Técnica de Produção, Reportagem e Redação Jornalística

Dilma Rousseff

Posted in Perfil, Política, Uncategorized by micheletavares on 13/12/2010

A sagaz e afável presidente do Barsil

Por Valldy de Cruz

Nascida Dilma Vana Rousseff, em Belo Horizonte, no dia 14 de dezembro de 1947, aos 62 anos, uma mineira, será a primeira mulher a governar o Brasil. Dilma Rousseff é filha de uma professora brasileira e de um empresário, advogado e empreendedor do ramo imobiliário, um imigrante búlgaro. Formada em Ciências Econômicas, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 1977. É mãe de Paula Rousseff Araújo e acaba de ganhar um neto, o pequeno Gabriel. Agora assume a presidência na primeira eleição que disputou.

Uma mulher no Palácio do Planalto para fazer história. É o desfecho de uma trajetória cheia de altos e baixos que começou ainda na juventude. Dilma foi educada em escolas tradicionais da capital mineira, mas começou a fazer política ainda na adolescência. Em 1964, quando os militares derrubaram o presidente João Goulart, optou pela luta armada contra a ditadura. Foi perseguida e obrigada a viver na clandestinidade. Nesta época, conheceu o advogado gaúcho Carlos Franklin Paixão de Araújo, com quem viveria por 30 anos.”Tão nova, já dedicada totalmente a uma luta política. Sua inteligência e sua beleza me encantaram. Foi amor à primeira vista.”, confessou o ex-marido que é considerado o melhor amigo da futura presidente, dias após Dilma ser eleita presidente do Brasil. Depois de sair da prisão, Dilma foi para Porto Alegre morar junto com os pais de Carlos Araújo. Enquanto esperava pela libertação do amado, ela retomou a vida e voltou a estudar.

A mulher que enfrentou a prisão assumiu novos desafios. Teve uma filha. No final da década de 1970, ajudou a fundar o partido político PDT, de Leonel Brizola. O primeiro cargo público foi na prefeitura de Porto Alegre como Secretária da Fazenda. O ex – governador do Rio Grande do Sul, Alceu Collares, fala sobre a postura de Dilma. “Ela sempre teve uma presença muito forte, por isso confundem que ela é agressiva. Ela não é agressiva, é uma mulher de convicções. E é extremamente exigente”.

Na caminhada rumo ao Palácio do Planalto, Dilma se mudou para o PT. Colaborou na formulação do programa de governo do presidente Lula e foi a primeira mulher a assumir o Ministério de Minas e Energia. No escândalo do mensalão, em maio de 2005, assumiu a chefia da Casa Civil, no lugar de José Dirceu e se transformou na principal figura do Ministério. “Eleger a Dilma não é uma coisa secundária para o presidente da República, é uma coisa prioritária na minha vida neste ano”, disse o presidente Lula, durante a campanha eleitoral.

Escolhida como sucessora do presidente Lula, Dilma teve que enfrentar um novo revés.

O câncer no sistema linfático não afastou a petista dos compromissos de campanha. Ela conciliou a agenda política com sessões de quimioterapia no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo e em hipótese alguma falou em abandonar a candidatura.

A nova presidente do Brasil terá que enfrentar desafios. Na vida pessoal a missão é a de ser avó. Em setembro, quando o neto Gabriel nasceu, no papel de avó-coruja, a candidata petista à Presidência não escondeu a emoção: “Vários amigos disseram que a gente fica meio bobo. O que tenho a dizer hoje para vocês é que estou boba”.

No cargo mais importante do país, substitui um presidente que bate recordes de popularidade. Dilma terá como missão o enorme desafio de manter uma boa relação com Lula, sem perder a independência que a presidência exige.

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Uma ponte para as incertezas

Posted in Política by micheletavares on 04/11/2010

Foto: Deivson Mendes

Por Deivson Mendes Santos

“Poucas obras públicas no Brasil foram tão bem projetadas e avaliadas como a Ponte Construtor João Alves”, essa é a frase pronunciada pelo Engenheiro e doutor Gilson Corrêa para definir toda a infra-estrutura e justificar seu dimensionamento, que tem sido de motivo de polêmicas.
O engenheiro e fiscal de obras do Departamento de Estradas e Rodagem – Sergipe  (DER-SE), José Augusto, explanou sobre os benefícios de valorização e  desenvolvimento que a ponte Construtor João Alves trouxe para a região:  “Proporcionou a ampliação do número de condomínios até mesmo a 500 metros  da ponte, um concluído e dois em fase terminal de construção, com apartamentos avaliados em R$ 100 mil; e, também, outras formas similares de habitação, como os loteamentos de Barra dos Coqueiros á Pirambu, que dispõem de hotéis e resorts, entre eles o Star Fish, por exemplo, contribuindo para o turismo local, à começar pelo vertiginoso fluxo de turistas pela praia de Atalaia Nova”.

Para o engenheiro, era uma das soluções para que se evitasse o inchaço populacional da capital, fazendo analogia ao município de Nossa Senhora do Socorro, que se tornou bem mais populoso nos últimos anos em decorrência de sua proximidade e grande ligação com Aracaju. Segundo ele houve redução significativa de tempo, estimado em dez minutos, para quem vai do centro de uma cidade á outra de automóvel. Reconhece também a importância que o transporte fluvial, os “tototós”, ainda tem para a população, especialmente para os comerciantes de Barra dos Coqueiros.

Mas, apesar de considerar os avanços significativos que a ponte trouxe para a região, a população local tem se manifestado à respeito de situações desagradáveis e inseguras que passam quando transitam por esse trecho. Queixam-se, por exemplo, do dispositivo estabelecido para separar as vias, bem como o de contensão de depósitos, localizadas na base da extremidade limítrofe da pista de veículos ao espaço do pedestre e ciclista. Para os mesmos, o que comumente chamam de “mureta central” é de altura tão excessiva que impede a melhor mobilidade de quem possui limitações motoras, idosos, deficientes e pedestres em geral, incluindo dona Maria Ortência Santos, que alega ter se machucado na travessia para a pista principal e auxiliar, localizada na extremidade oposta. Disse ter comunicado aos vereadores da câmara municipal de sua cidade, Barra dos Coqueiros, mas, não teve nenhuma resposta até o momento.

À respeito disso, o fiscal do DER-SE define que: “a concepção de uma ponte, não é pra passar de um lado para outro… o pedestre que faz a opção: ir somente de um lado, que é o lado direito, quem vem de Aracaju pra Barra dos Coqueiros. A ciclovia é do lado esquerdo no mesmo sentido. O problema é que um lado foi projetado para ser passeio e o outro ciclovia, porém, hoje, com a falta de orientação, não há uma diferenciação clara uma da outra, ou seja, pedestres e ciclistas dividem o mesmo espaço, forçando-os à esta situação. Há algum tempo atrás foi sinalizada, mas, algum anônimo retirou as placas orientadoras”.

O comandante da Companhia de Polícia Rodoviária Estadual, unidade federativa Sergipe (CPRv-SE), O major Fábio Rolemberg salientou: “existiam lacunas nesse barramento para situações de emergência nas quais o motorista poderia fazer possíveis desvios se estivesse em situações de perigo com algum carro desgovernado e coisas do tipo. O pedestre poderia utilizar essa via para transitar tranquilamente. Só que gera um problema porque agente (CPRV e DER-SE) teria que fazer (construir) um retorno, já que os inconseqüentes do trânsito resolvem mudar de pista para adiantar seu lado ou até mesmo voltar o caminho, comprometendo aquele que vem corretamente em sua mão”.

Há ainda uma contradição: quando os pedestres cruzam a pista para utilizar o serviço de ônibus em um ponto estabelecido em ambas as extremidades, se deparam com a mesma ‘mureta central’ e lateral estruturadas desde a ponte à sua continuidade fora desta. Logo, a justificativa do doutor José Augusto não é mais legitimada pela finalidade classificada pelo mesmo como “desnecessária”, pois, é estabelecida legalmente uma população local nas proximidades da Construtor João Alves. Porém, nesse caso, está enquadrada numa rodovia estadual, e é esta a alegação da SMTT da Barra dos Coqueiros, na qual em sua atribuição sinaliza com uma placa de parada de ônibus da linha, antecedendo o direito do cidadão transitar de um lado á outro da pista para utilizar o transporte coletivo licitado na administração pública que a mesma empresa regulamenta e fiscaliza, todavia, á nível municipal.

O diretor desse órgão e sargento da CPRv, Renilson Santos diz: “Barra dos Coqueiros não tem receita e recursos suficientes para suprir e administrar a rodovia, caso contrário, já teria se antecipado e livrado desse tipo de situação a população, principalmente aquela local da ponte”. Foi taxativo pelo que sua concepção delegava como o responsável: “a culpa é do DER-SE que consentiu na execução do projeto sem atentar para os pedestres e ciclistas, como também às pessoas que já moravam no local anterior e posterior à ponte, e que precisariam pegar um transporte para o seu trabalho ou para o seu lazer. Para eles (DER-SE), a população, estabelecida ali muito antes da elaboração e execução do projeto, que se virasse para morar em outro lugar. Acharam que a ponte seria feita apenas para motoristas”.

O diretor da SMTT citou o que segundo ele são algumas de suas solicitações: “È necessário implantar o dispositivo de botoeira para que seja acionado o transporte coletivo; segmentar a “mureta central” em 3 metros por intervalo, o equivalente á dimensão de uma faixa de pedestre, que também é recomendável. Assim, no geral, possibilitar ao cidadão um trânsito tranqüilo e seguro”.

