculos, pois a cada momento que caímos, devemos ter força para levantar e conquistar os nossos objetivos.

Caminho das águas

Posted in Esporte, Reflexão by micheletavares on 07/12/2010

Presidente da Federação Aquática de Sergipe (FASE), o Dr. Márcio Porto fala sobre o atual lugar do pólo aquático em Sergipe e no Brasil.

Por Edson Costa

Onde está o pólo aquático? Nesse mês a TV Sergipe realiza uma competição estadual de natação, mas ela e outras mídias muito pouco falam sobre as outras modalidades aquáticas. A ignorância não paira somente sobre os aspectos administrativos e/ou político-econômico do esporte, mas sobre sua própria essência. Não são conhecidos os clubes e nem seus atletas, e até mesmo muitas competições passam despercebidas. E em contraponto a isso, vê-se conquistas expressivas e grandes nomes que vieram da prática do pólo aquático. A profundidade do debate extrapola a de qualquer piscina, pois se chega a crer que o fascínio demasiado pelo futebol estaria cegando aos brasileiros e a mídia. A grande maioria poderá pensar, e perceber que nada sabe sobre o pólo aquático.

Dr. Márcio Porto (Foto: Edson Costa)

Muito além de meras competições e títulos, pensar na exposição de modalidades esportivas, sem necessariamente privilegiar o pólo aquático, pode ser o caminho para fortalecer a educação, e até mesmo repensar o modo de se fazer entretenimento e comunicação nesse país. Flertando com temáticas tão amplas e diversas, percebe-se a plena capacidade do entrevistado em discorrer sobre todas elas. O Dr. Márcio Valença Porto é o atual presidente da Federação Aquática de Sergipe (FASE); é também membro da diretoria de desportos aquáticos da região Norte-Nordeste pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA). É advogado, e foi em seu escritório que se realizou a entrevista. Ele também já foi profissional de Ed. Física, e passou muitos anos lidando com educação. Casado, pai de dois filhos considera-se um esportista apaixonado, e frustrado por não poder ajudar a todas as modalidades, e dá as respostas com um tom equivalente.

 

 

Em muitos aspectos o polo aquático tem semelhanças com o futebol, que é consagrado como o esporte mais popular do Brasil. Mas, em sua opinião, por que ele é tão pouco popular?
A dificuldade para o polo aquático é o meio praticado, que é na piscina. É bom para o brasileiro, pois ele gosta quando vê uma bola, mas o polo aquático, principalmente aqui na nossa região, é muito escolar; por sua vez, as escolas não possuem uma piscina adequada para isso: ela deve ter 30 metros de comprimento, por 15 de largura, deve ter uma profundidade mínima de dois metros. Essa é a maior questão. Porém, é uma modalidade muito bela e interessante, e quem começa não quer deixar jamais.

Tendo muitas semelhanças com o futebol, o polo aquático possui tempos mais curtos, com jogadas mais rápidas. Valoriza-se a força, a “explosão”, a resistência. Não muito espaço para dribles e jogadas elaboradas. Seria correto afirmar que não existe “polo aquático arte”?
Discordo. Existe sim arte no polo aquático. O atleta, como comumente é dito, tem que pensar três segundos antes de cada decisão, três segundos antes de seu adversário. Temos várias partidas com jogadas belíssimas, e grandes jogadores individuais. A nível de Sergipe temos Sandro Bruno, que é um atleta que faz maravilhas; já é da turma do Máster, e é um dos maiores. Mas também estão surgindo revelações, como Hugo Camilo… São atletas que possuem a capacidade de criar de imediato. Quando o polo aquático é bem jogado, ele é um esporte-arte.

O polo aquático é considerado um esporte completo: desenvolve e modela a musculatura; fortalece a respiração; desenvolve os reflexos e a coordenação motora. Médicos e profissionais de Ed. Física costumam recomendá-lo?
Não vejo nenhum médico recomendar esportes, sem nenhuma ofensa aos profissionais de saúde. Hoje em dia pensa-se que esporte é academia, e não é. A base do polo aquático é a natação, e isso eu sei que todo médico recomenda. Com ela você trabalha os músculos, a respiração, todo o desenvolvimento corpóreo, e a partir daí você pode ir para a modalidade que sentir vontade. Não vejo, por exemplo, nenhum médico indicar o vôlei, mas é uma modalidade que oferece grande desenvolvimento. Igualmente o futsal, que é uma modalidade inerente a todo o povo brasileiro, está no nosso sangue. Mesmo quem não pratica, gosta. Questionando-se alguém nas ruas sobre qual time torce, podem responder: “eu sou Flamengo; eu sou Fluminense; eu sou Coríntias”, mas muitos não sabem que esses clubes possuem esportes amadores, como o polo aquático! A nível de desenvolvimento a natação, e o polo como acompanhamento.

Ultimamente a natação tem atingido grandes resultados, inclusive a nível internacional. Por consequência tem sido cada vez mais procurada e divulgada. Ambos os esportes correspondendo a mesma confederação, que é a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), por que tanta diferença entre eles?
Na verdade é muito mais fácil colocar a criança na natação. Aliás, temos tantas leis que obrigam coisas bobas, deveríamos ter uma que tornasse a natação obrigatória. Não para que todos sejam atletas, mas para que possam praticar uma atividade que desenvolva sua musculatura, e até o companheirismo. O Brasil é um país litoral, temos praias e piscinas o tempo inteiro, então é importante que as crianças saibam nadar, para se deslocar e evitar afogamentos. A maior divulgação é função disso: todos praticam natação! Mas o polo aquático é um esporte coletivo, pelo menos mais duas ou três pessoas são necessárias. Enquanto que a natação pode ser praticada sem mais ninguém. Porém há um crescimento no Brasil; em Sergipe, estamos fazendo um trabalho visando um maior englobamento das escolas.

