Técnica de Produção, Reportagem e Redação Jornalística

Calçadas da terra

Posted in Perfil, Uncategorized by micheletavares on 16/12/2010

Calçadão preparado para o natal (Foto: Illton BIspo)

Mais do que uma rua o Calçadão da João Pessoa derrama sergipanidade sob os pés dos passantes

Por: Liliane Nascimento

Cada lugar possui o mérito de ser único e é por muito mais do que uma combinação de número, rua, cidade, estado e país. Cada lugar é o lirismo que desperta nos passantes e nos que se deixam ficar. As calçadas de Itabira são lugar quando põe ferro nas palavras de Drummond, as ruas de Recife são lugar quando põe saudades nos versos de Bandeira e assim, é lugar o Calçadão da João Pessoa quando põe muito mais do que produtos na vida dos aracajuanos, põe alegrias, amizades, encontros, fugas, descanso e mais beleza do que pode ser aprisionada em qualquer fotografia.

Está no dia-a-dia dos moradores de Aracaju procurar as coisas de que precisam no Calçadão, que nem precisa ser chamado Calçadão da João Pessoa, pois o sobrenome é desnecessário para aqueles que são íntimos. Este Calçadão não é só as lojas, ele é cada pedra, cada banco e cada pessoa que passa por lá. Ele, que já foi rua do barão por causa do Barão de Maruim, tem sua história, já o diga o Cine Rio Branco que marcou uma época sediando grandes óperas e outros espetáculos, antes de ser fechado porque o seu dono deixou de interessar-se por arte.

Mal amanhece e as três cores das suas pedras se transformam em tapete, os bancos se tornam acolhedores e os primeiros vendedores já tomam seus lugares, se preparando para tirar dalí o dinheiro que sustenta suas famílias,

Calçadão da João Pessoa (Foto: Liliane Nascimento)

assim como os engraxates e as estátuas-vivas. Este Calçadão que movimenta a economia com seu comércio, todavia, não é o único que existe, há o Calçadão dos estudantes que se divertem com seus amigos enquanto passam e olham em volta para saber o que há de mais novo e há ainda o calçadão dos velhinhos que sentados nos bancos durante o dia quase inteiro, parecem compreender o sentido maior do Calçadão e já não pedem dinheiro, diversão ou qualquer outra coisa, eles não querem nada, ou melhor, querem apenas estar ali, neste ambiente que se mistura.

Essa variedade de pessoas é aceita sem que ele rotule ou divida em grupos, por ele todos poderiam comprar, encontrar pessoas, tomar sorvete, fazer uma pregação, jogar xadrez ou simplesmente andar; o Calçadão não faz distinção entre pessoas, ele não vai perguntar a elas quem são ou quanto têm, vai apenas se apresentar como opção e como não abre ou fecha é opção por tempo indeterminado.

No Calçadão também há contrastes que não podem ser ignorados, ao lado das lojas abarrotadas de belas mercadorias estão pessoas pobres e doentes, com as mãos estendidas no vazio esperando ajuda dos que passam, e os que passam na maioria das vezes não os querem notar. Também não são notados os loucos que apontam o dedo para o alto, dizem conhecer toda a verdade e depois sentam-se e lá ficam por várias horas sem que nada lhes perturbe a reflexão.

Quando anoitece o Calçadão vira um ambiente a parte, aos poucos já não se podem ouvir os rapazes e moças que insistentemente perguntavam “quer fazer cartão senhor?” ou os marketeiros das lojas de eletrodomésticos com seus preços sempre mais baixos que os da loja  vizinha. São ouvidos agora outra leva de vendedores que oferecem bolsas, perfumes, CDs e DVDs pirateados e todo o tipo de comida que se possa imaginar distribuída por mesinhas que se estendem de um extremo a outro.

Vestido para o Natal o Calçadão ganha um quê diferente, ganha cores, ganha sons, ganha até uma visita do Papai Noel e como é do seu feitio os repassa para sua gente sem cobrar nada em troca. Ele é um local de contrastes, de movimento e calmaria por onde passam pessoas que fazem parte daquela história e daquele lugar, pessoas que serão pais, serão mães e continuarão sendo peças desse tabuleiro que em um extremo se estica para olhar as águas mansas do rio Sergipe e no outro mostra a delicadeza da Praça Fausto Cardoso. Atravessar esses extremos é mais do que dar 480 passos, atravessar o Calçadão é construir uma história e caminhar sobre um pedaço de si.

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TIRIRICA: de Florentina a Deputado Federal mais votado nas Eleições 2010

Posted in Uncategorized by micheletavares on 15/12/2010

Por: Cleanderson Santana.

O palhaço tiririca, da Florentina e de todos os brasileiro (Foto: http://www.google.com.br)

Em uma família muito humilde, da cidade de Itapipoca no interior do Ceará, no dia 1° de Maio de 1965 nascia Francisco Everaldo Oliveira Silva, esse é o nome de um dos palhaços mais engraçados e polêmicos de todos os tempos no Brasil. Cantor, compositor, humorista e recentemente eleito o Deputado Federal mais votado em todo o Brasil nas eleições de 2010.
Ainda na infância, por ter um temperamento muito forte, sua mãe lhe daria o apelido que o ajudaria a criar sua identidade artística, foi graças a ela que o Francisco Everaldo passaria a ser o famoso “Tiririca.”
Aos oito anos de idade começou a trabalhar como palhaço em um circo na sua cidade, nessa época, agora já Tiririca, se apresentava em uma espécie de barraca –  ou os tão famosos no Nordeste “Tomara que não chova” – Com o passar dos anos, tiririca foi ficando muito famoso no nordeste inteiro, com isso, os donos dos circos onde ele se apresentava se reuniram e juntos pagaram as primeira mil cópias do seu primeiro CD, “Florentina”.
Em 1996, o Tiririca apenas conhecido no Nordeste se tornaria uma celebridade nacional, o seu 1° CD vendeu mais de 1,5 milhões de cópias, isso graças a exaustivas execuções nas rádios da sua música, de refrão bastante pegajoso, Florentina. Inicialmente foi distribuída nas regiões de juazeiro e Pernambuco, mas logo se tornaria conhecida nacionalmente. A gravadora Sony Music, acreditando no potencial e no carisma do palhaço Tiririca, comprou o disco e o lançou para todo o Brasil, era só o que faltava para impulsionar a carreira desse palhaço do interior do Ceará.  Batendo recorde de audiência durante apresentações em programas televisivos, sua música tocando incansavelmente nas rádios do país, era mais do que ele poderia sonhar.
Logo no seu primeiro CD, Tiririca já chegou causando muita polêmica, graças a canção “Veja os cabelos dela” considerado por muitos como uma música de conteúdo racista.

“Parece bom-bril, de ariá panela
Parece bom-bril, de ariá panela
Quando ela passa, me chama atenção
Mas os seus cabelos, não tem jeito não
A sua caatinga quase me desmaiou
Olha eu não aguento, é grande o seu fedor”