A imprudência de alguns motoristas tem preocupado a população que mora no começo da ponte, em Barra dos Coqueiros. Tangente à sinalização, doutor Augusto disse: “Após dois anos de inauguração, o Departamento Regional de Trânsito (DRT) fez uma revisão geral, trocou todos os refletores que estavam quebrados. O caso é que muitos motoristas não respeitam o máximo o permitido e sinalizado para esse tipo de via, que é de 60 km/h, com a redução para 40 km/h em curvas e no final da ponte, em sentido Barra dos Coqueiros-Aracaju e vice-versa”.

Pedro Santos é funcionário da empresa de transporte coletivo Progresso, na função de cobrador, há três anos. Atualmente, Paulo Bento dos Santos é motorista no mesmo ônibus e rota desta empresa, com nove anos de serviço. Ambos concordam quanto a importância da ponte, mas, ressaltam a situação de perigo que se encontra o pedestre no momento que cruzam inesperadamente com ciclistas, muitos em alta velocidade e em trechos sinuosos. Frisou a insustentável situação quando se deparam com carroças em curvas, e às vezes sem poder desviar para não provocar outro acidente. Para o motorista, a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT ) não cumpre com o papel de fiscalização.

O diretor de transporte Público da SMTT de Aracaju, Orlando Sérgio, diz que não é da competência do órgão fiscalizar trechos da ponte, e sim, do Estado, em um tom diretamente conclusivo e sem mais detalhes. Já o diretor da SMTT de Barra dos Coqueiros foi bem incisivo: “embora não esteja mais sinalizada, devido às deteorizações, na Ponte Construtor João Alves não é para passar carroça nenhuma. È proibido! Só em casos esporádicos onde haja uma festa, cavalgada e eventos dessa natureza. Assim, a CPRv seria imediatamente comunicada para fazer um policiamento especial.”  

O processo de revisão e avaliação, que deve obedecer ao prazo mínimo de cinco anos, foi inicialmente realizado dois anos após a inauguração. Sendo feito o último ano passado, quando houve o trabalho de monitoramento e guarnição na incumbência da empresa LSE ltda, de São Paulo, sob a orientação do agora consultor Gilson Corrêa, e fiscalização do doutor José Augusto, do DER-SE, que caracterizou como “excelente em condições técnicas. Ela atende mais diretamente á toda a população de Aracaju, Barra dos Coqueiros, Pirambu, Jatobá, Japaratuba, e, indiretamente, à algumas outras cidades próximas. Muitos, inclusive, pra evitar grandes trechos da BR, trafegam pela ponte.

Todavia, não é isso que argumenta o comandante da CPRv de Aracaju: “Se hoje a Construtor João Alves apresenta esses dilemas, imagine a ponte Joel Silveira?”, descrevendo esta última como uma via de condições que deixa muito a desejar: “Não tem acostamento e possui um passeio pequeno. Também tivemos problemas com animais na pista, colocando em risco a vida de motoristas. Por isso, estruturalmente, eu acredito que não apresenta um estado aceitável, ainda”, disse.

Em suma, pelo relato de cidadãos – que cumprem com seus deveres e solicitam a garantia dos seus direitos – de municípios da região, a ponte Construtor João Alves trouxe significativos benefícios para a região. Mas, ainda falta iniciativa e investimento para a adaptação do trecho que lhes possibilite transitar com segurança. No que se refere às respostas aos questionamentos, reclamações e sugestões, algumas instituições públicas não cumprem plenamente com seu papel, impondo dados técnicos generalistas e se escondendo atrás da burocracia administrativo-governamental. Convém frisar que a população aguarda resultados.

 

OUTROS PROBLEMAS

 Segurança

 “Por atos de vandalismo, os refletores são quebrados, diminuindo a iluminação, e comprometendo o motorista e pedestre”, afirma o funcionário da empresa Franca, Genivaldo Silva, responsável pela segurança da UFS, e ciclista que transita pelo local. E continua: “isso provoca insegurança de locomoção e acesso, já que têm sido cada vez mais freqüentes os assaltos no trecho, e não há policiamento suficiente, nem mesmo monitoração com câmeras”.

O major comentou sobre a fiscalização da rodovia, apontando a imprecisão da mensuração de velocidade: “Tinha um problema com as placas: 40 (km/h) no radar e uma placa de 60 (km/h), quando o certo era o mínimo: aí complica!”. Sugeriu, também, a possibilidade de instalar câmeras em alguns trechos da via, o que segundo ele onera pouquíssimos gastos públicos. Prometeu analisar a possibilidade de sinalização das vias de pedestre e ciclista, assim como reforçar o policiamento e vigilância, especificamente, sobre a ponte.

Tem espaço para todos na pista?

Foto: Deivson Mendes

A situação se agrava ainda mais porque não há nem mesmo guarda de trânsito  que oriente. Era proibido, por exemplo, o tráfego de animais e carroça. Mas, a    insistência de alguns influiu para que a exceção se transformasse em regra: “duas  pistas, 3,5 metros cada: mesmo que vá uma
carroça, ali não atrapalha. Você  ultrapassa a carroça como qualquer outro carro”, relata o fiscal do DER-SE. Já o  carroceiro José Carlos de Jesus, morador de Aracaju, que trabalha em Barra dos  Coqueiros diz: “Nós quer que todo mundo tenha seu espaço: o carroceiro, o  ciclista, o pedestre e o motorista”.  

Foto: Deivson Mendes

Sobre essa questão, o major Rolemberg destacou a importância de uma  terceira  faixa, que é tão comum em rodovias com essas características. “Acontece  o  seguinte: no tempo que eu cheguei aqui nesse setor a ponte já existia. Na minha  opinião, o pedestre deveria ter a faixa dele, assim como o ciclista, não muito  diferente o motorista ou outro meio de transporte alternativo de relevância”, diz  o major.Nunca chegou reclamação alguma aqui. As pessoas, em grande maioria,  não conhecem seus direitos e nem sabem a quem e onde recorrer. Porém, antes de  tudo, deveria ser feita a solicitação por parte do pedestre.A solicitação de que? De  retirar a mureta central e abrir intervalos no canteiro que delimita o espaço do pedestre e do ciclista. E ali, sobre aquele ponto (ponto de coletivo), poderia ser  aberto o intervalo. Eu tinha até pensado que fora feito.poderia ser  aberto o intervalo. Eu tinha até pensado que fora feito.


Tem ônibus em número e tempo suficientes para os cidadãos de Barra dos Coqueiros?

Foto: Deivson Mendes

No projeto da ponte está o lema “integração”. Logo, nesse sistema deve haver  uma proporção igualitária e indissociável dos pontos, ainda que em unidades  específicas, e do trajeto como um todo, incluindo o fluxo ao número de coletivos,  ou seja, igualdade de horário para todos os bairros de Aracaju, Barra dos  Coqueiros e região. Mas, alguns moradores se queixaram da demora e diminuição    da frota desse transporte em período noturno. Sobre o fato, o diretor da SMTT  alega: “sim, realmente há essa redução e maior tempo para atender essa demanda,  da mesma forma que ocorre em Aracaju e cidades vizinhas”, e reconhece: “Pode ser  melhorado muito mais. Estamos com o projeto de reformar e ampliar ao menos o  antigo e central terminal de coletivos”. Destacou a importância dos transportes  alternativos de automóveis: “Queremos regulamentar e gerenciar a cooperativa de  transportes alternativos, tanto do táxi bandeira como a da lotação, pela qual fazem rota Aracaju-Barra e vice-versa, e propor entre as duas cidades uma parceria nesse sentido”.

Acidentes

O comandante da CPRv relembrou os acidentes ocorridos por transgressão às normas estabelecidas.  Falou, ainda, sobre os acidentes que ocorrem nesse trecho, dando como causas as características da rodovia e as infrações cometidas pelos motoristas, e disse: “a pista é de aquaplanagem, se você freiar pode perder o contato e ter grandes chances de provocar um acidente, devido ao acúmulo de água com uma simples chuva, já que esta rodovia tem grande propensão para esse fenômeno …agente tá estudando a real necessidade do redutor de velocidade”. O diretor da SMTT de Barra explicou sobre essa anomalia na ponte: “como a construção se deu sobre um solo instável, com um tempo a estrutura foi cedendo formando lombadas, principalmente, no sentido Aracaju-Barra dos Coqueiros, como se fosse um “Tendão de Aquiles” para o pessoal DER-SE. Acredito que seja mais uma falta de interesse deles”.