O atleta de polo aquático além de exímio nadador, precisa ser forte, ágil, habilidoso, saber mover-se da forma correta dentro da água. É difícil achar um bom atleta? Seria mais um motivo pela baixa procura?
Eu vejo no seguinte sentido: o polo aquático é como o futebol; milhões de brasileiros praticam, mas surgem apenas poucos craques. É fácil relembrar os jogadores de futebol bons de bola, mas muitos outros jogaram naquela época e são esquecidos. No polo aquático é a mesma coisa. Como foi bem colocado, o atleta precisa ser habilidoso, mas acima de tudo, inteligente. Exige-se criatividade, até porque ele não tem espaço de locomoção para criar. Com tempo e espaço curtos, e a pressão do adversário, ele precisa criar algo bonito.

O polo aquático surgiu na Inglaterra no final do séc. XIX. A primeira competição internacional foi no Brasil, na Baia de Guanabara, Rio de Janeiro, em 1919. Ganhamos da Argentina! Aparentemente tinha tudo para dar certo. Então, o que deu errado?
Não acho que se perdeu o interesse. A primeira equipe coletiva do Brasil numa Olimpíada foi de polo aquático, e um dos integrantes da nossa equipe foi presidente da FIFA por muitos anos, o Dr. João Havelange. Aqui no Nordeste nós temos uma excelente característica: sol e calor 365 dias por ano. Mas no centro-sul, incluindo o eixo Rio-São Paulo, quando vem o frio, fica difícil praticar um esporte na água. O polo aquático tem quatro tempos de oito minutos cada, e se para a cada apito do árbitro. Uma partida dura entre uma hora e uma hora e meia. Treinar diariamente por até cinco horas numa piscina gelada dificulta um pouco. Mas eu faço uma crítica mesmo sendo o presidente da FASE e membro da CBDA na diretoria de desportos aquáticos na região Norte-Nordeste: o polo aquático concentrou-se muito no eixo Rio-São Paulo. Claro que São Paulo é celeiro de grandes atletas em várias modalidades, mas houve essa concentração. O Brasil se preocupou em ser o melhor da América do Sul, mas isso não levou a nada. Temos que pensar em ser o melhor das Américas e o melhor do mundo. E mais uma coisa: o polo aquático no Brasil é amador; na Europa ele é profissional.

O que o governo tem feito ou deixado de fazer pelo polo aquático?
Não tem deixado de fazer. O esporte nunca foi tão respeitado pelo poder público. Mas ainda bem que há dois anos, graças ao secretário de esportes Maurício Pimentel, alguém que não era do meio de esportes, mas abraçou-os com muita paixão, tem sido feitas políticas. Mas nós não queremos políticas de governo, queremos políticas públicas, que venham fazer com que qualquer modalidade esportiva seja desenvolvida dentro do nosso estado. Se Sergipe tiver uma ou duas modalidades esportivas que sejam o carro-chefe, parabéns! Sempre tivemos isso: o handball sergipano já teve nome nacional, prova disso é que o presidente da Confederação Brasileira de Handball é um sergipano, o Prof. Manuel Luiz. Sergipe já teve grandes atletas da seleção brasileira de handball que jogavam aqui. E como está hoje o handball de Sergipe? Vou deixar essa interrogação. Na verdade o governo tem nos ajudado dentro do limite, mas faltam políticas públicas.

Observando-se os times e atletas com maior pontuação no estado de Sergipe, fica confirmado quão o polo aquático é escolar. Como tem sido a atuação da Associação Atlética Universitária (AAU) da Universidade Federal de Sergipe (UFS)?
Infelizmente ela não tem participação nenhuma, nem nunca fomos procurados. Colocamo-nos a disposição para qualquer realização, mas fico até surpreso que ainda exista essa associação. Fico a disposição para ajudar na prática de qualquer modalidade pertinente a ela.

Sem os caminhos: piscina inacabada da UFS (Foto: Edson Costa)

Quais os parceiros mais importantes que a FASE tem? Quem realmente está apoiando os desportos aquáticos?
O governo do Estado a partir da secretaria de cultura, esporte e lazer. Somente. Infelizmente no estado de Sergipe os empresários não acreditam e não confiam no esporte, mas talvez também por uma falta de políticas públicas de incentivo por parte do Estado e dos Municípios. Hoje nós temos a Norcon, que até que está fazendo um trabalho bem feito, como foi feito com a Mariana Dantas. Mas nenhuma empresa e/ou instituição tem apoiado a FASE. Nós fazemos na coragem, na força, correndo de um para outro, pedindo apoio para nossos atletas.

Dentre os esportes aquáticos coordenados pela CBDA e pela FASE (natação, polo aquático, maratona aquática, salto ornamental e nado sincronizado), o polo aquático aparenta ser o mais caro, o que exige maiores gastos. Isso procede?
Comparando a natação e a maratona aquática com o polo aquático, sim. Com a natação, fica mais fácil de deslocar-se nesse país continental com uma equipe de um ou dois, mas seus treinadores. Já no polo aquático viaja-se pelo menos com 14 pessoas: 13 atletas e um treinador. Realmente, o dispêndio é maior. Agora, em relação aos saltos ornamentais, que necessita de toda uma estrutura correta, ao nado sincronizado que é uma das coisas mais belas que existem… O polo aquático não é mais nem menos dispendioso. Mas em relação a natação e a maratona aquática, procede.