Como ser uma pessoa famosa tem suas conseqüências, Tiririca foi processado por racismo, seus discos foram apreendidos a execução das músicas pelas rádios foi proibida, mas ele conseguiu ser absolvido.
Em 1997 lança seu segundo Cd, com destaque para a música “Ele é corno, mas é meu amigo”, novamente repetiu o sucesso do seu primeiro CD e o fez permanecer na mídia por mais tempo. Em 1999, depois de um breve afastamento da mídia por problemas pessoais, ele ressurge com o seu 3° CD (Dança da República), agora não mais lançado pela Sony, e sim por uma gravadora independente. No mesmo ano ele foi contratado pela Rede Record, para trabalhar em um programa humorístico chamado “Escolinha do barulho” aonde ele seria apenas ele mesmo, o Tiririca. Passou pela Rede Manchete, pelo SBT, onde tinha um quadro fixo no programa “A praça é nossa”. Atualmente ele faz parte do elenco do programa Show do Tom, na Rede Record.
” O Tiririca é uma ótima pessoa, e há muito tempo é meu amigo. Claro que o meu voto é dele. ”- Tom Cavalcante
Criador de muitas polêmicas, meio que sem querer querendo e foi assim que no ano de 2010, ele criaria a maior de todas as polêmicas envolvendo seu nome quando foi anunciado que ele se lançaria candidato a Deputado Federal pelo Estado de São Paulo por meio do Partido da República.
Muitos não acreditaram que ele pudesse vir a vencer uma eleição, principalmente ao assistir o horário político onde lá estava o palhaço Tiririca, fazendo suas palhaçadas, brincando com coisa séria. Mas a verdade é que com o seu slogan “2222, vote em Tiririca, pior do que tá não fica”, no dia 3 de Outubro de 2010 foi oficializado, o palhaço Tiririca ganhara as eleições pelo Estado de São Paulo para Deputado Federal como o mais votado no Brasil, exatamente 1.348.295. Mas as polêmicas não param por ai, logo viria à notícia de que ele seria analfabeto, a revista Época faria uma reportagem afirmando que ele não sabia ler nem escrever.
“Tiririca, o candidato que não lê. Vários indícios sugerem que Tiririca não sabe ler nem escrever. A constituição proíbe candidatos analfabetos.”- Revista Época.
Mas, após o caso ser levado a julgamento, Tiririca foi absolvido pela justiça e poderá assumir seu mandado.
Tiririca é aprova de que uma pessoa humilde, vinda das camadas mais baixas da sociedade que luta e corre atrás dos seus sonhos pode os tornar reais sem precisar fazer coisas erradas. É a prova de que o melhor remédio para á vida é a verdadeira felicidade.

AIDS pelo Drº Camisinha

Posted in Uncategorized by micheletavares on 15/12/2010

Uma vida de luta contra a doença

por Cláudia Oliveira

Almir Santana

1º de dezembro foi o Dia Mundial de Luta Contra à Aids, doença que é tão atual e preocupante. Não se pode falar sobre o histórico da doença no Estado, os fatos marcantes da luta de décadas contra a Aids, casos de preconceito, ações para prevenção ou qualquer assunto que envolvam DSTs, sem mencionar o nome do médico e atual coordenador do Programa DST/AIDS da Secretaria do Estado da Saúde, Almir Santana.
Recém-formado, Almir foi trabalhar com prevenção e tratamento de doenças sexualmente transmissíveis em um dos bairros mais carentes de Aracaju – Santos Dumont. Acompanhou de perto a chegada do vírus no Estado e suas primeiras vítimas. O envolvimento no combate à Aids fez com que seus pacientes particulares não mais o procurassem com medo de serem tachados de ‘aidéticos’, ocasionando assim o fechamento do seu consultório particular. Mas as dificuldades não o fizeram desistir, nem mesmo as várias ações preconceituosas presenciadas por ele.
Em compensação, as vitórias alcançadas por ele o fortaleciam cada vez mais. Sergipe foi o primeiro Estado brasileiro a disponibilizar gratuitamente os antirretrovirais. Mas para ele, investir na prevenção é fundamental. Pensando nisso, arrumou um ônibus vermelho e fez dele auditório itinerante para palestras. Depois, inventou o Camisildo, um carro em forma de camisinha, cuja fama ultrapassou as fronteiras de Sergipe e até do país.
Almir conseguiu popularizar o preservativo, hoje facilmente encontrado em todos os municípios do Estado. O seu trabalho que ajudou e ajuda muitas pessoas, o tornou conhecido nacionalmente e o fez conquistar vários prêmios. Entretanto a luta contra a Aids o rendeu algumas alcunhas criadas pelo preconceito: Doutor das Putas e Doutor dos Gays, e uma terceira, que se orgulha muito, Doutor Camisinha. Estas e outras questões acerca da doença, seu trabalho e dedicação serão esclarecidos nesta entrevista.

Em alto mar, Drº Camisinha orienta funcionários da Petrobrás sobre a doença

Em Pauta – Recém formado, o senhor começou a trabalhar com doenças sexualmente transmissíveis nos prostíbulos do bairro Santos Dumont, um dos mais pobres de Aracaju, e a AIDS. Como surgiu o interesse nesse tema?
Almir Santana – No Centro de Saúde Dr. José Machado de Souza, eu iniciei um trabalho de mapeamento do Bairro Santo Dumont, para descentralizar a vacinação contra a Poliomielite (fui coordenador de uma das campanhas). Na visita às ruas, descobri várias casas de prostituição. Fiz o cadastro de casa e iniciei as visitas, encaminhando as profissionais do sexo para o posto de saúde. O trabalho inicial foi sobre a sífilis. Atendia um grande número de garotas que trabalhavam naquele bairro. Quando surgiu o primeiro caso de Aids, tive que sair de lá. Assim tudo começou.
EP – Em 1987, o primeiro caso de AIDS chegaria ao Estado. O senhor foi enviado a cidade para cuidar do auxiliar de enfermagem que havia emigrado para São Paulo e agora voltava, em estado grave, para Santa Luiza do Itanhi. Quais aspectos mais o marcaram nesse primeiro contato com a doença?
AS – Percebi as fortes atitudes de rejeição por profissionais de saúde e pela própria sociedade. O prefeito da cidade pedia ao Secretário de Saúde que retirasse o paciente da cidade. Naquela época, eu indignado, falava que talvez melhor seria a saída do prefeito daquela cidade.

no Mercado Central de Aracaju no Dia Mundial Contra a AIDS

EP – Nesse primeiro caso, sua intuição e sua experiência o fez identificar a nova doença como uma espécie de DST, decidindo então levar o paciente para Aracaju, mas nenhum hospital da capital aceitou a internação. Foi nesse momento em que abraçou a causa de vez?
AS – O paciente foi a óbito sem que eu conseguisse internar. Queimaram a cadeira aonde o paciente sentou no posto de saúde da cidade. Decidi abraçar a causa. Prometi que o próximo eu internaria de “qualquer maneira”. Por gostar de saúde pública, enfrentei os desafios. Paguei caro, pois tive que fechar o meu consultório particular. Cada vez que meu nome era divulgado na imprensa como o “médico da Aids”, as pessoas se afastavam de mim.