ANO 2006

MÊS TIPO DE ACIDENTE VÍTIMA C/ LESÕES VÍTIMA FATAL
Setembro Colisão Traseira 00 00
Outubro Colisão Traseira 01 00
Novembro 00 00 00
Dezembro Colisão Frontal 02 00
Colisão Frontal 02 00
Colisão Frontal 01 00
Abalroamento Transversal 01 00
Abalroamento Transversal 01 00
TOTAL 07 ACIDENTES 08 Vítimas Lesionadas 00 Vítima Fatal

 

ANO 2007

MÊS TIPO DE ACIDENTE VÍTIMA C/ LESÕES VÍTIMA FATAL
Janeiro Abalroamento Longitudinal 01 00
Fevereiro Tombamento 01 00
Colisão Traseira 00 01
Choque Mureta 00 00
Março 00 00 00
Abril 00 00 00
Maio Colisão Traseira 00 00
Junho 00 00 00
Julho 00 00 00
Agosto 00 00 00
Setembro Choque Mureta 01 03
Colisão Traseira 00 00
Choque Mureta 00 01
Outubro Choque Mureta 02 00
Choque Mureta 02 00
Choque Mureta 00 00
Novembro Choque Mureta 01 01
Tombamento 02 00
Dezembro 00 00 00
TOTAL 13 ACIDENTES 10 Vítimas Lesionadas 06 Vítimas Fatais

 

ANO 2008

MÊS TIPO DE ACIDENTE VÍTIMA C/ LESÕES VÍTIMA FATAL
Janeiro Atropelamento de Pedestre 01 00
Fevereiro Abalroamento Transversal 01 00
Março 00 00 00
Abril Tombamento 01 00
Maio Choque Mureta 00 00
Choque Mureta 00 00
Junho 00 00 00
Julho Choque 00 00
Agosto Capotamento 01 00
Setembro 00 00 00
Outubro 00 00 00
Novembro 00 00 00
Dezembro 00 00 00
TOTAL 07 ACIDENTES 04 Vítimas Lesionadas 00 Vítima Fatal

ANO 2009

MÊS TIPO DE ACIDENTE VÍTIMA C/ LESÕES VÍTIMA FATAL
Janeiro Choque Mureta 04 00
Fevereiro 00 00 00
Março Colisão Traseira 01 00
Abril Choque Poste 00 00
Colisão Traseira 00 00
Colisão Traseira 01 00
Abalroamento Transversal 0 00
Maio 00 00 00
Junho 00 00 00
Julho 00 00 00
Agosto Choque Veículo 01 00
Setembro Choque 02 00
Outubro 00 00 00
Novembro Colisão Traseira 01 00
Choque Mureta 01 01
Dezembro 00 00 00
TOTAL 10 ACIDENTES 11 Vítimas Lesionadas 01 Vítima Fatal

 

ANO 2010

MÊS TIPO DE ACIDENTE VÍTIMA C/ LESÕES VÍTIMA FATAL
Janeiro 00 00 00
Fevereiro Colisão Traseira 02 00
Atropelamento de animal 00 00
Março Colisão Traseira 01 00
Abril Choque 01 00
Maio Choque 01 00
Junho Colisão Traseira 00 00
Colisão Traseira 00 00
Colisão Traseira 00 00
Julho 00 00 00
Agosto 00 00 00
Setembro Choque Mureta 01 00
Outubro      
Novembro      
Dezembro      
TOTAL 09 ACIDENTES 06 Vítimas Lesionadas 00 Vítima Fatal

Fonte: CPRv

SOLUÇÕES PROPOSTAS

O Major Rolemberg garantiu: “acionarei e cobrarei pessoalmente junto a SMTT da Barra dos Coqueiros e o DER-SE, ao qual estamos atrelados, tal qual assumimos o DETRAN (Departamento Estadual de Trânsito de Sergipe), a parte administrativa, à nível de solicitação de manutenção de via e até mesmo sinalização. Garanto, o mais breve possível, verificar essa situação e sanar ou, ao menos, minimizar esses problemas”, continuou.

O Sargento falou sobre suas perspectivas em relação á suposta “ponte do povo”, e se comprometeu á causa: “Já foram feitas dez audiências, inclusive, a última ocorreu no dia 03 de novembro, nas quais a SMTT de Barra dos Coqueiros moveu uma ação no Ministério Público do Estado de Sergipe para a cobrança das solicitações feitas ao DER-SE, requerendo condições mais seguras de tráfego nesse e em outros trechos críticos da rodovia. A promotoria do município está pressionando para que seja feito um acordo, em benefício da população”. Quando mencionado o prazo estimado para resultado do processo em justiça, de modo que a população acompanhe participativamente, o sargento reconhece: “Em si, a SMTT ainda não tem a autonomia necessária enquanto autoridade de trânsito dentro do município, e depende da atitude do DER-SE e do posicionamento do MPE-SE”.

 

VOCÊ SABIA?

Características Gerais

Sobre o rio Sergipe, com uma extensão de 1778 metros, largura nos vãos de aproximação de 22,4 metros e, na parte central, que é estaiada,  24,6 metros. Trecho da rodovia SE 449, dupla, disposta em duas pistas com sentidos de tráfego contrários entre si, possuindo uma barreira central de contingência para divisão, visando prevenir possíveis acidentes por invasão de veículos descontrolados por essas vias, dispondo, ainda, de um canteiro na base lateral.  A ponte Construtor João Alves foi construída com o intuito de ligar os municípios Barra dos Coqueiros e Aracaju. A primeira ponte estaiada do nordeste, que é semelhante à de Natal, Rio Grande do Norte, porém, com maior altura devido à atividade portuária

 Tempo de Construção e Orçamento

A obra foi iniciada em 24 de agosto de 2004, e em seu projeto houvera sido estipulado prazo de 24 meses até o seu término. Devido a variações climáticas que criaram condições anômalas nas propriedades de alguns materiais, o tempo foi estendido para mais dois meses, porém, apenas um mês a mais foi necessário, ou seja, a ponte Construtor João Alves foi concluída e inaugurada em 25 meses, em 24 de setembro de 2006. Por isso o orçamento de construção da ponte, avaliado em R$ 99 milhões entre reajustes e aditivo ao contrato, que inicialmente licitado para a empresa construtora acordada, somado à outros dispêndios extras, como outros serviços e materiais, elevou e onerou de 125 para R$ 140 milhões à receita da máquina pública.

 Onde dimensioná-la?

Inicialmente, tinha algumas alternativas na definição de sua localização. Uma das quais era na Corôa do Meio, mas, foi descartada já que a equipe técnica apontava a situação muito instável de entrada de barcos; outra era nas proximidades do Iate, também rejeitada porque congestionaria muito o trânsito naquela região de Aracaju, que já é complicado mesmo sem alguma ponte. Na continuidade da Avenida Barão de Maruim, rejeitou-se a idéia da mesma forma, em função do maior comprimento e complicação do tráfego interno de Barra dos coqueiros.

Quanto à Nossa Senhora do Socorro,  implicaria em maior extensão, ampliando custos e investimentos, como também afetaria a região do manguezal, provocando transtornos ambientais e complicando o projeto, já que seriam necessárias vistorias ainda mais detalhadas para licenças legais destinadas à tal fim. E, a alternativa mais viável, a melhor solução encontrada na época, foi o Bairro Industrial, que também levaria o tráfego pra uma região da Barra dos Coqueiros na qual o futuro movimento não seria afetado.

 Infra-Estrutura

A empresa EGP Engenharia foi responsável pelo projeto, na supervisão e gerência do engenheiro e professor-doutor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Gilson Corrêa, também, ex-funcionário do Departamento de Estrada e Rodagem, unidade federativa de Sergipe (DER-SE), e hoje, aposentado. Na execução, a Empresa Sulamericana de Montagem (ENZA), de São Paulo, sob a coordenação do Doutor José Augusto Marques Farias, atual Engenheiro e fiscal do DER-SE.

Só para se ter uma idéia, o volume de concreto que foi gasto na construção passa dos 45 mil metros cúbicos. A quantidade de aço utilizada, que passa das 700 mil toneladas, totaliza 6528 metros de comprimento.

A obra e suas perspecptivas

Durante determinada fase de construção, uma das pistas  estruturada passou á já ser utilizada como via de escoamento do tráfego . Para o engenheiro José Augusto: “Não apresentava risco algum, até mesmo para as pessoas que andavam pela pista à elas adequada, já que se tratava de uma via de menor movimento quando comparada às rodovias federais, mas, que a intenção é de longo prazo, como qualquer obra que se faz pensando no futuro, ou seja, há expectativas de que daqui a 10 anos ela suporte a demanda para qual foi projetada, que hoje supera as necessidades atuais. Essa situação se deve ainda pelo fato de ser final do mandato e ano de eleições, quando o então governador João Alves tinha pressa em terminar as obras”.

 

OUTROS PROJETOS

Os dois mais recentes são:

* Ponte Joel Silveira (Vaza Barris) – 1.080m de extensão, 14,20 de largura, ligando Mosqueiro (Aracaju) a Caueira (Itaporanga D’Ajuda) – Concluída e inaugurada em Março de 2010;
* Ponte Gilberto Amado (Rio Piaui) – 1.712m de extensão, 14,20 de largura, ligando Porto do Cavalo (Estância) a Terra Caída (Indiaroba) com investimento de mais de R$ 105 milhões, mas, ainda em execução.

 

Quem? Esse daí? Não conheço!

Posted in Política by micheletavares on 26/10/2010

O desconhecimento dos eleitores em relação aos presidenciáveis é preocupante.

Por Iargo de Souza

No dia 3 de outubro os eleitores brasileiros foram às urnas para a escolha de deputados federais e estaduais, governadores, senadores e presidente da república. Pela sexta vez desde o fim do regime militar o brasileiro pôde escolher aquele ou aquela que julga o mais capaz para governar o país. Um fato que chama atenção, nessas eleições, é a quantidade e a “variedade” dos candidatos à presidência, são um total de nove sendo sete homens e duas mulheres.

Vamos, então, às apresentações: Dilma Rousseff – Partido dos Trabalhadores (PT), Ivan Pinheiro – Partido Comunista Brasileiro (PCB), José Maria Eymael – Partido Social Democrata Cristão (PSDC), José Serra – Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Levy Fidélix – Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), Marina Silva – Partido Verde (PV), Plínio de Arruda Sampaio – Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Rui Costa Pimenta – Partido da Causa Operária (PCO), Zé Maria – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU).