No ano 2000, o colégio que fazia parte da trama da novela Malhação, da Rede Globo, possuía um time de polo aquático. Isso comprovadamente aumentou o conhecimento e o interesse sobre o esporte. Divulgar modalidades no entretenimento e não apenas em telejornais: qual sua opinião?
Claro! Esse período na novela foi de grande importância. Acho até que de forma meio equivocada, pois mostrava como se fosse um esporte violento. Mas, a aparição do polo aquático na novelinha da Rede Globo deu uma alavancada muito grande. Eu não gosto muito de novelas: as histórias são sempre as mesmas, só mudam os nomes. Desafio qualquer um a sentar diante da tevê e comparar as novelas de hoje com as de anos atrás: é sempre o mesmo enredo. Terá violência, traição, desonestidade… Deveriam buscar mostrar a educação. Vamos mostrar a atividade esportiva não apenas em telejornais. Embora eu seja aracajuano, sergipano, e brasileiro louco (!), não me considero “noveleiro”… Mas o povo do Brasil é! Vamos por coisas boas no entretenimento; a Rede Globo às vezes faz especiais com atletas praticando modalidades a que não estão acostumados: isso é fantástico! Vamos mostrar não só o polo aquático, mas todas as modalidades.

Como é pensada e articulada a comunicação da FASE? Pensa-se de forma igualitária para todos os esportes, ou os que são mais pautados pela mídia são mais bem assessorados?
Não tenho vergonha de dizer isso: na FASE quem exerce a função de Assessor de comunicação é o presidente. Infelizmente nossas entidades não tem condição de ter uma assessoria de comunicação feita com profissionalismo, e isso que é interessante. Toda Federação e toda entidade deveria ter um departamento de comunicação, para fazer os contatos. Mas nós trabalhamos através de nosso site, através de releases que enviamos para as emissoras de televisão e jornais divulgando nossa atuação. Nós não temos escolhas. Informamos de forma igual sobre todos os esportes. Aparece muito mais a natação porque temos muito mais eventos de natação

Os noticiários de esporte por vezes se retêm muito no futebol e abrem pouquíssimo espaço para outros esportes. Falar apenas de futebol, mesmo sendo o mais popular, é prejudicial?
Prejudica no seguinte sentido: Futebol a agente não discute! É paixão nacional. Nós vamos discutir todas as outras modalidades. Hoje se diz que a natação é o maior esporte desse país, brigando com o vôlei, porque o futebol está acima de todos eles. Mas infelizmente a nossa imprensa não tem comentaristas de futebol que saibam sobre outras modalidades esportivas. E minha crítica é grande: acho que eles sabem muito pouco inclusive de futebol! Sabem criticar pessoas, personalizam e não falam das modalidades. Sou torcedor apaixonado pelo Sergipe, mas onde está o nosso futebol? Temos grandes atletas de outras modalidades, mas cadê o espaço para essas pessoas? Infelizmente não há, pois se perde tempo falando de um futebol como está o nosso.

Hoje quem quer praticar polo aquático precisa fazer o que?
Procurar seu colégio. Procurar a direção de sua escola, a coordenação de esportes, para que inclua essa modalidade em seu currículo. Nós temos muitos profissionais bons em Sergipe que estão parados porque as escolas não tem interesse em desenvolver o polo aquático. Hoje temos um grande destaque que é o colégio Don Luciano. Da rede pública! Nele o professor George Maynard procura de forma maravilhosa desenvolver o trabalho. Tem suas dificuldades, mas a FASE tem buscado dar condições a ele. Conseguimos, junto ao secretário de esportes, o parque aquático Zé Peixe, de segunda a sexta, a partir das 18 horas, colocado a disposição do polo aquático. A FASE disponibilizou mais de 30 bolas, as traves e os gols no Batistão para todos que queiram praticar o polo aquático.

Para os que virão: o que tens a dizer para os que lutam pelo polo aquático e os que pretendem adentrar no esporte?
Que todos venham para junto da FASE. Nosso polo aquático é muito pequeno, e se for dividido por que é Marcio Porto o presidente da federação perder-se-á. Se existe alguém com questões pessoais sobre mim que deixe do lado de fora e venha. Todos que acham belo e tem interesse pelo polo aquático venham para a federação. Eu nunca decido sozinho: quando se erra, erram todos; e quando se acerta, acertam todos!

“Eu assumi com o objetivo de classificá-las para o Pan- Americano do ano que vem”

Posted in Esporte by micheletavares on 30/11/2010

A atual técnica da seleção brasileira de ginástica rítmica conta como treina há quase três semanas a seleção brasileira de ginástica rítmica em busca da classificação para os Jogos Pan- Americanos de 2011.

Por Isabelle Marques

Há quase um mês dedicando-se exclusivamente ao treinamento da seleção brasileira de ginástica rítmica, para a classificação do conjunto no pré Pan-Americano, que acontece de 30 de novembro a 6 de dezembro em Guadalajara, no México, e será classificatório para os Jogos Desportivos Pan-Americanos de 2011,  a treinadora Camila Ferezin, 33, revela como está sendo a experiência com a seleção. Natural de Londrina, Paraná, Camila é ex-ginasta e, ao lado de outras londrinenses, emocionou o país recebendo medalha de ouro nos XIII Jogos Pan-Americanos, no Canadá, em 1999. Encerrou sua carreira como atleta nas Olimpíadas de Sydney, na Austrália. Em Atenas, na Grécia, foi auxiliar técnica. Atualmente é técnica de um clube da Unopar, em Londrina. Em Aracaju, no Centro Nacional de Treinamento da Ginástica Rítmica, localizado no estádio Lourival Baptista, a ex- atleta, apesar do clima tenso que faz parte da rotina desse esporte, nos recebeu com simpatia, no intervalo dos treinamentos da seleção, e revelou suas impressões do conjunto de ginástica, falou sobre o treinamento e contou suas experiências com a modalidade. 

Camila, você está em Aracaju para intensificar o treinamento da equipe para o pré Pan- Americano?

 Isso, o objetivo é classificar para os jogos Pan-Americanos do ano que vem. Então esse campeonato que a gente viaja domingo, no México é uma classificatória, uma seletiva, onde os cinco primeiros países vão participar dos jogos Pan- Americanos do ano que vem.

Como está o nível do conjunto?