EP – O que o segundo caso do Estado, de um cabeleireiro que também havia migrado para São Paulo e voltou para Itabaiana com vírus na bagagem, teve de melhora no tratamento em relação ao primeiro?
AS – Foi uma internação hospitalar que abriu o caminho para uma maior aceitação dos profissionais de saúde. O terceiro paciente passou a ser querido por todos (também cabeleireiro, porém de Sergipe). Quando ele foi a óbito, muitos profissionais do Hospital Gov. João Alves Filho foram ao sepultamento.
EP – Como surgiu o núcleo de DST/AIDS de Sergipe?
AS – A Secretaria de Estado da Saúde tinha o Programa de Dermatologia Sanitária. Inicialmente, foi criada uma comissão para coordenar e depois foi criada a Gerência de DST/Aids por necessidade diante do surgimento do primeiro caso de Aids de Sergipe.
EP – Como coordenador do Núcleo de DST/AIDS de Sergipe, o senhor ministrou cursos de capacitação para médicos e enfermeiros. Como foi a aceitação dos profissionais de saúde em relação às informações passadas?
AS – Inicialmente foi difícil porque poucos queriam saber sobre Aids. Depois fomos agregando mais pessoas para a luta. Alguns profissionais desistiam por medo do contágio ou por que “não dava dinheiro”. A Aids era vista como doença de pobre, de prostituta e de “viado”. Eu passei a ser chamado de “Dr. das putas e dos viados”. Enfrentei muitos obstáculos.
EP – Há também o Grupo de Apoio e Prevenção à AIDS (GAPA). Como surgiu o grupo?
AS – Reuni algumas pessoas que, isoladamente, faziam trabalhos ligados às prostitutas, homossexuais ou que demonstravam gostar de trabalho voluntário.
EP – Como é realizado o trabalho pelo GAPA hoje em dia?
AS – Lamentavelmente, o Gapa foi destruído e  deixou uma grande lacuna com relação ao trabalho assistencial dirigido às pessoas que vivem com HIV/Aids e em situação de pobreza. Há a necessidade da sociedade participar mais, como acontece com as ONG que trabalham com pessoas com câncer. Hoje observamos poucas pessoas dispostas a ajudar. Enquanto isso, a epidemia de Aids cresce na pobreza…
EP – A luta contra a AIDS lhe rendeu dois apelidos repletos de preconceito: “Doutor das Putas” e “Doutor dos Gays”. Como o senhor encara essa situação?
AS – Ganhei vários “rótulos” que mostravam como era forte o preconceito até comigo. Algumas denominações me entristecem.
EP – Em contrapartida, o senhor foi intitulado como Doutor Camisinha. O apelido é reflexo do apoio da população na luta contra o vírus?
AS – É uma denominação que me alegra, pois popularizei a camisinha e a população, quando ando na rua, sempre me agradece pelo trabalho. Pessoas desconhecidas me dizem que oram muito por mim. E eu preciso muito de orações, pois enfrento cada uma!
EP – Sergipe foi o primeiro Estado brasileiro a disponibilizar gratuitamente os antirretrovirais. Como foi o processo para receber os medicamentos?
AS – No início da epidemia, sempre tivemos grande apoio das primeiras Damas do Estado. Na época, solicitei à Dra. Leonor Barreto Franco, a aquisição dos medicamentos através do Conselho Nacional do SESI. Foi um momento importante para as pessoas que viviam com HIV/Aids. Sergipe saiu na frente e, infelizmente, a mídia nacional não deu destaque.
EP – Atualmente o senhor é coordenador do Programa DST/AIDS da Secretaria do Estado da Saúde. Quais as principais ações desse programa?
AS – Apesar de várias ações de saúde hoje serem municipalizadas, nem sempre os municípios as executam. As principais ações são: criação e execução de várias campanhas informativas; capacitação de profissionais de saúde e professores; repassar recursos financeiros para alguns municípios e ONG; monitoramento e supervisão das ações dos municípios e ONG; Descentralizar as ações para os municípios; Apoiar as ações das ONG; Disponibilizar preservativos para municípios e ONG; Realizar parcerias com outras instituições; Desenvolver ações de prevenção junto ás populações mais vulneráveis.
EP – Há também um programa municipal e nacional. Como esses programas se relacionam?
AS – O Departamento Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Hepatites Virais coordena a política de prevenção,assistência , diagnóstico e parcerias com a sociedade civil. Alguns municípios de Sergipe apresentam coordenações de DST/Aids, com os quais estamos sempre integrados.
EP – Até o final de 2005, Sergipe tinha cinco mil pessoas infectadas com o vírus. Como estão esses números hoje?
AS – Consideramos a estimativa de 6.000 infectados.
EP – Como é feito o diagnóstico e o tratamento do portador do vírus HIV no Estado?
AS – Estamos cada vez mais ampliando o acesso ao diagnóstico. Hoje temos seis CTA – Centro de Testagem e Aconselhamento no interior e capital, onde a população acessa naturalmente para realizar o teste com aconselhamento. Estamos descentralizando o teste para as unidades básicas de saúde em 11 municípios. O tratamento tem como instituição responsável, a Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju, através do ambulatório do CEMAR Siqueira Campos. As urgências e emergências são encaminhadas para o HUSES e HU.
EP – Quem são mais infectados hoje? Homens, mulheres, jovens, idosos?
AS – A infecção ainda predomina em homens, porém evidenciamos um considerável crescimento entre as mulheres.
EP – Quais as regiões de Sergipe que aglomeram um maior número de infectados?
AS – Aracaju, Socorro, Itabaiana, Estância, Lagarto, São Cristóvão e Campo do Brito.
EP – Dia 1º de dezembro foi o dia Mundial de Luta contra a AIDS. Qual o tema da campanha deste ano?
AS – O slogan definido pelo Ministério da Saúde é: “Uma dessas pessoas tem AIDS. E pode não ser quem você pensa. A AIDS não tem preconceito. Você também não deve ter”.
Os objetivos da iniciativa deste ano são: dar maior visibilidade às questões do viver com AIDS; combater o estigma e a discriminação que recaem sobre as pessoas vivendo com HIV/Aids; mostrar a proximidade da AIDS do universo dos jovens.
EP – Quais ações marcaram esta data no Estado?
AS – As ações do Estado de Sergipe e Municípios vão priorizar pontos importantes: a ampliação do acesso ao diagnóstico precoce na Atenção Básica e a abordagem nas oficinas, palestras e intervenções, do tema Preconceito relacionado principal aos Jovens que vivem com HIV/Aids  e a importância das atitudes de solidariedade.

distribuição de preservativos na Parada Gay 2010

Semana do Dia Mundial de Luta Contra a Aids/ 2011 – Programação Estadual:

Dias 30/11 e 1/12 – Stand informativo na Praça General Valadão, através da Secretaria de Estado da Saúde e Liga da Liga Acadêmica de Sexualidade da UFS;
Dia 1/12 – Stand informativo e teste rápido na Creche Padre Leon Gregório, no município de N.Senhora da Glória com concentração na Praça dos Quiosques;
Dia 1/12 – Exposição Informativa em Estância, através da Secretaria Municipal de Saúde local e participação da ONG Astrais;
Dia 1/12 – Palestras e apresentação de Teatro em Estância;
Dia 1/12 – Caminhada de Solidariedade em Estância, através da Secretaria Municipal de Saúde de Estância e Astrais;
Dia 1/12 – Caminhada de Solidariedade em Propriá, com a participação de idosos, alunos do Projovem e da UNIT e equipes do CTA e ESF da cidade;
Dia 1/12 – 14 horas – VIII Caminhada da Prevenção em Aracaju, com saída da praça da Bandeira, através das Secretarias Municipal de Saúde e Educação de Aracaju e parceiros;
Dia 1/12 – 8 Horas – Caminhada – Jovem  na Luta Contra à AIDS, em Lagarto;
Dia 1/12 – 9 Horas – Lançamento do Projeto “Camisinha Tá na Feira” nos Mercados Centrais de Aracaju, com exposição informativa e a participação do MOPS e Programa Municipal de DST/Aids de Aracaju;
Dia 1/12 – 14 Horas – Palestra Sobre a “Prevenção Sim, Preconceito Não” na Sede da Petrobrás, na Rua Acre, no Auditório do RH/DRh;
Dia 1/12 – 19:30 Horas – Palestra sobre a “Aids e a Juventude” e a “Aids e o Câncer” no Instituto de Oncologia San Giovani,dirigida aos profissionais de saúde, promovida pelo Instituto de Oncologia San Giovani e Liga Estudantil de Oncologia de Sergipe;
Dia 1/12 – 10 Horas – Campanha “Fique Sabendo” com utilização do Teste Rápido para Diagnóstico do HIV e Stand informativo no SESC – Centro, com apoio da Liga Acadêmica de Sexualidade da UFS e no SESC de  Socorro,com o apoio do CTA do município de Socorro.
Dia 1/12 – Ações de Prevenção na Praça Ananias Fernandes dos Santos e no Bar Carrancas (Rio S. Francisco), em Canindé do São Francisco, com apresentação do laço vermelho e palestras no Clube Altemar Dutra;
Dia 1/12 – 8 horas – Campanha “Fique Sabendo” com utilização do Teste Rápido para Diagnóstico do HIV nas seguintes cidades: Nossa Senhora das Dores (Unidade de Saúde Miltom Calumbi-antigo SESP); Pacatuba (Clínica de Saúde da Família); Tobias Barreto    (Clube das Mães); Pedrinhas (Unidade de Saúde Costa Guimarães); Laranjeiras (Unidade de Saúde do CAIC); Boquim (Unidade de Saúde Dr. Gilberto Carvalho e Bernadino Mitidiéri);   Carmópolis ( Unidade de Saúde Dr. Hernan Salles Galego).
EP – Apesar da disseminação de informações sobre a AIDS, o preconceito e a discriminação às pessoas vivendo com o HIV/AIDS ainda é muito forte. A que o senhor atribuiria esse fato?
AS – Existem fatores culturais que contribuem para o preconceito e atitudes de discriminação. Mas, no início da epidemia, as atitudes discriminatórias eram mais freqüentes.
EP – Quem vive com o HIV/AIDS pode trabalhar, estudar, praticar esportes, namorar e fazer sexo com camisinha, como todo mundo. Qual o maior obstáculo enfrentado pelo portador de HIV?
AS – Ainda ocorrem atitudes discriminatórias em algumas empresas, e alguns profissionais de saúde.
EP – O senhor fala sobre a AIDS no universo dos jovens e crianças de Sergipe. Há um tratamento diferenciado para esse público?
AS – Utilizamos uma liguem específica para cada público alvo e de acordo com a própria reação daquela população que estamos trabalhando e realizando a ação de prevenção. A linguagem está relacionada também com o nível de informação.
EP – O senhor é idealizador do Camisildo, um carro em forma de camisinha, cuja fama ultrapassou as fronteiras do Estado e até do país. Como surgiu a idéia do Camisildo?
AS – Nós temos sempre que utilizar a criatividade na prevenção. Criamos o Camisildo, como sendo uma forma  criativa de divulgar a prevenção em festas populares.
EP – O senhor também é idealizador do bloco da prevenção, que chama a atenção das pessoas para a necessidade de prevenção às doenças sexualmente transmissíveis durante o Pré-Caju. O sucesso do bloco é resultado de uma maior conscientização da população?
AS – Sim, foi uma forma criativa de divulgar a prevenção no pré-caju, participando da festa. Tem também a função de solidariedade já que procura ajudar as pessoas que vivem com Hiv/Aids. Fico feliz em perceber que a idéia do bloco se espalhou por todo o país.
EP – Em 2008, o senhor foi vencedor na categoria médico da 5º Edição do Prêmio AIDS Saúde Brasil de Responsabilidade Social. Como é ter o trabalho de décadas reconhecido nacionalmente?
AS – É muito gratificante ver o reconhecimento à nível nacional e local.
EP – O senhor escreveu o texto “Um médico que convive com HIV”, no qual relata um pouco da sua longa convivência com pessoas que vivem o drama da doença e as lamentáveis cenas de preconceito que já presenciou. Foi um desabafo?
AS – Não, apenas um testemunho do que enfrentei no início da epidemia.Meu sonho é escrever um livro contando tudo que encarei no início do trabalho.
EP – Quais as expectativas em relação ao avanço no tratamento dos soropositivos?
AS – Somos bastante otimistas, pois os cientistas estão trabalhando muito com relação à descoberta de novas drogas antirretrovirais.
EP – Em uma palavra, resuma o seu trabalho com DSTs e AIDS.
AS – Dedicação.

