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“Só não envelhece quem já morreu”

Posted in Comportamento, Educação, Extensão by micheletavares on 01/12/2009

“Só não envelhece quem já morreu”

por Eloy Vieira

“Desde cedo já estive ligada aos grupos vulneráveis”, falou Noêmia Lima ao descrever seu interesse pelo estudo sobre os idosos. Ela contou que seu primeiro estágio foi na área de saúde mental, em seguida adentrou no âmbito da Psiquiatria, e, há mais de 20 anos, desde 86, formou um grupo de estudos em que se aprofundou nas áreas de políticas públicas e da saúde. A atual coordenadora do Núcleo de Pesquisas e Ações da Terceira Idade (NUPATI). Noêmia Lima, concedeu, simpaticamente, um entrevista sobre a relação entre o idoso e a sociedade atual.

Professora Noêmia Lima, durante a entrevista no Nupati. Foto: Eloy Vieira

EmpautaUFS: Idoso, velho, senhor… Como a gente deve se dirigir a uma pessoa de mais idade?

Noêmia Lima: Primeiramente, para qualquer pessoa, seja jovem, adulta, idosa, madura… é pelo nome. O nome é a coisa mais importante que a gente carrega ao longo da nossa vida. As pessoas ficam preocupadas: “aquele velho”, aquele “velhinho”… Muitos não gostam de ser chamados nem de senhor. Mas foi entre as décadas de 70 e 80 que apareceu uma terminologia para identificar uma pessoa com mais de 60 anos em países em vias de desenvolvimento, e com mais de 65 em países desenvolvidos. Mas há a divisão por idades: primeira, segunda e terceira, mas agora já temos até a quarta idade e inclusive a quinta idade, os centenários estão aí demonstrando isso. Mas o certo mesmo é chamar de velho, mas essa palavra é carregada de preconceitos, por isso todo mundo evita ser chamado de velho, mas aqueles que estão conscientes de sua condição não têm receio.

EmpautaUFS: Justamente sobre a imagem pejorativa da velhice que há na nossa sociedade… o que se pode fazer para reverter essa imagem?

Noêmia Lima: É o que está sendo feito atualmente, pois antes o velho ficava no asilo, na cadeira de balanço. Esse estereótipo de velhice que temos ninguém quer assumir. Mas com aumento da população idosa, com o envelhecimento do Brasil, tudo isso devido ao avanço da tecnologia, da medicina, das comunicações, a gente hoje tem uma qualidade de vida diferenciada, pelo menos na parte urbana. Com isso o idoso passou a parecer, não só de forma quantitativa, mas também qualitativa. O idoso é um cidadão, a única diferença que tem em relação ao jovem é quantidade de anos que ele carrega, mas com isso ele já ganha experiência. O caminho é o idoso assumir seu protagonismo, assumir seu papel como cidadão de direito. Mas se o idoso não assume sua idade, não começa a exercer seu papel de sujeito nessa história ele passa despercebido.

EmpautaUFS: A senhora já comentou que o próprio idoso fica inativo, mas o que se pode fazer para que o próprio idoso previna essa inatividade?

Noêmia Lima: Muitos idosos já podem ser chamados de “aposentados ativos”, pois muitos aposentados se mantêm no emprego, até porque muitos deles sustentam as famílias, são provedores; muitos inclusive só saem do trabalho por causa da chamada ‘expulsória’, pois a lei que pessoas a partir de 70 sejam ‘convidadas’ a deixar seu trabalho, pois pela lei, é proibido pessoas nessa faixa etária continuarem a trabalhar. Apesar de que ainda há uma parcela de pessoas nessa faixa etária que alegam já ter trabalhado muito e não querem saber mais de trabalho. Mas ainda há outros que tem outros projetos de vida, pois se você não tiver nenhum projeto de vida, aí sim você fica inativo e dependente. O que é pior, com a inatividade e a dependência, em pouco tempo, o idoso morre.