Bom, como elas não se classificaram para o mundial do ano que vem, que é classificatório para as olimpíadas, elas voltaram desanimadas, estavam despreparadas, fora do peso, e nessas duas semanas e meia, nós corremos atrás do prejuízo e acho que elas estão firmes assim, dispostas, trabalharam muito, oito, nove horas por dia, esse tempo que eu estou aqui, e melhorar bastante. Acho que elas estão prontas para competir.

Desde quando esse mesmo grupo está formado já se preparando para o pré Pan?  

Bom, eu porque eu não estava aqui, mas desde que começou que fez a seletiva no início do ano elas estão aqui em Aracaju, treinando com a técnica Giurga [Nedialkova] e agora a técnica búlgara voltou para a Bulgária, depois do mundial e eu assumi nessas últimas duas semanas e meia, com esse objetivo de classificá-las para o Pan- Americano do ano que vem.

Essa equipe está formada desde quando, é a mesma, desde o início?

Desde o início do ano. São oito ginastas, sendo as seis titulares viajam.

Como foi a experiência para as meninas de serem treinadas por búlgaros?

Bom, eu não posso falar porque eu não estava aqui, mas eu acredito que tudo que pode acrescentar, eu acho que tem que buscar, e a Confederação trouxe esses búlgaros, já que estão sempre estão entre os melhores do mundo então só veio somar, então com certeza devem ter feito um trabalho bom, e melhorado as coreografias, e isso é bom.

Você já tem uma história com a ginástica rítmica, é ex-ginasta, hoje técnica. Como foi cada fase e o período de transição?

Bom, eu comecei com oito anos, encerrei minha carreira depois da olimpíada de Sydney com 23 anos, então foram 15 anos de treinamento, 10 anos dentro da seleção brasileira, tanto no individual quanto no conjunto e eu estava presente no grupo que conseguiu conquistar a primeira medalha inédita em jogos Pan- Americanos em Winnipeg em 1999 e, com essa medalha de ouro nesses jogos, nesse Pan- Americano a gente conseguiu a vaga para olimpíadas de Sydney. Aí depois das olimpíadas de Sydney eu encerrei minha carreira e a técnica Bárbara La Franque me convidou para ser auxiliar técnica e assim foi em 2004, 2003 nos jogos Pan- Americanos de Sto. Domingos, três medalhas de ouro e, no ano seguinte, Olimpíadas de 2004, conquistando novamente o oitavo lugar, sendo finalista de novo e, depois, quando a seleção saiu de Londrina, eu comecei com a ginástica com o treinamento na Unopar, e estou lá desde 2005 como técnica, onde o foco maior da Unopar sempre foi o conjunto. E agora essa nova oportunidade que me deram de estar aqui como técnica interina para mostrar o meu trabalho.

Camila, como é a rotina de uma técnica e a sua equipe, como é a rotina dessas meninas?

Bom, é uma rotina muito desgastante, porque são muitas horas de treinamento, muitas repetições, a rotina é muito difícil. Então nessas duas semanas e meia eu tentei buscar primeiro com que elas voltassem a ter essa motivação, já que tinham vindo de uma derrota, que foi essa não classificação, estar fora da Olimpíada de 2012. Então, no primeiro momento eu tentei buscar novamente essa motivação, depois consegui com que elas entendessem que precisavam perder peso, porque isso só depende delas mesmas. Estou bem satisfeita porque elas conseguiram, nesses 15 dias aí elas perderam bastante peso, algumas três, quatro quilos. E fora o treinamento, que essas longas horas diárias de treinamento, que elas não estavam acostumadas. No começo foi bem difícil, mas elas estavam sempre dispostas eu acho que isso foi bom, positivo, então a gente está indo o melhor possível preparadas para trazer essa vaga para o Brasil.

O treinamento se intensifica próximo ao campeonato, mas no dia-a-dia como são os treinos?

Bom é uma rotina né? É uma disciplina que em que ter qualquer atleta. Elas têm que dormir no mínimo oito a 10 horas de sono para estarem dispostas e preparadas para treinar o dia todo, a alimentação é sempre balanceada, sempre com muita salada, proteína, carne, pouco carboidrato.

Elas têm acompanhamento médico?

Elas têm, como a gente está com bastantes horas de treino algumas estão sentindo dores e estão tendo acompanhamento do fisioterapeuta, mas  basicamente é isso, elas estão se dedicando essas últimos dias só para a ginástica, largaram um pouco os estudos para poder treinar para trazer esse resultado.

Como é esse processo para ingressar numa seleção?

Ah, é feito sempre uma seletiva, com as melhores ginastas do Brasil e ali são selecionadas as ginastas que vão fazer parte da seleção.

Você que vem do Paraná, o que acha de Sergipe, sediar a Confederação?

Bom, eu acho que aqui tem uma boa estrutura, para seleção estar treinando. Eu acho que muitas mudanças aconteceram nesses últimos anos e eu acho que a Confederação deve retomar algumas coisas que foram perdidas, depois que saiu a seleção brasileira de Londrina, precisa retomar para voltar a conquistar os resultados.

Qual é a equipe que pode dar mais trabalho ao Brasil nesse campeonato?

Risos. Bom, eu acho que tem quatro países muito fortes: EUA, Canadá, Cuba e Venezuela, e também a gente não sabe muito bem como está o México, porque a gente não tem visto nos campeonatos, mas eu acho que a gente está indo para lutar, para trazer medalha.

Para terminar, quais são os seus projetos como técnica e os projetos da confederação? Bom, ainda não tenho nenhuma visão, ainda não foi conversado. Eu não esperava essa convocação, foi tudo muito rápido e agora eu estou aqui com esse objetivo de classificar o Brasil e depois  sentar, conversar e ver como tudo vai ser daqui para frente.

Uma cultura jogada para escanteio

Posted in Esporte by micheletavares on 04/11/2010
 

 

Desativação do Estádio José Figueiredo mortifica a história de Aquidabã.