O que é que a baiana tem?

Posted in Uncategorized by micheletavares on 15/12/2010

Ivete Sangalo grava DVD em NY no Madison Square Garden.

Por: Victor Limeira

“Toda menina baiana tem
Um santo que Deus dá
Toda menina baiana tem
Encantos que Deus dá
Toda menina baiana tem
Um jeito que Deus dá”

Parafraseando Gilberto Gil é possível compreender um pouco o questionamento feito em 1938 pelo eterno Dorival Caymmi e entoado por Carmem Miranda. Mas afinal de contas, o que essas mulheres têm de tão especial que as diferenciam das outras?Maria Bethânia,Simone, Gal Costa, Nana Caymmi, Margareth Menezes, Daniela Mercury, Ivete Sangalo. Ícones da música popular brasileira, de gerações diferentes, em comum não somente a naturalidade, mas, sobretudo a essência, que as caracterizam e as distam das demais.

Atualmente entre as notáveis sem sombra de dúvidas destaca-se a mais popularesca de todas. Do povo e para o povo, Ivete Sangalo é o sucesso perfilado em uma única forma. A baiana de juazeiro nasceu em uma casa de músicos, por isso esta esteve presente em sua vida, desde muito nova. Nos saraus em sua casa, nos intervalos da escola, nas rodas de violão, a artista mais popular da atualidade brasileira engatinhava no universo da música.  A profissionalização logo aconteceu, aos 17 anos, quando Ivete passa a “fazer barzinho” tocar nas noites de Salvador. As oportunidades começam a aparecer e em 1993 a cantora torna-se vocalista da Banda EVA, emplacando um sucesso atrás do outro a banda passa a ter reconhecimento nacional e alcança a incrível marca de dois milhões de CDs vendidos no ano de 1997.  O sucesso foi uma crescente e a carreira solo uma conseqüência, então no ano de 1999, em meio a muitas lágrimas em pleno carnaval de Salvador, Ivete anuncia a sua saída da banda e inicia a fase de sua carreira que a consagraria.

Números, prêmios, multidões, seguidores, milhões. A conterrânea de João Gilberto entrou de vez para história da nossa música. Ivete chega no Madison Square Garden com uma grande certeza “Eu sou uma vencedora”. E de fato, essa é sua grande definição. Quem imaginava que a menina levada, que vendia marmita no centro histórico iria chegar tão longe? Predestinação soaria muito utópico e não teria tanta aplicabilidade. “Workaholic” por essência, Ivete não pára. Programas de TV, campanhas publicitárias, videoclipes, filmes, CDs, DVDs, shows, fotos, autógrafos, entrevistas. Além de contemplar diversos primas do Show Business, como atuar e apresentar, por exemplo, a baiana é uma grande empresária, dona da CACO DE TELHA, empresa que produz muitos artistas baianos, inclusive a própria cantora.

Do anúncio da carreira solo na quarta feira de cinzas até o show que originou o DVD em Nova Iorque muita coisa mudou. Isso pode ser constatado muito facilmente, no palco, na cênica, nas coreografias, no figurino. A tecnologia evoluiu muito, assim como as tendências, parâmetros e referências são outras, contudo, o que é genuíno de Ivete não se alterou: a sua personalidade, o ritmo e o que ela verdadeiramente acredita, continuam inalteráveis, seu palco é o trio elétrico e o combustível que a faz pulsar é o axé.

Ivete agita NY. Foto: Divulgação.

Cercado de cuidados contra a pirataria e de muita expectativa o DVD “Multishow ao Vivo – Ivete Sangalo no Madison Square Garden” chegaram às principais lojas do gênero de todo o país e também em Portugal simultaneamente no dia 6 de dezembro, com pré-venda de 300 mil cópias, número fora dos padrões para os dias de hoje.

“O que mais uma artista pode querer do que cantar para 14 mil pessoas no MSG e gravar o DVD lá? NY, Las Vegas, algumas cidades do mundo são a meca do show business. Fazer o que Ivete fez é realmente o ápice de uma carreira e ela é fantástica”, disse o empresário/apresentador Roberto Justus no programa Amaury Junior – 11/09/10

O DVD é simplesmente um abrir de portas para poderá acontecer, a eminente carreira internacional ainda está no começo, sabe-se o quão é difícil um brasileiro fazer sucesso no exterior, por muitas questões, idioma, eurocentrismo/americanização/xenofobia, ritmo/cultura, fracassos anteriores, mas o feito da senhora Sangalo é inédito, lotar o MSG, palco que se já se apresentaram os Rolling Stones, Lady Gaga, Paul MacCartney, Beyonce, Frank Sinatra, entre outros, alguns artistas americanos não lotam mais o Madison, como Mariah Carey por exemplo. Ivete é emblemática “Eu sou o Brasil no mundo”

É um novo Brasil, representativo, significativo, que cresce e passa a ter maior conotação eno globo, que pode se destacar não só no futebol, mas em muitas outras áreas.

Ivete levou para Nova Iorque o melhor de si, da sua verdade e da sua emoção. Para quem gosta de parafernália eletrônica, painel de “led”, efeitos visuais e sonoros, “interlude” Um show primoroso, emocionante, cantando sucessos antigos como “Eva” e “Alô paixão” ou inéditas como “Desejo de Amar”, a cantora usou o melhor do seu repertório, tocou piano e bateria, dividiu palco com grandes artistas como: Nelly Furtado, Juanes, Diego Torres e Seu Jorge e saiu do palco ovacionada, içada por balões, voando, literalmente, para mostrar ao mundo o que é que a baiana tem.