Nessa miscelânea de candidatos, com suas diferentes propostas, é preocupante que grande parte dos cidadãos não os conheça, pelo menos não à maioria. A confusão começa justamente quanto à quantidade: “São quatro, não, são cinco, Dilma, Serra, Marina, Plínio, ‘Eysmael’, tem outro que não estou lembrando”, disse a estudante e eleitora Gabriela Souza, concentrando-se e contando nos dedos na tentativa de lembrar o nome de todos os candidatos. Um depoimento ainda mais curioso foi o da também estudante Ana Carolina que ao ver as fotos dos noves candidatos afirmava convicta que nem todos ali eram presidenciáveis.

A propaganda eleitoral gratuita é de extrema importância para a divulgação ou não da imagem dos candidatos. É claro que com o advento da internet o eleitor encontra outros meios de obter informação sobre os candidatos, o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por exemplo, disponibiliza uma quantidade considerável de informação a respeito dos candidatos. Além disso, encontramos informação nas suas páginas pessoais, como blogs de campanha, twitter, comunidades no Orkut, etc.

No entanto a lei de propaganda que determina que o tempo dos candidatos seja proporcional à legenda de seus respectivos partidos, deixa espaço às críticas tanto por parte dos partidos de minoria como também dos eleitores: “Se o tempo da propaganda fosse igual, o que eu acho justo, Marina estaria no segundo turno”, disse a estudante Gabriela, que também declarou que não mudaria o seu voto, mas que a o acesso a informação sobre as propostas dos candidatos através de uma distribuição igualitária no tempo da propaganda eleitoral mudaria o voto de muita gente.

O desconhecimento a respeito dos candidatos por parte dos eleitores levanta questões que vão além das eleições 2010. Por exemplo, se temos nove candidatos e os eleitores reconhecem apenas seis, cinco ou até mesmo três como no caso do taxista do centro de Aracaju Valdir Silva, paramos para pensar se o processo que ocorre é 100% democrático.  Temos liberdade para escolhermos qualquer candidato, mas se o eleitor não tem acesso à informação a respeito de todos os candidatos, talvez não esteja votando por convicção ou escolha, talvez o voto seja dado por ausência de opção. O que é mais estranho é que talvez os candidatos “desconhecidos” pudessem surgir como opção, no entanto do modo que o processo ocorre hoje, em que alguns candidatos podem contar suas histórias de vidas e outros não têm tempo nem para dizer seu nome e número, isso se torna inviável.

A “pompa” da propaganda acaba realmente influenciando o eleitor: “A gente visa os que têm mais chances de ir pro segundo turno”, disse a estudante de enfermagem Magdalena  que afirmou haver cinco candidatos e reconheceu quatro. É curioso que alguns candidatos não tenham seus nomes lembrados pelos eleitores, mas suas características ás vezes são. Para o taxista Júnior, por exemplo, o candidato Plínio é “aquele velhinho magrinho”, Marina Silva, para o autônomo Manuel é a “menina da Amazônia”, a estudante Patrícia reconheceu o candidato Levy Fidelix como “o cara que rasgava o jornal e beijava a bandeira ” e quando é apresentada a foto do candidato Eymael, sobretudo aos mais jovens, é comum eles cantarem o jingle da sua campanha. Essas peculiaridades trazem à campanha política um pouco de bom humor, mas a verdade é que não se deve brincar com o futuro do nosso país e o desconhecimento dos eleitores em relação aos candidatos pode por o Brasil numa gangorra que só desce.

Talvez seja tarde, mas saiba o básico sobre quem você votou ou deixou de votar:


A Bandeira do Descaso

Posted in Política by micheletavares on 26/10/2010

Os seguradores de bandeira refletem a situação trabalhista e a hipocrisia das propostas eleitorais

Por Liliane Nascimento

Inúmeros seguradores em passeata pelo centro de Aracaju. (Foto: Liliane Nascimento)

Ainda muito cedo Maria se levanta e escolhe uma roupa que julga apropriada para o calor: camiseta, short, chinelo de dedo e um mp4 para ajudar a passar o tempo. Bem diferente do militante típico ela não sai de casa por um ideal ou com um grito preso na garganta, até porque Maria não é uma militante, ela é uma seguradora de bandeira.

João tem menos de 20 anos, concluiu o Ensino Médio, mas não tem um emprego. Por não tê-lo ele é levado a segurar bandeira no período eleitoral, mesmo sem conhecer o candidato e suas idéias. Mal se aproxima a época das eleições, as ruas se enchem de marias e joões sem oportunidade que contrastam bem o tremular alegre das bandeiras.

Seguradores de Bandeira na Praça da Bandeira, Aracaju-SE (Foto: Egicyane Lisboa)

Os seguradores, em geral, trabalham mais de oito horas por dia, expostos ao sol e a chuva, necessariamente de pé, sem um local de descanso ou sequer um banheiro. Para suportar tantas horas eles recebem protetor solar, água e lanches que são servidos ali mesmo, no meio da rua. “As pessoas ‘pensa’ que [a gente] não faz nada, mas trabalha demais”, diz um dos joões que acrescenta chegar a sua casa muito cansado no fim do dia.

Karl Marx, em O capital, refere-se a um exército de reserva que, grosseiramente resumido, seria uma massa de desempregados que enquanto está disposta a sujeitar-se a péssimas condições de trabalho, por necessidade, permite a ampliação do capitalismo e o acúmulo de lucros. De acordo com o Doutor em Ciências Sociais, professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e pesquisador, entre outras, na área de sociologia do trabalho, Cristiano Wellington Noberto Ramalho, o exército de reserva está intimamente unido a capitalismo: “Os desempregados são a moeda do medo para quem não quer perder seu trabalho e que por isso aceita baixos salários. É a tradicional lei da oferta e da procura”.

Outro ponto que merece ser destacado é o número de jovens submetidos a trabalhos precários. “O primeiro emprego tornou-se um grande desafio para os jovens. Como boa parte pertencente às classes populares e detém baixa escolaridade, o subemprego acaba sendo sua única alternativa, seja para sustentar a si mesmo, seja para sustentar ou ajudar as suas famílias”, afirma o pesquisador.

Seguradores no intervalo para o lanche. (Foto: Egicyane Lisboa)

Toda exposição da juventude traz, além das tradicionais atenções com a dignidade humana, a preocupação com a perspectiva de futuro, diretamente relacionada ao que se aprende e ao que se produz na função. “Esse é um tipo de trabalho que não deixa nenhuma obra. Não gera riqueza e humilha as pessoas. É uma atividade que não produz um objeto (um prédio, um computador, uma arte, uma mercadoria), não transforma nada e por isso, ele é taxado de improdutivo. Ademais, revela uma face cruel: as campanhas políticas e vários políticos reforçam o subemprego e o trabalho precário, feito sob péssimas condições. Esses homens e mulheres – na maioria jovens – não aprendem nada ali que possa somar positivamente para seus currículos. Elas continuam no exército de reserva”, ressalta Cristiano Ramalho.

Nelson Rodrigues estava certo. É, novamente, o óbvio ululante. Nenhum candidato defenderia em campanha tais condições de trabalho sem ser rejeitado pela população, mas no escondido das praças e ruas mais movimentadas da cidade pessoas são reduzidas a mastros sem causar nenhum alarde. É o retrato da hipocrisia, ou melhor, das eleições.

O descaso está não só nas horas excessivas de trabalho e no ambiente desconfortável, mas também nos pagamentos abaixo do salário mínimo. O candidato ao governo do estado de Sergipe, nas últimas eleições, pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), Leonardo Dias desaprova a utilização de seguradores, pois segundo ele: “Este tipo de trabalho vai contra a dignidade humana” e que por essas imorais condições o PCB não utiliza seguradores de bandeira. “No caso dos grandes candidatos é uma forma de pressionar, pois as pessoas têm a cultura de votar em quem vai ganhar e essa onda de bandeiras pressiona muita gente”, conclui Leonardo Dias.

Há os que defendam esse improdutivo trabalho como uma oportunidade de emprego, há inclusive seguradores que votam nos seus bem-feitores por gratidão. Um dos coordenadores de campanha do Partido dos Trabalhadores (PT), ligado à corrente dos deputados Iran Barbosa e Ana Lúcia, David Barreto de Oliveira, posiciona-se: “Contratar seguradores sem um vínculo com o partido é uma forma indireta de compra de compra de voto”. Ele aponta para a divisão dos candidatos, em geral e também dentro do PT, em três linhas de atuação, os que não pagam seguradores, os que pagam apenas militantes e os que pagam indiscriminadamente.

Sua corrente acredita que o trabalho é importante para mostrar a força do candidato e dar visibilidade a ele, para tanto utiliza apenas seguradores voluntários. Ele considera a falta de banheiros um ato desumano, embora admita a presença de cabos-de-turma, um tipo de fiscal, que entre outras coisas checa se as pessoas estão realmente em pé.  O coordenador fala da importância de resgatar a militância como alternativa para ter autonomia e concretizar os projetos de campanha. “Se for para ganhar a eleição jogando nossos sonhos e nossa liberdade fora pelo mandato a gente não quer, a gente prefere perder”, afirma David Barreto.

Segundo o Dicionário Mor da Língua Portuguesa descaso pode ser definido como falta de atenção; inadvertência; pouco caso. Segundo as ruas e o dia-a-dia daqueles joões e daquelas marias, descaso pode ser um trabalho tão visível quanto escondido que atenta contra a dignidade, nada traz de produtivo para a sociedade, não acrescenta conhecimento aos que o executam e ainda manipula a arma democrática mais conhecida: o voto.