Por Wallison Oliveira 

Desde 2007 trava-se um verdadeiro “combate” na cidade de Aquidabã, interior sergipano. O principal motivo é a desativação do Estádio José Figueiredo, propriedade do Ipiranga Futebol Clube. Um ato insano, desumano e impopular que está chamando atenção de toda a população

    No centro dessa polêmica estão: o ex-prefeito da cidade, Eurico de Souza, apontado por várias pessoas como o principal responsável pela mortificação da cultura de Aquidabã, e a diretoria do time, que luta até hoje na justiça pela retomada do campo e pela dignidade de inúmeros cidadãos que veem à cultura do esporte e das competições futebolísticas caírem em decadência.

     Segundo o ex-prefeito do município, não foi ele quem desativou o estádio, pois por mais de 20 anos o time não estava em atividade e somente permanecia na lembrança do povo de Aquidabã. Ele ressalta que “o estádio servia apenas para o abrigo de marginais e que no local do campo seria construído: um memorial para o cantor José Augusto, uma avenida, uma quadra, uma escola e uma delegacia. Sendo que a avenida, o memorial e a escola já estão concluídos, já a quadra e a delegacia estão em fase de conclusão”, disse.

      Com a desativação do estádio, a cultura da cidade foi mortificada e o time que fazia parte de um dos símbolos da história do município foi deixado para trás. A desativação do estádio José Figueiredo gerou um descontentamento dos moradores da cidade.

   “Fiquei muito triste com a desativação do Figuerão. O Estádio era o único meio de tirar as crianças das ruas, e devido ao fechamento dele muitas crianças migraram ao mundo das drogas”. Afirmou o ex-goleiro do time Edinilson, que também declarou que a liminar concedida ao ex-prefeito foi “arranjada“ pela juíza da cidade.

  O ex-goleiro do Ipiranga fala também do seu sentimento de jogar pelo clube e diz: “Participar do time era a mesma coisa de estar jogando pela seleção brasilera”. E se lembrou do principal clássico da cidade que era entre Aquidabã e Ipiranga. Ele comparou os jogos desses times ao clássico carioca Vasco e Flamengo.

   Uma proposta levantada pela Prefeitura previa a construção de um novo estádio para o Ipiranga.  Proposta esta que foi derrubada pela presidência do time que não aceitou e acabou perdendo a causa na justiça. Restando apenas um pagamento de uma suposta indenização, que até o momento só foi recebido apenas uma parcela do valor combinado, que correspondia ao terreno do estádio.

   Para o fundador e ex-jogador do clube, Luiz Barreto, ”a derrubada do estádio significou uma perda muito grande para as próximas gerações e que Eurico de Souza acabou de forma ‘destrambelhada’ com a cultura da cidade”, afirmando que o ex-prefeito desativou o estádio visando apenas fins lucrativos e que até hoje ele não indenizou o time pela desativação. Ele também diz que a demolição do estádio “foi como se derrubassem minha própria casa, e a desaparição do campo foi o mesmo que matá-lo”.

O presidente do Ipiranga, Gilvan Campos, acusa Eurico de acabar com a história da cidade, deixando os momentos bons do time apenas na memória do povo de Aquidabã. Segundo ele, uma das maiores conquistas do clube era levar alegria ao povo aquidabãense.

Barreto nunca chegou ganhar títulos jogando no Ipiranga, sua grande satisfação era jogar pelo clube e ver a alegria e a vibração do povo. Ele revela que “o futebol amador nunca teve vez na cidade, mas representava muito bem ela em torneios e competições. As inúmeras tardes alegres de domingo vão ficar para sempre na memória dele” conclui Luiz Barreto.

Matéria reeditada em: 12/11/2010

Futebol sergipano a beira de um colapso

Posted in Esporte by micheletavares on 26/10/2010

Verba amortizada e necessidade de dirigentes pró-ativos dentre outros fatores importunam o declínio do futebol sergipano

Por Raimundo Morais

Seu avô, seu pai, e até seu tio, devem lembrar-se dos velhos tempos do futebol sergipano, quando os dirigentes, atletas, e colaboradores faziam por onde os torcedores tivessem gosto de irem aos estádios, e seus clubes, tivessem gosto de apresentar um grandioso futebol em nível nacional aos seus torcedores. Hoje, o que vemos é o outro lado da moeda, quando o dirigente, o atleta e o colaborador, fazem de conta que estão exercendo os seus verdadeiros papeis.

Estádio Batistão Aracaju-SE. Torcida lotava praça de esportes. Foto: Portal Infonet.

Foi a época do futebol sergipano ter o “Pelé” local, o seu próprio Nivaldo, Bia, Calango (Daruanda), Alonso, Cravo e Oliveira, Toinho, Gringo e Mirobaldo, Constancio Viera, Lauro e Rolinha, Ailton, Zé Pequeno, Fernando Oliveira, Henágio, Samuca, Joãozinho da Mangueira, Luiz Carlos Bossa Nova, Alberto e Travassos, Bessa, Godofredo e Eduardo, Clóvis, Nelson, Chaves, Valdemar e Paulo, Ribeiro Neto, Paulo Silva, Pedro Costa, Carlinhos, Edmilson, e tantos outros, que atuando nos clubes sergipanos nos proporcionaram inúmeras glórias e alegrias. O que devemos fazer para termos aquele velho futebol de ouro, de craques e de grandes equipes? Porque chegamos onde chegamos, quarta divisão do Brasileirão, penúltimo e ultimo colocados do Nordestão?

Estádio Manoel Joaquim Porto Aquidabã-SE. Foto: Secretaria de Esportes e Lazer.

Nestes últimos dez anos, o futebol sergipano tem sido marcado por pouquíssimas vitórias e grandiosos momentos de decepções. O que se chama de verbas monetárias, se retrata em quantias não qualitativas, poucos ou quase nenhum são os dirigentes pró-ativos, o que será desse pacato futebol amanhã caso ‘eles’ continuem? “O futebol sergipano está no fundo do poço, precisa urgentemente de renovação nos dirigentes e mentalidades. É preciso ver que o futebol também é dinheiro, porém, enquanto não houver organização, o futebol sergipano será deficitário”, afirma Antônio Gonçalves, conselheiro do Club Sportivo Sergipe.