DVD Ivete no MSG!

 

Lobos Voadores: moto clube de gente consciente e responsável

Posted in Uncategorized by micheletavares on 15/12/2010

Por: Gleiceane Silva

Integrantes do moto clube Lobos Voadores

Engana-se quem acha que moto clube é lugar de homens loucos por motos, que adoram rock e vivem badernando por ai. Ao contrário, esses clubes são sim formados por loucos por motos porem o que eles pregam é a boa conduta do motociclista e não motoqueiro como a maioria da população os vê, e adoram tudo o que é bom, viagens festas e amizades. Assim são os lobos voadores, um clube de motociclistas que amam motos e viagens e fazem amizades por todos os lugares por onde passam, apesar de novo e com poucos integrantes o clube não deixa a desejar em matéria de responsabilidade e alegria.

Como em todo moto clube, eles têm suas reuniões e seus critérios para entrar. As reuniões são sempre no segundo fim de semana de cada mês onde é passada toda a programação das viagens e  os que desejam participar se reúnem e são avaliados para ver se encaixa no perfil do grupo, o que une essas pessoas é sem duvida a paixão por motos , o prazer das viagens e a possibilidade de fazer novas amizades.

Brasão do moto clube

¨Sempre gostei de moto e pensava que viajar era muito bom, só não imaginei o quanto¨, foi o caso da jovem Lara que juntou o útil ao agradável, a paixão por motos e o namorado Toni que faz parte dos lobos voadores.

O que move esse grupo é sem duvidas a paixão por motos , a conduta deles no trânsito e o prazer de viajar sentindo o vento na cara cheio de adrenalina e alegria. Apesar de serem considerados um grupo de roqueiro não é exatamente isso que acontece, a exemplo do último fim de semana quando houve a festa dos aniversariante onde era possível ouvir musicas de todos os ritmos, variando do pagode  ao rock , somos um grupo bem eclético gostamos de todos do jeito que são, sem distinção de cor raça ou credo, o que importa e gostar de motos e ser um motociclista responsável.

¨Eu sempre achei que motociclistas eram pessoas rudes, porém depois que conheci o pessoal do Lobos Voadores estou até com vontade de comprar uma moto e participar¨, diz Valdinete Monteiro  ao falar sobre o moto clube.

Os integrantes são bem animados e divertidos, o que eles pregam é a boa conduta do motociclista, andar sempre com capacete respeitando as leis e as pessoas e não agindo como certos ¨motoqueiros¨ que cortam  o  cano da moto pra fazer barulho e arruaças. Portanto você que gosta de moto, adrenalina, viagens e aventuras e curte fazer  novas amizades , então sinta- se à-vontade  a visitar e conhecer um pouco mais sobre os moto clubes de Aracaju e de todo o Brasil.

Chegando de mais uma viagem

os interessados precisam possuir uma moto que seja  no mínimo de 125cc, que são motos com maior potencia no motor para que possam viajar tranqüilos e que não venha causar atrasos em viagens, ter habilitação e está sempre com a moto sem problemas pois caso durante uma viagem um dos integrantes seja parado pela fiscalização a viagem dos outro será prejudicado pois sendo um grupo não e justo deixar um integrante pra traz.

Portanto é isso ai, apaixonados por motos sejam bem vindos aos lobos voadores, vamos curtir e levar a mensagem de motociclista legal é motociclista consciente. outras informações ligue (79)9906-8318 falar com Antonio, o popular Toni ou acesse o blog http://lobosvoadores.blogspot.com

A cultura viva expressa na festa dos lambe-sujos x Caboclinhos em Laranjeiras-SE

Posted in Uncategorized by micheletavares on 14/12/2010

Marcelo Uchoa • Aracaju, SE 05/10/2006

 

Por: Jabson Silva de Souza

 

No município de Laranjeiras, uma vez por ano, na primeira semana de outubro, trabalhadores, estudantes e turistas se transformam em reis e rainhas e protagonizam momentos de êxtase onde opera a alegria, e a cultura é expressa na sua forma mais viva e pura por toda a cidade, envolvendo nesse festejo moradores e turistas de todo o Brasil e do mundo.

 O início da festa se dá cerimonialmente na madrugada do sábado, com a ida de um negro e um índio à feira para arrecadar os mantimentos para a realização da tradicional feijoada, isso em um primeiro momento. Hoje a festa é tamanha que envolve todas as cidades vizinhas como Riachuelo, Areia Branca e Nossa Senhora do Socorro. Com obrigação de trazer ingredientes para a famosa feijoada, os lambe-sujos (negro ou qualquer pessoa tinjida com uma mistura de cabaú retirado da cana-de-acucar com verniz) percorrem todas essas cidades pedindo mantimentos a todos que eles encontram pela frente, ameaçando melar a quem não queira contribuir com algo para o seu sucesso diante do chefe.

Na madrugada do domingo, às 4h inicia a alvorada de foguetes de artifício e o primeiro encontro do grupo dos negros, os lambe – sujos na casa do rei Zé Rolinha (José Ronaldo de Menezes). O maracatu começa aos poucos, na mesma medida que a cidade acorda e que seus visitantes chegam. Nas primeiras horas da manhã, também os caboclinhos começam o seu ritual. Em um determinado momento da festa os negros tentam roubar a rainha dos caboclinhos, mas são presos e levados de porta em porta pelos guerreiros que os capturaram, para que paguem

foto retirada do site da cidade de Laranjeiras, 14/12/2010

pela sua liberdade. À tarde, há uma tradicional batalha pela libertação da rainha, tendo a vitória, os caboclinhos. O grupo musical que acompanha o folguedo é composto por ganzás, pandeiros, cuícas, tambores e reco-recos.

Na festa do Lambe – Sujo, além da música e cantos, a cultura também é contada através dos trajes dos personagens do festejo. Os negros usam calção vermelho, na cabeça uma espécie de capacete, ou gorita, pés descalços e, como arma, uma foice de madeira. O rei usa calça vermelha, camisa de manga comprida e colete. A princesa traja um vestido de sirê, mangas curtas e diadema de papelão. Mãe Suzana usa bata vermelha com retalhos variados, lenço na cabeça e um cesto de palha cheio de latas velhas e objetos imprestáveis. Os caboclinhos usam traje convencional de índio, saiote e cocar de penas.

“O lambe – sujo representa as perseguições e batalhas entre negros escravos e índios domesticados pelos senhores de engenhos no período do Brasil colonial. Este é um dos melhores folguedos existentes no nordeste brasileiro, já reconhecido pelo Ministério da Cultura. Esta festa reúne centenas de pessoas, que têm interesse em conhecer as manifestações populares. Por esse motivo, não podemos deixar a história dos lambe – sujos e caboclinhos acabar. Isso é a preservação da história do Brasil, que Laranjeiras lembra todos os anos no segundo domingo do mês de outubro, há cem anos”, afirmou Zé Rolinha.  Toda essa festa conta a história dos escravos africanos e como suas fugas e artifícios confundiam os capitães-do-mato. O próprio termo “Lambe Sujo” vem da camuflagem que os escravos aplicavam sobre o corpo para facilitar sua fuga. A luta entre estes e os índios, devido à instalação dos quilombos em territórios dos “caboclinhos”, e o conflito são encenados durante as festividades.

video retirado do youtube em 14/12/2010

Casa nova, vida nova!

Posted in Perfil, Uncategorized by micheletavares on 14/12/2010

Por: Fernanda Matos

“Pode entrar, a casa é sua”.

Foto: Cesar de Oliveira / Divulgação

 

 

Quantos casarões, casebres e residências foram construídas em Sergipe no século XIX? Muitos. Dezenas. Centenas. Milhares e até milhões. No meio de tantas construções datadas dessa época eis que uma chama a atenção das pessoas, pelo seu estilo eclético, de influência neoclássica, pela originalidade de todas as suas paredes, construídas em pedra e cal (da Cotinguiba) e pela importância história, política, cultural e arquitetônica que abriga para nosso querido estado de Sergipe. É uma beleza de casa. Quer dizer, de palácio.