Jogo de gente grande

Posted in Política by micheletavares on 13/07/2010

Discutir política no Brasil é algo para poucos letrados, profundos conhecedores da dinâmica do processo eleitoral. Mais que uma simples sistemática de vitória por maioria de votos, os vários cargos que compõem o poder legislativo, por exemplo, na maioria das vezes são ocupados por políticos ligados a legendas partidárias fortes, ou seja, partidos de grande representatividade nacional. Diante de um modelo de democracia duvidoso e caótico, sobreviver na política obedece a uma lógica que não valoriza muito o caráter, a competência, o compromisso e a honestidade dos candidatos, qualificações estas que, a meu ver, seriam essenciais. Uma sobrevida política depende essencialmente do processo de alianças partidárias, que configuram o jogo de interesses e que infelizmente determinam o destino governamental do país.

Para as eleições 2010, cinco cargos entre os poderes executivo e legislativo estarão na lista de votação. Para os executivos (presidente e governador), a vitória é decidida por maioria simples de votos. Já para os cargos do legislativo (deputados federal, estadual e senador), o que vale mesmo é a força da legenda. Dependendo da representatividade que o partido tiver no cenário nacional, o número de vagas às cadeiras do plenário muda: quanto maior a força, maior o número de cadeiras reservadas àquele partido.

Esse sistema favorece o processo de alianças políticas uma vez que as mesmas se formam na tentativa de obter a maior quantidade de aliados em Brasília e nos Estados, pois uma gestão tranqüila é resultado direto do apoio que se recebe. A “mágica” eleitoral transforma o voto conferido ao candidato em voto do partido, ou seja, por mais que você esteja votando num determinado político, ele é computado como se fosse um voto no partido, prejudicando muitas vezes aqueles que são bem votados, mas que não estão filiados a partidos fortes, e favorecendo àqueles de caráter duvidoso, mas que estão integrados às legendas de destaque. Apoio político sempre acaba valendo mais que uma ficha limpa.

Atualmente, as coligações estão sendo formadas em torno dos partidos-chave para eleição deste ano. O PT da Dilma Roussef, que tem a sua campanha arquitetada e conduzida pelo todo poderoso presidente Lula, vê principalmente no PMDB e no PC do B grandes “amigos” para conseguir alcançar resultados positivos nesse pleito. Já do outro lado da esfera, José Serra (PSDB) se aproxima cada vez mais do DEM, aquele mesmo partido que há pouco tempo vivia uma crise interna devido às denúncias e investigações de corrupção envolvendo vários de seus integrantes. Ainda correndo por fora na disputa pela cadeira presidencial, Marina Silva (PV) se esforça para ganhar votos com seu discurso ambientalista, mas, segundo as pesquisas de intenção de votos, não ameaça os candidatos da dianteira que, curiosamente trocam acusações de deslealdade política entre eles mesmos, mas esquecem que este é um jogo que, por si, já é desleal com cidadão eleitor.

No caso sergipano a situação muda um pouco. Num estado marcado pela predominância de oligarquias no poder, como é o caso das famílias Franco e Alves, a disputa entre o candidato da situação, o petista Marcelo Déda, e o candidato da oposição, o democrata João Alves Filho, ganha mais um ingrediente: a provável aliança entre Déda e Albano Franco. Em Sergipe, a rivalidade nacional entre o PT e o PSDB não existirá, estando os dois unidos em prol da reeleição do candidato petista. Mas por que um candidato do PSDB se aliaria ao PT? Às vezes, perguntas sem muita lógica têm respostas bastante simples. O ex-governador de Sergipe, eleito nos pleitos de 1994 e 1998, é reconhecido pela inconstância partidária. Está do lado de quem está no poder, e como Déda tem, para essa eleição, o apoio da maior parte da massa legislativa, além do apoio de 68 das 75 prefeituras do estado, a sua reeleição é algo bastante provável. Para Albano Franco, o cenário é perfeito para que ele continue de mãos dadas com Déda e com os privilégios que essa aliança possa lhe proporcionar.

Muito embora haja um falso moralismo em torno das alianças partidárias, fundamentado na defesa de ideologias convergentes entre os aliados, o processo de articulação dos partidos não envolve os interesses públicos e sim os políticos. Numa nação com altas taxas de analfabetismo, a complexidade do processo eleitoral acaba por manipular os cidadãos que apenas figuram como peças numa disputa em que eles deveriam ser os donos do jogo. E a busca por alianças corresponde a uma das fases mais importantes desse jogo. Garantir aliados de força e prestígio é objetivo principal do período pré-campanha. Dividem-se os partidos e definem-se os currais eleitorais. Trabalha-se em cima da construção de um perfil salvador do político; cria-se a idéia do bem contra o mal. Tentamos optar sempre pelo melhor, mas às vezes não é o que conseguimos. Nas histórias infantis o mocinho e o bandido estão sempre bem definidos, mas, em se tratando de política, o difícil é saber quem é quem.

Alianças Descartáveis

Posted in Artigos, Política by micheletavares on 12/07/2010

Por Anne Samara Torres

Não diferente dos demais estados do Nordeste, Sergipe traz em sua história econômica e política a marca das velhas oligarquias rurais, que não bastasse controlar as principais atividades produtivas do estado, ainda se apoderou do poder político, legitimando, assim, seus interesses e decisões egoístas sobre a vida da população. Desta forma, essas oligarquias serviam-se da figura do Estado como se fossem suas donas, favorecendo “compadres”, parentes ou qualquer simpatizante e se aliando àqueles que lhes pudessem fortalecer.

Em âmbito nacional, essa situação não parece ter mudado praticamente em nada com o passar dos tempos. A criação de novos partidos, resultante de fragmentações partidárias, não significa necessariamente o surgimento de partidos que seguem linhas e interesses diferentes. É possível encontrar partidos a favor do capitalismo, do socialismo, dos trabalhadores, do meio ambiente, enfim, cada um defendendo sua bandeira e se aliando a outros que supostamente teriam os mesmos objetivos, mas o que geralmente acontece é pura troca de interesses e vantagens.

Muitos políticos mudam constantemente de partidos comprados por ofertas de cargos, de apoio financeiro em suas campanhas e muitos outros benesses e o mesmo acontece com as alianças partidárias, que acabaram se tornando descartáveis, à medida que só existem enquanto forem de interesse para as partes. É essa a relação entre os poderosos que governam nosso país e que caracteriza o oligarquismo nacional. E em Sergipe não poderia ser diferente. Por aqui é possível encontrar representantes da “oposição” aliados a líderes políticos locais, em troca de cargos, promessas de repasse de recursos financeiros e até mesmo por ajuda na construção de obras em municípios do interior.

No estado, dois grupos políticos (DEM-antigo PFL- e PSDB) ligados à fortes nomes locais (respectivamente João Alves e Albano Franco) controlaram por muito tempo o poder local, alternando-se no comando do estado e ajudando a eleger deputados estaduais e federais ligados a seus grupos. Atualmente, é o petista Marcelo Déda quem governa o estado, mas os tradicionais partidos continuam se perpetuando no poder chegando até a se aliarem a partidos adversários se isso lhes convir, porém sempre aliados de algum jeito ao governo estadual afinal, para eles, não se pode perder a chance de tirar proveito de qualquer que seja a situação.

As eleições deste ano para governador prometem uma disputa acirrada entre a experiência do ex-governador João Alves e as propostas do atual governador Marcelo Déda, que tentará a reeleição. Já em relação às alianças partidárias, há muitas questões a serem resolvidas, como a aliança de Déda do PT a Franco do PSDB, dois partidos opostos nas disputas presidenciais. Mas pelo desenrolar dos acontecimentos, parece que Déda não descartará ocasionais apoios peessedebistas, pelo menos não por enquanto.

Politiquês

Posted in Política by micheletavares on 09/07/2010

Até que enfim

Foi difícil, mas na semana passada o candidato à presidência da república pelo PSDB, José serra, finalmente conseguiu achar um vice para sua chapa. Depois de meses de especulações e dúvidas sobre a identidade do “felizardo”, eis que surge um nome: Índio da Costa. Para alguns uma escolha agradável, para muitos uma atitude desesperada.

O fato é que, com a recusa de Aécio neves em assumir a posição de vice na chapa e a ameaça do DEM em romper a aliança caso não fosse escolhido um democrata para ocupar a vaga, o candidato tucano não teve outra escolha a não ser ceder às pressões. Índio da Costa certamente não é um nome de destaque no cenário político nacional, sendo eleito vereador do rio de Janeiro por três vezes e, no último pleito, deputado federal pelo mesmo estado, mas dos males é o menor.

Mesmo tendo uma carreira política curta, José serra aposta no candidato democrata como um sinal de renovação e esperança para o país. Após perder a liderança nas pesquisas e retomar a dianteira, ele e Dilma agora estão empatados, protagonizando uma das disputas mais caras da história política democrática nacional. Com uma escolha tão inusitada, o que Serra quer mesmo é que o seu “escolhido” seja um amuleto de sorte na disputadíssima corrida presidencial.

Jogando sozinho

Albano Franco realmente é um caso para se analisar. Tão inconstante foi durante toda a sua vida partidária, sempre ao lado dos mais fortes, que dessa vez resolveu lançar um projeto político diferente para as eleições 2010. Vai disputar novamente uma vaga ao senado pelo PSDB, mas dessa vez, sozinho.