Se na missa os padres falam uma única voz, nos pensantes do futebol profissional sergipano acontece o mesmo, para o massoterapeuta do Força Jovem Aquidabã, Edinilson (Neguinho), “deve-se haver nos clubes, renovações naqueles que fazem o comando dos clubes, para se obter um novo panorama”. Para Felipe Araujo, torcedor desde criançinha do Confiança, a má situação do futebol sergipano deve-se a falta de benefícios por parte dos órgãos públicos tão quanto aos feitios da Federação.

“Em minha opinião, o futebol sergipano precisa de uma reciclagem, pois atualmente está muito desvalorizado principalmente pelas más passagens nos campeonato nacionais nas ultimas décadas. Uma federação tão pouca determinada. Um futebol que tem muito poucos benefícios do governo estadual”, explica.

Rivaldo Sobral, comentarista esportivo. Foto: Portal Infonet

“Esta desorganização do futebol sergipano não é de agora, está sendo mais percebida ultimamente em mãos de pessoas que têm responsabilidade. Pouquíssimos dirigentes estão se incomodando com a história dos clubes e com o torcedor”, afirma o comentarista esportivo Rivaldo Sobral ao Portal Infonet.

O fato da despreparação daqueles que fazem o futebol profissional em Sergipe ocasiona um enorme dano ao nosso pacato esporte, deixando-nos a ver navios. Nos estádios, a prova do fracasso, o que antigamente era expressão e marco estadual, estádios lotados durante o Sergipano, passa a serem verdadeiros desertos, onde poucas são as pessoas que tem acesso.

Campeonato Sergipano de Futebol

Ano Público Renda (R$)
2004 94.464 317.501,50
2005 167.805 665.901,50
2006 141.991 592.707,50
2007 103.959 470.168,00
Fonte: FSF

Não bastasse a decadência da renda, estrutura, para lamentarmos com o Confiança, o Alvi Azul Anil ocupa apenas a 70ª colocação no geral da CBF. Isso porque é o clube sergipano melhor colocado no Ranking da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Aonde vamos pará? Devemos acreditar em uma possível salvação, qual a solução? Segundo Antônio Gonçalves, a solução possível está no fortalecimento das categorias de base. “A principal solução está no fortalecimento das categorias de base dos clubes sergipanos, tão quanto, nas condições louváveis dadas aos atletas”, assegura o conselheiro do Sergipe.

William Oliveira, torcedor do futebol sergipano clama por investimentos por parte do Governo. Foto: Raimundo Morais

Para o jovem William Oliveira, torcedor do futebol sergipano, as salvações dos clubes do Estado estão nas políticas publicas.

“O Governo do Estado junto com as Prefeituras Municipais poderiam lançar projetos esportivos, onde seriam resgatados atletas, e junto a isso os times dos municípios e interiores. Hoje Sergipe tem ótimos atletas a serem lançados no mercado, mas é uma mercadoria sem indústria”, relata.

Em 2011, o que podemos esperar, a coisa pode mudar? Ou ficaremos na continuação dos últimos feitos, onde o grande fato foi à decadência do nosso futebol? Tendo ainda a ultima opção, recordar com saudades os bons tempos em que os times sergipanos disputavam e jogavam de igual para igual com os grandes clubes nacionais, e os estádios lotados eram expressão estadual?

Uma juventude em guerra

Posted in Esporte by micheletavares on 26/10/2010

A violência das Torcidas Organizadas em Sergipe vai além dos estádios de futebol.

Por Illton Bispo

Armamentos utilizados por alguns membros da Torcida Esquadrão Colorado (TEC)

De todos os esportes praticados no Brasil, nenhum deles chama tanta a atenção como o futebol. O brasileiro é realmente apaixonado por futebol, tanta paixão que se traduz em um verdadeiro espetáculo. Proporcionado pelas torcidas, que entoam gritos de amor que embalam os duelos entre as equipes, dentro dos estádios de futebol.

As Torcidas Organizadas (TO) surgiram em Sergipe, no início da década de 1990, com as rivalidades entre as torcidas Trovão Azul (TTA) e Gigante Rubro. Também nesse período surge a Torcida Jovem do Confiança, oriunda das divergências dos próprios integrantes da Trovão Azul, e posteriormente a Torcida Esquadrão Colorado (TEC). O que era uma atividade de confraternização, de entretenimento, de união foi ferida em seus ideais de lazer pela criação das Torcidas Organizadas, sofrendo séria deterioração, circunstância que a violência e a prática frequente de atos ilícitos passaram a predominar, sempre sob o forte estímulo da certeza da impunidade.

“Atos de violência sempre fizeram parte das competições de futebol. O fato é que com surgimento das TOs em Sergipe a violência se multiplicou e ganhou outras proporções”, afirmou o Promotor do Ministério Publico Estadual (MPE), Deijaniro Jonas. Segundo ele, parte dos integrantes que compõem as TOs é proveniente de um ambiente menos privilegiado da sociedade. “Eles convivem em um meio de banalização da violência altamente materialista e competitiva, e onde a maioria dos seus integrantes são adolescentes em pleno desenvolvimento moral e emocional acabam encontrando outros motivos para afiliação a tais facções”, afirma o promotor.

As guerras entre TOs não ocorrem somente em Sergipe mas sim em todos os estados constituindo assim uma problemática nacional. Surgindo assim, uma espécie de associação entre facções, na qual sua forma de implementação é como uma aglutinação para o crime. De acordo com um levantamento feito pelo MPE, a maioria dos jovens que integram a essas facções, encontra-se na faixa de 15 e 25 anos de idade, tratam-se de pessoas que buscam afirmação social e que são facilmente influenciáveis pelos líderes que lhes cobram ousadia e destemor.