Era o casarão que mais despertara a atenção da sociedade, pela beleza e originalidade da sua construção. Uma verdadeira referência da nossa história, inaugurada em definitivo, somente em 1863.

De imensurável importância histórica, já que, até meados da década de 90, funcionara como sede do Governo do Estado e residência de muitos governantes como os ilustres Albano Franco, João Alves Filho, Seixas Dória, Paulo Barreto e o atual senador Antônio Carlos Valadares, o local foi idealizado na época do Brasil Império, em 1856. O “Palácio Provincial” , como fora intitulado inicialmente, foi construído, entre as praças Fausto Cardoso, Almirante Barroso e Olímpio Campos (Parque Teófilo Dantas), local onde posteriormente foram herguidos vários edifícios públicos a exemplo dos prédios da Assembléia Legislativa e da Prefeitura.  

No início do século XX, a construção passou por uma grande reforma, que alterou significativamente a sua fachada e seu interior. Essa reforma foi iniciada no governo do General Oliveira Valadão e concluída na gestão do Marechal Pereira Lobo, em 1920, época da comemoração do 1º Centenário de Emancipação Política de Sergipe.

 Cento e quarenta e sete anos depois de sua inauguração o palácio foi agraciado novamente com outra importante reforma que preservou a originalidade da obra e da memória sergipana e foi definida por um dos seus ex-moradores como “uma preservação total daquilo que foi concebido de forma original pela inteligência e brilhantismo de nossos engenheiros e arquitetos do passado”, ressaltou, Antônio Carlos Valadares, último a residir no local.

Durante a cerimônia de reinauguração do espaço, o governador Marcelo Déda afirmou que “não há nada mais próprio de dizer ao povo de Sergipe do que aquela frase tradicional: ‘Pode entrar, a casa é sua’”.

 Além da recuperação do imóvel, o local também teve a estrutura física, os elementos artísticos presentes no casarão e os bens móveis restaurados e teve a fachada reformada. A obra resgatou a identidade histórica do palácio e deu uma nova funcionalidade às suas áreas administrativas.

Assim, com um ambiente totalmente renovado, o casarão ganhou áreas de acesso público, que contam a sua história política e cultural e passou a funcionar como museu, a fim de compartilhar com sergipanos e visitantes uma parte da riqueza da história política de Sergipe como o gabinete do governador, o salão nobre e os espaços que já serviram como residência de governadores sergipanos e de seus familiares.

Para o governador “o palácio vai funcionar como museu para que todos os sergipanos possam conhecê-lo e aprender com ele. Para que os jovens, estudantes, possam visitar as suas salas, os seus quartos, os seus gabinetes, e buscar ali a essência da história política de Sergipe”.

“Palácio Olímpio Campos”, esse é o nome do nosso importante casarão, uma homenagem ao jornalista, professor e sacerdote Monsenhor Olympio de Souza Campos que atualmente, após reforma e restauração, recebeu uma nova denominação, passando a ser chamado por “Palácio-Museu Olímpio Campos”.  A mais bela casa do povo sergipano.

FONTE: http://www.palacioolimpiocampos.se.gov.br.

A Ana Hickmann da TV.

Posted in Uncategorized by micheletavares on 14/12/2010

Por Raimundo Morais

Foto:Google

Dona de uma das trajetórias mais concretas e bem dirigidas do meio artístico atual do país, a modelo e empresária Ana Hickmann, vem quebrando barreiras e ganhando méritos fora das passarelas e do mundo empresarial, Ana atualmente se destaca como apresentadora de TV.

Com mais de seis anos de carreira na recente profissão (apresentadora de TV), completou neste ano 29 de idade.

A apresentadora ficou conhecida quando tinha 16 anos, quando se casou com o empresário Alexandre Corrêa, posteriomente, marcou presença em diversas revistas da moda e comerciais no mundo inteiro, chegou até ocupar uma colocação na lista das 10 mulheres mais bonitas do mundo, da revista GQ Itália. Entretanto, a vida de apresentadora se iniciou em 2004, quando foi convidada e contratada pela Rede Record de Televisão para apresentar uma coluna de moda no programa ‘Tudo a ver’, que serviu de amprendizado na aréa para a então modelo e empresária Ana Hickmann, que em 2005, na emissora paulista, voltou a ganhar mais aprendizado com o programa ‘Hoje em Dia’, ao lado do jornalista Britto Jr. e Eduardo Guedes. Em seguida conquistou o comando das tardes de domingo, o dia mais disputado da TV brasileira.

Nascida em Santa Cruz do Sul Rio Grande do Sul, Ana Hickmann, filha mais velha dos cinco irmãos, teve uma infância simples, contudo, muito feliz. Aos 15 anos saiu da cidade de nascença, rumo a “carreira de modelo” em São Paulo, sem ao menos fazer idéia do que realmente se tratava a vida de modelo. Entretanto, começou a participar de desfiles, ao lado do seu esposo empresário Alexandre Corrêa e em 1998 iniciou-se a sua carreira internacional, em Paris, quando desfilou para grandes marcas. Na França Ana teve a chance de fazer a sua primeira campanha mundial: Wella. No ano seguinte, mudou-se para Nova York nos EUA. No começo de 2000, Ana investiu no lado empresarial. Aos 23 anos, começou dar seus primeiros passos na televisão brasileira, em participação no programa ‘Tudo a ver’ da Rede Record, como colunista de moda, o âncora do extinto programa era o jornalista Paulo Henrique Amorim, em 2005, já consagrada, dividiu o palco com o jornalista Brito Jr., o culinário Edu Guedes, meses após, com a colunista Cris Flores no ‘Hoje em Dia’. No mesmo participou da Filmografia da novela Prova de amor, como Ana Hickmann, o que em 2009 veria a se repetir na novela a Bela, a Feia.

Em 2007, ainda como apresentadora das manhãs da Record, Ana Hickmann ao lado de Brito Jr, apresentou o reality show ‘O Jogador’, que contribui na conquista da modelo no prêmio Paulistanos do Ano da revista Veja São Paulo na categoria Melhor Apresentadora. Até que em julho de 2009 assinou com a Record e aceitou o desafio de se reinventar, começou então a era no ‘Tudo É Possível’, programa voltado para as tardes de domingo, como público alvo toda a família. A carreira de Ana deu mais um grande salto, consolidando-a, como uma das grandes comunicadoras da televisão brasileira. “É um dia inesquecível para todos nós que somos fãs de Ana Hickmann, a mesma menina que saiu da sua cidade natal ainda na juventude em busca do seu sonho, torna-se modelo anos depois, e a mesma mulher que estreou na televisão brasileira naquele ano de 2004 como colunista, explode hoje como uma grande comunicadora das tardes de domingo”, relata Gabriela Bomfim, fã incondicional de Ana.  

Ana Hickmann ainda é reconhecida como a modelo com as pernas mais longas do mundo, segundo o Guinness Book. Atualmente, a apresentadora das tardes de domingo dos brasileiros, dedica-se ao desenvolvimento de novas linhas empresarias e quando possível volta com sua beleza peculiar às passarelas.

IGREJA WESLEYANA NO NORDESTE: equilíbrio e exortação à prática do bem nas palavras de um pastor andarilho

Posted in Uncategorized by micheletavares on 14/12/2010

Ricardo Pereira da Silva, 28 anos, é natural de Recife/PE, cursou Faculdade de Teologia pela Universidade Metodista de São Paulo, durante os anos de 2002 a 2007, e exerce a atividade de pastor da Igreja Metodista no Nordeste há 6 anos. Atualmente, ele é pastoralmente responsável pelo cargo de reverendo da Igreja Metodista em Muribeca/SE, função que desempenha localmente desde 2009. Na entrevista abaixo, ele comenta algumas das principais motivações religiosas e algumas das principais características positivas da Igreja fundada pelo reverendo inglês John Wesley, no século XVIII:

1 – Como tu te defines religiosamente?

1. Me defino religiosamente como uma pessoa equilibrada. Uma das marcas essenciais do metodismo é o equilíbrio. Para o Metodismo, a religiosidade não aliena, mas ajuda o ser humano no processo de crescimento integral.