EmpautaUFS: A senhora comentou há pouco instante a mudança na pirâmide da população, segundo o IBGE “a projeção estatística é de que, em trinta anos, a proporção de idosos brasileiros, isto é, passará de 7,8% da população para 15%”. A senhora acha que um país como o Brasil está preparado para receber esse contingente de idosos?

Noêmia Lima: Não, nem está hoje, pois nem o Estado, nem a sociedade, nem a família se preparam para receber esses idosos, não há políticas públicas nessa área. Até porque, pro exemplo, o que a Europa envelheceu em séculos, no Brasil, em 30 décadas isso se transformou, por isso ninguém sabe lidar com esses idosos decorrentes desse processo, ou seja, diminuíram as taxas de natalidade, de fecundidade e de mortalidade, ou seja, nem nasce, nem morre, logo a população envelhece, essa é a chamada ‘transição demográfica’. E aí não tem um programa de políticas preparadas para atender a esse contingente que cresce a cada dia, então o que precisamos é correr atrás, os próprios idosos devem estar envolvidos nesse processo.

EmpautaUFS: Em entrevista a uma revista em São Paulo, uma senhora declarou: “A idéia de que velho não aprende, é resmungão, é conservador, não tem desejos, tudo isso vem de fora pra dentro, mas acaba criando uma passividade em muitos idosos”. Eu queria que a senhora comentasse sobre essa ‘passividade’ dos idosos…

Noêmia Lima: A sociedade acaba incutindo no próprio idoso que ele é incapaz, aí você já fica com tanto receio de envelhecer, é tanto que as pessoas quando começam a envelhecer já começam a negar a idade. É esse jogo perverso da sociedade que te intimida a dizer sua idade. Só não envelhece quem já morreu, quem não quiser envelhecer tem que morrer, essa é a lei. O problema é todo esse preconceito, esse pejorativo é que fazem as pessoas não assumirem sua velhice, e que também tenham respeito, por que muitas coisas são negadas só porque você é velho. Mas hoje em dia isso já está um pouco diferente, pois com as leis, com o estatuto, o idoso passa a lutar pelos seus direitos, pois a sociedade está compreendendo o que é velhice, o idoso pode ter orgulho e mostrar a experiência que tem.

EmpautaUFS: Não só o jovem consegue aprender, o idoso também. Por falar nisso… há quanto tempo tem a Universidade Aberta à Terceira Idade (UNATI)?

Noêmia Lima: Primeiramente o projeto surgiu lá no Paraná, na década de 80, hoje já temos mais de 200 projetos em todo Brasil. Aqui na UFS, o Núcleo de pesquisa e ação da terceira idade foi implantado em 1998, antes era só com atividades de extensão, aí em 2002, foi implantada em 2002 a UNATI. O projeto consiste em pedir vagas para os 108 alunos,  atendidos pelo projeto a cada semestre em disciplinas de 38 departamentos, as quais os idosos podem cursar, acumulando os créditos, para que, quando passem no vestibular (a única forma de acesso à graduação no Brasil) possam se formar, apesar de muitos nem quererem se formar, muitos só querem conhecer novas áreas, até porque 35% deles já tem alguma graduação.

EmpautaUFS: Mas esses ‘calouros’ recebem alguma orientação dentro do ambiente acadêmico?

Noêmia Lima: Sim, pois esse é um ambiente novo para muitos deles, nosso núcleo visa orientá-los, até por isso nós disponibilizamos algumas bolsas para estudantes de diversas áreas (Serviço Social, Direito, Medicina, Enfermagem…), para que os novos estudantes sejam atendidos por várias áreas de conhecimento.

EmpautaUFS: E eles já têm centro acadêmico?

Noêmia Lima: Sim, inclusive eles estão lutando para que tenham um vestibular só pra eles, mas em sua última tentativa, a assessoria jurídica da universidade deu um parecer não favorável.

EmpautaUFS: E quais as principais atividades realizadas pelo núcleo e por esses estudantes?