 

 “A violência nos estádios é reflexo da sociedade e não se deve reduzir o fenômeno da violência de modo simplista. Ele é complexo e multifacetado” afirma o sociólogo e especialista Bernardo Borges Buarque de Hollanda que é bacharel e licenciado  em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e autor de vários livros sobre  futebol e torcidas organizadas. Para ele, há uma conexão direta entre os fenômenos sociais e o comportamento grupal dos torcedores nos estádios.


Camiseta da TTA, recolhida pelos integrantes da TEC.

 

Segundo o especialista, os jovens produzem e refletem aquilo que a sociedade está produzindo como a violência. “Há várias teorias pós-modernas que associam a violência e o consumo desenfreado ao hedonismo. O filósofo francês Lipovetksi fala em ‘era do vazio’, enquanto Michel Mafesoli se refere às ‘tribos urbanas’. Neste sentido, o futebol tem um apelo midiático de visibilidade para o jovem que buscar expressar sua frustração ou chamar a atenção através de atitudes violentas. Ao revelar o avesso da moral e dos valores civilizados, busca mostrar sua insatisfação com a sociedade contemporânea tal qual ela é”, relata Buarque.

De acordo com um dos subcomandantes da Torcida Esquadrão Colorado (TEC), que não quis se identificar, as torcidas migraram dos estádios para as diversas regiões da cidade, sobretudo na periferia e utilizam as escolas como quartel-general e os alunos como fiéis escudeiros. “As facções são uma espécie de organização que faz uso de planejamento, simbologias e várias formas de comunicação,” diz  relatando que as Torcidas Organizadas têm vários comandos e sua principal função é impor ordem e demarcar territórios mesmo que para isso, tenham que travar uma guerra urbana.

Ele ressalta que a violência de fato macha a cara das Torcidas Organizadas e que isso prejudica seus clubes. “A violência é algo assustador e que por conta dela estamos proibidos de ir aos estádios de futebol, digo as TO, mas vale lembrar que nem todas integrantes são violentos, ou fazem uso da violência”, disse ele.

Desde 2004, o Ministério Público do Estado de Sergipe, juntamente com outras instituições, como a Secretaria de Segurança Pública do Estado, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Esporte e Lazer, vêm promovendo diversas ações no sentido de controlar os atos de violência que vinham ocorrendo nas praças de esportes ou decorrente de atividades esportivas.

Sobre a proibição das TOs nos estádios de futebol o promotor Deijaniro Jonas diz que não há proibição e nunca houve. “Qualquer pessoa que desejar ir ao estádio de futebol tem pleno e livre acesso, seja ela de TO ou não, o que não pode é comparecer ao estádio portando camisetas ou qualquer objeto que o identifique como de TO, pois tais objetos são algo fomentador de violência”. Ele também declara: “O fato de eu não conhecer o meu oponente, mais saber que ele está trajando uma camiseta de Torcida Organizada, isso já faz dele meu oponente”.

Um levantamento realizado pela Polícia Militar mostrou que a medida proposta na ação liminar, já obteve uma redução de 85% dos crimes. Sergipe já chegou a registrar mais 12 homicídios. O último ocorrido no dia 02 de março no ano passado, quando os aficionados da Associação Desportiva Confiança Trovão Azul e Torcida Jovem, se digladiaram entre si.

Segundo o psicólogo do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), Reginaldo Vieira Júnior, não é próprio do homem agregar-se para denegrir, humilhar, violentar a outros. “O ser humano pode unir-se a outros para a luta, para a guerra quando ameaçados e em favor de interesses exclusivos de grupos. É o que talvez aconteça com algumas facções de torcedores que se utilizam de atos violentos para tentar demonstrar superioridade frente ao desafio, à derrota. Aproveitam-se da força que o grupo tem para extravasar a agressividade”. Para ele, nem toda pessoa que faz parte de uma torcida quando está junto com os outros do mesmo agrupamento age violentamente. “Tudo isso advém de fatores individuais, culturais, sociais dentre tantos outros”, diz o psicólogo.

“Vivemos numa sociedade na qual se estimula à competição, a concorrência, a soberania de uns sobre outros. Quem ganha quer se colocar como superior a todo custo e quem perde não quer aceitar a derrota como parte integrante da vida, até por que somos treinados pra ser os melhores. Isso quer ressaltar que quando nos deparamos com qualquer que seja a forma de violência, não podemos isolá-la do contexto no qual acontece e não podemos responsabilizar um indivíduo como único responsável”, afirma ele.

As torcidas se utilizam de linguagens verbais e corporais que só membros, ou simpatizantes podem compreender.

A maioria dos jovens vinculados a essas entidades são movidos por instintos primitivos, e valendo-se da garantia do anonimato e da certeza da impunidade, extravasam desejos reprimidos e selvagens de violência. Mas a punição para os maus torcedores está prevista no novo Estatuto do Torcedor, que foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Prever que os torcedores que invadirem o campo, promoverem ou cometerem ato de vandalismo ou violência em um raio de cinco km dos estádios, ou promoverem confusão podem pagar multa, serem proibidos de assistir aos jogos e até serem presos. O novo Estatuto, também estabelece um cadastro dos associados e membros das torcidas organizadas. Em caso de algum dos membros da organizada cometer alguma infração, serão as entidades que responderão pelos danos. Além disso, a torcida organizada que cometer tumulto será impedida de comparecer aos jogos pelo prazo de até três anos.

O Promotor Deijaniro Jonas revela que existem seguimentos políticos envolvidos na questão das TO. “Existem determinados empresários que ao mesmo tempo, patrocinam emissoras de rádio, clubes de futebol e Torcidas Organizadas, inclusive fazem pagamentos e lucram com os votos dessas pessoas”. Ele também revela que algumas diretorias de clubes promovem e patrocinam o ingresso dessas pessoas nas praças esportivas, ou seja, são torcedores diferenciados que não pagam para terem acesso aos estádios de futebol. Segundo o depoimento de um ex integrante da (TTA),disse que  para Trovão Azul  são 100 ingressos  e para Torcida Jovem 30. Então será que é essa a forma de incrementar o futebol e que de fato o futebol sergipano cresça? “Eu creio que o   caminho não é esse”, finaliza o promotor.