2 – Que função tu exerces dentro de tua igreja?

Atuo como sacerdote, consagrado pela igreja metodista no nordeste para as seguintes funções pastorais: acompanhar e conferir suporte espiritual, de aconselhamento e acompanhamento das famílias da igreja e também da comunidade em torno. O pastor metodista também é desafiado a ser agente da comunidade em que está inserido, estando a serviço do povo, honrando o ‘slogan’ nacional da Igreja Metodista: Comunidade Missionária a Serviço do Povo. Ou seja, a igreja não é um espaço destinado somente às atividades religiosas, mas é um espaço educativo e promotor do bem estar social.

3 – Como se deu os primeiros contatos entre tu e esta religião?

A minha relação com o metodismo se dá a partir da experiência da minha avó com a igreja em Recife/PE, no bairro chamado Nova Descoberta, zona norte da cidade. Esses primeiros contatos se deram e foram aprofundados principalmente através da escola dominical, um espaço de educação da igreja, que geralmente se reunia pela manhã, destinado para crianças, jovens e adultos.

4 – O que tu podes falar, com base em tua experiência pessoal, sobre esta religião?

Primeiro, prefiro definir o metodismo como um dos ramos o cristianismo protestante. A igreja metodista faz parte das denominações do ramo histórico. Sendo assim, o metodismo tem um compromisso fundamental com a educação. Por isso, essa é a minha experiência mais profunda com o metodismo. Somos um povo de coração aquecido (experiência com Deus, através da oração), mas também um povo que pensa! O metodismo apresenta uma proposta integral da experiência com Deus, através da Bíblia, ou seja, o ser humano não é somente um ser espiritual, mas social e psíquico e que através da experiência com a graça de Deus se torna imagem e semelhança do próprio Deus, vivendo a partir as prerrogativas do novo nascimento e através dele recebe a missão de ser sinal do amor que recebeu de Deus, sendo útil à sociedade que está inserido.

5 – Que tipo de hierarquias existe na Igreja Metodista?

A Igreja Metodista é uma denominação episcopal. Um bispo ou bispa governa a igreja representando algumas áreas do país. Esse grupo é chamado de Colégio Episcopal. A forma de governo é conciliar, ou seja, um processo democrático estabelecido por representações de cada Região do país que se reúne nacionalmente num conclave chamado Concílio Geral, que define os rumos da igreja no território nacional.

6 – Existem quantos estabelecimento destinados a esta religião em Sergipe?

Em Sergipe, a igreja metodista está localizada em Aracaju, no Siqueira Campos, que é a primeira igreja do metodista do Estado, denominada Igreja Metodista Central justamente por ser a primeira. Existe uma igreja também no bairro Santos Dumont, outra no conjunto Marcos Freire I, no município de Nossa Senhora do Socorro, e em Muribeca e Brejo Grande, essas últimas no interior do Estado.

7 – Como tu chegaste a exercer a função que tu exerces aqui?

Para exercer a função de sacerdote, é preciso ser membro da igreja metodismo no mínimo cinco anos, quer dizer, ser batizado e membro freqüente atuante na comunidade, depois ser indicado pelo concilio local da igreja para os estudos teológicos, após o reconhecimento da igreja de sua vocação pastoral. A igreja metodista reconhece a vocação pastoral tanto para homens como mulheres. No nordeste temos uma mulher como presidenta. Depois da indicação da igreja para os estudos teológicos é preciso fazer um período chamado pré-teológico, que consiste em trabalhos desenvolvidos na igreja local acompanhado por um pastor durante 1 ou 2 anos e estudo de literatura metodista, além de estudar para fazer o vestibular na UMESP (Universidade Metodista de São Paulo). Aprovado nesse período de experiência, é preciso fazer o vestibular, e, se for aprovado, estuda durante 4 anos em São Paulo, na FATEO (Faculdade de teologia da Igreja Metodista), que é um curso superior aprovado com nota máxima pelo MEC. Depois do curso, já trabalhando como pastor, em alguma cidade de nordeste, inicia-se o período de estudos chamado aspirante ao presbiterado da igreja metodista. Período de estudo de literatura metodista nas áreas de governo da igreja, doutrinas e historia do metodismo, sendo que a prova é aplicada pelos professores da Faculdade de Teologia, e, depois de aprovado, torna-se reverendo da Igreja Metodista no Brasil, sendo que a ordem presbiteral é o grupo responsável pelo zelo histórico, doutrinário e de governo da igreja, de maneira que essa ordem está somente abaixo dos presidentes da igreja no Brasil, ou seja, os bispos presidentes da igreja.

8 – Que tipo de interação social extra-eclesiástica tu desempenhas na comunidade em que pregas?

Conforme eu disse antes, a igreja não é um espaço destinado somente às atividades religiosas, mas é um espaço educativo e promotor do bem estar social. As dependências do templo também são parcerias que oferecem subsídios educativos a população, através de creches, reforço escolar, cursos profissionalizantes e etc.

9 – Para fazer parte desta religião, há algum tipo específico de iniciação?

É preciso ser capacitado para se torna membro da igreja. Assimilar conhecimentos básicos de bíblia, governo e doutrinas da igreja.

10 – Como tu te manifestas em relação a temas-tabus do cristianismo, como aborto, masturbação, homossexualismo e eutanásia?

Em primeiro lugar, gostaria de afirmar que não são tabus, mas posições. Cada denominação religiosa lê interpreta a Bíblia segundo suas tradições históricas e doutrinárias. Há uma frase metodista famosa que diz o seguinte: “nós, metodistas, pensamos e deixamos pensar”, quer dizer, respeitamos, discutindo sempre com equilíbrio de conteúdo. Por isso, não gostaria de aprofundar um tema especifico, mas afirmar que o metodismo é pró-vida: esses temas são definidos pelas pastorais, são documentos desenvolvidos pelos professores da Faculdade de Teologia em São Paulo, assessorados pelo colégio episcopal. Mas é preciso afirmar que, assim como Jesus, a igreja ama o pecador e não o pecado, mas também repudia qualquer forma de preconceito, por exemplo, a homofobia e qualquer questão similar.

11 – O que há de essencialmente distinto entre o metodismo e as demais religiões cristãs?

O metodismo se destaca pela proposta integral do evangelho, não está preocupado somente com a experiência religiosa das pessoas, mas também seu desenvolvimento social e psicológico, e entende que um desses caminhos é essencialmente o da educação. É preciso orar, ler a bíblia e ter comunhão com Deus, mas também é preciso estudar e muito, a fé restaura e potencializa a razão. Consciência de mundo, consciência política, social e histórica.

12 – Que tipo de financiamento monetário existe no que tange à manutenção da igreja em que tu exerces as tuas funções?

Através dos dízimos e ofertas voluntárias, nunca forçadas ou por apelo e pressão emocional. No metodismo as ações devem ser responsáveis e sempre conscientes. Repudiamos as práticas atuais de mercantilização da fé. O dinheiro não seduz a Deus e nem o pressiona para obrigação de fazer milagres. Na igreja metodista, o dízimo e as ofertas são parte da consciência da graça de Deus que nos sustenta dia apos dia.

13 – Há algum tipo de simbolismo para-sobrenatural no metodismo?

Primeiro é preciso distinguir simbolismo de misticismo. Algumas denominações protestantes agregam questões místicas da religiosidade popular ao cristianismo hoje. É preciso entender que o conceito bíblico de fé é a “certeza daquilo que não se vê”. Se sua pergunta estiver relacionada com o que cremos que Deus pode fazer, ou seja, os fatores sobrenaturais da relação de Deus com o ser humano, que são os dons e o carisma do Espírito Santo, concedidos ao cristão no momento do batismo, que tem como finalidade capacitar os cristãos para o serviço da comunidade.

14 – Existe alguma proibição comportamental dominante?