Depois de tantas especulações sobre a quem daria apoio na disputa pelo governo do estado, ele preferiu não se comprometer com ninguém. Naturalmente, estaria do lado do ex governador João Alves, do DEM, já que os seus partidos estão aliados nacionalmente, mas ele não esboçou nenhum interesse em seguir as regras do jogo. Muitos também apostavam numa possível aliança sua com o atual governador e candidato à reeleição pelo PT, Marcelo Déda, no entanto, mais uma vez ninguém acertou. Ele vai mesmo é entrar nessa disputa por conta própria.

Albano Franco ainda é um nome de muita força política. Mesmo estando sozinho, o candidato tucano, juntamente com Eduardo Amorim e Valadares, se destaca na corrida eleitoral ao senado. E alguém duvida que ele leve mais essa? Só nos resta esperar os resultados das eleições para sanar qualquer dúvida a esse respeito.

“Rôla Neles”

Quem pensou que ele não voltaria mais para o cenário político se enganou. Saiu na última segunda-feira, dia 05 de julho, na Convenção Estadual do Partido Republicano Brasileiro (PRB), que foi realizado na Escola do Legislativo, a relação dos candidatos que concorrerão nas chapas da eleição 2010. E entre eles, para deputado estadual, está o folclórico José Ribeiro, o Rôla.

Atual situação de Rôla. Créditos: Cesar de Oliveira (JC)

O presidente estadual do partido, José Oliveira, confirma a presença de Rôla, no lugar do ex-vocalista da banda Calcinha Preta, Daniel Dial, que hoje faz carreira evangélica.

O famoso candidato José Robeiro, ficou famoso por seu chavão: “É Rôla neles!” nas eleições de 2006, que na oportunidade por pouco não entrou na lista de eleitos para deputado federal.

O trocadilho continua, só falta confirmar se Rôla, um pouco mais velho, estará na ativa para essas eleições.

Segunda Marcha

Os candidatos à presidência do país não hesitaram e já passaram a segunda marcha para a corrida eleitoral. Para ganhar impulso nessa fase da campanha, tão logo já estão desenvolvendo a política do corpo-a-corpo na região Sul do Brasil. Desde o último dia 06, terça-feira, a petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra estão fazendo passeatas pelo Estado do Rio Grande do Sul, e a candidata Marina Silva inaugurou um comitê domiciliar na capital paulista.

A candidata petista, já soma mais de nove mil quilômetros rodados nessa fase de campanha, em segundo lugar vem José Serra, com poucos mais de oito mil e última Marina chegando à casa de 7800.  Essa etapa, muito importante, tende a ser de impacto para as pessoas conhecerem o candidato.

Ficha Limpa

A lei que proíbe a candidatura de político condenado por um órgão colegiado da justiça (por mais de um juiz) já teve a sua exceção: o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu liminar a quatro políticos “ficha suja” o direito de disputar as próximas eleições.

Esquerda dividida

O Psol, o PSTU e o PCB não reeditarão a Frente de Esquerda das eleições de 2006. Em Sergipe cada um desses partidos terá seus próprios candidatos a governador, senadores e deputados estaduais e federais.

TSE multa Dilma Roussef por propaganda antecipada

Na última quinta-feira (8), o ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Joelson Dias determinou que fossem multados em R$ 5mil a petista Dilma Roussef e o ministro da Saúde José Gomes Temporão, por suposta propaganda eleitoral antecipada em favor da candidata a presidência da república. A propaganda considerada ilegal teria sido feita durante a inauguração do Hospital Heloneida Studart realizada no mês de março. A liberação para campanha eleitoral, porém, foi dada no último dia 6, de acordo com a legislação eleitoral. Com esta, a candidata petista já soma três penalidades por antecipação de campanha, totalizando a quantia de R$15mil em multas eleitorais.

Albano Franco confirma candidatura ao Senado

O deputado federal Albano Franco (PSDB), reuniu a imprensa no último dia 6 para anunciar sua candidatura ao Senado. De acordo com a resolução nacional da sigla, o deputado agora coligado ao DEM, diz que sua candidatura está autorizada pela direção nacional do PSDB.  Desde o início do processo de definição das candidaturas, o deputado enfatiza seu posicionamento independente, alegando não apoiar a candidatura de João Alves Filho ao governo do Estado. Além disso, o ex-governador afirma que caso eleito também atuará de forma independente e que iria trabalhar para Sergipe da mesma forma, seja qual for o governador eleito em outubro. Albano concluiu afirmando que apoiará a candidatura do presidenciável José Serra (PSDB) e que o mesmo estará em todo o seu material de campanha – como cartazes e santinhos.

“Se acaba não corrupção… que Roriz está chegando!”

Depois da prisão José Roberto Arruda, por corrupção e fraude, Brasília está prestes a cair nas mãos dos políticos criminosos novamente. É que Joaquim Roriz, político influente que já governou Brasília por quatro vezes e elegeu-se senador nas últimas eleições é o candidato favorito ao governo. Liderando as pesquisas com 42% das intenções de voto, Roriz é considerado o patrono da corrupção em Brasília. Olho nele eleitor!

Barraco no rede

O Twitter, grande sucesso entre as redes sociais, promete ser a principal ferramenta das eleições 2010 na internet. Aqui em Sergipe, a maioria dos candidatos e seus cabos eleitorais já possuem conta no microblog. E foi em defesa de seus ideais políticos que as jornalistas Sérgia Cristina (cabo eleitoral fiel de João Alves) e Gleice Queiroz (colunista gospel em ascensão) trocaram farpas de baixo nível no Twitter. Pelo visto, este será o grande palco de brigas e olhe que João Alves nem tem perfil na rede.

* Equipe Responsável: Igor de Almeida, Mairon Hothon, José Leidivaldo, Elaine Casado, Verlane Estácio

Enquanto Michel Temer grita em alto e bom som “Dilma presidente do Brasil”, Almeida Lima engole sapos

Posted in Política by micheletavares on 06/07/2010

por André Teixeira


Vindo de qualquer eleitor, a frase acima soa lugar comum em época de eleição. Mas ela não foi gritada por um eleitor qualquer. A frase foi gritada por Michel Temer, PMDB, em plena conferência nacional do partido do presidente Lula que lançou dia 13 de junho a ex-chefe da Casa Civil oficialmente candidata a presidente da república e ele vice. PT e PMDB se juntam na inédita coligação para disputar a presidência do Brasil em 2010.

De acordo com a Lei Nº 9.504, que regula desde 30 de setembro de 1997 o código eleitoral, art. 6º informa que “é facultado aos partidos políticos, dentro da mesma circunscrição, celebrar coligações para eleição majoritária, proporcional, ou para ambas, podendo, neste último caso, formar-se mais de uma coligação para a eleição proporcional dentre os partidos que integram a coligação para o pleito majoritário.” Então, ok! Temer pode gritar o que quiser em prol da candidata petista. Não é imoral, ilegal, e, ao que eu saiba, não engorda!

A inédita coligação que une Dilma Rousseff e Michel Temer reflete no tempo que os partidos terão para apresentar seus planos de governo. Aproximadamente 9 minutos e 55 segundos contra 7 minutos e dezessete segundos do candidato José Serra no horário eleitoral gratuito. A candidata do PV, Marina Silva, terá direito a 1 minuto e 6 segundos. Os demais oito candidatos terão menos de um minuto. Eis um forte argumento para facilitar e justificar essa coligação. A internet será forte ferramenta para esses partidos menos favorecidos. Mas é ferramenta de uso pleno do partido situacionista.

Desde o início dos movimentos políticos no Brasil registram-se alianças das mais diversas nos pleitos eleitorais brasileiros para todos os cargos políticos. As coligações em níveis federais refletem nos acordos estaduais e municipais, mesmo que a contra-gosto de uns e outros. Em nome de “ser melhor para o candidato”, alianças são feitas às claras, assim como alguns acordos. Mas nem todos. Alguns são tramados em gabinetes escuros e longe dos olhos e ouvidos da população que vota. É sim uma ferramenta da democracia. Mas as coligações e acordos diversos podem gerar o famoso ‘rabopresismo’ que compromete as melhores intenções e hoje mais do que lotam o inferno das boas intenções.

No Maranhão, por exemplo, a maioria dos petistas terá que engolir um sapo de sobrenome Sarney no próximo pleito presidencial. Ao invés de apoiar a candidatura do aliado natural Flávio Dino, deputado do PC do B, os petistas maranhenses, derrotados por 43 a 30 em votação durante a Convenção Nacional do PT realizado no domingo 13 de julho, terão que subir no palanque peemedebista para tentar reeleger a atual governadora do estado, Roseane. Após a votação alguns petistas chegaram a chamar José Eduardo Dutra, presidente do partido, de “Hitler”.

Mas o acordo de apoio não é maioria. A festa em torno da aliança PT e PMDB (e outros cinco partidos), não é acompanhada pela maioria dos estados. Dos 27 apenas 10 compartilham a alegria, quer sejam de sorrisos amarelos ou não, de apoio a uma única candidatura. Sergipe é um desses estados. O senador Almeida Lima, que quer porque quer se candidatar à reeleição do Senado e não encontra espaço para tal, é o engolidor de sapos da vez. A intenção da aliança é a de lançar uma única candidatura na chapa, e o candidato deve sair do PSC, liderado por Eduardo Amorim. Nunca antes na história de Sergipe o PT teve uma chapa tão forte, fazendo o atual governador e candidato à reeleição “sorrir um sorriso que não lhe cabe no rosto”, levando-o fazer previsões pra Mãe Dinah nenhuma botar defeito: “vamos eleger uma maioria ampla na Assembléia e ocupar as vagas na Câmara Federal”. A coligação sergipana é a mesma nacional. O que importa dizer que Sergipe é um dos poucos que dança a mesma dança do presidente Lula.