Noêmia Lima: Nós participamos sempre de encontros, inclusive nacionais, e fóruns, o próximo é aqui na UFS, no auditório CECH (Centro de Educação e Ciências Humanas), previsto para o dia 02 de Dezembro. Espero te ver lá

Bem vindo Audiovisual

Posted in Cultura, Extensão, UFS by micheletavares on 15/04/2009

A expectativa da mudança do curso de Radialismo para Audiovisual no Mercado de Trabalho Sergipano.

 Por Marta Olívia e Andreza Lisboa

Entrada do Núcleo Digital Orlando Vieira por Marta Olívia

Entrada do Núcleo Digital Orlando Vieira por Marta Olívia

 

Acolhendo a solicitação do Programa de Apoio a Planos de  Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI), alguns cursos tiveram sua grade modificada e outros simplesmente foram substituídos nos últimos anos no Brasil. Esse é o caso do curso de Comunicação Social com habilitação em Radialismo, da Universidade Federal de Sergipe (UFS) que foi substituído pelo curso de Audiovisual.

Dentro desse panorama está a extinção do curso de Radialismo em virtude da criação do curso de Audiovisual que surge da idéia de acompanhar as novas tendências nacionais sentidas nas grandes universidades do Brasil. Liderada pela Universidade Federal de São Paulo (USP) a mudança do perfil da habilitação em Radialismo tem como foco alcançar as produções, da qual é chamada hoje mundialmente de Novas Mídias. Diante dessa perspectiva, essa mudança da habilitação contemplaria então as diversas mídias e gêneros agora existentes: cinema digital, televisão de alta-definição, TVs educativas e comunitárias, rádios on-line, educação a distancia, divulgação científica, comunicação institucional, dispositivos móveis de comunicação, Internet 2, Telemedicina.

Esse projeto de mudança do perfil do Radialismo para audiovisual desencadeou diversas pesquisas e estudos. Baseado no plano de diretrizes curriculares aprovado pelo Ministério da Educação (MEC) e nas grades de todas as universidades que possuem o curso de audiovisual no país, esse novo perfil foi criado de acordo com a realidade estrutural e as necessidades da UFS, mas foi centrada principalmente em duas grandes universidades, a Universidade Federal de Brasília (UNB) e a USP. Mesmo levando em consideração todas as dificuldades da instituição, a grade tem como “espinha dorsal”, disciplinas práticas e teóricas desenvolvidas com sucesso nestas instituições diante do mercado de trabalho nacional.

De acordo com professora do Departamento de Comunicação Social da UFS, Lílian França, a grade curricular da UFS está bem planejada e articulada com as demais instituições. “A hora é muito boa para se trabalhar na área de audiovisual em todo território brasileiro, principalmente no estado de Sergipe, onde tem apresentado um crescimento muito significativo nas produções independentes”, defende. Além disso, Lílian também ressalta a necessidade de criação de um mercado local para o audiovisual. “A produção do estado em audiovisual é muito boa e o mercado vem se mostrando bastante amplo e necessitado de profissional com determinadas especialidades na área”, comenta.

A mudança…

O perfil do curso de Radialismo foi mudado  justamente

Professor Jean Fábio Borba por Andreza Lisboa
Professor Jean Fábio Borba por Andreza Lisboa

para alcançar diversas áreas que estavam sendo desenvolvidas em outras entidades, e que o curso de Radialismo não tinha condições de contemplar. Mas como toda mudança, essa implantação de novos cursos deixou várias indagações. Uma delas se estabelece em relação à produção. O curso de audiovisual é voltado para a produção midiática, isto é, qualquer tipo de produção feita com aparelhagem tecnológica, de pequeno a grande porte, com objetivo de veicular mensagens simbólicas como forma de comunicação.

Mas será que a Universidade Federal de Sergipe está preparada para receber a demanda de novos alunos ávidos para ingressar no mercado e na dinâmica da produção audiovisual? Segundo um dos professores responsáveis pela criação do novo curso, Jean Fábio Borba, os alunos terão muitas dificuldades e uma delas, será a falta de estrutura tecnológica. “A expectativa no sentido do que o aluno pode esperar do curso, vai esbarrar na questão da distribuição das disciplinas entre o quadro de professores e da falta dos equipamentos. Existe um projeto de licitação para adquirir novos materiais, mas por enquanto nós estamos brigando por esses equipamentos”, declarou o professor.