Imagens: Ministério Público Estadual

Sergipe voando alto nos esportes radicais

Posted in Esporte by micheletavares on 26/10/2010

Novo ponto do voo livre é a mais nova atração no Morro do Urubu.

Por Osmar Rios

Aracaju possui agora uma rampa urbana destinada aos amantes dos esportes radicais, principalmente, os adeptos ao voo livre. Localizada na Zona Norte da cidade, mais precisamente no Morro do Urubu, dentro do Parque da Cidade,  a cinco minutos do centro da capital. O Parque abrange uma área de 674 mil metros quadrados e, abrange a única reserva de Mata Atlântica na cidade. Portanto, a partir de agora os apreciadores desse tipo de esporte podem praticá-lo aqui mesmo no estado, não mais sendo necessário viajar a região Sul ou Sudeste do país. O clube responsável pela rampa é a Associação Sergipana de Voo Livre (ASVL), que possui uma excelente equipe de instrutores. O aventureiro além de praticar duas modalidades de esportes radicais, o voo livre e o parapente, vai se deslumbrar com um visual fantástico que não há outra maneira de vê-lo a não ser do alto.

A asa delta surgiu logo após a Segunda Guerra Mundial, em 1951. Já o parapente, nasce com a velasa, em 1965. No final do ano de 1975, foi fundada a Associação Brasileira de Voo Livre. A prática desse tipo de esporte aqui em Sergipe começou na década de 1980. Um grupo de amigos conheceu um instrutor de asa delta, aqui em Aracaju, e foram apresentar-lhe o Morro do Urubu. O instrutor ficou fascinado com a visita e falou que seria um ótimo lugar para voar, embora todos achassem que era uma brincadeira do instrutor.

No dia seguinte, marcaram e foram conhecer a asa delta lá no Morro. Chegando ao ambiente, a asa já estava montada e pronta para voar. Os amigos então experimentaram a asa e ficaram fascinados com o esporte. Tiveram aulas, compraram equipamentos e assim começou a história desse esporte aqui no Estado. O voo livre trouxe todos os benefícios que um esporte traz aos seus praticantes e com um ponto em destaque: trabalhar a cabeça para conseguir um determinado objetivo em sua vida.

O instrutor e praticante de paramotor, asa delta e parapente, Artur Figueiredo, fala um pouco sobre o pré-requisito básico para iniciar no mundo dos esportes radicais: “Antes de qualquer coisa, uma pessoa que gosta de esportes radicais não é um louco que quer se matar! O perfil do esportista radical é de uma pessoa que gosta de desafios, que quer conhecer a si mesmo, superar seus limites. Alguém que sente prazer em ficar no limite, sentir emoção, adrenalina. Ou seja, uma pessoa que gosta de conhecer seu corpo e testar seus limites.” É importante lembrar que por ter esse lado físico e mental, a pessoa que deseja praticar o esporte tem que ter um preparo físico e ser objetivo. “Não pode cristalizar”, segundo o instrutor, é assim denominado quando uma pessoa deixou de fazer uma ação.

O estudante de comunicação social da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Joseílton Bispo, é apaixonado por esportes radicais e foi um dos primeiros a experimentar essa nova rampa. “Foi uma experiência muito boa, é uma grande sensação de liberdade”, disse. Além da prática do voo livre, ele também curte o rapel e a escalada. Segundo o estudante, os esportes radicais são os mais empolgantes na prática. “É uma adrenalina fora do comum. É como se você tivesse ‘superpoderes’, e então você pode voar, escalar, tal quais os nossos heróis de gibi”, complementou.

Os esportes praticados nas alturas necessitam de uma atenção especial. Bons equipamentos e uma checagem milimétrica antes da prática são essenciais para que não haja problema durante o vôo, e assim, gerar consequências sérias ao praticante. A manutenção preventiva é como uma “lei” aos esportistas, já que o seu equipamento não pode quebrar durante a prática.

Artur, também revela lugares aqui no Estado que possui condições necessárias para essa prática: “Existem três sítios de voo em Sergipe. Além do Morro do Urubu, em Aracaju – onde se encontra uma das poucas rampas urbanas do Brasil – a Serra Comprida, continuação da Serra de Itabaiana, e a Serra do Machado, localizada no município de Moita Bonita, completam essa tríade”.

Por um lado, a asa delta é um tipo de aeronave composta por tubos de alumínio, que proporcionam a sua rigidez estrutural, e uma vela feita de tecidos, que funciona como superfície que sofre forças aerodinâmicas, proporcionando a sustentação da aeronave no ar. A origem deste nome, asa delta, deu-se pela semelhança da letra grega, que tem forma de triângulo, com o fortado da asa desta aeronave. Por outro lado, o parapente (paraglider em inglês) é um aeroplano (aeronave mais pesada do que o ar), em cuja asa (inflável e semelhante a um pára-quedas, que não apresenta estrutura rígida) são suspensos por linhas o piloto e possíveis passageiros.

De acordo com o instrutor, não há um “mais fácil de voar” do que o outro. Ele diz que no caso do parapente é mais lento, pois a pessoa voa sentada e necessita de pouco vento para voar, já a asa delta necessita de um vento mais forte e o esportista voa deitado. O único problema encontrado é com relação ao equipamento. O preço é alto para os padrões brasileiros. Existem equipamentos já usados, mas nem sempre é a melhor saída. Se você tiver condições o ideal mesmo é investir e um bom equipamento. Depois é só aparecer em um dos pontos citados pelo instrutor Artur e boa diversão.