Até o dia 30 de junho, data em que este artigo foi escrito, o senador Almeida Lima, afeito a problematizar situações das mais diverssas, pode tentar jogar cimento nesse angu. Pode, mas não deve. O deputado federal pelo PMDB Jackson Barreto garante que não haverá intervenção da Executiva Nacional do partido em terras Serigy. Ao que parece, aqui os cacique dançarão juntos fumando um cachimbo da (idem) inédita paz no pleito presidencial nacional e empurram Almeidinha a uma cadeira na Câmara Federal.

Charge que representa bem o 'rabopresismo'. Autor: Eugênio Neves. Disponível em http://migre.me/UPF1


Todo esse joguete político mostra, ao meu ver, que o principal, o essencial para a política, mesmo que digam o contrário, fica à margem. Os objetivos primordiais dos partidos, as melhorias sociais para a coletividade ficam à mercê dos sabores e dissabores partidários e do já tradicional rabopresismo que posterga maiores e melhores evoluções sociais.

Não é ‘P’ de partido, é ‘P’ de poder

Posted in Artigos, Opinião, Política by micheletavares on 14/06/2010

Por Eloy Vieira

Legalização da maconha, do aborto e do casamento gay. Essas são apenas algumas questões que podem mudar a sua, a minha, a nossa vida e que não dependem somente de nós. O jogo de poder dos gabinetes políticos pode e deve impactar em muitas outras questões que atravessam do âmbito das políticas internacionais até a divisão dos investimentos em educação e saúde por exemplo.

Embora não pareça ou não fique explícito, cada partido político tem uma linha ideológica que deve guiar e embasar todas as decisões a serem tomadas nas diversas instâncias. Partidos como o PSDB, DEM, e com posições antagônicas, PT e PC do B, por exemplo, são os que chegam mais próximos de explicitar as idéias que norteiam os integrantes das siglas. Já partidos como o PMDB, mesmo sendo o maior partido do Brasil, nunca conseguiram obter uma identidade, quanto mais uma ideologia.

Agora, entrando de verdade na sua vida cotidiana, percebamos como a ideologia de cada partido e/ou candidato pode ser decisiva: Tomemos como exemplo as três questões apresentadas logo nas primeiras linhas deste artigo. A legalização de todas elas depende basicamente de decisões progressistas, mas, mesmo que candidatos com este perfil sejam eleitos, ainda há outro aspecto que permeia a tomada de decisões: as alianças político-partidárias. Muitas vezes até esdrúxulas e esquizofrênicas, pois pode fazer com que uma pessoa negue suas idéias individuais só para poder conseguir o seu espaço, mas, felizmente ou não, muitas vezes esse é o único meio de se fazer ‘política’.

Aqui no estado de Sergipe temos um exemplo claro do ponto que chegam as alianças. Desde as eleições municipais do ano 2000, o atual governador, Marcelo Déda (PT) coligou-se com o nosso mais famoso oligarca do vale do Continguiba, Albano Franco (PSDB). Esquisita ou não, o petista ganhou nas três disputas que foi aliado de Franco logo no primeiro turno. Agora em 2010, a mesma aliança está se repetindo. Mesmo que não seja de maneira formal, o tucano, que foi reprovado pela direção nacional do partido pode apoiar o atual governador em sua reeleição. Um outro ponto que merece destaque é uma provável presença do itinerante Jackson Barreto como vice de Déda. Não é de hoje que Jackson apóia o petista, independentemente de seu partido, há anos ele já vem no encalço do petista; o qual já tachou de diversos adjetivos nada bons e o acusou de tê-lo expulso da prefeitura de Aracaju em 1988 (quando fora cassado por corrupção com o voto de minerva de Marcelo Déda) e finalmente está prestes a conseguir o que nem tanto queria. Desbancou o atual vice, Belivaldo Chagas, que agora deve assumir a pasta da Secretaria de Educação, antes pertencente ao ex-reitor da UFS, José Fernandes de Lima, que alegou motivos pessoais ao desistir do cargo. Agora Belivaldo fica de escanteio e quem deve brilhar como candidato a vice-governador nas próximas eleições é mesmo Jackson, contudo, Jackson queria na verdade ir para a disputa pela vaga senatória mas não obteve êxito mesmo tentando desde 2006 criar uma atmosfera em seu favor. O cargo de vice-governador para ele é um prêmio de consolação para um político que frustrou-se em tentar um vôo mais alto..

O nosso governo federal não é muito diferente. Quem poderia imaginar que um dia o PT estaria coligado com o PR, à época PL? Pois é. O mineiro José de Alencar vem de um partido centro-direita e tornou-se vice-presidente do Brasil ao lado do ex-sindicalista Lula. O jogo de poder não é novo, muito menos é nossa exclusividade. A política vive de acordos e desacordos mesmo antes dos cientistas europeus sequer pensarem num conceito para Ideologia.

Em seu livro intitulado “O que é ideologia”, a filósofa Marilena Chauí traz que o termo só surge na literatura em 1801 com o sentido de ‘ciência da gênese da idéia’, mas, não demorou muito e logo a política se apropriou dele. Em 1812 o imperador francês Napoleão Bonaparte alegou que a ideologia corrompia a França, pois, segundo ele, o povo estava se adequando aos preceitos ideológicos quando na verdade o sentido deveria ser inverso. No senso comum, podemos classificar que Ideologia nada mais é que um sistema de idéias que servem como diretrizes. Se os políticos brasileiros aprenderam isso nas aulas de Filosofia ou de História, é outra coisa.

Parece mesmo é que o ‘P’ de partido não tem mais importância, agora o ‘P’ que importa é o ‘P’ de poder.

Economia da Cultura e participatividade: As políticas culturais no Brasil, em Sergipe e Aracaju

Posted in Cultura, Política by micheletavares on 25/11/2009

 

 

Analisados distintamente, os termos Política e Cultura garantem muito assunto em qualquer roda de bate-papo. Política é, objetivamente, a atuação da administração pública para manutenção e o desenvolvimento social da coletividade. Cultura, como define Martin Cézar Feijó no livro “O que é política cultural”, é “toda a produção ou manifestação voluntária, individual ou coletiva, que vise com sua comunicação à ampliação do conhecimento através de uma elaboração artística, de um pensamento ou de uma pesquisa científica”. Abordaremos aqui os novos rumos e tendências das políticas culturais no Brasil e em Sergipe e como elas podem ajudar a população também nos aspectos sociais e econômicos.

texto e fotos por André Teixeira

Quem faz as políticas culturais?

Nos últimos anos as políticas culturais estaduais e municipais cada vez mais vem sendo desenvolvidas em parceria com o Governo Federal, cujo objetivo principal é formatar as regras para a participação da sociedade civil, como as Organizações Não Governamentais (ONG‘s), Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP‘s) e demais organismos do terceiro setor. Essa parceria é uma característica da política de orçamento participativo, onde “retira-se poder de uma elite burocrática repassando-o diretamente para a sociedade”, ajuda a definir quais as melhores formas de investir o dinheiro público.

Outro objetivo pretendido é o de ajudar a população a encontrar autonomia financeira sustentável, potencializando o desenvolvimento econômico e social dos municípios e estados, e, por conseguinte, fortalecendo também a atividade econômica do país. Tem sido papel do governo ‘dar norte’ aos que pretendem se embrenhar na seara para desenvolver idéias e projetos que ajudem a promover a diversidade e o acesso aos bens culturais. De maneira geral isso fortalece a auto-estima das populações e ajuda a diminuir os índices de desigualdades sociais.


No Brasil

Com a criação do Ministério da Cultura em 15 de março de 85 pelo Decreto 91.144, o Governo brasileiro reconhecia a importância da autonomia do setor cultural, que até então tratada em conjunto com a educação. Em 1990, por meio da Lei 8.028, de 12 de abril daquele ano, o Ministério foi transformado em Secretaria da Cultura, diretamente vinculada à Presidência da República, situação revertida pouco mais de dois anos depois, pela Lei 8.490, de 19 de novembro de 1992.


Desde então passou por uma série de transformações, tendo sido sua estrutura reorganizada em vários momentos. A última entrou em vigor este ano, com a publicação do Decreto nº 6.835, de 30 de abril de 2009, que versa sobre a estrutura regimental do MinC.

As diversas ações políticas no Brasil tem se alinhado, desde o Governo de Fernando Henrique Cardoso, a algumas diretrizes acordadas com organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), entre outros. O governo Lula dá continuidade a esses acordos para aumentar os índices de desenvolvimento (social, econômico, educacional, etc) e fomentar a sustentabilidade como forma de garantir a participação da população economicamente ativa no mercado de trabalho, respeitando sua formação profissional, as questões ambientais e as tradições e raízes culturais, de forma a garantir uma melhor distribuição de renda. Aliar empreendedorismo à preservação das tradições culturais visando a sustentabilidade é uma das metas do Governo Federal brasileiro, o que reflete nas esferas estaduais e municipais.