No Brasil, os metodistas são chamados para ser equilibrados. Temos como principais obrigações a de não praticar o mal, a de zelosamente praticar o bem e atender às ordenanças de Deus, tendo costumes como: moderar nos divertimentos, ser modestos no trajar, empenhar-se no combate aos vícios. No Brasil, somos abstêmios ao álcool, observadores do dia do Senhor (responsabilidades com a igreja), honestos nos negócios, praticantes dos meios de graça que a igreja oferece, praticantes de oração e jejum individual e em família, somos fraternais em relação uns aos outros, benfeitores de boas obras, promotores de educação secular e religiosa e somos operosos na obra de evangelização.

15 – Basicamente, como se dão os encontros dos fiéis?

Através de cultos, escola dominical, atividades locais e nacionais, além de atividades de auxilio social e de lazer… E encontros de jovens, crianças e adultos.

16 – Que tipos de pessoas freqüentam a igreja?

Essa pergunta é relativa e um pouco preconceituosa. Para a igreja todas as pessoas são chamadas para crescer e amadurecer na comunhão com Deus, através da igreja, isso se as pessoas se identificarem com a igreja metodista.

17 – Tu sofreste algum tipo preconceito social ou familiar ao se filiar a esta religião?

Não sofri nenhum preconceito, quando as pessoas conhecem o metodismo, se surpreendem com sua forma profunda, organizada e equilibrada de pregar e vivenciar o evangelho, especialmente o seu componente de visão sobre a importância da educação.

18 – Quais aspectos religiosos acerca do metodismo tu achas que são mais problemáticos em relação ao conhecimento geral da população, visto que as bases da religião são anglofílicas?

De modo geral, as pessoas não entendem como o metodismo assimila que a fé e a ciência se completam, piedade (ou seja, fé) e ciência (ou seja, razão) se completam a favor do bem estar do ser humano, ou seja, sem o componente da razão é possível compreender a experiência transformadora da graça de Deus, através da fé em Jesus Cristo.

19 – O que mudou em tua vida depois que aderiste ao metodismo?

Tornei-me uma pessoa equilibrada: o metodismo me ofereceu a compreensão da experiência do amor de Deus e que esse amor é essencialmente pratico e se materializa através de relacionamento saudável com as pessoas, leitura profunda e consciente da bíblia, compromisso ético com as pessoas e com o Estado e a certeza de que sou agente transmissor das boas novas que o evangelho produz na vida do ser humano. Por isso, sou pastor: para servir as pessoas por aquilo que elas são, não por aquilo que elas têm materialmente para oferecer.

20 – Que mensagem tu terias a transmitir para quem reluta em conhecer esta religião?

Em primeiro lugar, se não quiser ir algum templo metodista, ler profundamente sobre quem somos, como vivemos e qual o projeto que oferecemos a luz da bíblia, sugiro conhecer as marcas básicas, identidade, história e doutrinas do metodismo. Isso pode ser feito de forma muito fácil através da Internet. O ‘site’ da Igreja Metodista no nordeste é < www.remne.metodista.org.br>.

Condução da entrevista por: Wesley Pereira de Castro.

Fotos: arquivo pessoal do pastor

Adolescentes, o futuro econômico do nosso país

Posted in Uncategorized by micheletavares on 14/12/2010

Apesar da importância do consumo dos jovens para a economia de um país, é preciso responsabilidade e interesse pela economia destes que representam o futuro de uma nação.

Por. Jabson Silva de Souza

A adolescência é uma das mais importantes fazes da vida, é o momento em que o ser humano está em transição. Para a formação desses novos

Sara Rodrigues 10/12/2010

adultos é de suma importância a consciência econômica. Na tentativa de esclarecer um pouco desses jovens consumidores entrevisto no conforto de sua residência a gestora financeira Sara Rodrigues dos Anjos, uma profissional bem sucedida que almeja, em um futuro próximo, abrir sua própria financeira.

Repórter: Ter um adolescente em casa pode influenciar a economia de uma família? De que forma?

Sara: Pode sim. Os adolescentes querem sempre estar na moda, são consumistas. Gostam de roupas, perfumes, calçados, etc. E para seguir a moda e ter um bom visual, sabemos que custa caro, e isso com certeza influencia nas contas de casa sim.

Repórter: O quão importante são os consumos dos jovens para a economia nacional?

Sara: São de suma importância. Hoje em dia as influências da sociedade moderna afeta nossa adolescência, pois desejam roupas de grife, calçados…  E com isso o mercado lucra. O que seria do mercado teen se não fossem os jovens? Não existiria.

Repórter: A industrial cultural se aproveita da vaidade dos jovens para ganhar dinheiro fácil? De que forma isso ocorre?

Sara: No preço abusivo dos bens de consumo. Um adolescente se questionado sobre o valor alto de um objeto desejado por ele, a resposta é automática, custa caro porque é bom, e não é bem assim, sabemos que poderia ter um custo mais acessível., porém a vaidade dos jovens acaba pagando a marca também.

Repórter: É correto os pais darem mesada aos seus filhos?

Sara: Em minha opinião sim. Desde que os pais saibam educar seus filhos e os oriente na administração do valor que recebem, para que não utilizem apenas com futilidades, ou seja, que gastem com o necessário.

Repórter: Existe uma idade adequada para esse método ser introduzido?

Sara: Penso que sim.  A partir dos 10 anos, apesar de estudos psicológicos dizerem que o inicio da adolescência é a partir dos 12 anos acredito que é uma boa idade,  fase para começar a adquirir responsabilidades, tais como saber onde gastar o dinheiro que recebem dos pais. Tenho um irmão adolescente ele recebe sua mesada desde os 10 anos, com essa grana ele costuma comprar coisas que gosta, como cuidar da manutenção de sua bicicleta.

Repórter: Existe uma idade correta para apresentar o ‘capital’ a um filho?

Sara: Uma idade padrão penso que não, isso vai depender da maturidade de cada um, há adolescentes imaturos em relação a crianças, quanto há crianças maduras se comparados aos adolescentes. Tenho um exemplo disso dentro de casa a filha de minha amiga que divido apartamento, tem 10 anos e já sabe administrar muito bem a mesada que recebe da mãe, não gasta com doces, coisas que crianças gostam, tem sempre uma “graninha”, para comprar seus mimos de escola como canetas, cadernos, etc. E tem sempre uma reserva para um eventual passeio.

Repórter: Sabe-se que o diálogo entre pais e filhos é fundamental para a formação de um indivíduo. Deve-se discutir economia entre as conversas familiares? Por quê? 

Sara: Com certeza sim. Desde pequenos devemos ter consciência do custo de se viver, saber o valor de tudo que consumimos, ter ciência de que manter uma família custa caro e requer esforço e que para isso todos devem contribuir.

Repórter: Com as compras de fim de ano se aproximando, quais cuidados que se deve ter para não gastar além do que se pode?

Sara: Verificar ao comprar o que realmente é útil. E comprar o que realmente for útil. Pesquisar e pechinchar bastante o preço das mercadorias e não sair comprando tudo que vier pela frente.

 

Repórter: Os filhos devem ter direito a um décimo terceiro?

Sara: E por que não? Penso que sim, afinal, todo fim de ano todos queremos presentear.

Repórter: Com o acesso a internet, os jovens têm uma noção melhor do poder de compra?

Sara: Acredito que sim. Na internet temos o mundo sem sair de casa. Somos livres para pesquisar preços em vários sites e até fazer comparações. Sem falar nas malas diretas ofertas recebidas no email, muitas vezes estamos pensando em comprar algo, mas, sem tempo e ao abrir sua caixa de entrada olha o produto sendo ofertado.

Repórter: Quais as principais conseqüências para uma família que não impões limites econômicos a seu filho adolescente?

Sara: Ter um adulto consumista e sem consciência do valor dos bens de consumo, terá em casa alguém que deseja consumir acima de tudo, sem pensar em valores e condições.

Repórter: Você acha que os jovens entendem de economia?

Sara: Não muito. Mas um pouco, cada um em sua concepção.

Repórter: Tão importante quanto uma educação assistemática (familiar) temos a sistemática. Você acredita que as escolas trabalham bem a questão da economia com os adolescentes?

Sara: Sinceramente não. As escolas pecam em não inserir em suas grades curriculares, uma matéria onde os jovens possam participar ativamente da economia, a começar dentro de sua própria casa, tendo consciência do custo que temos em manter uma família.