Embora a fundação dos novos cursos no Departamento de Comunicação Social da UFS tenha sido vinculada e extraída a partir da existência de um complexo de comunicação, a falta dele implicará certamente na formação dos alunos. A formanda da turma de 2009/1 do curso de Radialismo, Camila Araújo, relata que faltou um maior aparato tecnológico e que isso condenou a possibilidade de aprimorar seus estudos e a técnica da profissão. “De fato, é uma mudança de curso interessante, tendo pontos positivos e negativos. Minha formação acadêmica, por exemplo, não foi horrível, mas poderia ter sido melhor, levando em consideração a não atuação desse complexo’, comenta.

Prováveis parcerias

Coordenadora do NPDOV Maíra Ezequiel por Marta Olívia

Coordenadora do NPDOV Maíra Ezequiel por Marta Olívia

No meio desse cenário da comunicação aqui em Sergipe, podem-se notar algumas contradições. Em 2006, foi criado o Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira (NPDOV), integrado à Rede Olhar Brasil, fundado em parceria com a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura e com a Prefeitura Municipal de Aracaju, a fim de apoiar a produção independente local. O núcleo é uma das 11 unidades em todo o País que integra o Programa Rede Olhar Brasil, do Governo Federal. O mesmo disponibiliza cursos de formação e capacitação em audiovisual, oficinas, cineclubes, mostras, fórum, workshops, dentre outros.  Salas de aula, DVDteca, ilha de edição de vídeo, ilha de edição de áudio, laboratório de fotografia e sala para preparação de atores e vivência, compreendendo a estrutura física do local.

Por se tratar de um estabelecimento público, o núcleo digital possibilita que pessoas interessadas e com certo conhecimento da área desenvolvam lá os seus projetos. Para a coordenadora pedagógica do NPDOV, Maíra Ezequiel, o núcleo é um lugar de fomento à tímida produção local. “A demanda que já existe demonstra que as pessoas têm vontade de fazer e produzir cada vez mais”, diz Maíra. Então, levando em consideração a ausência de um complexo de comunicação dentro da UFS, por que a universidade ainda não sinalizou nenhum interesse em buscar parceria com o NPDOV, uma vez que este também se trata de um investimento do Governo Federal?

Cabe ressaltar que outras parcerias já foram negociadas

Laboratório do FREMIR na UFS por Andreza Lisboa
Laboratório do FREMIR na UFS por Andreza Lisboa

com a UFS, a exemplo do canal de televisão da Rede Aperipê (do Governo do Estado) e o canal a cabo TV Caju. Além disso, existe uma clara tentativa de amenização da falta desse complexo na UFS com projetos desenvolvidos dentro da instituição, a exemplo do FREMIR, um projeto semindependente de animação produzido por alguns alunos da própria universidade.

Mas qual o motivo de ainda não ter sido feita uma união entre essas duas instituições, já que o núcleo é um espaço aberto para a busca de estudo e criação nessa área?

O núcleo de produção digital serviria como laboratório para esses alunos tão necessitados de um aparato tecnológico. “Tudo aqui é público. O espaço possui cinco ilhas MAC toda equipada, a melhor estação de edição, sem burocracia nenhuma A única burocracia é que traga um simples oficio pedindo a utilização”, explica Maíra. E, acrescenta: “Para quem precisa de áudio, tem sete ilhas MAC também em outro local, o máximo que vai precisar mostrar é que sabe usar os aparelhos”.

Não existem, ainda, turmas formadas em audiovisual no Estado, o que existe é uma demanda de profissionais independentes, ‘amadores’ e alguns profissionais especializados vindos de fora do Estado, atuando hoje no mercado de trabalho sergipano.