Em Sergipe: Economia daCultura aliada ao desenvolvimento sustentável

A secretária de Estado de Planejamento, Lúcia Falcon, falando sobre o Plano de Desenvolvimento Territorial Participativo (PDTP), que orienta as políticas públicas em todas as áreas, em entrevista concedida ao Jornal da Cidade afirma que o Plano pretende, entre outras, um mudança significativa: “uma mudança de cultura, em que a responsabilidade pelo futuro do Estado seja partilhada por todos os sergipanos, cada qual atuando segundo seu papel social, seja governo do Estado, do município, investidor privado, ONG’s, Universidade, etc. […] e utilizar as mais modernas técnicas de planejamento econômico visando crescimento econômico sustentável”. Essa fala foi em 2007, dias após a implantação do PDTP.

A Secretária de Estado da Cultura, Eloísa Galdino, dá continuidade a alguns projetos da gestão anterior e apresenta novos conceitos e ações para a pasta da Cultura. Diferencia inicialmente cultura e política cultural. Explica: “a cultura é um conjunto de referências simbólicas que caracterizam as sociedades, formam identidades e influenciam os nossos fazeres nas mais diferentes áreas. E Política Cultural é, basicamente, “trabalhar pela preservação dos nossos acervos material e imaterial, por nossa memória e por nossa história. Seguindo uma tendência internacional, passamos a tratar a cultura para além das suas dimensões estética , moral e sociológica, e passamos a trabalhar a cultura também em sua dimensão econômica e produtiva.

Hoje o debate sobre a política cultural é outro: a adaptabilidade da produção cultural aos novos formatos e linguagens, ampliando a visibilidade sobre o que é feito e incorporando os novos saberes da sociedade informacional”. Afirma a secretária que “esse percurso trouxe, também, o entendimento da cultura como um dos setores economicamente dinâmicos e ativos da nossa sociedade”.

Economia da Cultura é o que norteia as ações das políticas culturais em Sergipe, informa Eloísa Galdino. “Trata do entendimento de que a cultura também produz negócios, movimenta a economia, gera emprego e renda e pode, portanto, ser encarada como um vetor do desenvolvimento sustentável das mais variadas sociedades. A cultura é um setor da economia que pode e deve contribuir para a inclusão social e para o avanço da sociedade da informação. É um setor estratégico para o desenvolvimento econômico e social. É por isso que estamos pegando régua e compasso para desenhar o nosso projeto de Economia da Cultura, assumindo, enquanto Governo, o papel de articulação, fomento e regulação da política estadual de cultura”.

Continua a secretária: “Queremos plantar a semente de um movimento cultural autônomo, com conexões claras e legitimas com o setor produtivo, seja através dos incentivos fiscais, seja através do apoio ao empreendedorismo”. Diz ainda que “é longo o caminho a trilhar em busca da consolidação de uma nova política cultural. Ela não é pra já, mas precisamos começar. […] A ideia é fazer das nossas cidades-patrimônio modelos de desenvolvimento a partir da cultura, estimulando a preservação do seu acervo pela própria comunidade que habita nessas cidades”.


Arremata afirmando que o governo estadual “está em total sintonia com os princípios que norteiam a política cultural desenvolvida pelo Ministério da Cultura. […] É uma visão que busca trabalhar uma ampla cadeia produtiva, que vá do brincante ao empresário, todos articulados, movimentando a cidade, fazendo circular produtos, idéias e dinheiro. E o mais importante: todos juntos preservando nosso patrimônio, nossa identidade e nossos valores culturais, porque toda essa riqueza estará produzindo emprego, renda, inclusão, e, principalmente, cidadania.

As falas da Secretária Eloísa Galdino foram retiradas do texto “Economia da Cultura – um dos focos da política cultural sergipana”, publicado no site DIVIRTA-SE, da Secretaria Estadual de Cultura (SECULT), e de seu pronunciamento na  abertura da II Conferência Municipal de Cultura de Aracaju.

Os Editais: ferramenta de regulação da aplicação do dinheiro público

Através dos Editais, fomentados por todas as esferas da administração pública, o dinheiro destinado à cultura tem sido canalizado de forma a exigir maior elaboração técnica e maior transparência do uso. O Estado tem feito diversas oficinas de capacitação dos artistas e dos produtores culturais a melhor formatar projetos. “Não adianta você ter uma idéia maravilhosa, que vai mudar a realidade de sua comunidade, se não tiver elementos técnicos elencando todas as etapas e procedimentos de realização do mesmo. Vai chegar nas Secretarias e Ministérios e vai voltar!”, diz Walter Chou, consultor de projetos, ex-diretor da Sociedade Semear.

A cantora Patrícia Polayne, contemplada junto com a dupla Antônio Rogério e Chiko Queiroga no projeto Pixinguinha, da FUNARTE, lança o disco ‘Circo Singular’. Disse que “é muito importante esse prêmio, pois além de destacar meu nome e o de Sergipe no cenário nacional, fará com que fique mais conhecida ainda no cenário sergipano, pois o projeto prevê a circulação do show pelo interior do estado”. O primeiro show será debaixo da lona do circo Estoril, e segue com shows nos Campi São Cristóvão e Laranjeiras da UFS, entre 25 e 29 de novembro.

A diretora do SINDISMA, sindicato que atende os servidores municipais de Maruim, Gal. Maynard e Rosário do Catete, Ana Maria do Nascimento, que teve o projeto Feira Digital aprovado (“Ainda com restrições!”) no Edital de Pontos de Cultura, diz que o projeto dos Pontos de Cultura “veio para ajudar a melhorar toda a comunidade, pois apesar de ser destinada aos que atuam nas áreas culturais, o que vai ser gerado em novos saberes ajudará a melhorar os produtos culturais construídos nos três municípios, e vai ajudar também a incrementar a economia local, pois o dinheiro gerado desses produtos vai melhorar as vendas do nosso comércio”.Esse edital contemplará Sergipe com 30 novos pontos de cultura. Dos projetos apresentados, apenas 17 proponentes foram selecionados. Outro edital será aberto para contemplar as 13 vagas ainda pendentes”, informa Silvane Azevedo, da SECULT, coordenadora dos pontos de cultura no estado de Sergipe.

Rubens Carvalho, coordenador técnico do projeto Coco do Amanhã, também aprovado no Edital dos Pontos de Cultura, fala que “é fundamental para dar continuidade à tradição musical da comunidade de Areia Branca (Mosqueiro). A nova geração tem a possibilidade de dar continuidade à tradição dos seus antepassados e de repassar à toda a comunidade os valores e tradições culturais oriundas do samba de coco, de origem afro-descendente”.

Então, cada vez mais o poder está nas mãos do povo?

Como mediador dessa função, o Estado encontra uma séria dificuldade, uma verdadeira pedra no caminho das políticas culturais: o despreparo técnico para participar do democrático ainda-que-muito-burocrático processo da participação nos editais públicos. O poder está nas mãos do povo, que muitas

vezes não sabe o que fazer com ele. Mas isso também está mudando. O Estado, através de suas Regionais do MinC, há alguns anos promover palestras, cursos, vídeo conferências, workshops, etc, no sentido de municiar com ferramentas técnicas os diversos atores sociais envolvidos nos processos culturais e artísticos.

Enquanto isso, em Aracaju…

A prefeitura, através da FUNCAJU, Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Esportes, tem estado presente na promoção do acesso aos bens culturais. Projetos como o Freguesia e o recém criado Sexta no Beco, onde foi revitalizado pela Prefeitura de Aracaju o Beco dos Cocos, localizado entre a Praça General Valadão e os mercados centrais, que contará com apresentações artísticas e culturais todas as sextas-feiras. É uma iniciativa do grupo ‘Coletivo do Beco’, formado por artistas, agentes culturais,

Alisson Couto no Beco dos Cocos.

grupos folclóricos, profissionais da música, do circo e do audiovisual, coordenados pelo diretor cultural da Funcaju, Alisson Couto, que também nos informou sobre a II Conferência Municipal de Cultura deAracaju, realizada no Parque da Sementeira no final de outubro, que teve a participação da Secretária Eloísa Galdino e dos representantes regional e nacional do MinC. Com o tema ‘Cultura, diversidade,cidadania e desenvolvimento’, na conferência “discutiu-se a conjuntura da área cultural aracajuana e propô-se diretrizes para a formulação de políticas públicas que irão compor o Plano Municipal de Cultura, através do debate entre o município e a sociedade civil. Uma grande mobilização nacional está acontecendo e Aracaju não está ausente neste processo. Ressalta ainda que a realização da Conferência segue uma orientação do regimento interno da Conferência Nacional de Cultura. A Conferência Estadual de Cultura acontecerá dias 3 e 4 de dezembro como fase preparatória para a II Conferência Nacional de Cultura, a ser realizada em março de 2010, em Brasília.

Em tempo: anunciado hoje, 25 de novembro, as atrações da terceira edição do projeto Verão Sergipe, que tem como objetivo “fomentar a cultura e consolidar os locais que recebem o projeto como pontos turísticos do estado”. Aliado ao Encontro Cultural de Laranjeiras e ao Projeto Verão, ampliam ainda mais o calendário de eventos culturais do nosso estado.

Referências bibliográficas:

FALCÓN, L. Tudo começa no município; 3 e 4 de junho de 2007. Jornal da Cidade, pg. 3. Entrevista concedida a Max Augusto

FEIJÓ, Martin Cézar. O que é política cultural, Editora Brasiliense, Brasília, 1991.

GALDINO, E. Economia da cultura – um dos focos da política cultural sergipana. Divirta-se, Aracaju, 2009 <http://www.divirta.se.gov.br/interativo/economia-da-cultura> Acessado em 21.11.2009.

 

Site consultado:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Or%C3%A7amento_participativo