A idéia de que a universidade seja um local de troca e aperfeiçoamento de conhecimento, pode estar um pouco ultrapassada, mas é necessário buscar sempre fontes extras curriculares para suprir algumas necessidades surgidas no caminho da formação profissional. A grande sacada do momento é buscar fontes alternativas de conhecimento, ser criativo e ‘ficar de olho’ nas novas tendências de mercado e de aperfeiçoamento. Fica ai a dica!

 

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O REUNI é um programa do governo federal no qual tem um investimento de R$ 64 milhões para custeio com manutenção, pessoal, funções gratificadas e cargos de direção e, ainda, investimento de R$ 81 milhões em novas obras, recuperações e equipamentos, além da contratação de 344 novos professores e 447 servidores técnico-administrativos em todas as universidades brasileiras. É um projeto para ser executado no período de 2008 -2012 e que estabelece também a criação de novos cursos e novas assistências pedagógicas para todo o sistema acadêmico brasileiro.

Rádio UFS apresenta planos de melhoria para 2009

Posted in Extensão by micheletavares on 17/12/2008

Estrutura fisica da Rádio UFSPor Rebeca Rocha, Thayza Darlen e Uiliane Macedo

A Rádio da Universidade Federal de Sergipe (FM 92,1) funciona em caráter experimental, desde março do corrente ano, baseada na Legislação das Rádios Educativas. Inicialmente seu projeto foi pensando apenas na comunidade do bairro Rosa Elze, mas seu alcance já inclui Aracaju e cidades vizinhas.

Entretanto, sua estrutura limitada de 130 Watts, ainda não permite o funcionamento em alguns bairros aracajuanos. Seu sinal é irregular, mas, segundo a coordenadora de programação da Rádio UFS, Juliana Correia, tudo isso é fruto do processo de expansão da emissora. “A Rádio UFS ainda funciona em caráter experimental, mas estamos caminhando para uma melhoria até março de 2009”, afirma.

Em fase de testes, o veículo se estrutura com uma programação eclética no campo musical, com destaque para as músicas de artistas sergipanos a cada 30 minutos. A programação é preenchida por spots de utilidade pública, como o ‘UFS Responde’, ‘Minuto Saúde’, além de programas ligados ao Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) contra a exploração sexual, e também alguns quadros das duas mais conceituadas emissoras universitárias do país: a Rádio da Universidade de São Paulo (USP) e a Rádio da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Durante o período da manhã o ouvinte pode contar com um momento cultural, previsão do tempo, notícias da universidade e informações sobre economia. Durante a preparação dos vestibulandos, foram veiculadas dicas para a hora da prova e mais recentemente o gabarito do vestibular.

A rádio funciona durante 24 horas. “Além do nosso sistema de automação ser um dos mais modernos do país, não vale a pena desligar o transmissor, então deixamos ligado todo o tempo.”, diz Juliana. Os alunos graduados em Comunicação Social – Habilitação em Rádio/TV pela UFS, Glória Maria, Marcones Dantas, Luis Eduardo Oliveira, Daniela Barbosa e Kel Santos formam a equipe da rádio. Por possuir caráter educativo a legislação da emissora não legitima a veiculação de comerciais. “Pretendemos conseguir verbas com a divulgação de apoios culturais para arcar com dívidas de materiais em pequena escala”, revela a coordenadora.

A divulgação oficial da emissora ainda não foi feita e apenas o marketing viral, famoso boca a boca, vem sendo utilizado. Segundo Juliana, somente quando for definido o caráter definitivo da Radio UFS, soluções em comunicação como outdoors e links na internet pretendem ser utilizadas para tal fim de divulgação.

Com relação à participação efetiva de alunos dos diversos cursos, ela também salienta que deverão ser examinadas propostas mediante a apresentação de editais que serão analisados a cada três meses. “Dessa forma, conseguiremos sistematizar e organizar o processo”, explica. Alunos do curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo também deverão enfrentar o mesmo processo. Embora devam ser ofertadas algumas bolsas por meio de seleção.